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Influenza aviária (“gripe do frango”) – Informativo

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Influenza aviária (“gripe do frango”) – Informativo
06/06/06 - 11:36 

A doença nas aves A influenza aviária é uma doença infecciosa de aves causada por cepas tipo A dos vírus influenza. A doença ocorre em todo o mundo. Embora todas as aves sejam suscetíveis à infecção pelos vírus da influenza aviária, muitas espécies de aves selvagens carregam os vírus e não apresentam sintomas da doença. Outras espécies de aves, como aves de criatório domésticas, desenvolvem a doença quando infectadas pelos vírus da influenza aviária. Nas aves de criatório os vírus causam duas formas distintas de doença, sendo uma mais comum e branda e outra rara e altamente letal. Na forma branda os sinais da doença podem ser apenas a presença de “penas enrugadas”, redução da produção de ovos ou leves alterações no sistema respiratório. Os surtos podem ser tão leves que podem passar despercebidos sem um teste para pesquisa do vírus. Ao contrário da primeira forma, a segunda é muito menos comum e altamente patogênica, passando dificilmente despercebida. Primeiramente identificada na Itália em 1878, a influenza aviária altamente patogênica caracteriza-se por uma doença grave de início abrupto, rapidamente contagiosa e com uma taxa de mortalidade de quase 100% em 48 horas. Nessa forma da doença o vírus não afeta somente o sistema respiratório como na forma branda, mas também afeta múltiplos órgãos e tecidos. Como resultado ocorre uma hemorragia interna maciça à qual se deu o nome de “Ebola dos frangos”. Todos os subtipos dos vírus influenza, definidos pelas 16 HA (hemaglutininas) e 9 NA (neuraminidases), podem sabidamente infectar aves aquáticas selvagens, fazendo com que um extenso reservatório de vírus influenza circule continuamente entre as populações de aves. Em aves selvagens, testes de rotina quase sempre encontraram alguns vírus influenza. A grande maioria desses vírus não causa sintomas. Até hoje, todos os surtos de influenza aviária altamente patogênica foram causados por vírus dos subtipos H5 e H7. Os vírus altamente patogênicos possuem uma “marca registrada” ou assinatura genética, isto é, um grupo distinto de aminoácidos básicos na área de clivagem da HA, que os distingue de todos os outros vírus da influenza aviária e confere a eles uma virulência excepcional. Nem todas as cepas dos subtipos H5 e H7 são altamente patogênicas, mas a maioria pode vir a ser. Pesquisas recentes demonstraram que vírus H5 e H7 de baixa patogenicidade podem, após circularem por períodos curtos entre a população de aves de criatório, mutar para a forma do vírus altamente patogênica. Evidências circunstanciais consideráveis sugerem que as aves aquáticas selvagens introduzem a forma de baixa patogenicidade dos vírus da influenza aviária em bandos de aves de criatório, mas não são portadoras ou disseminam diretamente os vírus altamente patogênicos. Este papel, entretanto, parece ter mudado recentemente, e agora se acredita que algumas espécies de aves aquáticas migratórias sejam portadoras dos vírus H5N1 altamente patogênicos e o introduzam em novas áreas geográficas localizadas ao longo de suas rotas de migração. Além de serem altamente contagiosos entre aves de criatório, os vírus da influenza aviária são rapidamente transmitidos de fazenda em fazenda pelo movimento de aves vivas, pessoas (especialmente quando sapatos e outras roupas estão contaminados), veículos contaminados, equipamentos, rações e gaiolas. Os vírus altamente patogênicos podem sobreviver por longos períodos no meio ambiente, principalmente quando a temperatura está baixa. Um vírus H5N1 altamente patogênico, por exemplo, pode sobreviver nas fezes de aves por até 35 dias em uma temperatura baixa (4ºC). Em altas temperaturas (37ºC), demonstrou-se que os vírus H5N1 sobrevivem por 6 dias em amostras de fezes. Para a doença altamente patogênica as medidas de controle mais importantes são o sacrifício rápido de todas as aves infectadas ou expostas, a eliminação apropriada das carcaças, a quarentena e a rigorosa desinfecção das fazendas, e a implementação de medidas sanitárias ou de biossegurança estritas. Restrição à circulação de aves de criatório vivas, internamente ou entre países, é outra medida de controle importante. A logística das medidas de controle recomendadas é mais facilmente aplicada em grandes fazendas comerciais, onde as aves vivem confinadas e freqüentemente sob condições sanitárias estritamente controladas e em grande número. O controle é bem mais complicado nos sistemas de produção das aves de criatório em que a maioria das aves vive em pequenos bandos de fundo de quintal e transitam entre áreas rurais e peri-urbanas. Quando o sacrifício, primeira linha de defesa para contenção de surtos, falha ou torna-se impraticável, a vacinação das aves de criatório em áreas de alto risco pode ser usada como uma medida de emergência suplementar, desde que a qualidade e a segurança das vacinas utilizadas e as recomendações da OIE sejam estritamente seguidas. O uso de vacinas de baixa qualidade ou de vacinas que não diminuem muito a circulação das cepas dos vírus pode acelerar a mutação dos vírus. A baixa qualidade das vacinas animais também pode por em risco a saúde humana, pois elas podem permitir que aves infectadas eliminem o vírus quando elas parecem estar livres da doença. Além de ser de difícil controle, os surtos nos bandos de aves de fundo de quintal estão associados ao aumento do risco de exposição humana e de infecção. Essas aves geralmente vivem soltas, procurando comida e muitas vezes se misturando com aves selvagens ou compartilhando com elas a mesma fonte de água. Algumas situações criam diversas oportunidades de exposição humana aos vírus, especialmente quando as aves entram nas casas ou são levadas para dentro durante o mau tempo, ou quando elas dividem áreas onde crianças brincam ou dormem. A pobreza exacerba o problema: como nos casos em que a primeira fonte de comida ou de renda não é suprida, os moradores geralmente consomem as aves de criatório, quando mortes ou sinais de doença aparecem no bando. Essa prática oferece um alto risco de exposição durante o abate, a depena e a preparação da ave para o consumo, mas se mostra difícil de ser mudada. Além disso, as mortes das aves nos bandos de fundo de quintal são comuns, especialmente em condições climáticas adversas quando os donos podem não interpretar as mortes ou sinais de doença no bando como influenza aviária, não vendo, portanto, motivo para alertar as autoridades. Esta tendência talvez ajude a explicar porque os surtos em áreas rurais tenham se mantido indetectados por meses. A freqüente falta de compensação aos fazendeiros para eliminação das aves vai contra a notificação espontânea dos surtos e pode encorajar os donos a esconder suas aves durante as operações de sacrifício. VER NA ÍNTEGRA


Organização Pan-Americana da Saúde
Autor: Assessoria de Imprensa

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20/07/2010 - Eu quero saber como é o teste da gripe do frango!!! (Antonia)

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