Bula Artys BR

acessos
Picloran
13308
Volcano

Composição

Picloran 76 g/L Ácido piridinocarboxílico
Sal de dimetilamina do ácido diclorofenoxiacético (2,4-D) 289 g/L Ácido ariloxialcanóico

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Seletivo, Sistêmico
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Beldroega
(Portulaca oleracea)
3 a 4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Buva
(Conyza bonariensis)
3 a 4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido á modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Caruru comum
(Amaranthus viridis)
4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Corda de viola
(Ipomoea aristolochiaefolia)
4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Erva branca
(Gnaphalium spicatum)
3 a 4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
3 a 4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Nabiça
(Raphanus raphanistrum)
3 a 4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Picão preto
(Bidens pilosa)
3 a 4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
3 a 4 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Pastagens Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Aguapé
(Eichornia crassipes)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Amendoim bravo
(Euphorbia heterophylla)
3 a 5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Amor de cunhã
(Solanum rugosum)
3 a 5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Arranha gato
(Acacia plumosa)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Assa peixe
(Vernonia polyanthes)
3 a 5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Assa peixe
(Vernonia tweediana)
3 a 5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Buva
(Conyza bonariensis)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Cambarazinho
(Eupatorium laevigatum)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Capixingui
(Croton floribundus)
3 a 5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Carqueja
(Baccharis trimera)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Erva de bicho
(Polygonum punctatum)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Erva lanceta
(Solidago chilensis)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
3 a 5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Joá bravo
(Solanum sisymbriifolium)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Jurubeba
(Solanum paniculatum)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Leiteiro
(Peschiera fuchsiaefolia)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Lobeira
(Solanum lycocarpum)
3 a 5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Maria Mole
(Senecio brasiliensis)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Mio mio
(Baccharis coridifolia)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Picão preto
(Bidens pilosa)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Samambaia
(Pteridium aquilinum)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Tôjo
(Ulex europaeus)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo
Tranchagem
(Plantago major)
3,5 L p.c./ha 400 a 700 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação. Não especificado devido à modalidade de emprego. Deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo

Garrafa plástica de 1 Litro
Garrafão de ploietileno de lata densidade: 5 e 20 Litros
Balde plástico de 20 Litros
Tambor plástico de 50 e 200 Litros
Tambor de aço: 50 e 200 Litros

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:


Pastagens: Para pulverização foliar de qualquer tipo:

Em pastagens deve-se fazer uma aplicação ao ano na época quente, com boa pluviosidade, em que as plantas daninhas estejam em intenso processo vegetativo. Isso ocorre normalmente de outubro a março. No norte do Estado do Pará e no Amazonas a ocorrência de chuvas é menor entre maio e
agosto, o que torna essa época mais favorável às aplicações aéreas.
Na cultura de Pastagens efetuar por ano apenas uma aplicação em pós-emergência das plantas infestantes.

Cana de açúcar: Na cultura da cana-de-açúcar efetuar por safra apenas uma aplicação em pós-emergência das plantas infestantes. A aplicação deverá ser feita quando as plantas daninhas estiverem no início do desenvolvimento, ou seja, no estágio de 25cm até 30cm.

Observação: Para uma maior eficiência do produto, deve-se adotar os seguintes parâmetros na aplicação:

.Temperatura máxima de 32ºC - .Umidade relativa do ar: superior a 60%
Esses parâmetros (medidos através de um termohigrômetro) normalmente são obtidos realizando-se as aplicações no período de 6:00 às 10:00 horas da manhã e recomeçando às 16:00 horas.

MODO DE APLICAÇÃO:

- É PROIBIDA A APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO MANUAL OU COSTAL
APLICAÇÃO TERRESTRE:

Pastagens:

.Trator com barra: Barra de 18 bicos - separação 50 cm entre bicos. Bicos em leque,
pontas 8005, 8006 ou 8008, malha 50. Pressão: 20 a 45 lb/pol2. Vazão: 400 a 700 L de
calda/ha. Velocidade do trator: 6 a 8 km/h. Tamanho da gota (médio): 500 a 600 micra.
Densidade da gota: 100-150/cm2.
.Trator com turbina de fluxo de ar: Largura de faixa: 12 a 15 m. Velocidade do trator: 3ª
marcha reduzida ou 1ª simples. Tamanho da gota: 100-200 micra. Densidade de gota: 50 a
100/ cm2.

Cana-de-açúcar:

Na cultura da Cana-de-açúcar aplicar o produto somente em aplicações terrestres e utilizar em torno de 200 litros de calda por hectare.

APLICAÇÃO AÉREA:

- Aplicação foliar em área total:
. Esse tratamento deve ser feito por avião quando as áreas forem extensas e as pastagens infestadas densamente por plantas daninhas de pequeno, médio e grande porte. Aplicar o produto molhando bem e uniformemente toda a folhagem da planta. Tipo de equipamento:
aéreo, usando-se barras com bicos com uma angulação de 45° para trás com referência à
corda da asa. Volume de aplicação: de 30 a 50 L/ha.

Altura de voo:

a) Para áreas sem obstáculos: “paliteiros” (remanescente da derrubada, árvores secas,
etc.) cerca de 15 m sobre a vegetação a controlar.
b) Para áreas com obstáculos: “paliteiros” impedindo o voo uniforme a baixa altura, cerca
de 40 m sobre a vegetação a controlar. Largura da faixa de deposição: Para aviões: de 18
a 20 m dependendo da altura de voo. Observação: no caso de 40 m de altura de voo, a
faixa total poderá atingir 20 m, porém consideram-se 18 metros de faixa útil.
Para helicópteros: seguir as recomendações anteriores, porém com as larguras de faixa de
15 a 18 metros. Tamanho e densidade de gotas na deposição sobre a vegetação: de 200 a
400 micras c/ 6 a 18 gotas/cm2 variando com o tamanho da gota.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:

Aplicar no período chuvoso (outubro a março) seguindo os seguintes limites
meteorológicos: vento: de 0 a 6 km/h (controlado por anemômetro). Umidade relativa do ar:
> 60%. Temperatura máxima de 32°C (controlados por termohigrômetro).
Tipos de bicos: bicos cônicos com orifícios de D8 a D12 sem core, variando com o tamanho
desejado de gota e altura de voo.
Pressão: 20 psi na barra. Agitação do produto: na preparação da calda é realizada com
moto bomba e no avião através do retorno.
Prevenção de deriva: para evitar efeitos indesejáveis, observar os limites meteorológicos
definidos acima além de:
a) efetuar levantamento prévio de espécies sensíveis ao produto nas áreas próximas.
b) nunca fazer a aplicação aérea a menos de 2.000 metros de plantas ou culturas
sensíveis.
c) controlar permanentemente o sentido do vento: deverá soprar da cultura sensível para a
área da aplicação; interromper o serviço se houver mudança nessa direção.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

. Pastagens: Intervalo de segurança não determinado.
. Cana-de-açúcar: Intervalo de segurança não determinado por ser de uso em pré e pósemergência,
até três meses após o plantio ou corte.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA TRATADA:

24 horas após a aplicação. Caso haja necessidade para reentrar nas lavouras ou áreas
tratadas antes deste período, usar macacão de algodão hidrorrepelente de mangas
compridas, touca árabe, protetor ocular, luvas e botas de borracha.

LIMITAÇÕES DE USO:

. Culturas sensíveis: São sensíveis a esse herbicida as culturas dicotiledôneas como:
algodão, tomate, batata, feijão, soja, café, eucalipto, hortaliças, flores e outras espécies
úteis sensíveis a herbicidas hormonais, além da cultura de arroz quando a aplicação não é
feita na época recomendada.
Caso o “ARTYS BR” seja usado no controle de plantas daninhas em área total, o plantio de
espécies susceptíveis ao produto nessas áreas só deverá ser feito 2 a 3 anos após a última
aplicação do produto. No caso de pastagens tratadas em área total, deve-se permitir que o
capim se recupere, antes do pasto ser aberto ao gado. Dessa forma, a partir do início da
aplicação o pasto deve ser vedado ao gado pelo tempo necessário até sua recuperação.
Essa medida evita que os animais comam plantas tóxicas que possivelmente existam na
pastagem e se tornam mais atrativas após aplicação do produto. Evitar que o produto
atinja, diretamente ou por deriva, as espécies úteis susceptíveis ao herbicida. As
aplicações por pulverização aérea só deverão ser feitas quando não houver perigo de
atingir as espécies acima mencionadas.
Não utilizar para aplicação de outros produtos em culturas sensíveis o equipamento que foi
usado para a aplicação de “ARTYS BR”. Não utilizar esterco de curral de animais que
tenham pastado em área tratada com o produto, imediatamente após o tratamento em área
total, para adubar plantas ou culturas úteis sensíveis ao produto.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana -
ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:

Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU
TECNOLOGIA EQUIVALENTE:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente –
IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente –
IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente –
IBAMA/MMA)

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES
PRODUTO PERIGOSO

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO
PRECAUÇÕES GERAIS:

• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na
seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
• Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

• Produto irritante para os olhos.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente
com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças
por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico
classe P2; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
• Verifique a direção do vento e aplique o produto de modo a não entrar na névoa do
produto.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças
por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de
segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:

• Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e
manter os avisos até o final do período de reentrada.
• Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de
reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o
uso durante a aplicação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em
local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda
vestidas para evitar contaminação.
• Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na
seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao
lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
• Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
• Não reutilizar a embalagem vazia.
• No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente, com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS:
procure logo um serviço médico de emergência levando
a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra
naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15
minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água
corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR ARTYS BR - INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupos químicos Picloram - Ácido piridinocarboxílico
2,4-D - Ácido ariloxialcanoico (componente do Agente Laranja)
Vias de exposição Oral, dérmica, ocular e inalatória.

Toxicocinética
Picloram: Em estudo em humanos, seis voluntários saudáveis receberam doses orais
únicas de 5,0 e 0,5 mg/kg, e uma dose dérmica de 2,0 mg/kg. Picloram foi rapidamente
absorvido do trato gastrointestinal (meia-vida de 0,5h) e mais que 76% do produto
aplicado oralmente foi excretado na urina durante as primeiras 6 horas e mais que 87%
foi excretado na urina em 72 horas. Por comparação, Picloram foi pouco absorvido
através da pele (0,18%-6%). Apresenta baixo potencial de bioacumulação no homem
durante exposições repetidas ou prolongadas.
2,4-D: é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal com pico plasmático entre 10
minutos a 24 horas dependendo da dose e da formulação. A taxa de absorção é
relacionada à dose com absorção mais rápida a baixas doses. Absorção de ésteres de
2,4-D é mais lenta que a das formas ácidas ou sais, entretanto, as taxas de excreção são
similares. A taxa de absorção inalatória também é rápida. A absorção dérmica foi de 10%
e após administração intravenosa, a absorção foi de 100%. É amplamente distribuído e
não bioacumula. Estudos em humanos mostraram que a taxa de depuração plasmática
de 2,4-D administrada oralmente segue a cinética de primeira ordem com excreção
urinária de (10,2-28,4) horas. A farmacocinética seguindo absorção dérmica é diferente
do que na exposição oral. Níveis plasmáticos alcançam um platô e declinam mais
rapidamente seguindo a rota oral. A depuração plasmática de 2,4-D segue uma cinética
bifásica começando 8 horas após a administração da dose com meia-vida para vários
tecidos de (0,6 - 2,3) horas da primeira fase e (25,7 - 29) horas da segunda fase. Após
absorvido, o 2,4-D sofre hidrolização enzimática formando conjugados ácidos de 2,4-D,
entre (0-27%) da dose administrada. O 2,4-D não é metabolizado a intermediários
reativos. A excreção do 2,4-D é predominantemente pela via urínária, sendo secretada
ativamente pelos túbulos proximais. A taxa de excreção urinária é inversamente
proporcional à dose. Após administração oral de 5mg de 2,4-D em humanos, 77% da
dose foi excretado em 96 horas e (87-100)%, eliminado na urina em 6 dias. A excreção
urinária incrementa mais lentamente seguindo exposição dérmica que a oral. Outra
importante rota de excreção em trabalhadores expostos é a perspiração. Após exposição
de 2 horas, 2,4-D foi detectado na perspiração por 2 semanas e na urina por 5 dias.

Mecanismos de toxicidade

Picloram: não se conhece o mecanismo de toxicidade específico para humanos.
2,4-D: 2,4-D é primariamente irritante, mas foi relatado um caso de alterações
degenerativas das células cerebrais e toxicidade do sistema nervoso central. Com
muitas poucas exceções, a toxicidade relativa das sais e formas ester de 2,4-D são
bastante similares às da forma ácida. 2,4-D usa sistemas de transporte ativo para entrar
nos tecidos e cruzar a barreira hematoencefálica. Apesar de penetrar pouco no sistema
nervoso, o 2,4-D atinge, níveis tóxicos. A altas doses, o sistema de transporte
responsável pelo efluxo de 2,4-D do cérebro é inibido. Além disso, dano vascular tem
sido reportado em ratos expostos a altas doses de 2,4-D, o qual pode facilitar o influxo
devido ao comprometimento da barreira hematoencefálica. Saturação da união à
proteína plasmática também pode contribuir.

Sintomas e sinais clínicos

Picloram:

Exposição Aguda: em exposições humanas:
Sinais e sintomas
Dérmica Irritante (pó). Não é sensibilizante.
Ocular Irritante (pó), sem lesão corneal.
Inalatória A sua baixa pressão de vapor torna a toxicidade inalatória improvável. O
pó pode ser irritante.
Oral Náuseas, diarreia
Sistêmica Toxicidade sistêmica é baixa. De acordo a estudos em animais pode
causar: ataxia, tremores, depressão, epilepsia, taquicardia, hepatotoxicidade,
leucopenia, ginecorragia, nefrotoxicidade e rabdomiólise.
Efeitos crônicos: não evidências de teratogenicidade ou genotoxicidade em humanos e
apresentou somente um resultado positivo em outras espécies em um teste de mutação
em Streptomyces coelicolor e Saccharomyces cerevisiae.

2,4-D:

População de risco: indivíduos portadores de doença hepática, renal, cardiovascular,
dermatológica, convulsões e neuropatias.
Exposição Aguda: após intoxicação por 2,4-D em humanos pode ocorrer:
Sinais e sintomas
Dérmica Irritação, exantema; não é sensibilizante.
Ocular Extremamente irritante (ácido e sais)
Inalatória Leve irritação
Oral náusea, vômito, diarreia e enterocolite hemorrágica e sintomas sistêmicos
Sistêmica Fatiga, astenia, anorexia, sudorese profusa, sensação de queimação na
língua, faringe, tórax e abdômen, febre e:
a) Sintomas neurológicos - a baixas doses: vertigem, dor de cabeça, malestar,
alteração da marcha, dismetria, anestesia e parestesias; a doses
elevadas: alteração na regulação da temperatura corporal (hipotermia em
ambientes frios e febre em ambientes quentes), contrações musculares,
espasmos, fasciculações, fraqueza profunda, hiporeflexia, polineurite,
paralises flácida, convulsões com ou sem opistótono, hipotonia ou
hipertonia, relaxamento de esfínteres, nistagmus, midriase, hipotensão e
choque, letargia, coma; reações idiossincráticas: neuropatias periféricas
com ou sem dor intensa.
b) taquicardia, bradicardia, anormalidades no eletrocardiograma,
assistolia, outras disritmias, hipotensão, miocardite tóxica; bradipneia,
insuficiência respiratória, hiperventilação, edema pulmonar e pneumonia;
albuminúria e porfiria; insuficiência renal devida à rabdomiólise,
impotência sexual (por semanas a meses); hipocalcemia, hipercalemia e
hipofosfatemia e alterações ácido-base (acidose metabólica);
trombocitopenia, leucopenia; espasmos musculares, rigidez muscular,
elevação da CPK e rabdomiólise: hipoglicemia.
c) Óbito: Pode decorrer de parada cardiorrespiratória devido a arritmias
ou pneumonia.
Efeitos crônicos: exposição crônica pode levar a alterações do sistema nervoso central
no controle da função motora, dermatite de contato, hepatotoxicidade e cirrose, astenia,
tonturas, alterações gastrointestinais e cardiovasculares, hipersialorreia, incremento da
sensibilidade auditiva e gosto doce na boca. Baseados em estudos que mostraram
efeitos na tireoide e nas gônadas seguindo exposição ao 2,4-D, existe atualmente uma
preocupação em relação ao potencial de desregulação endócrina sendo necessários
novos estudos. É suspeito de causar efeitos reprodutivos e sobre o desenvolvimento. Não
foi genotóxico nem mutagênico, entretanto, devido à preocupação com a
carcinogenicidade do produto com base em estudos epidemiológicos antigos realizados
em humanos, novos estudos prospectivos de coorte foram realizados sobre associação
entre 2,4-D e sarcoma de tecido mole e linfoma não-Hodgkin, com resultados conflitantes.
Os estudos epidemiológicos mais antigos descreviam a associação com esses tumores;
os mais recentes, conforme revisão da IARC/WHO, apontam que a carcinogenicidade
seja devida à presença de contaminantes do produto, especialmente a dioxina.
IARC/WHO classifica atualmente o 2,4-D como possível carcinogênico (grupo 2B).
O herbicida composto por Picloram e 2,4-D mostrou efeitos teratogênicos e diminuição
do crescimento fetal em camundongos após exposição dos pais e exposição combinada
preconcepcional e gestacional.

Diagnóstico O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico
compatível. Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda,
trate o paciente imediatamente.
Obs.: O 2,4-D pode ser detectado na urina, entretanto não é de valor diagnóstico. Os
níveis séricos não correlacionam com o quadro clínico.

Tratamento

Antídoto: não há antídoto específico.
Tratamento: medidas de descontaminação, tratamento sintomático e de suporte. Deve
ser evitado o contato do produto com os olhos, pele e roupas contaminadas.
Exposicão Oral:

• Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessário.
1. Considere logo após ingestão de uma grande quantidade do produto (até 1 hora).
Proteger as vias aéreas em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por
intubação endotraqueal.
2. Contraindicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou alteração de
consciência em pacientes não-intubados; corrosivos e hidrocarbonetos; risco de
hemorragia ou perfuração gastrointestinal.
• Carvão ativado: se liga à maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção
sistêmica deles, se administrado logo após a ingestão (1 h).
1. Dose: suspensão (240 ml de água/30 g de carvão). Dose: 25 a 100 g em adultos, 25 a
50 g em crianças de (1-12)a e 1 g/kg em < 1 a;
• Não provocar vômito.
• Convulsões: indicado benzodiazepínicos IV: Diazepam (adultos = 5-10 mg; crianças =
0,2-0,5 mg/kg, e repetir a cada 10-15 minutos) ou Lorazepam (adultos: 2-4 mg; crianças:
0,05-0,1 mg/kg).
Considerar Fenobarbital ou Propofol na recorrência das convulsões em >5 anos.
• Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter as vias aéreas permeáveis:
aspirar secreções, administrar oxigênio e intubar se necessário. Atenção especial para
parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. Uso de ventilação assistida se
requerido. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), eletrólitos, ECG, etc. Manter
internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
• Alcalinização da urina: pode ajudar a estimular a eliminação do produto e deve ser
considerado em intoxicações graves.
• Arritmias cardíacas: instituir monitoramento cardíaco, ECG e administrar oxigênio.
Avaliar hipoxia, acidose e distúrbios eletrolíticos. Lidocaína e amiodarona são geralmente
os agentes de primeira linha no tratamento das arritmias. Amiodarona deve ser dado com
precaução se substâncias que prolongam o intervalo QT e/ou causam taquicardia
ventricular do tipo torsades de pointes estão envolvidas na intoxicação. Ritmo instável
requer imediata cardioversão.
• Manter observação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.

Exposição Inalatória

Se ocorrer tosse/dispneia, avalie quanto à irritação, bronquite ou
pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilaç��o.
Trate broncoespasmos com ß2 - agonistas via inalatória e
corticosteroides via oral ou parenteral.

Exposição Ocular

Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina
0,9%, à temperatura ambiente, por pelo menos 15 minutos. Se os
sintomas persistirem, encaminhar o paciente para o especialista.

Exposição Dérmica

Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com abundante
água e sabão. Encaminhar o paciente para o especialista caso a
irritação ou dor persistirem.

CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:

• EVITAR aplicar respiração boca-boca em caso de ingestão do produto; usar
equipamento de reanimação manual (Ambú).
• Usar equipamentos de PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório
com o produto.

Contraindicações A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.
Efeitos sinérgicos Em ovelhas tem se demonstrado sinergismo tóxico entre o Picloram e o 2,4-D.

Atenção

Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter
informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros
de Informação e Assistência Toxicológica - RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS)
Centro de Informação Toxicológica - Curitiba/PR: 0800 41 0148
Telefone de Emergência da empresa: 0800 0141149

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO:

Conforme tabela acima

EFEITOS AGUDOS:

Em laboratório, a dose aguda letal para 50% dos animais testados foi:
.DL50 oral aguda em ratos fêmeas: 2500 mg/kg
.DL50 dérmica aguda em ratos: > 4000 mg/kg.
Estudo de irritação ocular em coelhos - o produto causou opacidade de córnea e irritação persistente da conjuntiva.
Estudo de irritação dermal em coelhos - ausência de lesão.
Estudo de sensibilidade em cobaias - os animais não apresentaram sinais de sensibilização.

EFEITOS CRÔNICOS:

Picloram: em animais os órgãos alvo foram os olhos, tireoide, rins, adrenais, gônadas e fígado. A altas doses, os animais exibiram: diminuição do peso corporal, do ganho de peso, do consumo de alimentos e edos níveis de TGP, e, incremento dos níveis de fosfatase alcalina e peso do fígado; depressão, prostração, ataxia, tremores e convulsões precederam a morte. Toxicidade hepática tem sido relatada após exposição dérmica repetida de altas doses. Picloram tem induzido tumores hepáticos benignos em ratas.
2,4-D: O 2,4-D tem causado efeitos adversos sobre a reprodução em experimentos com animais (incremento na mortalidade nas fêmeas tratadas e diminuição do peso dos filhotes). Em ratos, o 2,4-D produziu anormalidades esqueléticas; em coelhos, induziu abortos e anormalidades esqueléticas. Incremento na duração da gravidez tem sido observada. Efeitos endócrinos apareceram em estudo reprodutivo de 2 gerações.
Baseados no padrão de respostas observadas em estudos de genotoxicidade in vitro e in vivo, encontrou-se que o 2,4-D não foi genotóxico nem mutagênico, embora alguns efeitos citogenéticos foram observados.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

- Este produto é:
• Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
• Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no
solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas.
• Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza.
• Não utilize equipamento com vazamento.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
• Aplique somente as doses recomendadas.
• Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais
corpos d’água. Evite a contaminação da água.
• A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação
do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
• Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a
500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para
abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água,
moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
• Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às
atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

• Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
• O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos,
bebidas, rações ou outros materiais.
• A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
• O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
• Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
• Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
• Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens
rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
• Em caso de armazéns deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
• Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:

• Isole e sinalize a área contaminada.
• Contate as autoridades locais competentes e a Empresa VOLCANO AGROCIÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA. – Telefone de emergência: 0800 707 7022.
• Utilize o equipamento de proteção individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas
de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).

• Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:

- Piso Pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com
auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto
derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do
telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
- Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado,
recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado.
Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
- Corpos d’ água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou
animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa,
visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das
características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
• Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2, PÓ
QUÍMICO, ETC., ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Embalagem RÍGIDA LAVÁVEL:

LAVAGEM DA EMBALAGEM:

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI´s –
Equipamentos de Proteção Individual – recomendados para o preparo da calda do produto.
Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):

Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente
após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
•Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendoa
na posição vertical durante 30 segundos;
•Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
•Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
•Despeje a água da lavagem no tanque do pulverizador;
•Faça esta operação três vezes;
•Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob Pressão:

Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os
seguintes procedimentos:
•Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
•Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
• Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
•A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
•Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes
procedimentos:
•Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la
invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30
segundos;
• Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob
pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30
segundos;
•Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
•Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve
ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das
embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser
efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no
próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem
vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no
local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de
seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses
após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo
mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas.

Embalagem RÍGIDA NÃO LAVÁVEL:

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

O armazenamento da embalagem vazia, até a sua devolução pelo usuário, deve ser
efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no
próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando
existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem
vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no
local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de
seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses
após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo
mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE:

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas.

Embalagem SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA):

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

O armazenamento da embalagem vazia, até a sua devolução pelo usuário, deve ser
efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no
próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto
ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE:

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente
poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas
pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO
INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:

A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente
causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das
pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o
registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita por incineração em fornos destinados para este tipo de
operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão
ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:

O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação
específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como
determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais,
rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL

De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas daninhas a ele resistentes.
Como prática de manejo e resistência de plantas daninhas deverão ser aplicadas herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente registradas para a cultura. Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.