Açúcar e café reduzem perdas com recuperação de mercados guiada pelo petróleo
Café arábica para março encerrou em queda de 1,3 centavo de dólar
Os contratos futuros de açúcar bruto na bolsa ICE mantiveram-se praticamente estáveis após caírem para uma mínima de cinco semanas nesta segunda-feira, reduzindo perdas conforme os preços do petróleo subiram e a moeda brasileira saiu de mínimas, com ligeira elevação.
O açúcar bruto para março encerrou em queda de 0,07 centavo de dólar, ou 0,5 por cento, a 14,51 centavos de dólar por libra-peso, após ter caído para 14,23 centavos, a mínima desde 10 de novembro.
Os contratos futuros do açúcar branco encerraram em alta de 2,20 dólares, ou 0,6 por cento, a 401,40 dólares por tonelada.
Os contratos futuros do café arábica tiveram um segundo dia consecutivo de quedas acentuadas, pressionados pelo real fraco e previsões de chuva que devem ajudar o desenvolvimento dos grãos no Brasil. Os preços, no entanto, saíram das mínimas seguindo uma recuperação dos mercados de commodities em geral.
O café arábica para março encerrou em queda de 1,3 centavo de dólar, ou 1,1 por cento, a 1,199 dólar por libra-peso.
Os contratos futuros do café robusta também caíram, com o contrato para janeiro encerrando em queda de 24 dólares, ou 1,6 por cento, a 1.475 dólares por tonelada, caindo pela sexta sessão consecutiva.
O índice Thomson Reuters CoreCommodity Index, que acompanha 19 mercados, começou o dia caminhando para tocar mínimas em mais de 13 anos pela segunda sessão seguida, mas recuperou perdas conforme o petróleo passou a subir.
"Os preços da energia estavam caindo e todos mercados estavam focando nisso. Foi o que empurrou os mercados", disse James Kirkup, chefe de operações com açúcar na ABN Amro Markets em Londres, ao explicar a fraqueza dos mercados no início da sessão.