22/07
CME
BM&F

Soja
US$ 10,32 (22/07)
n.d.

Milho
US$ 3,34 (22/07)
R$ 46,77 (22/07)

Saúde Animal


Mastite bovina: prevenir é o melhor caminho

Visitas: 10276

Mastite bovina: prevenir é o melhor caminho
04/10/12 - 16:34 
Por *Tânia Valeska Medeiros Dantas Simões

A mastite bovina é a inflamação da glândula mamária e sua intensidade depende da interação com fatores relacionados ao animal e à presença de agentes patogênicos que desencadeia processo inflamatório. Os agentes causadores da mastite na sua maioria são as bactérias, podendo existir ainda fungos, leveduras, vírus e algas.

A mastite é o fator que mais provoca perdas econômicas na cadeia produtiva do leite e para tentar minimizar estas perdas é necessário um controle rigoroso da higiene da mama, boas práticas na ordenha e um eficiente programa de sanidade animal. A prevalência da mastite está relacionada, principalmente, ao manejo antes, durante e após a ordenha. Isso explica a importância da conscientização do ordenhador e dos produtores de leite, quanto aos procedimentos adequados de ordenha, incluindo as formas corretas de higienização e desinfecção do ambiente, do animal, do profissional e de todos os utensílios utilizados na ordenha.

Para tentar manter o rebanho longe da mastite o melhor caminho é a prevenção. Já que a ordenha é o momento mais importante da atividade leiteira, deve ser o primeiro lugar para se instituir um controle da mastite e assim possibilitar a melhoria da qualidade do leite.

Para isto devemos basear o controle da mastite em cuidados básicos de sanidade. Primeiramente a atenção deve estar voltada para o correto manejo de ordenha, que deve ser realizada por ordenhadores treinados em boas praticas de ordenha e com conhecimento mínimo em lactação e funcionamento e manutenção do equipamento bem como no procedimento de ordenha manual e mecânica.

Em seguida, instituir o teste da caneca de fundo escuro diariamente, pois este permite o diagnóstico da mastite clínica e diminui o índice de contaminação do leite.

Após a retirada dos primeiros jatos, efetua-se a lavagem dos tetos com água limpa e secagem em seguida realiza a imersão completa dos tetos numa solução desinfetante com uma concentração menor que na solução utilizada no pós-ordenha (pós-dipping), para redução da contaminação bacteriana (hipoclorito de sódio a 2% ou iodo a 0,3% ou, ainda, clorexidine a 0,3%). Estabelecer uma linha de ordenha, deixando as vacas que apresentaram mastite nos últimos meses por último e iniciando sempre com as vacas sadias e que não apresentaram mastite. E separar do rebanho vacas com mastite clínica.

Com estes cuidados básicos é possível controlar a mastite no rebanho ou pelo menos diminuir a incidência da doença.

*Tânia Valeska Medeiros Dantas Simões é pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros especialista em Sanidade Animal

Página gerada em: 24/07/2016 21:18:27 - (5 min)

Notícias relacionadas

22/07/16 » Inscrições abertas para o 4º Fórum de Agricultura da América do Sul
22/07/16 » Banrisul autoriza renegociação de dívidas dos arrozeiros
22/07/16 » Soja Plus é modelo de sustentabilidade, diz Fefac
22/07/16 » Ação educativa da Abapa leva alunos para conhecerem a cultura do algodão
22/07/16 » Feira de agronegócios Coopercitrus tem como tema: “Sustentabilidade na Prática”

Comentários

Comente esse conteúdo preenchendo o formulário abaixo e clicando em enviar






- Opiniões expressas nesse ambiente são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente representam o posicionamento do Portal Agrolink.

Até o momento não houve nenhum comentário para esse conteúdo.

Colunistas | Eventos  | Cadastre-se  | Agrotempo  | Feiras e Fotos  | Vídeos
Ip: 54.146.16.125 Cod: -1 Est: -1 Cid: -1