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Controle Químico do Percevejo Barriga-Verde em Trigo

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Controle Químico do Percevejo Barriga-Verde em Trigo
05/07/06 - 20:07 
Com a expansão das áreas de cultivo, as lavouras de importância econômica passam a sofrer pressão dos mais variados problemas. Ultimamente, os agricultores que cultivam trigo tornaram-se vítimas do aparecimento de uma nova praga, o percevejo barriga-verde (Dichelops melacanthus). A geração de tecnologias e as ações de difusão e assistência técnica consolidaram ainda mais a agricultura. Mas, o uso intensivo do solo e a necessidade de aplicação de fertilizantes e defensivos, se por um lado é fator de elevação da produtividade, por outro, pode afetar o meio ambiente. Problemas ligados ao meio ambiente estão, a cada dia, em maior evidencia; por isso há grande preocupação dos organismos de pesquisa em desenvolver tecnologias que resultem em benefícios econômicos, sem prejuízos para a natureza. Com o aparecimento do percevejo barriga-verde causando sérios prejuízos às culturas de milho safrinha e trigo, foram realizados estudos visando estabelecer métodos de controle da praga. O método mais eficiente, no momento, é o controle químico por meio de pulverização de inseticidas. Mas, o controle químico, evidentemente, causa impacto no meio ambiente. Portanto, é importante estabelecer o grau do impacto ambiental e confrontá-lo com os benefícios econômicos decorrentes do controle da praga por meio de inseticidas. # Percevejo-Barriga-Verde * Descrição da praga O percevejo barriga-verde é considerada uma praga secundária da soja, porém algumas mudanças nas práticas culturais possibilitaram que ele passasse para a categoria de praga primária. O nome deriva de sua aparência, pois apresenta a parte dorsal marrom e a ventral verde, por isso barriga-verde, mas também pode ser chamado de Catarina. Cientificamente seu nome é "Dichelops melacanthus" (Heteroptera: Pentatomidae). Na extremidade anterior da cabeça nota-se uma reentrância longitudinal profunda, conferindo um aspecto bifurcado àquela região do corpo do inseto. O adulto mede cerca de l0 mm de comprimento e apresenta prolongamentos em forma de espinhos. O percevejo ocorre normalmente em baixas populações na cultura da soja e, aparentemente, multiplica-se em hospedeiros intermediários, até que seja instalada a cultura do milho safrinha. É facilmente encontrado na planta daninha "vassourinha". A distribuição espacial do inseto no campo, aparentemente, é influenciada pela vegetação e temperatura ambiente, apresentando maior atividade ao cair da tarde. Experimentos indicam que as ninfas e os adultos preferem ambientes de temperaturas amenas, como as sombras feitas pelas ervas daninhas que não são afetadas depois do tratamento com herbicidas, e seu ataque é identificado no entardecer e à noite. A distribuição geográfica dos percevejos deste gênero envolve os Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da Região Sudeste do Estado de São Paulo. * Danos causados às plantas Os danos decorrem da introdução do estilete do percevejo e da consequente sucção dos conteúdos das plantas, com provável injeção de toxinas. Dependendo da intensidade de ataque pode resultar em murcha e morte das plantas. Ataques severos à região de crescimento das plantas diminuem drasticamente a produção. O milho nos estádios iniciais de crescimento é mais sensível ao ataque do percevejo. Portanto, os maiores cuidados devem ser tomados no início do desenvolvimento da lavoura, quando a planta é mais fraca. Caso a planta resista aos ataques são percebidas reduções na produção, porém se o percevejo não for controlado, a perda pode ser total. * Controle Químico do Percevejo Uma das pesquisas visando ao combate ao percevejo barriga-verde foi desenvolvida pela Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados/MS, em dois experimentos. A pesquisa apresentou como resultado que a maior parte dos inseticidas utilizados para o combate do percevejo na cultura de soja também pode ser utilizada na cultura de milho. O controle também pode ser realizado de forma preventiva usando inseticidas nas sementes, fazendo inspeção na área antes do plantio para verificar a presença do inseto e assim avaliar se é preciso recorrer à pulverização da parte aérea da planta. De acordo com o estudo realizado foram considerados eficientes no controle do percevejo os seguintes inseticidas: - monocrotofós, na dose 150 g por hectare; - metamidofós, na dose 300 g por hectare; - paratiom metílico, na dose 480 g por hectare; - endossulfan, na dose 525 g por hectare. Para ver os produtos registrados no Brasil para o controle do Percevejo Barriga-Verde, acesse o AGROLINKFITO, clicando aqui Quando o percevejo ataca as áreas cultivadas com milho safrinha e trigo, as perdas na produção são muito grande; porém, se o agricultor usar a tecnologia de controle, que é de baixo custo, tanto o ganho líquido por hectare em nível de produtor quanto o beneficio econômico regional são bastante expressivos. A aplicação da tecnologia apresenta impacto negativo, do ponto de vista ambiental, devido ao uso de agroquímicos e aumento de poluentes em função da queima do diesel, não chegando, entretanto, a ser elevado. Portanto, em função do elevado impacto econômico, a tecnologia deve ser adotada pelos produtores. Entretanto, deve-se reconhecer que, apesar de não ser elevado, existe impacto ambiental negativo.

Embrapa Agropecuária Oeste
Autor: Alceu Richetti

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