Murcha de fusarium ou (Fusarium oxysporum f.sp. lycopersici)

Murcha de fusarium

(Fusarium oxysporum f.sp. lycopersici)

Culturas Afetadas: Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico, Tomate

A murcha de Fusarium é uma doença que ocorre em todas as regiões onde o tomateiro é cultivado. No Brasil, já foi uma doença muito importante para o tomateiro estaqueado, quando se plantava as variedades suscetíveis Kada e outras do tipo Santa Cruz. Com a obtenção da variedade Ângela, resistente à raça 1 de

Fusarium, no início da década de 1970, a murcha de Fusarium deixou de ser importante. Mais tarde, outras variedades de tomateiro estaqueado, resistentes à raça 1, foram lançadas no Brasil. Entre estas temos Santo Antônio, Príncipe Gigante Ag-590, Santa Clara, Jumbo Ag-592, Concorde Ag-594 e os híbridos Débora e Cláudia. Em algumas localidades, no entanto, a doença já foi detectada nestas variedades, provavelmente devido à ocorrência da raça 2 ou outra raça fisiológica do fungo.

Danos: A doença pode se manifestar em quaisquer estádios de desenvolvimento, mas é mais comum em plantas no início de florescimento e frutificação. Sintomas nas folhas manifestam-se por um amarelecimento forte, tipo “gema de ovo”, nas mais velhas, progredindo para as mais novas. Esse sintoma pode inicialmente ocorrer num lado da planta ou metade da folha. Os folíolos amarelos murcham e secam, mas as folhas ficam presas ao caule. Os vasos lenhosos das folhas e do caule ficam com coloração parda e aparência seca.

A medula das plantas não sofre alteração em sua cor. Os frutos geralmente não se desenvolvem, podendo ocorrer queda prematura e descoloração dos vasos.

Controle: A única medida segura e eficiente de controle é o emprego de variedades resistentes. No entanto, outras medidas de controle devem ser empregadas em conjunto. Entre estas destacam-se:

a) rotação de cultura por três a cinco anos com o plantio de gramíneas;

b) tratamento das sementes com tiofanato metílico ou tiabendazole;

c) plantio em áreas indenes;

d) plantio de variedades e híbridos resistentes.

Para o tomateiro estaqueado, recomenda-se Ângela, Santa Clara, Débora, Cláudia, Jumbo Ag-592 e Concorde Ag-594, todos resistentes à raça 1 e do tipo Santa Cruz. Já todos os híbridos e variedades do tipo Caqui são resistentes pelo menos à raça 1, destacando-se: Carmen, Momotaro, Agora e Floradel. No caso de tomateiro rasteiro para indústria, todos os híbridos e variedades são resistentes pelo menos à raça 1. Entre variedades e híbridos resistentes às raças 1 e 2 estão Rio Grande, Rio Fuego, Duke, Peto-95, MH-1, Walter, Floradade, Celebrity e Baron.

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