22/02
O mercado cafeeiro finaliza a semana muito travado, acumulando no decorrer da mesma, baixa de 15,25 pontos na posição março. Em N.Y. hoje a referida posição, operou entre a mínima de -0,80 e máxima de +1,70 pontos, finalizando com +0,75.
O dólar apresentou no mercado local fraca volatilidade, mas aumento de negócios, ante ao feriado prolongado de Carnaval no Brasil e pelo Dia do Presidente nos Estados Unidos na segunda-feira. Diante da melhora externa, a moeda norte-americana oscilou entre margens estreitas e em baixa o tempo todo ante o real, refletindo o fluxo cambial positivo. De outro lado, o espaço de queda foi limitado pela demanda de importadores e a postura cautelosa dos agentes financeiro sobre uma nova possível intervenção do Banco Central. Segundo operadores, ao mesmo tempo em que negou a possibilidade de taxar a chegada de investimentos estrangeiros diretos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou que "o governo está permanentemente monitorando o mercado e, se for necessário, tomará medidas para garantir a competitividade da taxa de câmbio ". Desse modo, o espaço de ação dos agentes financeiros fica restrito. No encerramentos dos trabalhos o dólar fechou com queda de 0,46%.
As exportações de café arábica lavado da América Latina nos primeiros quatro meses de 2011/12 foram 5% menores do que no mesmo período do ciclo anterior, totalizando 7,57 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com a Associação Guatemalteca de Café (Anacafé). O café arábica lavado carrega um prêmio em relação aos futuros da bolsa ICE Futures US, em Nova York, por seu sabor mais suave. Nicarágua, El Salvador e Colômbia registraram declínios de 45%, 34% e 19% respectivamente, no período de outubro a janeiro em relação aos mesmos meses da temporada anterior. O ciclo do café começou em outubro e vai até setembro.
A Colômbia, maior produtor de café arábica lavado, exportou 2,76 milhões de sacas de café durante o período. O país registrou consistentes quedas nas exportações de café desta temporada, com 37% em janeiro, ante o mesmo mês de 2010/11. Nicarágua e El Salvador exportaram 219,48 mil sacas e 261,99 mil sacas. O Peru registrou o declínio de 2% nas exportações de café. Enquanto isso, todos os outros países da região tiveram aumento das exportações. O México obteve a maior elevação no ano, de 51%, para 744,89 mil sacas. As exportações de Honduras, maior produtor de café arábica lavado na América Central, cresceram 32%, para 1,21 milhão de sacas. Costa Rica, Guatemala e República Dominicana tiveram aumentos de 9%, 4% e 7%, respectivamente. As informações s&at ilde;o da Dow Jones.
As exportações de café de Uganda em fevereiro devem subir pelo menos 3% na comparação anual, à medida que a principal colheita chega ao fim, de acordo com a Autoridade de Desenvolvimento de Café do país (UCDA, na sigla em inglês). Os embarques devem totalizar 200 mil sacas de 60 quilos cada neste mês, ante 193.965 sacas no mesmo período de 2011, informou a UCDA. O volume previsto para fevereiro, contudo, fica abaixo das 226.471 sacas exportadas em janeiro.
Nos quatro primeiros meses da temporada 2011/12, Uganda embarcou 912.236 sacas, o que representa um crescimento marginal na comparação com as 907.665 sacas vistas entre outubro de 2010 e janeiro de 2011. De acordo com a Organização Internacional de Café (OIC), Uganda superou a Etiópia em 2010/11, tornando-se o maior exportador de café do continente africano. As informações são da Dow Jones.
Mellão Martini