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Estudo associa fuga de abelhas ao uso de inseticidas neonicotinoides

Autor, porém, diz que não é a única causa


 

O Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido apresentou um estudo no qual afirma que há mais probabilidade de redução da população de abelhas selvagens em plantações com sementes tratadas com inseticidas neonicotinoides. A conclusão, publicada na revista científica Nature, se baseou em dados sobre 62 espécies de abelhas presentes em plantações de colza (canola) ao longo de 18 anos naquele país. 

No entanto, o autor do estudo, Ben Wookcock, ressaltou os pesticidas neonicotinoides provavelmente são a única explicação para o desaparecimento de abelhas no mundo: “Embora tenhamos descoberto evidências de que o uso de neonitocinoides é um fator fundamental para o declínio das populações de abelhas, é improvável que eles estejam agindo de forma isolada em relação a outras pressões ambientais”. 

Segundo ele, “o declínio que as abelhas selvagens têm sofrido em escala global pode estar ligado também à perda e fragmentação de hábitats, a doenças, às mudanças climáticas e outros inseticidas”. 

A escolha pela realização do experimento com canola é explicada por Wookcock: “Por produzir flores, a colza é uma planta benéfica para insetos polinizadores. Esse benefício no entanto, parece se mais que anulado pelo efeito das sementes tratadas com neonicotinoides para uma ampla gama de abelhas selvagens”.

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