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Região de Carazinho imuniza mais de 90% dos rebanhos

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Região de Carazinho imuniza mais de 90% dos rebanhos
26/01/12 - 17:07 
Acima de 85% dos animais vacinados, a Organização Mundial de Saúde Animal confere status de livre da doença
 
Após a segunda etapa da vacinação da febre aftosa, que aconteceu em novembro, a Inspetoria Veterinária Regional divulgou os dados a respeito da cobertura vacinal na região de Carazinho. De acordo com o supervisor substituto da Inspetoria, Gustavo Brunet Oliveira, a meta da Supervisão Regional é de vacinar a totalidade dos bovinos e bubalinos, com até 24 meses de idade. “Porém, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) preconiza, para conferir o status de livre de Febre Aftosa com vacinação, que 85% dos rebanhos sejam imunizados e que sejam tomadas medidas com os produtores inadimplentes”, salienta ele, acrescentando que o Rio Grande do Sul é visto internacionalmente livre da doença.

Nos municípios de abrangência da Inspetoria Veterinária de Carazinho, o menor índice de vacinação foi em Coqueiros do Sul, com 90,71% do rebanho vacinado, seguido por Almirante Tamandaré do Sul, com 96,08%; Carazinho, onde 97,48% dos animais foram imunizados e Santo Antônio do Planalto, com 99,21% de cobertura. A primeira fase da vacinação, que ocorreu em maio, atingiu uma média de 95% de imunização em todo o Estado.
Conforme Oliveira, entre as medidas a serem tomadas com os produtores que não imunizaram seus rebanhos durante o período estabelecido, está à interdição da propriedade, multa, acompanhamento da vacinação pelo serviço fiscal e a perda da gratuidade da vacina, no caso dos produtores enquadrados no Pronaf e com até 50 cabeças a serem vacinadas. “Estes que ainda não vacinaram devem procurar a Inspetoria Veterinária do seu município o mais rápido possível, a fim de regularizar a sua situação e evitar maiores transtornos e despesas, pois estes produtores inadimplentes já estão sendo procurados pela fiscalização”, destaca o supervisor.

O último registro da doença no Rio Grande do Sul foi em 2000 e 2001, com 52 focos de febre aftosa, ocasionando gastos para a contenção da enfermidade superiores a R$ 11 milhões, além dos prejuízos econômicos causados pelo impedimento da venda da produção.

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