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Venda de agroquímicos desacelera no Paraguai em 2015

De acordo com Capasagro


A venda de agroquímicos registrou uma forte desaceleração no Paraguai no ano que se encerrou, revela o diretor da Câmara Paraguaia de Sanidade Agropecuária e Fertilizantes (Capasagro), engenheiro agrônomo Ramón Sánchez. Os números de 2015 ainda estão sendo consolidados, mas segundo o dirigente o ano foi “bastante difícil” para toda a cadeia de produção agrícola em função da baixa nos preços das commodities. 

“A queda das cotações nos grãos foi amenizada de alguma forma pelo clima propício, que possibilitou uma boa colheita. No entanto, no que se refere ao econômico, a situação do campo foi duríssima, porque 75% do componente do sistema produtivo hoje necessita refinanciamento”, explicou Sánchez.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Capasagro, os produtores tiveram cautela “no uso dos insumos”, e a área de cultivo não aumentou, “chegando até a diminuir”. “Por tudo isso a demanda de agroquímicos se manteve quase igual que no ano passado, com tendência de baixa”, explicou.

O dirigente fez ainda críticas contra o Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Vegetal e de Sementes (Senave, na sigla em espanhol). “O antigo diretor da Senave, Regis Mereles, converteu a instituição num ente eminentemente arrecadador, ao invés de controlar a qualidade, criando resoluções inviáveis”, queixou-se.

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