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Fisioterapia contribui para a recuperação de cães que passaram por cirurgias

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23/11/09 - 10:59 

A imobilização prolongada após uma cirurgia de uma articulação está associada a alterações na cartilagem, nos ligamentos, nos músculos e no complexo osso-ligamento. A perda da mobilidade, por exemplo, pode provocar dor, degeneração articular, diminuição da função e aumento no tempo de retorno funcional do membro operado. A reabilitação atua no sentido de promover uma cicatrização adequada, um retorno funcional rápido do membro e de prevenir complicações, e deve ser acompanhada por fisioterapia. Isso é o que mostram Alexandre Mazzanti e colegas da Universidade Federal de Santa Maria em um estudo que avaliou a influência da fisioterapia na recuperação funcional do membro de cães submetidos à artroplastia do joelho seguida da imobilização rígida temporária.


De acordo com artigo publicado na edição de setembro/outubro de 2006 da revista Ciência Rural, “a massagem é um método terapêutico utilizado para aumentar o fluxo sangüíneo e linfático, reduzir o edema, liberar e alongar tendões, minimizar a cicatriz tecidual e produzir relaxamento muscular e analgesia. O alongamento passivo previne distensões musculares e libera movimentos articulares bloqueados ou enrijecidos. Quando em conjunto com exercícios de movimentação passiva da articulação, aumenta a flexibilidade das articulações e a extensibilidade dos tecidos periarticulares, dos músculos e dos tendões”.


No trabalho, os cães foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu tratamento após a cirurgia e o segundo não. Os resultados mostram que, depois de 90 dias de pós-operatório, a amplitude de movimento foi maior em extensão no grupo tratado. Quanto à avaliação clínica da marcha, foi verificado que os cães que foram tratados atingiram com maior facilidade o grau de uso funcional do membro. Segundo os pesquisadores, “isso demonstra que a terapia física influencia positivamente, de forma evolutiva em relação ao tempo, o retorno funcional do membro, principalmente por interromper o espasmo muscular, que fora evidenciado em todos os animais deste experimento após a remoção do fixador externo”.


Dessa forma, eles ressaltam a importância do emprego de fisioterapia no pós-cirúrgico: “recomenda-se o emprego da terapia física, compreendida de massagem, hidroterapia, movimentação passiva da articulação, alongamento passivo e exercícios de caminhada em cães submetidos à artroplastia do joelho e à imobilização rígida temporária da mesma articulação”.


Informe Sergipe - Aracajú

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