Déficit de produtos químicos soma US$ 9 bilhões

Imagem: inpEV

ECONOMIA

Déficit de produtos químicos soma US$ 9 bilhões

Importações aumentaram no mesmo período
Por: -Leonardo Gottems
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As quantidades de produtos químicos importados bateram recorde, mas o déficit somou 9 bilhões entre janeiro e abril, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Nos quatro primeiros meses do ano, as importações de produtos químicos movimentaram 14,6 milhões de toneladas, aumento de 10,5% na comparação com iguais meses de 2019.  

“Os aumentos foram registrados sobretudo em produtos químicos inorgânicos (11%), orgânicos (14,2%) e em resinas e elastômeros (7,6%), todos com significativa fabricação nacional. Já o volume das exportações, de janeiro a abril, chegou a 5 milhões de toneladas, aumento de 21,3% em relação aos quatro primeiros meses de 2019, crescimento concentrado especialmente em produtos inorgânicos (43%)”, indica. 

Em relação ao déficit, ele teve um leve recuo de 1,1% em relação ao mesmo período de 2019. “De janeiro a abril de 2020, foram importados US$ 12,7 bilhões e exportados US$ 3,7 bilhões em produtos químicos, respectivamente reduções de 3,7% e de 9,3%. Em termos de representatividade no total do comércio exterior brasileiro, os produtos químicos responderam por 22,9% do total de US$ 55,6 bilhões em importações e 5,5% dos US$ 67,4 bilhões em exportações do País”, completa. 

De acordo com o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino, os resultados da balança comercial em produtos químicos, até abril, “são alarmantes e, somados aos enormes desafios de saúde pública e econômicos no enfrentamento da pandemia, colocam ainda mais prioridade sobre a agenda de reformas estruturais da economia brasileira e de ajustes competitivos, que serão fundamentais no momento de retomada da economia”. 

“Nosso papel como setor essencial é preservar vidas no presente e é também pensar no futuro. É fundamental nos programarmos e agirmos ainda com mais velocidade e objetividade para o fortalecimento da competitividade, possibilitando a manutenção das plantas em operação e a atração de novos investimentos para recuperação da economia, sempre tendo como prioridade a vida”, destaca Marino. 


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