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Vacina é a principal ferramenta na erradicação da aftosa

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Vacina é a principal ferramenta na erradicação da aftosa
21/12/06 - 23:40 
A vacina é a ferramenta básica de um plano de erradicação de doenças. E o Brasil detém a melhor e mais moderna tecnologia de fabricação da vacina contra febre aftosa no mundo. Toda a produção passa por duplo controle de qualidade: dos próprios laboratórios e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O parque industrial brasileiro possui capacidade de produção de 500 milhões de doses/ano da vacina inativada contra febre aftosa. Seis laboratórios fabricam a vacina oleosa de longa ação, que garante maior tempo de imunização, protegendo o animal por seis meses, e combate os vírus O, A e C. A eficiência da vacinação também depende de outros pilares, como a qualidade da aplicação e a conservação do produto, que precisa ser armazenado entre 2º e 8ºC. Além disso, também interferem as características dos animais (precisam estar sadios) e principalmente o número de animais vacinados na propriedade. Aqui, um alerta: é fundamental que o pecuarista vacine todos os animais do rebanho. A vacinação correta somada ao controle de trânsito de animais – para que bovinos não protegidos tenham contato com animais sadios – reduz praticamente a zero as chances de aparecimento da febre aftosa. A responsabilidade dos laboratórios veterinários é de fabricação de vacinas de qualidade e total rastreabilidade. Nesse sentido, reforço que não há no setor de saúde animal produto tão regulado quanto a vacina de febre aftosa. Toda a produção brasileira de vacinas contra aftosa, após o controle de qualidade dos laboratórios, é encaminhada à Central de Selagem de Vacinas (CSV), instrumento de controle e acompanhamento do fornecimento de vacinas, instalado em Vinhedo (SP). A Central de Selagem recebe as vacinas produzidas pelos laboratórios sob a supervisão dos fiscais do MAPA, confere os volumes produzidos e aguarda a coleta de amostras, enviadas aos laboratórios oficiais de controle do Ministério. Os lotes de vacinas aprovados pelo MAPA são encaminhados para selagem: cada frasco recebe selo holográfico de segurança, quando então ficam à disposição dos laboratórios para comercialização. Com esse processo, além de duplamente controladas, as vacinas contra febre aftosa têm total rastreabilidade e garantia de qualidade até sua chegada nas revendas e outros locais de comercialização. Até esse momento, a indústria veterinária garante a qualidade da vacina, transportada com rastreador de temperatura. Quando chegam nas revendas, as vacinas são recebidas por fiscais estaduais, que checam sua temperatura, conferem os lotes e a liberação do Ministério e só então autorizam a entrega do produto. A partir desse ponto, a correta conservação da vacina depende inicialmente da revenda e em seguida do produtor que adquire a vacina, assim como dele depende a correta aplicação e o manejo adequado do produto. Não conheço histórico de foco de febre aftosa no País após a utilização correta da vacina contra a doença. Porém, além de vacinar os animais, outras medidas se fazem necessárias para manter o rebanho brasileiro protegido. Essas medidas passam pelo cadastro das fazendas e dos animais e a sorologia periódica, objetivando mostrar que não há atividade viral na região. Isso não é tudo: a presença de barreiras móveis e fixas nas áreas de fronteira, controlando o trânsito de animais, além da vacinação assistida ou supervisionada na região, e o trabalho conjunto com os países vizinhos, viabilizando a regionalização da erradicação da aftosa, são atribuições igualmente fundamentais. Por tudo isso, a erradicação é um grande desafio para o País, mas que pode ser vencido. Porém, é preciso que todos os envolvidos na cadeia produtiva façam sua parte. Autor: Emilio Salani é médico veterinário e presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal
Autor: Emílio Salani

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