01/09
CBOT
BM&F

Soja
US$ 10,85 (SET14)
R$ 0 (MAI15 )

Milho
US$ 3,57 (SET14)
R$ 23,6 (NOV14 )


Cereais de Inverno


Pitaia: aparência rústica esconde a delicadeza da fruta

Visitas: 2419
Comentários: 5

Pitaia: aparência rústica esconde a delicadeza da fruta
12/08/10 - 12:02 
Nativa do México, pode render bons lucros ao produtor brasileiro, se cultivada com atenção
 
Quem vê a pitaia pela primeira vez pode achar que a fruta, de aparência rústica, é das mais resistentes e não precisa de maiores cuidados para ser produzida. Mas João Vinicius Salveti Della Vecchia sabe bem que isso não é verdade. Embora o caule da planta lembre um cacto digno do deserto e a fruta apresente uma casca que parece recoberta por escamas, a pitaia é bastante delicada.

Depois de muitas tentativas e erros, o engenheiro-agrônomo radicado em Pinheiral, SP, aprendeu que apenas com muita dedicação é possível ter uma boa colheita dessa fruta exótica. “Tem gente que planta três, quatro frutas por mourão [poste ou estaca grossa]. Aqui, plantamos apenas uma pitaia em cada, para individualizar a adubação. E adubamos três vezes mais do que a maior parte dos produtores”, afirma João Vinícius.

Até mesmo os mourões, que servem de apoio para a planta de galhos rebeldes, crescendo em diversas direções, foram feitos após muitos protótipos. Enfim chegou-se a um formato que garante o apoio ideal e facilita a colheita, por manter os ramos na altura média de uma pessoa.

A fruta, nativa do México e de algumas regiões da América do Sul, ainda não é amplamente conhecida no país. “Quando levei uma caixa pela primeira vez no Mercadão [Mercado Municipal de São Paulo, conhecido por vender todo tipo de alimentos], nem eles conheciam”, conta João Vinícius. A ideia de produzi-la veio depois que o agrônomo se formou em Viçosa, Minas Gerais. “Eu queria trabalhar em uma pequena propriedade, e após pesquisar conheci a pitaia, que já era plantada na cidade paulista de Socorro”.

Em 2005, João começou com 400 plantas, de modo experimental. Depois de algumas tentativas frustradas e muitos ajustes, hoje já são 1900 pés de pitaia, nas variações amarela, roxa e branca. A amarela (Selenicereus megalanthus) é a mais comercializada, pois tem doçura acentuada – seu grau brix, que indica a quantidade de açúcares, é 20, considerado bastante alto. A fruta desta coloração é menor, e, quando verde, é recoberta de espinhos. Após a maturação, eles são facilmente removidos com uma escovinha.
 
Já a pitaia roxa (Hylocereus polyrhizus) é intermediária quanto à doçura, tendo o brix em torno de 12, e atrai sobretudo pela cor viva da polpa. Alguns restaurantes servem a fruta apenas cortada ao meio, por seu aspecto exótico. Por fim, a pitaia branca (Hylocereus undatus), a menos doce de todas, tem grau brix em torno de 10, e é excelente para a produção de doces – e fica ótima numa caipirinha.

Cada caixa das frutas, com cerca de 4,5 quilos, é vendida por R$ 20 na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). “O nosso diferencial é que produzimos frutas grandes, que duram até mesmo duas semanas. É muito fácil gerar uma pitaia que irá apodrecer três dias depois que a pessoa a comprar”, afirma João Vinícius.

A localização da plantação em Pinheiral, a 306 quilômetros de São Paulo, ajuda na produção bem-sucedida de João Vinícius. O terreno está a 900 metros de altitude, o que garante noites frias, acentuando assim o sabor das frutas. Já a relativa proximidade com a capital do estado auxilia no escoamento da produção. Hoje, o agrônomo conta com dois funcionários, que fazem a manutenção e a colheita. A pitaia dá frutos de dezembro a maio, e costuma ter três floradas fortes.

Para se ocupar nos momento em que a pitaia não produz, João faz experimentos com diversas outras plantas exóticas. Atualmente, uma de suas preferidas é a groselha-do-ceilão, que apareceu em sua vida quase sem querer. A vizinha do sítio, dona Josenilda, havia dado um suposto pé de camu-camu para João Vinícius, que o plantou ao lado de uma outra muda, comprada recentemente de um produtor.

Conforme as plantas foram crescendo, o agrônomo notou padrões diferentes de folhagem, e frutas com sabores bastante distintos. Para tirar a dúvida, ele levou a planta a um biólogo, e descobriu assim que tinha um pé de groselha. Hoje, a planta já ocupa boa parcela do terreno, e embora ainda não seja comercializada, rende ótimas geleias e um licor de sabor especial, perfeito para brindar as conquistas da produção de João Vinícius.

Notícias Relacionadas

02/09/14 » Ourofino apresenta novo programa sanitário para pecuária com a marca Voss
02/09/14 » Bayer apresenta últimos lançamentos para rebanhos na Expointer 2014
02/09/14 » CESB promove Fórum Regional de Máxima Produtividade de Soja em Goiás
02/09/14 » Pecuaristas de Santiago, RS, recebem Soluções Bayer na Pecuária
02/09/14 » Embrapa apresenta fêmea suína na Expointer

Comentários (5)

Comente esse conteúdo preenchendo o formulário abaixo e clicando em enviar






- Opiniões expressas nesse ambiente são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente representam o posicionamento do Portal Agrolink.

27/05/2011 às 10:53h - Olá parabéns pela reportagem! Gostaria de saber se vcs podem me informar o e-mail do Sr.JOÃO VINICIUS para maiores informações sobre a pitaia? desde já agradeço. (Crislaine Fraga)

15/03/2011 às 09:06h - Por favor,gostaria obter contato com sr.João Vinicio S.Della Vecchia,para informações a respeito das pitayas (Beatriz)

12/03/2011 às 04:55h - Por favor,como posso encontrar um produtor de pitaya no estado, pois estou interessada em cultiva-las. Atenciosmente (Beatriz)

21/02/2011 às 09:32h - Gostaria de contactar o João Vinicius Salveti Della Vecchia (Luiz Nogueira)

11/02/2011 às 08:28h - Por favor, gostaria de conseguir o contato do João Vinícius para ter algumas informações, também sou um pequeno produtor de pitaya. (Bruno)