Sigatoka negra ou (Mycosphaerella fijiensis)

Sigatoka negra

(Mycosphaerella fijiensis)

Culturas Afetadas: Banana, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico

Anamorfo: Cercospora fijiensis, Cercospora fijiensis var difformis, Paracercospora fijiensis, Paracercospora fijiensis var difformis e Pseudocercospora fijiensis
Sinônimos: Mycosphaerella fijiensis var difformis e Mycosphaerella fijiensis var fijiensis

É considerada a mais grave doença da cultura. Apesar de ainda não ter sido constatada no Brasil, já figura como prioridade de pesquisa com banana, principalmente em programas que visam a obtenção de variedades resistentes. Foi descrita pela primeira vez nas Ilhas Fiji, vale de Sigatoka, em 1963, com o nome de estria negra (“black leaf streak”). Em 1972 provocou a primeira epidemia em Honduras, destacando-se pela sua maior agressividade. Em 1979 chegou à Costa Rica, onde parece ter encontrado as melhores condições para o seu estabelecimento.

Atualmente está disseminada por toda a América Central, algumas regiões da África, da Ásia e, na América do Sul, já foi encontrada na Colômbia, Equador e Venezuela. Pode-se imaginar que, mais dia menos dia, o patógeno também atingirá nossas plantações. As regiões atingidas tiveram como conseqüência imediata o aumento do custo de controle, em função da necessidade de aumentar o número de aplicações anuais, melhorar técnicas de aplicação, melhorar a infra-estrutura existente e buscar novos produtos. Além disto, os plátanos passaram a sofrer perdas que variam de 50 a 100% na produção.

Danos: As manchas produzidas pelas duas Sigatokas são bastante semelhantes, mas, à primeira vista, predomina a cor escura na Sigatoka negra, enquanto na Sigatoka amarela predomina o amarelo, como os próprios nomes sugerem. Outros aspectos diferenciais incluem: maior concentração de lesões ao longo da nervura principal e, observando-se as lesões pela parte inferior da folha, principalmente em estádios intermediários de desenvolvimento, a cor prevalecente é o marrom.

Controle: A principal forma de controle da doença é o uso de cultivares resistentes. A instrução normativa nº 23, de 7 de junho de 2001, da Secretaria de Defesa Agropecuária, coloca, entre as prioridades dos planos de ações emergenciais, a distribuição de mudas de bananeira resistentes à doença nas regiões afetadas, bem como nas regiões com maior risco de introdução da doença. Dentre as variedades comerciais mais conhecidas apenas Mysore e Figo são resistentes à sigatoka negra. Entretanto, já existem outros materiais que poderão ser recomendados para uso pelos produtores, destacando-se entre eles a Yangambi e alguns híbridos tetraplóides, que estão sendo gerados pelo programa brasileiro de melhoramento genético da bananeira, em execução no CNPMF/EMBRAPA.

A mesma instrução normativa (IN nº 23, de 7 de junho de 2001, da Secretaria de Defesa Agropecuária), proíbe o trânsito de plantas e partes da planta da bananeira e de qualquer material envolto em suas folhas, bem como o uso dessas folhas de qualquer outra forma passível de disseminar o fungo, provenientes de Unidades da Federação com a presença da praga, para as demais em que a Sigatoka não esteja presente. Também estabelece que os proprietários, arrendatários ou ocupantes de área que tenha pomares de bananeiras abandonados ficam obrigados a eliminar as plantas.

Os principais produtos utilizados para o controle químico da doença são os fungicidas protetores, fungicidas de ação sistêmica local e fungicidas sistêmicos.

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