Pesquisa quer avaliar couro de sapo em mandioca
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Imagem: Pixabay
LAVOURAS

Pesquisa quer avaliar couro de sapo em mandioca

Objetivo é prospectar o nível de incidência e distribuição da doença
Por: -Eliza Maliszewski

 A Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA) desenvolveu um questionário que pretende avaliar o nível de incidência e distribuição da doença “couro de sapo”, que incide na mandiocultura.

Podem colaborar com o questionário produtores, empresários, extensionistas, pesquisadores, professores e demais agentes que atuam na cadeia produtiva da mandioca. As informações vão ser usadas de forma agregada, sem a identificação dos respondentes, para orientar tomada de decisão quanto à pesquisa e à formulação de políticas públicas.

A doença, também conhecida como couro de jacaré, tem sido observado em lavouras localizadas no Amazonas, Pará, Bahia e, mais recentemente, Paraná e São Paulo. É causada por um vírus e um fitoplasma e causa grandes danos para a mandioca, podendo inviabilizar a produção em toda uma região. Os sintomas se caracterizam-se pela presença de sulcos ou lábios nas raízes, com diminuição do diâmetro, engrossamento da película, sendo que esta fica com aspecto corticoso e de difícil desprendimento, a entrecasca fica opaca e também de difícil desprendimento. A maioria das cultivares conhecidas, quando infectadas pelos patógenos do couro de sapo, não expressam sintomas na parte aérea, sendo os danos somente percebidos durante a colheita, fato que dificulta ainda mais seu controle.

Segundo o fitopatologista Saulo Oliveira, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, o método de controle mais eficiente deve ser efetuado preventivamente pela seleção rigorosa do material de plantio, ou seja, pelo uso de manivas sadias, evitando a introdução de material de áreas afetadas. “Em áreas de ocorrência, deve-se realizar a eliminação de plantas doentes dentro do cultivo, também conhecida como roguing”, explica ele, que é um dos responsáveis pelo questionário, ao lado dos pesquisadores Carlos Estevão Leite Cardoso e Éder Jorge Oliveira.

Até o momento, a limpeza de plantas infectadas só é possível em escala de laboratório ou por meio de câmaras térmicas. Por isso, a Embrapa recomenda a utilização de manivas ou mudas com qualidade fitossanitária assegurada, como é o caso das mudas produzidas por maniveiros ligados à Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária (Reniva).

Outra opção é o uso de câmaras de tratamento térmico, que são estruturas similares a casas de vegetação, produzidas com custo mais baixo, que permitem a limpeza de materiais infectados por meio da utilização de altas temperaturas (até 55° C), com eficiência de até 80% para a maioria dos patógenos de mandioca.

O questionário está disponível até 31 de julho e pode ser acessado neste link.
 


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