Bula Basamid

acessos
Dazomete
3294
Mitsui

Composição

Dazomet 980 g/kg Isotiocianato de metila

Classificação

Fungicida, Herbicida, Nematicida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Microgranulado (MG)
Fumigante de solo
Tratamento de solo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Beldroega
(Portulaca oleracea)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Capim carrapicho
(Cenchrus echinatus)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Capim colchão
(Digitaria sanguinalis)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Capim pé de galinha
(Eleusine indica)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Caruru comum
(Amaranthus viridis)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Caruru roxo
(Amaranthus hybridus)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Estiolamento
(Pythium spp.)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Falsa serralha
(Emilia sonchifolia)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Gorga
(Spergula arvensis)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Junquinho
(Cyperus ferax)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Mastruço
(Lepidium virginicum)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Meloidoginose
(Meloidogyne hapla)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Nabiça
(Raphanus raphanistrum)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Nematóide
(Meloidogyne exigua)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Nematóide das galhas
(Meloidogyne incognita)
50 g p.c. / L de calda - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Nematóide das galhas
(Meloidogyne javanica)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Nematóide das lesões
(Pratylenchus brachyurus)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Nematóide das lesões
(Pratylenchus coffeae)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Picão branco
(Galinsoga parviflora)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Picão preto
(Bidens pilosa)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Podridão de esclerotinia
(Sclerotinia sclerotiorum)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Roseta
(Soliva pterosperma)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Tiririca
(Cyperus rotundus)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
50 g p.c. / m² - - - Não determinado devido à modalidade de emprego. Tratamento de solo

Cartuchos de papelão: 1 kg. Sacos de papel: 5; 10; 20 e 25 kg. Sacos de pano: 25 kg.

* todas as embalagens são revestidas de polietileno fibrolata: 1 e 5 kg big-bag: 600 kg.

INSTRUÇÕES DE USO:
BASAMID visa a desinfecção e desinfestação do solo para posterior semeadura ou introdução de plantas que, livres dos agentes nocivos eliminados pela ação do produto, podem se desenvolver melhor. Recomenda-se o tratamento de solo para canteiros de formação de mudas ou plantio definitivo, bem como para tratamento de terra destinada ao enchimento de saquinhos plásticos, jacás ou torrões-paulista, para a produção de mudas diversas.

BASAMID, quando em contato com umidade, sofre uma lenta decomposição química, com a formação de gases que apresentam efeito biocida. No solo esses gases controlam nematóides, fungos, plântulas e sementes em processo de germinação.

BASAMID destrói plântulas e sementes em processo de germinação. Sementes que não germinam durante a fase de liberação de gases pelo produto, por dormência, falta de umidade ou temperatura inadequada, podem eventualmente sobreviver.

DOSES: As doses são calculadas para tratar uma camada de solo conforme indicada. Sendo necessário tratar o solo mais profundamente, aumentar em 10 gramas para cada 5 cm de profundidade a mais.

• CONTROLE DE ERVAS DANINHAS: Incorporar o BASAMID a uma profundidade de 10 a 15 cm no solo, na dose de 50 g/m².

• CONTROLE DE NEMATÓIDES SEDENTÁRIOS OU NÔMADES, E ALGUNS FUNGOS DE SOLO: Incorporar o BASAMID a uma profundidade de 20 cm no solo, na dose de 50 g/m².

• TERRA COM MATÉRIA ORGÂNICA: 50 g/m².

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
O tempo entre a aplicação do produto e a semeadura ou transplante para a área depende muito da temperatura do solo.

Temperatura do solo a 10 cm de profundidade:
• Acima de 26°C: Período médio de atuação: 4 dias; Período médio de aeração: 2 dias; Teste de germinação: 2-3 dias; Total de dias entre tratamento/uso do solo: 8-9 dias.
• 26°C a 21°C: Período médio de atuação: 6 dias; Período médio de aeração: 3 dias; Teste de germinação: 2-3 dias; Total de dias entre tratamento/uso do solo: 11-12 dias.
• 21°C a 16°C: Período médio de atuação: 8 dias; Período médio de aeração: 5 dias; Teste de germinação: 2-3 dias; Total de dias entre tratamento/uso do solo: 15-16 dias.
• 16°C a 11°C: Período médio de atuação: 12 dias; Período médio de aeração: 10 dias; Teste de germinação: 2-3 dias; Total de dias entre tratamento/uso do solo: 24-25 dias.
• Abaixo de 11°C: Período médio de atuação: 16 dias; Período médio de aeração: 12 dias; Teste de germinação: 2-3 dias; Total de dias entre tratamento/uso do solo: 30-31 dias.
Se o solo se mantiver encharcado, o período se alonga, pois a água mantém os gases em dissolução, dificultando o escape. A semeadura ou transplante para a área só pode ser feito após o teste de germinação. O processo da liberação dos gases e conseqüente desinfecção do solo se completam um período variável, dependendo da temperatura do solo:
- com temperatura elevada (acima de 20°C): + ou - 4 a 8 dias;
- com temperatura baixa (abaixo de 20 °C): até 2 semanas.
Passado o período de espera acima indicado, deve-se revolver o solo para facilitar o escapamento dos gases remanescentes. Pode-se usar uma enxada ou rotativa, trabalhando o solo apenas até a profundidade de incorporação.

MODO DE APLICAÇÃO:

BASAMID deve ser distribuído uniformemente sobre o solo ou sobre camadas de terra a tratar. Pode-se usar uma lata com diversos furos pequenos no fundo, na qual se despeja o produto e, por agitação, pode-se espalhar o granulado.

Os gases liberados por BASAMID efetuam uma desinfecção e desinfestação do solo. Para evitar reinfecções ou reinfestações: Não incorporar esterco ou matéria orgânica em canteiros tratados. Não introduzir plantas já doentes ou contaminadas. Não trabalhar o solo com ferramentas contaminadas. Construir os canteiros ou montes de terra a tratar em local onde não sejam atingidos por enxurradas, pois a água que escorre no solo pode transportar novos contaminantes.



a) Canteiros para semeadura ou viveiros de mudas: O solo deve estar bem preparado, livre de torrões, raízes e restos de plantas não decompostas. Caso haja necessidade de usar composto ou adubo orgânico, esses devem ser incorporados antes da aplicação do produto. O solo deve ser mantido úmido por um período de 5 a 7 dias antes do tratamento, para estimular a germinação das sementes de plantas daninhas. Distribuir o produto de maneira uniforme sobre o solo. Incorporar o produto numa profundidade de 15 a 20 cm. Obtêm-se o melhor resultado usando uma enxada rotativa, com lâmina em L. Pode-se também fazer a incorporação com enxada, mas a eficiência tende a decrescer quando a mescla do produto com a terra não é homogênea. Regar o solo até a capacidade de campo, em toda área tratada. Para evitar um escape prematuro dos gases, deve-se cobrir a área tratada com uma lâmina de plástico, vedando as extremidades com terra.

Após um período de espera para que se produza a ação do produto, retirar a lâmina de plástico e revolver a terra, até a profundidade da incorporação, para facilitar o escapamento dos gases. Completado o tratamento e dissipados os gases, não se deve esperar muito tempo para a utilização do canteiro, pois naturalmente ocorrem reinfestações. Pode-se deixar um período de até dois meses entre o tratamento e a utilização do canteiro, desde que seja mantida a cobertura de plástico, isolando a área. No caso de espera de no mínimo um mês entre o tratamento e a retirada do plástico, geralmente pode-se dispensar o revolvimento do solo para escapamento dos gases, pois esses já terão escapado naturalmente.

b) Tratamento de terra amontoada: Depositar uma camada de terra peneirada, já adubada (adubo químico + orgânico), com espessura uniforme de 20 cm. Sobre essa camada, espalhar uniformemente BASAMID. Após o revolvimento do solo, esperar mais alguns dias para o completo escapamento dos gases.

c) Terra com matéria orgânica: Incorporar o BASAMID nessa camada de terra, com enxada ou, preferivelmente, com enxada rotativa. Depositar sobre a primeira camada de terra, mais uma camada com igual espessura. Repetir a aplicação do BASAMID, nas mesmas doses e incorporar. Depositar sucessivamente camadas de terra, aplicar o BASAMID e incorporar. Após o tratamento e incorporação na última camada de terra, regar abundantemente o monte, até certificar-se que toda camada de terra foi umedecida. Para evitar o escapamento prematuro dos gases, cobrir o monte de terra com uma lâmina de plástico, vedando a área das margens. Aguardar de 4 a 16 dias para desmanchar o monte; o período varia em função da temperatura do solo. Desmanchar o monte de terra, para permitir o escapamento dos gases (mexer bem o substrato para um bom escape). Após um novo período de espera variável de 2 a 10 dias (dependendo da temperatura), a terra deve estar em condições de uso. Para confirmação recomenda-se efetuar o teste de germinação.

d) Teste de germinação: Deve-se usar sementes pequenas, de fácil e rápida germinação, como alface, cenoura, chicória, fumo, painço, etc.
ETAPAS: Tomar dois potes de vidro de boca larga, com tampa. No primeiro pote, colocar até 2/3 da capacidade, solo não tratado. No segundo pote, colocar até 2/3 da capacidade, solo tratado com BASAMID. Coletar esse solo em diversos pontos, até a profundidade em que foi incorporado o produto. Em cada um dos potes, colocar um chumaço de algodão úmido, com uma porção de sementes de alguma das espécies mencionadas. Fechar bem os potes. Para sementes de alface, deixar os potes expostos à luz. Em 2 a 3 dias as sementes acima devem germinar. Se ocorrer germinação normal no pote com o solo tratado, é sinal de que não existem mais gases fitotóxicos, e a área tratada com BASAMID poderá ser usada sem problema. Se a germinação não ocorrer normalmente no pote com solo tratada, mas ocorrer no pote de solo não tratada, é sinal de presença de remanescentes fitotóxicos, devendo-se esperar mais alguns dias para o uso da área tratada.

INTERVALO DE SEGURANÇA: Não determinado, devido a modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS ÁREAS TRATADAS: Em ambiente ao ar livre, sem intervalo de espera (os gases ativos só começam a ser liberados na degradação do produto). Não pisar nos canteiros tratados. Em casas de vegetação acumulam-se gases ativos, e a reentrada só é possível depois de abertas as construções e permitida uma ampla ventilação por um prazo mínimo de 6 horas.

LIMITAÇÕES DE USO: Com sua degradação pela ação da umidade, BASAMID libera gases fitotóxicos. Não semear ou transplantar vegetais nas áreas tratadas antes do completo escape dos gases, do solo. Não aplicar sob árvores ou junto a plantas úteis. Não aplicar em casas de vegetação onde existam plantas úteis. Com sua degradação pela ação da umidade, BASAMID libera gases ativos: Não aplicar em casas de vegetação onde pessoas tenham que continuar trabalhando. Após o tratamento, as casas de vegetação precisam ficar vedadas por alguns dias (7 a 20 dias, conforme maior ou menor temperatura), sem acesso de pessoas ou animais. A reentrada só é permitida após ampla ventilação, para a expulsão dos gases. Em casas de vegetação de grande porte, há maior possibilidade de ficarem retidos gases ativos, e por isso não se recomenda o uso do produto nesse tipo de ambiente.




Compatibilidade: BASAMID deve ser aplicado isoladamente. No solo, há compatibilidade com fertilizantes e corretivos. Em solos com pH corrigido, a liberação dos gases é melhor que em solos muito ácidos.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio; Antes de utilizar os equipamentos de aplicação, verifique seu estado de conservação. Não use equipamentos com vazamentos ou com defeitos; Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca; Não distribua o produto com as mãos desprotegidas; Uso exclusivamente agrícola; Não transporte este agrotóxico junto com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas; Não use equipamentos de proteção individual (EPI) danificados; Use todos os EPI que estão qualificados neste rótulo/bula.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos; Para usar este agrotóxico (carga e descarga de embalagens cheias fechadas, abertura de embalagens, manipulação de embalagens em uso, preparação e manuseio da calda, aplicação do agrotóxico, na reentrada de pessoa na área tratada antes do término do intervalo de reentrada, armazenagem do agrotóxico, descarte da embalagem, limpeza e manutenção dos equipamentos de aplicação, lavagem dos EPI contaminados) use todos os EPI recomendados; Na carga e descarga de embalagens cheias fechadas use: macacão com mangas compridas, avental, luvas e botas impermeáveis. Na abertura de embalagens, manipulação de embalagens em uso, preparação e manuseio da calda, armazenagem do agrotóxico, descarte de embalagens vazias use: macacão com mangas compridas, avental, luvas e botas impermeáveis, óculos protetores ou viseira facial, respirador com filtro combinado: mecânico P2 mais filtro para vapores orgânicos Classe 1.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Na aplicação use: macacão com mangas compridas, avental, luvas e botas impermeáveis, óculos protetores ou viseira facial, capuz ou chapéu, respirador com filtro combinado: mecânico P2 mais filtro para vapores orgânicos Classe 1.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Evite o máximo o contato com a área já aplicada pelo agrotóxico até o término do intervalo de reentrada; Não entre na área tratada até que a calda de pulverização se apresente totalmente seca, pois há graves riscos de intoxicação; Caso necessite entrar na área tratada antes do término do intervalo de reentrada use: macacão com mangas compridas, avental, luvas e botas impermeáveis, óculos protetores ou viseira facial, capuz ou chapéu, respirador com filtro combinado: mecânico P2 mais filtro para vapores orgânicos Classe 1. Não reutilize a embalagem do agrotóxico para outros fins; Mantenha o restante do agrotóxico, de preferência em sua embalagem original, adequadamente fechado, guardado em local apropriado, longe do alcance de crianças e animais domésticos; Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do agrotóxico. Na limpeza e manutenção de equipamentos de aplicação contaminados use: macacão com mangas compridas, avental, luvas e botas impermeáveis, óculos protetores ou viseira facial, respirador com filtro combinado: mecânico P2 mais filtro para vapores orgânicos Classe 1. Troque imediatamente após a aplicação todos os EPI contaminados e lave-os separadamente das demais roupas da família. Na lavagem dos EPI contaminados use: macacão com mangas compridas, avental, luvas e botas impermeáveis.

PRIMEIROS SOCORROS: No caso de ingestão, imediatamente dê um ou dois copos de água e provoque vômito, tocando levemente a parte interna da garganta com o dedo ou então com um objeto sem corte e não pontiagudo. Não provoque o vômito e não administre nada por via oral a uma pessoa inconsciente. Procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto; No caso de contato com os olhos, lave-os com água em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto; No caso de contato com a pele, lave-a com água e sabão em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto; No caso de inalação do produto procure lugar arejado. Se o acidentado parar de respirar, aplique respiração artificial, preferivelmente boca a boca e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto;

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA: A intoxicação em caso de ingestão acidental do produto pode ser reduzida, provocando o vômito dentro do prazo de meia hora da exposição. Se a intoxicação avançar a ponto de causar serio ocorrência de vômito, o grau de desequilíbrio eletrolítico deve ser avaliado. Suporte apropriado de líquido eliminado deve ser administrado por via parenteral, juntamente com outras medidas de suporte exigidas, como acompanhamento da pressão sanguínea, conforme indicado por sinais clínicos, sintomas e medidas. Nos casos graves, as observações deverão prosseguir por pelo menos vários dias até que a condição clínica do paciente fique estável e normal. Considerando que o Abamectin estimula a liberação do ácido gama aminobutírico - GABA em animais de laboratório, é aconselhável que se evite medicamentos que estimulem o efeito do GABA, tais como Barbituricos, benzodiazepinas, ácido valpróico, em pacientes com risco de estarem intoxicados com o Abamectin.

ANTÍDOTO: Não há antídoto especifico. Tratar as ocorrências clínicas conforme surgirem e segundo sua gravidade.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: Mecanismos de ação: o ingrediente ativo que compõe este agrotóxico, a ABAMECTINA, estimula a liberação do ácido gama aminobutírico;

MECANISMO DE ABSORÇÃO: o abamectin é abosrvido rapidamente via subcutânea, intraruminal ou basicamente por ingestão direta do produto. Mecanismo de excreção: em estudo com animais de laboratório, verificou-se que o ingrediente ativo deste agrotóxico é absorvido pela corrente sanguínea dos mamíferos e é metabolizado pelo organismo destes animais, sendo que grande parte da sua excreção se dá pelas fezes. Somente 2% da dose é excretada pela urina. A meia vida dos resíduos no tecido de rato é de 1,2 dia.

EFEITOS AGUDO E CRÔNICO: Efeitos agudos: os sintomas de alarme no caso de intoxicação observados em animais de laboratórios são tremores musculares, ataxia e midríase. Efeitos crônicos: os sintomas de intoxicação com animais de laboratório foram: dilatação das pupilas, perda de peso, letargia e tremores, mas ratos testados em todos os níveis de dose exibiram significativamente ganhos de peso maiores do que o controle. Não há casos conhecidos ou relatados de intoxicação aguda e crônica envolvendo seres humanos com a formulação.

EFEITOS COLATERAIS: Por não ser o agrotóxico de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é PERIGOSO ao meio ambiente. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto - siga as instruções constantes no item Destinação Adequada de Resíduos e Embalagens. Em caso de acidente, siga corretamente as instruções constantes na bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres : CUIDADO VENENO. Trancar o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre sacos plásticos disponíveis, para envolver adequadamente embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843. Observe as disposições constantes nas legislações Estadual e Municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Contate as autoridades locais competentes e a Empresa. Utilize o EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou cursos de águas naturais, siga as instruções:

Piso pavimentado: Recolher o material com auxílio de uma pá e colocar em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados. Remover para área de descarte de lixo químico. Lavar o local com grande quantidade de água;

Solo: Retirar as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e adotar os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada.

Corpos d'água: Interromper imediatamente o consumo humano e animal e contatar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: Não reutilize embalagens vazias. As embalagens devem ser destruídas e enterradas em fosso para lixo tóxico. O local para construção do fosso deve ser distante de casas, de instalações ou de qualquer fonte de água, fora do trânsito de pessoas ou animais, porém de fácil acesso e onde não se preveja o aproveitamento agrícola, mesmo a longo prazo. O local não deve ser sujeito a inundações ou acúmulos de água. O solo deve ser profundo, de permeabilidade média para permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico. Abrir um fosso de 1 a 2 m de profundidade, comprimento e largura, não devendo exceder a 3 m, de acordo com as necessidades. Distribuir no fundo do fosso uma camada de pedras irregulares e uma camada de brita. Ao redor de fosso cavar uma valeta, com escoadouro, para impedir a penetração de enxurradas. Reservar uma área suficiente para instalação de mais fossos, de acordo com a necessidade. Isolar a área com cerca de tela, para impedir a entrada de animais e dificultar a entrada de pessoas.

Colocar uma placa de advertência (CAVEIRA) com os dizeres: CUIDADO LIXO TÓXICO. Antes de iniciar o uso de fosso, e após cada 15 cm de material descartado, colocar camadas de cal virgem ou calcário para ajudar a neutralização. Completada a capacidade do fosso, cobrir com uma camada de 50 cm de terra e compactar bem. Uma camada adicional de 30 cm de terra deve ser colocada sobre o aterro, para que este fique acima do nível do terreno. Observar legislações Estadual e Municipal específica. Fica proibido o enterro de embalagens em áreas de abrangência do PROGRAMA NACIONAL DE RECOLHIMENTO E DESTINAÇÃO ADEQUADA DE EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS, consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

Incluir outros métodos de controle (ex.Cultural, Biológico, etc) dentro do programa de Manejo Integrado (MI) quando disponível e apropriado.

Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o alvo biológico desenvolver algum mecanismo de resistência. Poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas do mesmo alvo biológico.
- Utilizar somente as doses recomendadas na bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo da Resistência.

Compatibilidade

Aplicar o produto isoladamente.