Campinas - Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos seis primeiros meses de 2010 foram registrados no mundo 32 casos humanos de infecção pelo vírus H5N1 da Influenza Aviária. Um total de 14 pessoas, cerca de 44% dos infectados, morreu em conseqüência da doença.
Neste ano, o maior número de casos vem ocorrendo no Egito, onde foram registrados, oficialmente, 19 casos e sete mortes. Os outros casos ocorreram no Vietnã (7 registros, duas mortes), Indonésia (4 registros, 3 mortes), Camboja e China (ambos com um registro fatal cada).
Do final de 2003, quando começaram a ser detectadas as primeiras ocorrências da doença, até agora, somam 500 os casos oficialmente relatados à OMS pelos 15 países diretamente afetados por infecções e/ou mortes decorrentes do H5N1. As mortes, no caso, envolveram 296 pessoas, quase 60% dos 500 casos registrados, índice revelador da altíssima letalidade da doença (a Influenza sazonal apresenta letalidade inferior a 1%).
Não custa observar, de toda forma, que o número de países com pessoas infectadas ou mortas é muitíssimo menor que o número de países com infecções em aves. E, aqui, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) acusa, entre o final de 2003 e 17 de junho de 2010, a presença da doença em 51 países, com um total de 6.725 notificações ao órgão.
Notar que grande parte dessas notificações, senão a maioria, refere-se a grandes lotes de frangos, poedeiras, perus e outras aves. Dessa forma, a mortalidade causada pela doença e, inclusive, os sacrifícios sanitários efetivados na tentativa de controlar a disseminação do vírus envolveram milhões e milhões de aves.