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Federação defende redução do imposto de importação do glifosato

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Federação defende redução do imposto de importação do glifosato
08/02/10 - 14:12 

A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo – Faes ao lado da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA apóia uma campanha a favor da manutenção da alíquota reduzida para o glifosato, principal matéria-prima para a fabricação de herbicida, muito usado na produção de grãos. A tarifa de importação que até 2008 era de 35,8% é hoje de 2,1%. As entidades já encaminharam aos ministros que compõem a Câmara de Comércio Exterior – Camex ofícios defendendo posição contrária à proposta de revisão do imposto.

O aumento da tarifa pode gerar elevação nos custos de produção agrícola, diminuição nas opções de fornecimento do insumo no Brasil e fortalecimento da tendência ao oligopólio de mercado desse produto. A CNA, desde 2008, participa do processo investigatório do direito de tarifa antidumping, concedido à principal empresa fornecedora do glifosato ao Brasil e observou que o mercado não poderia permanecer com predomínio de uma única empresa, praticando preços baseados em margem de lucro a ela conveniente e por isso apóia a redução do imposto aprovada desde 2008 pelos ministros da Camex.

O Brasil é o segundo maior consumidor de glifosato do mundo, consumindo, por ano, cerca de 250 milhões de litros de glifosato formulado, o que custa aos produtores mais de R$ 3 bilhões. Com a redução da tarifa de importação em 2008 houve um abatimento de mais de 30% no preço final do herbicida. Benefício para o produtor rural brasileiro que produz mais de 130 milhões de toneladas de grãos por ano.

Glifosato

O glifosato é a matéria-prima mais utilizada na fabricação de defensivos agrícolas e movimenta R$ 1,2 bilhão anuais. O produto é amplamente utilizado por pequenos, médios e grandes produtores em todo o território nacional no cultivo de algodão e feijão e de produtos agrícolas como o milho e a soja, que têm impacto na produção de aves e de suínos voltados tanto para consumo interno e como para a exportação. As informações são de assessoria de imprensa.


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