Tecnologia agrícola da Embrapa é base técnica de programa para agricultura familiar
Acompanhado do chefe geral da Embrapa Amapá, Silas Mochiutti e do chefe de transferência de tecnologia, Joffre Kouri, ele verificou a eficiência do Sistema Bragantino. Também conheceram in loco as áreas de produção agrícola, o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Paulo Nunes, o diretor do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá, Max Ataliba e as equipes técnicas dos órgãos do setor produtivo. Silas Mochiutti explicou ao governador que a técnica consiste no cultivo, em rotação e consórcio, das culturas de milho ou arroz, de mandioca e feijão-caupi, com uso de técnicas de cobertura do solo, e o ponto de partida é a recuperação e manutenção da fertilidade do solo com base em análises.”O Rurap realiza este trabalho de orientação técnica diretamente junto aos agricultores e com isso a Embrapa gera novos conhecimentos e tecnologias a partir da adaptação do Sistema Bragantino no estado do Amapá”, disse Mochiutti.
O agricultor Raimundo José Costa, conhecido como “Ceará, é um dos agricultores do assentamento Anauerapucu, primeira comunidade de execução do Protaf. Ele é um dos 1.173 agricultores familiares beneficiados diretamente pelo Protaf, programa lançado ano passado e que atualmente funciona em cerca de 50 comunidades de 12 municípios. Já colheu o milho (variedade da Embrapa BR 106) e está em fase de preparação da palha para o cultivo de feijão-caupi. “Nosso trabalho ficou mais fácil com o apoio do Rurap. Os técnicos ensinam as técnicas da Embrapa e acompanham a gente no campo”, disse o agricultor.
O Sistema Bragantino foi desenvolvido inicialmente no município de Bragança (região nordeste do Pará) e pode ser aplicado em propriedades familiares e na agricultura empresarial. Os resultados iniciais indicavam, na época do lançamento, que a adoção do Sistema Bragantino permite aumentar, no mínimo, por hectare, em quatro vezes mais a produtividade da cultura da mandioca por hectare; em sete vezes mais a do milho e em oito vezes mais a do arroz. As pesquisas científicas comprovam que o modelo é mais rentável ao produtor e menos danoso ao meio ambiente que o sistema itinerante (derruba-e-queima) utilizado na região há mais de um século.
Os principais benefícios são a intensificação do uso da terra; aumento da produtividade e redução de custos de produção das culturas; ocupação produtiva da propriedade; conservação ambiental; uso racional de máquinas, equipamentos e insumos; permite boa cobertura de solo, atenuando os efeitos nocivos da erosão hídrica e eólica. No Amapá, o Sistema Bragantino é a base tecnológica do Programa Territorial da Agricultura Familiar e Floresta (Protaf) implementado pelo Governo do Estado. Nas unidades demonstrativas da Embrapa, os técnicos da empresa e do Rurap orientam os agricultores em demarcação de área, técnicas de plantio e adubação, melhores métodos de plantio e cultivo na região.
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Núcleo de Comunicação Organizacional
Dulcivânia Freitas