EPI correto evita Doença da Folha Verde no fumicultor

Fumicultura

EPI correto evita Doença da Folha Verde no fumicultor

Eficácia do equipamento de proteção foi então testada e ficou comprovada uma proteção efetiva de 98%.
Por: -Eliza Maliszewski
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A Doença da folha verde do tabaco, ou GTS-Green Tobacco Sickness, é um tipo de intoxicação por nicotina causada pela absorção pela pele da nicotina durante a colheita de tabaco molhado por orvalho, por chuva ou pelo próprio suor do agricultor. Como os sintomas são parecidos com outras enfermidades (dores de cabeça, tontura, náuseas e cólica. Dura alguns dias e pode afetar a mesma pessoa repetidas vezes), muitas vezes passam desapercebidos. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que, de 2007 a 2017, o Rio Grande do Sul registrou 134 casos de intoxicações entre agricultores de tabaco. Apenas em 2018, foram 50 ocorrências num universo de quase 75 mil fumicultores.

A intoxicação dos trabalhadores rurais durante a colheita passou a ser melhor estudada a partir do início dos anos 70, principalmente nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, os primeiros estudos se iniciaram no começo dos anos 90 quando, a partir de dados obtidos por meio de pesquisas efetuadas em outros países e também de relatos fornecidos pelos próprios agricultores. As empresas fumageiras, preocupadas com o problema, iniciaram um trabalho com o objetivo de se aprofundar no assunto e desenvolver equipamentos de proteção para evitar que os trabalhadores se intoxicassem.
 
O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) realizou estudos para que se pudesse encontrar a Vestimenta de Colheita que atendesse a necessidade de proteção e conforto do trabalhador. Durante todo o ano de 2009, foram visitados agricultores dos três estados do sul do Brasil, acompanhando todo o trabalho de colheita, testando materiais, modelagem, costura, cor, acabamento, tudo a fim de se conseguir produzir uma roupa que atendesse não só as necessidades de proteção, mas que também fosse termicamente confortável e bem aceita pelos agricultores.

De acordo com o engenheiro agrônomo, Luiz Carlos Castanheira, a eficácia do equipamento de proteção foi então testada e ficou comprovada uma proteção efetiva de 98%. “Faltava o teste final, o mais importante, que era a aceitação por parte dos agricultores, caso contrário, todo o trabalho e todo o tempo de estudo estariam irremediavelmente perdidos. Mas a aceitação foi excelente, e hoje, passados 10 anos, a vestimenta de colheita continua a ser utilizada, cumprindo o seu papel de evitar a intoxicação dermal por nicotina, protegendo o trabalhador e garantindo a ele conforto térmico e maior durabilidade”, ressalta.
 
 


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