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27/01 
Sem novidades fundamentais, o mercado cafeeiro encerrou as operações em queda nesta sexta-feira. Em N.Y. a posição março oscilou entre a máxima de +0,50 pontos e mínima de -2,80 fechando com -2,35 pts, no acumulado da semana foram registrados -8,05 pts na mesma posição.
O dólar encerrou os trabalhos com estabilidade, R$ 1,7420. Este comportamento discreto da moeda americana por aqui, segue a cautela dos agentes financeiros com a possibilidade de o Banco Central voltar a intervir, seja comprando moeda ou com alguma outra medida. Lá fora, os investidores aprofundaram a desmontagem de posições na moeda norte-americana após o desapontamento com o crescimento do PIB dos Estados Unidos no quarto trimestre de 2011. Mais cedo, o euro tocou o maior nível ante o dólar desde meados de dezembro passado, de US$ 1,3221, num movimento iniciado quarta-feira após o Federal Reserve prometer manter os juros nos EUA na faixa de zero a 0,25% até o final de 2014. Um leilão de bônus italianos considerado favorável hoje também beneficiou o euro, em meio a expectativas de continuidade no fim de seman a das discussões em torno da reestruturação da dívida da Grécia.
A Fitch anunciou hoje o rebaixamento dos ratings soberanos de cincos países da zona do euro, mas manteve a nota da Irlanda em BBB+. Todos estão com perspectiva negativa, ou seja, estão sujeitos a uma chance de 50% de novo corte da nota nos próximos dois anos. Os países rebaixados foram: Bélgica, de AA+ para AA; Chipre, de BBB para BBB-; Itália, de A+ para A-; Eslovênia, de AA- para A; Espanha, de AA- para A. Segundo a Fitch, o rebaixamento reflete a deterioração do cenário econômico da região, o elevado endividamento e o desequilíbrio nas contas dos países em questão. A Fitch havia colocado as notas em revisão no dia 16 de dezembro, uma semana após o encontro de líderes europeus em que se discutiu uma solução para a crise das dívidas soberanas. A ag ência afirmou ainda que a piora da crise europeia no segundo semestre de 2011 prejudicou o sucesso das políticas monetárias do Banco Central Europeu (BCE). A Fitch também ressaltou os riscos de financiamento dos governos da zona do euro por conta da ausência de uma proteção contra crises na região. Para a Fitch, a crise da zona do euro somente será resolvida quando houver uma recuperação econômica global. "É claro que novas reformas substanciais na governança da zona do euro são necessárias para garantir a estabilidade econômica e financeira, incluindo uma ampla integração fiscal", declarou a Fitch em comunicado. Valor Econômico
A Guatemala reduziu novamente sua estimativa oficial de produção de café para 3,45 milhões de sacas de 60 kg, pois o fungo roya continua prejudicando as plantas do país, de acordo com o presidente da Associação Guatemalteca de Café (Anacafé), Ricardo Villanueva. Esta é a terceira vez que a Anacafé diminui sua estimativa de produção para a temporada 2011/12, por conta de danos causados pelo fungo. Villanueva afirmou que é a primeira vez que o fungo ataca com tanta força na região de Antigua, onde a maior parte do famoso café do país é produzida. A Anacafé provavelmente terá de publicar mais uma estimativa revisada em março, acrescentou Villanueva, e os dados devem ser ainda mais decepcionantes. O país esperava que sua produção permanecesse estável em relação a 2010/11, quando totalizou 3,6 milhões de sacas. Por outro lado, Villanueva não acredita que os produtores e exportadores terão problemas em fornecer os volumes já contratados para venda. Os Estados Unidos são os principais compradores e recebem 40% das exportações de café da Guatemala, seguidos pelos Japão, com 16%. As informações são da Dow Jones.
Mellão Martini

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