O sojicultor brasileiro tem potencial de aumentar em cerca de 50% a sua produtividade, sem necessidade de aumentar a área plantada. A proposta de transformar o produtor de soja em símbolo de alta produtividade e sustentabilidade vem junto com o lançamento oficial e criação do Comitê Estratégico Soja Brasil - CESB - no próximo dia 20 de maio de 2009, durante o V Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2009 que acontecerá em Goiânia (GO).
O Comitê Estratégico Soja Brasil surge com objetivo de desenvolver iniciativas estratégicas que visem aumentar da produtividade da soja no Brasil. Uma das metas é incentivar os produtores a trabalharem na busca de alternativas tecnológicas sustentáveis.
O CESB pretende auxiliar o sojicultor brasileiro a elevar os atuais patamares de produtividade de 2800 kg/ha para 4.000 kg/ha. “A produtividade brasileira pode alcançar índices comparáveis aos melhores do mundo se houver incentivo, apoio institucional e incremento da pesquisa com emprego de modernas tecnologias”, afirma Décio Gazzoni, um dos membros do CESB.
A iniciativa de criação do CESB acontece no momento em que há perspectivas positivas do aumento de demanda do produto em todo o mundo. Estudos e projeções recentes do U.S. Census Bureau, FAO e do Banco Mundial mostram que a população mundial, que atualmente está em torno de 6,8 bilhões de pessoas (dados de maio de 2009), deverá atingir em 2030 cerca de 8,7 bilhões de pessoas e próximo a 10 bilhões em 2050. Com isso, a necessidade de produção de alimentos passa cada vez mais a fazer parte de uma agenda mundial de prioridades. Paralelamente, o aquecimento global também sinaliza futuras dificuldades para o mundo manter a sua constante demanda em relação à produção de alimento e consequentemente biocombustíveis. “A saída para este drástico cenário é produzir mais por área. Por isso a criação do CESB”, completa Gazzoni.
Nesse cenário, o Brasil tem, através dos setores produtivos, importante contribuições a dar. Comparado com outros países, o Brasil tem a maior área disponível para o plantio. As perspectivas são de que o país assuma o papel de grande celeiro no mundo, porém, para tal é necessário saber conduzir esta grande questão.
O comitê, não tem fins lucrativos e é composto por quatorze profissionais de diferentes áreas, unidos por um objetivo em comum: incentivar a expansão da produtividade da soja no Brasil e desenvolver uma plataforma tecnológica símbolo de altas produtividades que sirva como referência para os sojicultores brasileiros. As informações são da assessoria de imprensa do evento.