Oídio ou (Oidium eucalypti)

Oídio

(Oidium eucalypti)

Culturas Afetadas: Eucalipto

Várias espécies de eucalipto são atacadas por Oidium eucalypti, em viveiros, casa-de-­vegetação e campo. Em Eucalyptus citriodora, o ataque deste fungo tem sido mais frequente e importante, até o estádio fenológico adulto. A doença também tem sido observada em ro viveiros de
E. dunnii.

Sintomas - Brotações e gemas são preferencialmente atacadas e, quando não morrem, dão origem a folhas de limbo enrugado, afilado e geralmente com uma metade as mais estreita do que a outra. O ataque sucessivo às brotações resulta em superbrotamento, com perda da qualidade da muda. No campo, o sintoma toma maior importância pela perda da dominância apical, comprometendo a formação de um fuste reto para a produção de postes e mourões. Recobrindo as partes afetadas, ocorre, com frequência, crescimento esbranquiçado, pulverulento, constituído por micélio e estruturas reprodutivas do patógeno, típico dos oídios.

Etiologia - A doença é causada por Oidium eucalypti. Até o momento, a fase teleomórfica não foi encontrada em condições brasileiras. É um parasita obrigatório que apresenta micélio estendido na superfície do hospedeiro. Das hifas são emitidos haustórios para dentro das células epidérmicas para a retirada de nutrientes. As hifas também emitem conidióforos eretos e hialinos. Os conídios são produzidos em cadeia basipetal, hialinos, oblongos a ovais, unicelulares, com dimensões que variam de 13-20 a 21-36 μm.

A doença dissemina-se facilmente através do contato entre plantas doentes e sadias ou pelo vento e respingos de chuva. A incidência do oídio em eucalipto é mais freqüente na época de estiagem.

Controle - O oídio é importante na folhagem juvenil de plantas de eucalipto. Com a troca desta folhagem pela adulta, a doença não ocorre mais, o que dispensa medidas de controle. A existência de indivíduos sadios ou pouco afetados em áreas altamente infestadas indica a possibilidade do uso da variabilidade genética para seleção de material resistente. Em viveiros, recomenda-se o uso de produtos registrados para a cultura.

 

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