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A verdade sobre os agrotóxicos

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A verdade sobre os agrotóxicos
05/01/12 - 11:50 
Reportagem da Revista Veja desta semana esclarece questões sobre os defensivos
 
A revista Veja, em sua edição desta semana (04-01, abaixo), publica o Guia Veja sobre o uso dos defensivos agrícolas nas lavouras, em especial os hortifrutis.
 
Pautada nos dados que a ANVISA divulgou, dia 7 de dezembro, sobre a possível presença de resíduos de agroquímicos nos alimentos, a edição do Guia está muito bem embasada. Recorre a diversas entrevistas junto a representativas fontes acadêmicas e especialistas em Agronomia, Nutrição e Medicina. O resultado jornalístico desse trabalho amplo e isento – ouvindo diversas opiniões contrárias – contrapõe o que vem sendo publicado por grande parte mídia.
 
Os colegas jornalistas, lamentavelmente, têm sido pouco esclarecidos justamente pela Agência de Saúde ao divulgar os alimentos analisados. Com isso, a cada ano, os consumidores têm sido alarmados pela forma como a ANVISA divulga sua análise de resíduos em alimentos. De acordo com os especialistas, os dados carecem de melhor detalhamento técnico no momento de sua divulgação.
 
Esperamos que a edição deste Guia Veja seja útil a todos. Ela deve contribuir para esclarecer os consumidores e a opinião pública sobre o papel dos defensivos para a produtividade agrícola e a segurança alimentar e nutricional dos alimentos que chegam às nossas mesas, graças às modernas tecnologias e à dedicação de milhares de agricultores.
 
 
Guia Veja - Matéria: "A verdade sobre os agrotóxico?s"
Revista Veja, edição de 4 de janeiro de 2012, páginas 84 a 88
 
Há um mês a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária - (ANVISA), divulgou os resultados de um estudo iniciado em 2010 sobre a contaminação de alimentos por agrotóxicos - e suas conclusões deixaram quase em pânico os consumidores que se preocupam em pôr à mesa apenas aquelas frutas e hortaliças que colaborem com sua saúde.

No banco geral da Anvisa, 28% dos produtos avaliados foram considerados insatisfatórios; no topo do ranking vinha o pimentão (com assustadores 91,85 de amostras contaminadas), seguido por morango, pepino, alface e cenoura.

Estariam os brasileiros, então, intoxicando-se perigosamente cada vez que levam o garfo à boca e arriscando uma doença grave no futuro? Definitivamente, não: Quando se esmiúça o relatório, vê-se que muito do receio que ele provocou é exagerado e infundado. Para explicar porque é assim, VEJA conversou com 8 toxicologistas e engenheiros agrônomos que atuam em centros de referências no país.

Antes de mais nada: Porque os agricultores se valem de produtos que, em seu próprio nome, já trazem o sufixo tóxico?
A palavra entre "Agrotóxico" é imprecisa e algo carregado ao julgamento de um valor - resquício do tempo, há muito tempo deixado para trás, em que estas substâncias eram colocadas no mercado sem pesquisa suficiente sobre suas propriedades e seus efeitos, e usadas de forma indiscriminada. O nome certo é "defensivo agrícola", uma vez que esses produtos servem não para intoxicar a lavoura ou o produtor, mas sim para defender a plantação de pragas, insetos e parasitas e evitar que ela se perca.

Como foi feito o estudo da Anvisa?
O programa de análise de resíduo de agrotóxico em alimento avaliou 2.488 amostras de 18 tipos de alimentos - abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maça, mamão, morango, pepino, pimentão, repolho, tomate. A escolha das variedades obedeceu à combinação de três parâmetros: os dados de consumo do IBGE (que levanta os itens mais comuns na mesa dos brasileiros), a disponibilidade nos supermercados e as culturas em que o uso de defensivos é costumeiramente intensivo, por serem mais numeráveis a pragas ou pestes. Os vegetais foram coletados e analisados em 2010.

Como se definiu o que é um alimento contaminado?
A classificação seguiu dois critérios: resíduo, no alimento, de defensivo acima do limite permitido e detecção do uso de defensivo não autorizado para aquela determinada cultura. Das 2488 amostras, 694 foram consideradas irregulares.

Quantos alimentos apresentaram resíduos de defensivos em excesso?
Apenas 3,6% dos produtos avaliados revelaram teor de agrotóxico acima do limite máximo de resíduo (LMR), índice que determina o consumo sem riscos à saúde. Ou seja, das 2488 amostras, 89 foram reprovadas. Isso pode acontecer por dois motivos: Porque o agricultor aplicou na lavoura uma dose acima da indicada ou porque desrespeitou o chamado período de carência. - O intervalo mínimo entre o uso do pesticida e a colheita, tempo em que o defensivo se degrada e perde sua toxicidade para os seres humanos.

Quão acima do limite de resíduos estavam esses alimentos?
Em geral, muito pouco. Segundo o toxicologista Ângelo Trapé, professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), esse é o quesito em que este receio é quase sempre injustificado, já que as margens de segurança são altíssimas. Para definir o nível seguro de resíduos de defensivos agrícolas que o ser humano pode ingerir diariamente, os cientistas primeiro realizam estudos em animais. O valor que não apresenta riscos para eles é então dividido por 100 - e assim se chega ao limite máximo aceitável para homem. Ou seja, o nível de resíduo detectado das amostras coletadas teria de estar 1000% acima do permitido para que se começasse a pensar em risco real. E nenhum caso desta monta foi verificado.

Em 24,3% das amostras, as análises detectaram presença de defensivos não autorizados. Eles eram, então, ilegais?
Não, eles eram comercializados legalmente no país. O que acontece é que cada produto deve informar, no rótulo o tipo de alimento ao qual destina. "para registrar um produto, o fabricante gasta milhões de dólares. E, mesmo quando a marca já está no mercado, incluir uma nova cultura no rótulo, custa entre 35 000 e 40 000 dólares", explica Luís Rangel, coordenador-geral de agrotóxicos do Ministério da Agricultura. Resultado: Como o processo é oneroso, as empresas preferem investir em defensivos que serão vendidos aos grandes produtores, como os dos setores de algodão, soja e milho, em detrimento daqueles destinados às culturas pequenas, como as hortaliças. "Assim, quando não há defensivos registrados para eliminar pragas que atacam uma cultura pequena, o produtor se vê obrigado a recorrer ao defensivo não autorizado, mas que traz o princípio ativo do qual eles necessitam", explica Celso Omoto, professor da Faculdade de Engenharia Agronômica da Univesidade de São Paulo em Piracicaba.

O uso de defensivo não autorizado é prejudicial à saúde?
Não necessariamente. As pesquisas mostram que um defensivo não oferece mais ou menos riscos de saúde se aplicado neste ou naquele alimento. Ou seja, o produto x, indicado para tomate, não ficará mais tóxico, sendo usado no pimentão. "O problema está na soma: resíduos de um mesmo agrotóxico em vários dos alimentos que constam na dieta de uma pessoa podem vir a extrapolar seu limite máximo", diz Luiz Claudio Meirelles, gerente geral de toxicologia da Anvisa. Mas a situação não é alarmante. "Como a margem de segurança para o cálculo do LMR é alta, é muito provável que o consumo desses alimentos não ofereça nenhuma implicação à saúde" diz o médico patologista João Lauro Camargo, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu.

Os alimentos que lideram o ranking da Anvisa - pimentão, morango e pepino - representam riscos à saúde?
De forma alguma. Isso vale para os dezoito alimentos avaliados. "Como os resíduos apresentados estão dentro de níveis seguros - quando houve excesso, ele era irrisório -, não há motivo para preocupação em termos de saúde pública" explica Ângelo Trapé da Unicamp.

É possível remover resíduos de defensivos nos vegetais?
Não, pois o defensivo penetra na polpa do alimento ou circula pela seiva da planta. Nas últimas semanas, muitas "receitas" para remover defensivos circulam por ai - inclusive em telejornais de grande alcance - como lavar alimentos com água e sabão ou mergulhar em uma solução de hipoclorito de sódio, que nada mais é do que água sanitária diluída. Pura balela. "A lavagem com qualquer uma destas substâncias removem micróbios e coliformes fecais, mas não resíduos químicos", explica o engenheiro agrônomo José Otávio Menten, professor da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. A fruta e a verdura ficam limpinhas, o que é ótimo. Mas o que houver de resíduo químico nelas continuará ali.

Descascar o alimento, então não adianta?
Descascar o alimento ou retirar as folhas externas do maço de alface, por exemplo, elimina apenas os resíduos presentes nestas partes do vegetal. O que está nas outras partes permanece. Além disso, as cascas de muitos alimentos são altamente nutritivas, e descartá-las pode ser um desperdício.

Algumas hortaliças, frutas e legumes tendem a absorver mais defensivos?
Não. O que determina se algum resíduo permanecerá no alimento é o manejo do produto na lavoura: a quantidade empregada e o período de carência indicado para aquela substância em particular. Se tudo for feito conforme a bula, entre o dia da aplicação do defensivo e o da colheita, a dose correta sofrerá degradação natural com a ação dos raios solares, da chuva e dos microorganismos.

Ingerir resíduos de defensivos provoca doenças ou malefícios?
Não existe comprovação científica de que o consumo a longo prazo de resíduo e pesticida nos alimentos provoque problemas graves em seres humanos. "A associação entre o uso de defensivos e a ocorrência de câncer, malformação fetal ou distúrbios neurológicos só foi demonstrada em animais expostos as concentrações altíssimas desses produtos", diz o toxicologista Flávio Zambrone, presidente do instituto brasileiro de toxicologia. Também não há caso de intoxicação provocada pela ingestão de um alimento contaminado.

Os defensivos oferecem risco à saúde dos agricultores?
Apenas quando eles não respeitam as regras de uso. "Os principais efeitos adversos são problemas gastrointestinais e demartologicos provocados por exposição a doses elevadas", diz Ângelo Trapé. Os equipamentos de segurança e as preocupações recomendadas pelos fabricantes reduzem drasticamente os riscos de contaminação.
"Como o Brasil é um dos países mais rigorosos no processo de registro, os produtos disponíveis no mercado são seguros.", diz a Engenheira Agrônoma Rumy Goto da Unesp.

É possível reduzir o uso de defensivos no campo, sem prejudicar a produtividade?
Sim, com programas educacionais que ensinem o agricultor a escolher o produto certo, aplicar a dose correta e respeitar o período de carência para a colheita segura. O produtor pode, por exemplo, optar por agrotóxicos seletivos, que agem na praga sem extirpar seus inimigos naturais. Assim o inseticida que mata o pulgão (praga) não elimina a joaninha (que se alimenta de pulgões e, assim, promove um controle natural da praga), o que reduz a necessidade de mais defensivos. Outra solução envolve manejos agrícolas como a rotação de cultura para quebrar o ciclo de vida da praga. "O produtor deve entender que existem diversas ferramentas para controlar pragas. Sem esse conhecimento, ele acaba optando pelo produto mais barato ou não autorizado para aquela cultura" diz o engenheiro agrônomo Celso Omoto da USP.

Existe alguma maneira de o consumidor se certificar da proveniência das frutas, dos legumes e das verduras que vai pôr à mesa?
Por enquanto não. Mas o Ministério da Agricultura pretende criar um cadastro de produtores multados por uso indiscriminado de defensivos agrícolas e disponibilizá-los para consulta pública em seu site. Essa medida poderá incentivar os bons produtores a identificar seus produtos com um selo. Como já é possível encontrar nas gôndolas do supermercado.

Orgânicos em Pratos Limpos

O temor que os alimentos com defensivos agrícolas façam mal à saúde tem feito com que muitos consumidores cogitem substituir frutas, verduras e legumes convencionais por seus equivalentes "orgânicos", ainda que tenham de desembolsar o dobro por isso.

Veja o que dizem os especialistas sobre este tipo de cultivo.

O que são alimentos orgânicos: aqueles cultivados sem o uso de agrotóxicos ou hormônios de crescimento.

O que é permitido numa cultura orgânica: plantar ervas daninhas que atraiam para si as pragas, usar adubos naturais, como esterco, e empregar extratos vegetais, como os de nim e pimenta, para combater pestes. No entanto, segundo os engenheiros agrônomos, Rumy Goto da Unesp e José Otávio Menten da Universidade de São Paulo, algumas exceções são permitidas " para nutrirem o solo os agricultores usam fertilizantes à base de compostos químicos, como o sulfato de potássio", diz Rumy. Menten destaca ainda a utilização, na plantação orgânica, de defensivos amplamente empregados na agricultura convencional como o enxofre, a calda de fumo e a calda bordalesa (mistura de sulfato de cobre com cal). Essas substâncias, porém, não são inofensivas. "Todos esses produtos 'orgânicos' deveriam ser submetido a avaliações", defende Menten.

Como identificá-los: desde janeiro/2011 os orgânicos vendidos em lojas e supermercados vêm com selo do Ministério da Agricultura. Nas feiras, o consumidor deve verificar se o vendedor possui o cadastro de agricultor orgânico. A lista de habilitados está no site Prefira Orgânicos (www.prefiraorganicos.com.br). Não que isso seja garantido, entretanto. As regras para o credenciamento e fiscalização são um bocado vagas e têm muitas lacunas. Por isso mesmo, algumas grandes redes de varejo se certificam de que não estão vendendo gato por lebre testando elas próprias em laboratório, periodicamente, amostras dos vegetais que exibem em suas gôndolas.

Quem fornece o selo: O produtor pode obtê-lo de duas maneiras. A primeira é contratar uma das seis empresas credenciadas pelo governo para o serviço. Elas avaliam a qualidade do solo e da água da plantação, antes de fornecer o selo. A outra são os chamados Sistemas Participativos de Garantia (SPG), em que um grupo de produtores se reúne com consumidores, pesquisadores e técnicos, sejam eles agrônomos ou não, e solicita autorização ao Ministério da Agricultura para se autocertificar.

Quem fiscaliza: Não há fiscalização sobre o comercio de orgânicos em feiras livres. Nos outros casos ela é feita pelas próprias empresas que deve acontecer pelo menos uma vez por ano, não são claras, nem são exigidas análises periódicas para detectar eventuais resíduos de defensivos químicos nas plantações. "Esse tipo de avaliação só ocorre quando há uma denúncia ou quando se constata um risco, como a identificação de uma plantação vizinha que utiliza produtos químicos", diz Rogério Pereira Dias, coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura.

Riscos: sem o controle adequado de produção e armazenagem, as plantas orgânicas podem ser contaminadas por fungos ou por bactérias como a salmonela e a Escherichia coli. Um caso celebre aconteceu na Alemanha, em junho de 2011: mais de 40 pessoas morreram e milhares foram parar no hospital após ingerir brotos de feijão de uma fazenda orgânica contaminados com E. coli. Ou seja, não só por ser orgânico um produto é necessária e automaticamente mais saudável que o similar cultivado com o auxilio de defensivos.

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- Opiniões expressas nesse ambiente são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente representam o posicionamento do Portal Agrolink.

14/05/2012 - É a primeira reportagem que vejo que quase me convence que alimentos tratados com agrotóxicos (desculpem, defensivos agrícolas) são mais seguros que produtos orgânicos. É SIMPLESMENTE RIDÍCULO. Trata-se de um dos maiores desserviços prestados a população brasileira que já vi. E ainda querem a tal Liberdade de imprensa, ampla, geral e irrestrita!! (Montesquieu)

04/04/2012 - É um absurdo notar a manipulação dessa matéria e de tantas outras dessa revista, chega a dar asco! O pior é ver a falta de respeito das pessoas que fazem parte desse editorial, e de senso crítico por parte das pessoas que a lêem, não conseguem notar sua venalidade e seus viéses. Denota falta de análise de conjuntura em seus vários aspectos e de forma holística, ecologicamente, socialmente, economicamente... Mas não só critíco esse modelo hegemônico de agricultura, mas proponho um outro: AGROECOLOGIA!! (Tatiana)

06/03/2012 - kkkk, Pobres pessoas inocentes, continuem então comendo veneno, foi tao esclarecedor essa matéria né? leiam a carta da associação Brasileira de agroecologia, e depois saim em defessa do bom veneninho kkkk, (Elton Guslisnki)

07/02/2012 - O que seria do Brasil e do Mundo sem a proteção de cultivos??? (Leandro)

02/02/2012 - Ops, eu sou agrônomo e vivo de agricultura e não vejo tantos agricultores tão responsáveis assim. A realidade é gente aplicando produto sem equipamento, com misturas e doses irregulares, vendedor de defensivo com metas de vendas e tudo mais. (ARLINDO PORTO)

20/01/2012 - Que horror!!! Pessoas de nível superior defendendo o veneno. É a mercantilização da vida. Queremos comida saudável. Alimento para a vida e não para a morte!!! (Cleonice Pankararu)

18/01/2012 - Bando de falsos moralistas. Vivam de organicos entaão. O planeta precisa de defensivos assim como vcs precisam dos seus "orgânicos". Vão querer falar mal dos pecuaristas agora, que fazem as vaquinhas sofrerem. Falsos moralistas (Thiago)

17/01/2012 - Opa! Espero que a maioria dos leitores de Veja tenha a inteligência necessária para saber diferenciar informações com base científica, que esclarecem e explicam, das opiniões sensacionalistas de movimentos de fundo político, menos preocupadas com a saúde da população e mais em criticar empresas multinacionais, aterrorizar produtores agrícolas e lhes depredarem suas propriedades, para ganhar as suas próprias (sem trabalho, sem direitos, tomadas simplesmente). Esses movimentos é que têm as informações certas sobre os efeitos dos agrotóxicos ou defensivos ou pesquisadores formados? (Ana Vidal)

17/01/2012 - Parabéns ao Agrolink por deixar sua contribuição na divugação desta que é uma das poucas matérias voltadas ao grande público que efetivamente contém informações coerentes sobre o tema. Normalmente, o que vemos são leigos "bicho-grilo", sem nenhuma formação, causando pânico através das manchetes sensasionalistas que dão mais Ibope do que as com fins realmente didáticos. Mas, fazer esse papel de "coitadinhos" é bom para eles. Assim ganham o apoio da população para que continuem vivendo sem trabalhar as custas de dinheiro público ou de negócios obscuros de terras desapropriadas apenas para fins comerciais. (Ricardo)

17/01/2012 - Informar que não há comprovação científica dos efeitos dos agrotóxicos sobre humanos é no mínimo irresponsável. O ministério público tinha que se manisfestar! Só por veicular essa afirmação Veja deveria ser processada...junto com esse senhor, cujo diploma deveria ser rasgado em praça pública. A indústria do fumo tentou usar esse artifício e teve que admitir os malefícios do cigarro. A vez do agrotóxico está chegando. Para início de conversa, na embalagem de agrotóxico deveria constar "Não há níveis seguros de consumo para esse produto" e uma foto bem pavorosa de má formação em fetos ou de agricultores enforcados. (Gustavo)

15/01/2012 - Quantos desses produtos com residuos de pesticidas poderiam ser vendidos em supermercados na Inglaterra ou Alemanha....??? aparentemente alguém esqueceu de fazer esta pergunta no reportagem (Carlos Meza)

14/01/2012 - A Veja se contradiz. Em dezembro, reconhecia (porque publicava...) o grande mal causado pelos agrotóxicos. Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/anvisa-28-dos-alimentos-apresentam-agrotoxicos-em-niveis-acima-dos-permitidos (Magdalena)

14/01/2012 - Os entrevistados nessa matéria são todos conhecidos defensores dos venenos agrícolas, em sua maioria professores universitários, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo - como é o caso do Prof. José Otávio Menten, da ESALQ/USP, em Piracicaba, que já foi diretor executivo da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que reúne as empresas fabricantes de veneno (vínculos como esses não são explicitados na matéria). Luiz Cláudio Meireles, gerente geral de toxicologia da Anvisa (única exceção), tem sua fala imediatamente contestada por outro "especialista". A matéria relativiza os riscos de longo prazo para a saúde dos consumidores, bem como os riscos para os trabalhadores expostos aos agrotóxicos nas lavouras. Existem inúmeras referências científicas relacionando a exposição aos agrotóxicos aos mais variados agravos de saúde. A enganação "defensivos agrícolas" não leva em conta que a lei federal 7.802/89 refere-se aos produtos como *agrotóxicos* mesmo - uma denominação fundamental para alertar os manipuladores dessas substâncias dos ricos que apresentam. Criticando os alimentos orgânicos, a reportagem não esclarece que, ao contrário dos resíduos de agrotóxicos, os patógenos - que também ocorrem nos alimentos produzidos com agrotóxicos - podem ser eliminados com a velha e boa lavagem ou com o simples cozimento. Como muitos leitores minimamente informados com a situação da utilização de agrotóxicos nesse país - o maior consumidor do mundo, triste título conquistado pelo 4o ano seguido em 2010 (o país usa 20% de todos os agrotóxicos produzidos no planeta, mas fica apenas no 17o. lugar no ranking da produtividade), estamos indignados e amedrontados por essa escalada da morte. Sabemos ainda que o setor do agronegócio brasileiro é (depois das grandes corporações de produção agroquímica e de sementes transgenicas) os que, de fato, estão lucrando, e muito!, com essa ameaça mortal que está se estendendo sobre nosso povo, sobre nosso futuro comum. Em nome de um superavit da balança comercial, se sentem esses tradicionais donos da terra (também conhecidos como ruralistas, entricheirados no Congresso ou em organizações como a CNA, presidida pela notória Kátia Abreu) autorizados a utilizar todos os recursos naturais do país - terra, água, florestas - além do trabalho escravo ou semi-escravo, ou condenando os trabalhadores ao envenenamento. Fica a suspeita de que VEJA (hipótese difícil de acreditar, pois VEJA é uma revista honrada) não tenha feito mais do que divulgar uma matéria paga, encomendada por esse setor. Gostaria que outros e verdadeiros especialistas, do campo dos críticos à utilização de agrotóxicos, e defensores da agroecologia, fossem também entrevistados. (Omar Rocha)

13/01/2012 - Tudo isso é muito lamentável. O acordo dos setores do agronegócio com a grande mídia está chegando a níveis de manipulação da informação desesperadores. A matéria principal é o que se chama no meio do jornalismo de "Bate bola". Mas não se identificam os entrevistados tratando genericamente como "especialistas da área". As informações apresentadas não batem com os boletins da Anvisa - que aliás convive com constantes ameaças dos setores contrários a seus pareceres. Na página seguinte o deserviço continua, tendo como alvo a produção de orgânicos. Definitivamente, esta edição da Veja dá uma aula... aula de como usar a notícia para plantar a confusão e a desinformação. Que todos possam saborear todo dia os alimentos cancerígenos servidos e vendidos todos os dias para a população. (Daniel)

10/01/2012 - Realmente esta matéria foi esclarecedora, deixando claro que a qualidade dos alimentos produzidos está diretamente ligada a idoniedade de quem o produz. Nos anos 70 na minha adolescencia o termo empregado era o de - defensivo agrícola - Depois de 1988, mudaram motivados sabe-se lá por que. Talvez para criar um "clima", pois na hora de botar o alimento na mesa a maioria não se lembra, da chuva que não vem, ou que veio em demasia, do preço aviltante da comercialização sem lucros -oferta/demanda - das pragas e doenças que rondam a produção. (Téc. Agrícola/Gestor Ambiental)

07/01/2012 - Brilhante. O setor ruralista berrando na reportagem da última semana da Veja. Na reportagem sobre "a verdade" dos agrotóxicos uma série de perguntas e respostas tenta convencer os leitores que os agrotóxicos, ou os "defensores" agrícolas como eles colocam, não são tão prejudiciais assim. Uma recente pesquisa da ANVISA alerta sobre a contaminação de alguns alimentos que vão a mesa do dia a dia dos brasileiros, mas para a revista existe muito alarde para nada, afinal, extrapolar os índices máximos que determinam a segurança dos alimentos não significa que estaremos intoxicados. Ok, pode até ser q ninguém vai morrer por que um pimentão está contaminado por agrotóxico, mas o índice não foi criado justamente para nos mostrar que algo está errado, se um índice de SEGURANÇA alimentar não for zeloso então o que mais deve ser! E de mais a mais, o Brasil tem atingindo recordes no uso dos agrotóxicos e se não são tão perigosos para a barriguinha do povo da cidade podem ser extremamente prejudiciais para quem vive perto de plantios. Mas, se a revista não está preocupada com aborígenes que vivem nestas regiões não esquecemos que os lugares mais tops visitados pelos leitores Veja como Bonito estão cercados por cana e soja, ou seja, as águas cristalinas e a paisagem paradisíaca podem estar contaminadas pelos agrotóxicos lançados nos cultivos próximos dali. Por fim, eles resolveram detonar os orgânicos com aquela espécie de justificativa que faz da solução um problema. Aos queridos leitores, que por ventura estão lendo este mural, e que não estão tão convencidos assim sugerem assistir ao filme Erin Brockovich e entenderem um pouco de manipulação (Tiago)

06/01/2012 - Muito esclarecedor! (fernando)

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