Mancha angular ou Mancha reticular (Phaeoisariopsis griseola)

Mancha angular

Mancha reticular (Phaeoisariopsis griseola)

Culturas Afetadas: Feijão, Feijão vagem

Sinônimo: Isariopsis griseola

A doença, nos últimos anos, tem aumentado em freqüência e incidência nas principais regiões produtoras do país e quanto mais precocemente aparecem nas lavouras maiores serão os prejuízos. No Brasil, já foram identificadas 9 raças do fungo. Na região Sul, esta doença adquire maior importância durante o cultivo do feijoeiro da "seca" ou "safrinha". Outras culturas como

Phaseolus lunatus (fava), P. acutifolus, Pisum sativum (ervilha) e Vigna spp. são também consideradas hospedeiras deste fungo.

Danos: Os sintomas da doença ocorrem principalmente nas folhas, onde é mais facilmente identificada, mas podem ser observados também nos caules e vagens. Nos últimos anos tem sido observado surto da doença e perdas variando entre 7 a 70%. Estes danos dependem da suscetibilidade das cultivares, condições ambientais, pressão do inoculo e patogenicidade.

Nas folhas primárias observam-se lesões circulares de coloração castanha ou marrom-avermelhada, entretanto, nas folhas trifoliadas as lesões são necróticas acinzentadas e de formato irregular. As lesões, com o desenvolvimento da doença, tornam-se marrom-escura de aspecto angular, delimitadas pelas nervuras. A estrutura do fungo é produzida na face inferior da folha. A desfolha somente ocorre quando há um grande número de lesões, estas então coalescem, causando o amarelecimento e posteriormente a queda.

As lesões nos ramos e pecíolos caracterizam-se por serem alongadas e escuras. As lesões nas vagens possuem a coloração castanho-escura, com bordos escuros, arredondadas e superficiais, e quando estas ocorrem em grande número podem coalescerem.

A infecção na semente ocorre principalmente pelo hilo, são geralmente mal desenvolvidas e as vezes enrugadas. Sementes infectadas podem reduzir a porcentagem de geminação e o desenvolvimento da plântula.

Controle: Estudos vêm sendo realizados para a determinação de fontes de resistência mais estáveis, pois o emprego apenas da resistência vertical tem-se mostrado insuficiente no controle da doença. As variedades Aporé, Ouro e Diamante Negro, possuem melhores reações de resistência à doença.

Mesmo quando for utilizada semente de alta qualidade; fazer a rotação de cultura, principalmente com gramíneas, e adotar outras prática como enterrar os restos de cultura logo após a colheita, manter a cultura no limpo, utilizando herbicidas recomendados ou implementos mecânicos, evitando desta forma condições favoráveis ao desenvolvimento da doença.

O tratamento químico das sementes com fungicidas registrados para as culturas e o tratamento químico foliar preventivo, são medidas que podem reduzir a incidência da doença. A primeira aplicação do fungicida na lavoura deve ser efetuada na fase inicial da cultura, dos 20 aos 30 dias após a emergência, com intervalos de 10 e 15 dias. Os produtos tebuconazole e chlorothalonil têm apresentado bons resultados no controle.

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