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Automação do manejo: caminho sem volta

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Automação do manejo: caminho sem volta
28/12/10 - 15:46 
Por * Paulo César Dancieri

Hoje em dia, quando o pecuarista tem a ideia de obter maior produtividade na atividade pecuária, a primeira coisa que lhe vem à cabeça é investir na compra genética de touros e matrizes de renome no mercado, ou no emprego de tecnologias sofisticadas para aplicar no manejo reprodutivo, nutricional e sanitário dos rebanhos. Nada mais compreensível. Sem dúvida nenhuma o tripé que sustenta os ótimos resultados conquistados pela criação certamente está baseado nesses pontos.

Agora, existe outra questão vista como secundária, mas não menos importante, que é o manejo preocupado com o bem estar animal. E quando o assunto é manejo, não são poucos os avanços já conquistados pela indústria para desenvolver tecnologias inteligentes que melhorem a funcionalidade da infra-estrutura dos currais.

Em pouco tempo procedimentos considerados de rotina como identificação, marcação, castração, aplicação de vacinas e medicamentos deixarão de ser fonte geradora de estresse para os animais, peões e fazendeiros para ganhar um caráter profissional. Já são comuns fazendas que usam os troncos de contenção semi automatizados e sistemas de balança eletrônica, tudo informatizado e gerido com muito rigor para minimizar custos e otimizar ganhos.

E olha que não são poucos os prejuízos gerados pelo acumulo de lesões ao longo da vida do animal e que comprometem diretamente a rentabilidade das fazendas de produção pecuária. Isso porque as perdas por contusões encontradas na carcaça do animal por ocasião do abate são repassadas integralmente ao pecuarista, que sofre não só com as perdas em dinheiro, mas com a credibilidade já que muitos frigoríficos deixam de comprar de fornecedores que entregam animais muito lesionados.

Procedimentos inadequados na aplicação de vacinas, medicamentos e também a falta de planejamento na construção dos currais estão entre as causas mais freqüentes de lesão. Por isso, grandes grupos frigoríficos já se atentaram para essa questão e estão investindo em capacitação profissional e assistência técnica voltada a orientação do produtor sobre boas práticas e equipamentos que garantam a integridade tanto dos animais quanto do ser humano.

Incentivar nos produtores esta preocupação é tão importante quanto solidificar a rastreabilidade da carne, afinal, falamos em qualidade e respeito ao homem, ao animal e ao consumidor. E não é difícil tornar os procedimentos de manejo mais eficientes, respeitando as premissas acima.

O Brasil possui um amplo leque de opções para o produtor que deseja implantar em sua propriedade técnicas de manejo adequado. O importante é que os diversos elos da cadeia produtiva cobrem dos pecuaristas atitudes em prol do bem estar animal, fator que influencia diretamente na qualidade da carne que chegará à mesa do consumidor.

* Paulo César Dancieri é vice-presidente do Grupo Coimma Balanças e Troncos de Contenção. Mais informações: www.coimma.com.br

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