22/08
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Fertilizantes


Manejo de Fertilizantes e Corretivos Agrícolas

Mesmo sendo um dos poucos países com fronteira agrícola a ser ampliada, a agricultura brasileira passa por um período em que os esforços para a verticalização da produção estão sendo redobrados. Desta forma profissionais e produtores agrícolas trabalham objetivando ganhos em produtividade visando tornar o agronegócio mais rentável.

Neste contexto, as práticas de correção e fertilização do solo assumem lugar de destaque, pois são responsáveis por ganhos de 50% de produtividade das culturas. Desta forma, o manejo destas práticas deve ser o mais correto possível, visando a maximização da eficiência dos efeitos beneficos dos fertilizantes e corretivos agrícolas e dos retornos dos investimentes dispensados com estes insumos, sem descuidar da conservação dos recursos naturais.

Porém, na grande maioria dos casos, os conceitos básicos ligados a estas práticas não são observados pelos agricultores, o que leva a níveis extremamente baixos de aproveitamento e eficiência dos corretivos e fertilizantes aplicados nas lavouras. 

Focado nos aspectos básicos das praticas de correção e fertilização agrícola, visando melhorar o aproveitamento dos nutrientes disponibilizados e maximizar os benefícios destes, o Portal Agrolink  disponibiliza uma seção específica sobre o manejo de fertilizantes (N, P, K) e corretivos agrícolas.

 

1. Manejo de fertilizantes nitrogenados

Do ponto de vista agronômico, para a maioria das culturas sob condições de cultivo de sequeiro, ou dependente apenas das chuvas, a  eficiência dos diferentes nitrogenados deverá ser semelhante. Evidentemente, na avaliação de casos específicos, esta eficiência tende a ser variável em função de alguns fatores, entre os quais citam-se:

a) disponibilidade no local;

b) outros nutrientes  na composição;

c) doses a serem aplicadas;

d) forma de aplicação;

e) condições do solo (umidade, textura, tipo de argila, pH, etc);

f) condições de clima (índice pluviométrico e temperatura);

g) condições da cultura (ciclo, variedade, capacidade de proliferação de raízes, eficiência metabólica, etc).  

De uma maneira geral, a eficiência dos fertilizantes nitrogenados pode ser consideravelmente aumentada, levando-se em conta os seguintes aspectos:  

Incorporação adequada

A incorporação adequada dos fertilizantes nitrogenados, tanto por ocasião do plantio, como no caso das coberturas, é de fundamental importância para se evitarem as perdas por volatização de amônia, principalmente em solos alcalinos, calcários ou áreas que foram calcariadas em excesso. Em geral, a recomendação de se aplicar o fertilizante na dose necessária para o plantio, 5 cm ao lado e 5 cm abaixo da semente, ainda é válida para a maioria das culturas produtoras de grãos. As aplicações de nitrogênio em cobertura, principalmente nas formas amídicas (uréia) e amoniacais (sulfato de amônio e outros), devem ser feitas em sulco, cobrindo-se o fertilizante com cerca de 5 cm de terra. Quando a incorporação do fertilizante nitrogenado aplicado em cobertura não é possível de ser feita, as perdas por volatização de amônia podem ser minimizadas, misturando-se o fertilizante com a camada superficial do solo. 

Parcelamento da adubação

O parcelamento da adubação, de acordo com as necessidades da cultura e em função das características do solo e do clima é, sem dúvida, uma das práticas e manejo mais recomendadas para aumentar a eficiência dos fertilizantes nitrogenados.

Em geral deve-se usar maior número de parcelamentos (3 e 4), sob as seguintes condições:

a) altas doses de nitrogênio (120-150 kg N/ha);

b) solos de textura arenosa e/ou solos argilosos com baixa CTC;

c) áreas sujeitas a chuvas de alta intensidade;

d) variedades de ciclo longo, quando se tratar de culturas anuais.

Um número menor de parcelamentos da adubação (1 a 2) deve ser feito, sob as seguintes condições:

a) doses de nitrogênio baixas ou medias (40-80 kg N/ha);

b) solos de textura média ou argilosa, com alta CTC;

c) áreas sujeitas a chuvas de baixa intensidade;

d) variedades de ciclo curto, quando se tratar de culturas anuais. 

Irrigação controlada

Muitas vezes, sob condições de agricultura intensiva, as aplicações de fertilizantes nitrogenados em cobertura não podem ser feitas com incorporação do produto. Nesse caso, o uso de irrigação controlada permite uma rápida solubilização do fertilizante aplicado, movimentação dos nutrientes na solução do solo até uma certa profundidade e redução das perdas por volatilização de amônia.

Embora haja variações quanto ao tipo de solo, para cada 1 mm de irrigação há uma percolação de aproximadamente 1 cm. Assim sendo, uma irrigação com 10 mm de lamina d’água após a aplicação de uréia é suficiente para diminuir sensivelmente as perdas por volatilização. Este princípio de manejo aplica-se, também, para as culturas de arroz sob inundação, sendo atingida maior eficiência dos fertilizantes nitrogenados, fazendo-se a drenagem do excesso de água, distribuindo-se o fertilizante nitrogenado a lanço, seguindo-se inundação controlada.  
 
Contribuição dos estercos, fixação biológica do nitrogênio e adubação verde

Em certos sistemas de cultivo, notadamente em pequenas glebas, a contribuição do uso dos estercos não pode ser desconsiderada. Em função das doses aplicadas e das possíveis taxas de mineralização, sob condições ideais, esta contribuição pode chegar a níveis bem altos.   

Da mesma forma, a fixação biológica de nitrogênio em leguminosas é um componente importante, tanto qualitativa como quantitativamente, no que diz respeito a eficiência dos fertilizantes nitrogenados, quer sejam em monoculturas ou em rotação de culturas. Nas leguminosas, portanto, a técnica de inoculação de estirpes adequadas de bactérias fixadoras de nitrogênio ocupa lugar de destaque no processo global de eficiência deste nutriente.  

Assim como a fixaçao biológica, também a adubação verde com leguminosas constitui-se em fator de grande importância na avaliação do uso eficiente de nitrogênio. A contribuição desta técnica na nutrição nitrogenada tende a ser expressiva, principalmente sob condições de solo cultivado intensivamente. Neste contexto, as doses de nitrogênio a serem aplicadas podem ser reduzidas consideravelmente, principalmente quando se cultivam variedades de baixa exigência em nitrogênio. 

 

2. Manejo de fertilizantes fosfatados

Os princípios de manejo para se obter o máximo de eficiência dos fertilizantes fosfatados diferem, em certos aspectos, daqueles considerados para os fertilizantes nitrogenados. No caso dos fertilizantes nitrogenados, as formas principais de perdas, e a conseqüente diminuição da eficiência agronômica, ocorrem por lixiviação e volatização. A eficiência dos fertilizantes fosfatados depende, principalmente, da minimização de perdas por erosão e fixação, embora este último processo não se apresente com características de irreversibilidade total.

Assim, os seguintes aspectos de manejo devem ser levados em consideração, quando se almeja maximizar a eficiência dos fertilizantes fosfatados:

Percentagem de P2O5 solúvel em relação ao teor de P2O5  total

A eficiência agronômica dos fertilizantes fosfatados consumidos no Brasil, para culturas anuais e bianuais, tem sido comprovada como dependente dessa relação. O manejo básico desta relação indica que:

1. as fontes mais eficientes têm sido os fosfatos solúveis (superfosfatos e fosfatos de amônio);

2. os fosfatos com alta solubilidade em ácido cítrico (termofosfato e fosfatos naturais de alta reatividade – gafsa, por exemplo), têm mostrado eficiência similar aos solúveis em água, quando computado o efeito residual a longo prazo;

3. os fosfatos naturais brasileiros (Abaeté, Araxá, Alvorada, Catalão, Patos, Tapira, etc.) têm mostrado, com relação aos solúveis em água, uma baixa eficiência inicial (3 a 20%), melhorando um pouco após alguns anos (15 a 45%). 
 
Fertilizantes fosfatados solúveis

Os fertilizantes fosfatados mais solúveis (superfosfatos e fosfatos de amônio) têm sua eficiência agronômica aumentada de forma considerável, quando se levam em conta três aspectos:

1. aplicação após uma calagem adequada;

2. na forma granulada;

3. de maneira localizada (em sulcos).

A finalidade básica dessas três ações de manejo é diminuir a taxa de fixação do fósforo, isto é, diminuir a transformação do fósforo lábil em não lábil. 

Ressalta-se que em algumas situações, notadamente em solos da região dos cerrados, em áreas com alta probabilidade de veranicos, o processo de “construção” da  fertilidade do solo, visando a incorporá-lo à produção de grãos, envolve uma calagem bem feita e uma adubação fosfatada corretiva, além de,em alguns casos, também uma adubação potássica corretiva.

Nestes casos, não só os termofosfatos, mas também as fontes solúveis em água devem ser distribuídas a lanço e incorporadas com gradagem (0-10 cm), seguindo-se as operações de plantio e adubações de manutenção que incluem, também, doses adequadas de adubação fosfatada com fontes solúveis na linha.

Para estimar as doses de P2O5 solúvel a aplicar, utiliza-se a relação seguinte: kg deP2O5/ha = 4 x % de argila ou, ainda, a utilização da mesma relação (kg deP2O5/ha = 4 x % de argila) aplicando-se, por ocasião do plantio, na linha, metade da dose como fósforo solúvel em água e a outra metade como fosfato natural reativo, termofosfato ou outro produto de baixa solubilidade em água. Repetir essa operação por 3 a 5 anos até que o monitoramento via análise de solo indique teor médio a alto em fósforo. A partir daí, fazer apenas a adubação de manutenção.

Fosfatos naturais

Existem muitas duvidas sobre os princípios de manejo dessas fontes de fósforo para se atingir a Produtividade Máxima Econômica, em comparação com os tradicionais fosfatos acidulados (superfosfatos simples e triplo). Trabalhos de pesquisa indicam que:

- A maioria dos fosfatos naturais brasileiros de baixa reatividade (Araxá, Patos, Catalão, Abaeté, dentre outros) é de origem magmática, formados principalmente por apatitas, em geral com 4 a 5 %  de P2O5 solúvel em ácido cítrico e com teores de P2O5 total de 28 a 30 %. Esses produtos  apresentam baixa eficiência agronômica para culturas de ciclo curto e anuais, mesmo quando finamente moídos para passar 85% em peneira de 0,075 mm (ABNT n° 200), aplicados a lanço e em solo com pH em água até 5,5; 

-  A eficiência desses fosfatos naturais de baixa reatividade tende, entretanto, a aumentar com o passar dos anos, quando o solo é submetido às práticas normais de preparo (aração e gradagem), no sistema convencional de produção, que levam a uma mistura do mesmo na camada arável; 
 
- Os fosfatos naturais de baixa reatividade podem ser usados para formação de pastagens tolerantes à acidez, com aplicação a lanço e incorporados, de preferência, em solos com pH em água até 5,5 ou no preparo de covas ou valetas para formação de culturas perenes (cafeeiro, fruticultura, etc) e reflorestamento. Outro ponto relevante quando se usam esses fosfatos naturais e calagem, é que esta última prática deve ser feita preferencialmente após a incorporação dos fosfatos naturais. 

Seqüência de culturas

Sob condições de limitação de recursos, ou sistemas de cultivos seqüenciais, a prioridade de aplicação dos fertilizantes   fosfatados  deve ser dada à cultura de ciclo mais curto, com menor desenvolvimento do sistema radicular e com maior intensidade de resposta ao fósforo. As culturas com ciclo mais longo, com maior desenvolvimento do sistema radicular e menor intensidade de resposta a este nutriente podem, muitas vezes, ser razoavelmente bem supridas pelo efeito residual da adubação precedente.  
 
Grau de micorrização

A micorrização, através de seu efeito físico na extensão do sistema de absorção das plantas e dos efeitos fisiológicos de utilização de fósforo pela planta, representa um importante mecanismo para a maximização da eficiência de fertilizantes fosfatados. Esta associação favorece ainda o crescimento das raízes e a fixação biológica de nitrogênio, nas plantas que formam simbiose com bactérias fixadoras de nitrogênio. 

 

3. Manejo de fertilizantes potássicos

A quase totalidade do potássio consumido na agricultura brasileira é fornecida na forma de cloreto de potássio, que é um produto solúvel em água. Embora o problema de deficiência deste nutriente não seja tão acentuado no Brasil, como a deficiência de fósforo, a demanda para aplicação de fertilizantes potássicos tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, notadamente em áreas com aplicação de alta tecnologia, para atingir a Produtividade Máxima Econômica (PME). 

Para maximizar a eficiência dos fertilizantes potássicos, os seguintes pontos devem ser considerados:

Textura, tipo de argila e CTC

Esses três fatores, somados às informações quanto ao teor de potássio trocável e, logicamente, às exigências da cultura, são de fundamental importância na tomada de decisão sobre as doses de potássio a serem aplicadas.

Parcelamento da adubação

Solos arenosos ou de textura média/argilosa, mas com argilas de baixa atividade e sujeitos a chuvas intensas, devem receber a adubação na forma parcelada, com o objetivo de minimizar possíveis perdas principalmente quando da aplicação de doses elevadas de potássio. Uma regra prática énão ultrapassar 50-60 kg de K2O, em linha, aplicados no sulco de plantio. 

Adubação potássica corretiva

Embora uma maneira eficiente de se fazer a adubação potássica, para culturas anuais e bianuais plantadas em linha, seja a distribuição do fertilizante em sulcos, ao lado e abaixo das sementes, em algumas situações é também recomendada uma adubação potássica corretiva. 

Este é o caso, bastante comum, quando da incorporação de solos extremamente pobres, como os sob cerrado, ao processo produtivo e, principalmente, quando o agricultor for fazer na gleba uma adubação fosfatada corretiva, conforme mencionado anteriormente. As doses recomendadas neste caso são para se atingir 2 a 5% da CTC a pH 7,0 saturada por potássio, sendo a distribuição do fertilizante à lanço, seguindo-se de incorporação com gradagem (mais ou menos 10 cm).

Manejo dos restos culturais

Diferentemente do nitrogênio e do fósforo, a maior parte do potássio absorvido encontra-se nas folhas, talos e ramos. Este aspecto é relevante, pois o manejo adequado dos restos culturais irá devolver grande parte do potássio utilizado pelas plantas, contribuindo para um maior equilíbrio na dinâmica deste nutriente no solo.  

Equilíbrio nitrogênio - potássio

Embora o princípio da adubação equilibrada e balanceada seja válido para todas as situações de solos, climas e culturas, a interação nitrogênio – potássio merece lugar de destaque. 

Como o potássio promove a absorção e utilização do nitrogênio, a adubação nitrogenada somente terá máxima eficiência se as plantas também forem supridas com quantidades adequadas de potássio. Este aspecto assume relevância ainda maior em sistemas de agricultura intensiva sob irrigação, em que, muitas vezes, pequenas doses de fertilizantes potássicos podem levar ao baixo aproveitamento dos fertilizantes nitrogenados, baixas produções e menores lucros por parte do agricultor. 

 

CUIDADOS

O uso eficiente de fertilizantes e corretivos agrícolas depende de uma série de fatores que afetam o processo, como um todo. Esses fatores podem ser assim discriminados: 

a. Qualidade dos fertilizantes e corretivos agrícolas, além da compatibilidade entre fertilizantes e/ou corretivos (Figura 1);

 

 Figura 1 - Compatibilidade entre Fertilizantes e Corretivos (clique na imagem para ampliá-la).

 

b. Solo - As características físicas, químicas, físico-químicas, assim como o teor de matéria orgânica afetam o uso eficiente de fertilizantes e corretivos agrícolas;

c. Recomendação equilibrada, qualitativa e quantitativa - Na prática da  adubação, a “Lei do Mínimo ou de Liebig”, explica que a produção é limitada pelo nutriente que se encontra em menor  disponibilidade, mesmo que todos os outros estejam disponíveis em quantidades  adequadas. O que é importante em relação à “Lei do Mínimo” é que a grande maioria dos  solos do Brasil apresenta, também, deficiência de enxofre e micronutrientes e essa lei  deve ser considerada na sua forma ampliada. Em relação à quantidade ou dose é fundamental levar também em consideração,  principalmente no caso dos fertilizantes, a “Lei dos Incrementos Decrescentes”, que  estabelece o seguinte: para cada incremento sucessivo da quantidade de fertilizante,  ocorre um aumento cada vez menor na produção. Em termos práticos, essa lei orienta no sentido de que as adubações não devem visar a Produtividade Máxima (PM), mas a  produtividade que proporcione o maior lucro para o agricultor, ou seja, a Produtividade  Máxima Econômica (PME);

d. Época de aplicação - A época de aplicação de fertilizantes deve coincidir com aquela que antecede a maior demanda da cultura, desde que estes fertilizantes sejam de alta solubilidade. Esse é o caso, principalmente, do fertilizantes nitrogenados e potássicos, que, em geral são solúveis em água. O parcelamento adequado de adubação nitrogenada e, em certos casos, da adubação potássica, é essencial para aumentar a eficiência destes fertilizantes na maioria dos casos. Em anos recentes, têm sido acumulados dados mostrando efeitos amplamente positivos envolvendo a antecipação da adubação nitrogenada e potássica na cultura do milho em áreas sob plantio direto ou mesmo sobre agricultura convencional;

e. Forma de aplicação ou localização;

f. Uniformidade de distribuição - O fator uniformidade de distribuição dos fertilizantes e corretivos está ligado à qualidade, regulagem e operação adequada dos  equipamentos para aplicação desses insumos, de modo a permitir uma localização  correta. A uniformidade de distribuição está também, ligada a certas características dos produtos, tais como:

- O grau de segregação é a separação e acomodação seletiva das partículas por ordem de tamanho, com a movimentação e trepidação do produto. Isto pode comprometer seriamente a homogeneidade, em especial de mistura de grânulos, onde a separação por ordem de tamanho e densidade leva, automaticamente, à separação dos nutrientes;  
 
 - A  higroscopicidade  é a tendência que os materiais apresentam de absorver umidade do ar atmosférico (Figura 2). Para cada fertilizante simples, ou mistura, há um máximo de umidade relativa do ambiente (umidade relativa crítica) a que o produto pode ser exposto sem absorver umidade.Um fertilizante úmido apresenta vários inconvenientes: a) queda no teor de nutrientes; b) dificuldade de manuseio e distribuição; c) diminuição da resistência das partículas; d) empedramento.  

 

 Figura 2 - Umidade críticas de Fertilizantes e Misturas.

 

- O empedramento é a cimentação das partículas do fertilizante, formando uma massa de dimensões muito maiores que as partículas originais. Resulta da recristalização do material desenvolvido na superfície das partículas umidecidas, o que ocorre através da perda da umidade absorvida, quando diminui a umidade relativa do ar ou a temperatura se eleva; 

- A  fluidez é a capacidade de livre escoamento do fertilizante por determinados espaços. No caso dos fertilizantes sólidos, a fluidez depende da higroscopicidade, uniformidade e formas das partículas. 

Desta forma, assumindo-se que o produto a ser utilizado está em condições ideais para aplicação, a melhor maneira para que o objetivo seja atingido é o agricultor utilizar equipamento adequado e fazer calibração do mesmo antes de iniciar o processo de distribuição.

A manutenção adequada dos equipamentos, para evitar problemas de última hora, deve merecer especial atenção. 

 

 

Ecila Maria Nunes Giracca                            José Luis da Silva Nunes

Eng. Agrª, Drª em Ciência do Solo               Eng. Agrº, Dr. em Fitotecnia