Aveia
(Avena spp.)
A cultura
A aveia tem importante papel no sistema de produção de grãos, principalmente no sul do Brasil, caracterizando-se por ser uma excelente alternativa para o cultivo de inverno e em sistemas de rotação de culturas, pois pode ser inserida conforme a necessidade dos produtores. É cultivada para grãos, possuindo alta qualidade tanto para alimentação humana como animal. Proporciona ainda cobertura do solo e pode ser utilizada como forrageira, tendo um alto valor nutritivo.
A área
Deve ter boa drenagem, pouca acidez, boas características físicas e fertilidade adequada. Preferencialmente, para que atinja seu potencial de rendimento, estas áreas devem estar em rotação com outras culturas de inverno ou até mesmo em consorciações com outras espécies botânicas, leguminosas por exemplo.
Calagem e adubação
A quantidade de calcário e fertilizante a ser utilizada dependerá dos resultados obtidos conforme análise do solo, além do histórico da área.
Nitrogênio: para recomendação de dosagem, devemos basear-se conforme teor de matéria orgânica do solo.
Fósforo: baseado no "P" do solo, classe do solo e seqüência de cultivo.
Potássio: basear-se no teor de "K" do solo e no ano de cultivo numa seqüência de culturas.
Cultivares
As variedades de aveia devem ser escolhidas conforme seu potencial de rendimento e/ou conforme a finalidade de produção (produção de grãos ou massa verde) e que sejam resistentes a seca, pragas, doenças e geadas, tolerantes a solos com alumínio tóxico e solos ácidos.
As cultivares registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estão listadas abaixo:
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Cultivar |
Instituição Responsável |
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1 |
ALBASUL |
Fernando Irajá Félix de Carvalho |
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2 |
CAC-Sawazaki |
Sem Informações |
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3 |
CFT 1 |
Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná |
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4 |
CFT 2 |
Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná |
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5 |
CTC 5 (Ijuí) |
Sem Informações |
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6 |
Embrapa 139 |
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA |
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7 |
Embrapa 140 |
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA |
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8 |
Entre Rios |
Sem Informações |
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9 |
FAPA 2 |
Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária |
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10 |
FMS 1 |
Fundação MS para Pesquisa e Difusão de Tecnologias |
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11 |
FMS 2 |
Fundação MS para Pesquisa e Difusão de Tecnologias |
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12 |
FMS 3 |
Fundação MS para Pesquisa e Difusão de Tecnologias |
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13 |
FUNDACEP FAPA 43 |
Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa FECOTRIGO-FUNDACEP |
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14 |
IA 96101- B |
Instituto Agronomico do Paraná |
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15 |
IAC 7 |
Instituto Agronômico - IAC |
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16 |
Isadora |
Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária |
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17 |
Koch, cv. São Carlos |
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA |
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18 |
Louise |
Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária |
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19 |
OR-3 |
OR Melhoramento de Sementes Ltda. |
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20 |
OR-4 |
OR Melhoramento de Sementes Ltda. |
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21 |
São Carlos |
Sem Informações |
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22 |
UFGRS 19 |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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23 |
UFGRS 7 |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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24 |
UFRGS 10 |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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25 |
UFRGS 14 (Amiga) |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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26 |
UFRGS 15 (Tio Valdo) |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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27 |
UFRGS 16 (Butiá) |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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28 |
UFRGS 17 |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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29 |
UFRGS 18 |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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30 |
UFRGS 19 |
Luiz Carlos Federizzi |
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31 |
UPF 12 |
Sem Informações |
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32 |
UPF 13 |
Sem Informações |
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33 |
UPF 14 |
Sem Informações |
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34 |
UPF 15 |
Sem Informações |
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35 |
UPF 16 (Jubileu) |
Sem Informações |
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36 |
UPF 17 |
Sem Informações |
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37 |
UPF 18 |
Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária/Fundação Universidade de Passo Fundo |
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38 |
UPF 19 |
Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária/Fundação Universidade de Passo Fundo |
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39 |
UPF 2 |
Sem Informações |
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40 |
UPF 3 |
Sem Informações |
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41 |
UPF 5 |
Sem Informações |
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42 |
UPF 7 |
Sem Informações |
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43 |
UPFA 20 - Teixeirinha |
Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária/Fundação Universidade de Passo Fundo |
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44 |
UPFA 22 - Temprana |
Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária/Fundação Universidade de Passo Fundo |
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45 |
URS Guapa |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul |
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46 |
URS-20 |
Luiz Carlos Federizzi |
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47 |
URS-21 |
Luiz Carlos Federizzi |
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48 |
URS-22 Londrina |
Luiz Carlos Federizzi |
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49 |
Vitória |
Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária |
Semeadura
A densidade de semeadura varia normalmente de 250 a 400 sementes aptas/m2, podendo ser semeada a lanço ou em linhas (17 a 20 cm), empregando-se 60 a 80 kg de semente/ha. Quando a lanço, deve-se utilizar 30 a 40% a mais de sementes. Para densidade de semeadura deve-se levar em consideração, o tipo de cultivar e a época de semeadura (março a junho), para obtenção do número de plantas desejadas, conforme a capacidade de afilhamento. Para que ocorra uma boa germinação, a aveia deve ser semeada a uma profundidade de 2-4 cm, pois em profundidades maiores, corremos o risco, de que as sementes de baixo vigor e com poucas reservas não germinem ou aumentem o período de total geminação, proporcionando com isso um menor índice de afilhamento.
Tratamento de Sementes:
Muitas vezes as sementes de aveia, sem apresentar sintomas externos, podem estar infectadas por fungos e bactérias causadores de doenças. Em função disso, as sementes podem ser tratadas quimicamente para que possam estabelecer uma melhor emergência de plantas, com uma melhor sanidade, sendo de suma importância, pois também evitará nova introdução de fungos e bactérias patogênicos na lavoura. Produtos registrados para essa cultura encontram-se na Seção AGROLINKFITO.
Controle de pragas, doenças, invasoras:
A cultura da aveia pode sofrer interferências de outras espécies, especialmente nos estádios iniciais de seu desenvolvimento, prejudicando seu rendimento quanti e qualitativo. As invasoras, portanto, devem ser controladas desde o ínicio da lavoura. O manejo das moléstias deve ser feito, à medida em que a doença causar danos ao rendimento de grãos e/ou massa verde, ou seja, quando a incidência foliar alcançar de 15 a 20%, à partir do afilhamento. Já o manejo de pragas deve ser realizado a fim de obtermos melhores resultados de produção, começando a ser monitorado desde a sua emergência, visto que o período mais crítico é o período de emergência das inflorescências, que também está sujeito a qualquer tipo de estresse ambiental. A presença de insetos causa reais danos seja pela redução da área fotossinteticamente ativa, como também pela sucção de seiva. De duas a três semanas após o surgimento das inflorescências os insetos causam os maiores danos, diminuindo os prejuízos à medida que se aproxima da maturação. Agroquímicos registrados para a cultura da Aveia se encontram na Seção AGROLINKFITO.
Colheita:
A colheita deverá ser realizada quando os grãos tiverem atingido umidade aproximada de 15%, no final do ciclo da cultura, que varia de 140 a 180 dias. O atraso da colheita determina a ação de fatores adversos, com prejuízos no rendimento quali - quantitativo. Se o objetivo for somente como cobertura de solo ou adubação verde, o manejo da fitomassa deve ser realizado na fase de grão leitoso, que corresponde a, aproximadamente, 120 a 140 dias após a semeadura. Nesta fase não há grãos viáveis e ocorre o menor índice de rebrota após o manejo, podendo ser dessecada, rolada ou roçada.
Fonte: Informações baseadas no site da Embrapa Trigo.