Bula Brion - CHDS do Brasil
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Bula Brion

2,4-D
11708
CHDS do Brasil

Composição

2,4-D 860 g/L
Equivalente ácido de 2,4-D 670 g/L

Classificação

Terrestre
Herbicida
4 - Produto Pouco Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Seletivo, Sistêmico

Frasco plástico: 1 Litro
Galão plástico: 5 e 20 Litros
Bombona plástica: 10 Litros
Balde plástico e metálico: 20 Litros
Tambor metálico: 100 e 200 Litros
Tanque portátil metálico: 20000 Litros.

INSTRUÇÕES DE USO

BRION é um herbicida hormonal seletivo do grupo ariloxialcanóico, concentrado solúvel, que contém 806 g/L do ingrediente ativo sal de dimetilamina do ácido 2,4-diclorofenoxiacético, utilizado na pós-emergência das plantas daninhas.

CULTURAS

BRION é indicado para o controle de plantas daninhas nas culturas de arroz (pós- emergência da cultura e plantas daninhas), café (jato dirigido nas entrelinhas), cana-de-açúcar (pós- emergência da cultura e plantas daninhas), milho (plantio direto e pós-emergência da cultura e plantas daninhas), soja (plantio direto) e pastagens.

NÚMERO, ÉPOCA OU INTERVALO DE APLICAÇÕES

- ARROZ (cultivo em áreas inundadas ou várzeas): Fazer uma aplicação em pós-emergência entre o perfilhamento e o emborrachamento da cultura, estando as plantas daninhas no estádio de até 10 folhas;
- CAFÉ: Aplicar através do jato dirigido, nas entrelinhas da cultura, em pós-emergência das plantas daninhas e quando as mesmas atingirem 5 a 10 cm de altura, sempre em época quente, logo após a arruação ou esparramação;
- CANA-DE-AÇÚCAR: Aplicar em época quente, na pós-emergência das plantas daninhas, estando as mesmas com, no máximo, 10 folhas, e quando a cana atingir 30 cm de altura. Repetir a aplicação após cada corte da cana em pós-emergência da cultura; - MILHO: a. Plantio direto: Aplicar uma vez, até cerca de 15 dias antes da semeadura do milho, visando a dessecação da área, com as plantas daninhas em estádio de até 10 folhas. b. Pós-emergência da cultura: Aplicar uma vez, em pós-emergência das plantas daninhas e da cultura, em área total, com o milho até 4 a 5 folhas. Tanto para o tratamento de dessecação, como para pós-emergência da cultura, respeitar o estádio de no máximo 10 folhas das plantas daninhas; - PASTAGENS: Aplicar por cobertura total em pós-emergência das plantas daninhas de folhas largas, existentes na área, com altura de, no máximo, 50 cm; - SOJA: A aplicação deve ser feita 10 a 15 dias antes do plantio, visando o controle em pósemergência das plantas daninhas de folhas largas existentes na área, com altura de, no máximo, 10 cm. MODO DE APLICAÇÃO: BRION deve ser diluído em água e aplicado por pulverização tratorizada. O volume de calda pode variar em função da modalidade do tratamento, da área efetivamente tratada, do porte e da densidade das invasoras. Fica restrito a realização cumulativa das atividades de mistura, abastecimento e aplicação tratorizada de 2,4-D pelo mesmo indivíduo. É PROIBIDA A APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO MANUAL OU COSTAL. O produto deve ser aplicado exclusivamente com equipamento tratorizado com barra, de modo a providenciar uma boa cobertura de pulverização nas plantas daninhas. Não deve ser utilizado equipamento tratorizado com turbina de fluxo de ar. Tipos de equipamentos: - Volume de calda: 200 a 400 L/ha. - Bicos: tipo leque da série 80 ou 110. - Pressão: 2,15 a 4,3 Kg/cm² (30 a 60 lb/pol²). - Tamanho de gotas: 200 a 300 micrômetros. - Densidade de gotas: mínimo de 30 gotas/cm². - Clima: observações locais deverão ser realizadas visando reduzir ao máximo as perdas por volatilização ou deriva. Importante: - É obrigatório o uso de equipamentos de aplicação que visem reduzir a deriva nas culturas de café e cana-de-açúcar de pelo menos 50% para a aplicação tratorizada. - É exigida a manutenção de bordadura de, no mínimo, 10 metros livres de aplicação costal e tratorizada de produtos formulados contendo 2,4-D, conforme resultados da avaliação de risco da exposição de residentes. A bordadura terá início no limite externo da plantação em direção ao seu interior e será obrigatória sempre que houver povoações, cidades, vilas, bairros, bem como moradias ou escolas isoladas, a menos de 500 metros do limite externo da plantação. Limpeza do equipamento de aplicação: Proceda à lavagem com solução a 3% de amoníaco ou soda cáustica, deixando-a no tanque por 24 horas. Substituí-las depois, por solução de carvão ativado a 3 g/L de água e deixar em repouso por 1 a 2 dias, lavando em seguida com água e detergente. Descartar a água remanescente da lavagem por pulverização nas bordaduras da lavoura, em local onde não atinja culturas sensíveis ao 2,4-D. Recomenda-se fazer um teste de fitotoxicidade em culturas sensíveis ao 2,4-D, tais como: cucurbitáceas, tomate ou algodão antes de usar o equipamento para pulverização de outros produtos. Preferencialmente utilizá-lo unicamente para aplicação de 2,4- D ou formulações que o contenham.

INTERVALO DE SEGURANÇA
Arroz: Não determinado por ser de uso até a fase de emborrachamento.
Café: 30 dias
Cana-de-açúcar: Não determinado por ser de uso em pré e pós-emergência até três meses após o plantio ou corte.
Milho: Não determinado por ser de uso desde a fase de pré-emergência até o milho atingir uma altura de 25 cm.
Pastagem: Uso não alimentar.
Soja: Não determinado quando aplicado em pós-emergência das plantas infestantes e pré-emergência da cultura.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS*

Arroz
Modalidade de Emprego (Aplicação): Pré/Pós-Emergência
2h de atividades: 24 horas
8h de atividades: 14 dias

Café
Modalidade de Emprego (Aplicação): Pré/Pós-Emergência
2h de atividades: 24 horas(1)
8h de atividades: 24 horas(1)

Cana-de-açúcar
Modalidade de Emprego (Aplicação): Pré/Pós-Emergência
2h de atividades: 13 dias
8h de atividades: 31 dias(2)

Milho
Modalidade de Emprego (Aplicação): Pré/Pós-Emergência
2h de atividades: -
8h de atividades: 18 dias

Pastagens
Modalidade de Emprego (Aplicação): Pré/Pós-Emergência
2h de atividades: 5 dias(3)
8h de atividades: 23 dias(3)

Soja
Modalidade de Emprego (Aplicação): Pré/Pós-Emergência
2h de atividades: -
8h de atividades: 18 dias

*A entrada na cultura no período anterior ao intervalo de reentrada somente deve ser realizada com a utilização pelos trabalhadores de vestimenta simples de trabalho (macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças passando por cima das botas) e os equipamentos de proteção individual (EPI) vestimenta hidrorrepelente, botas de borracha e luvas.
(1)Mantido em 24 horas pela ausência relevante de contato na reentrada.
(2)Necessária a utilização pelos trabalhadores, após o intervalo de reentrada, de vestimenta simples de trabalho (macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças passando por cima das botas), botas de borracha e luvas como equipamento de proteção individual (EPI) para se realizar qualquer trabalho nas culturas de cana-de-açúcar após a aplicação de produtos contendo 2,4-D.
(3)Mantido em 24 horas para as situações de aplicações individuais nas plantas que se quer eliminar.

LIMITAÇÕES DE USO

• Uso exclusivamente agrícola.
• Os usos estão restritos aos indicados no rótulo e bula. Somente utilizar as doses recomendadas.
• Não aplicar o produto quando houver possibilidade de atingir diretamente, ou através de deriva, espécies de plantas úteis suscetíveis ao 2,4-D, tais como culturas de dicotiledôneas, hortaliças, bananeira, algodão, amendoim, batata, tomate, citros, fumo, eucalipto, mamona, frutíferas, flores, plantas ou arbustos ornamentais.
• Respeitar uma área de bordadura (área não aplicada) mínima de 20 metros entre o local de aplicação e áreas vizinhas com culturas sensíveis ao 2,4-D, tais como uva, oliva, tomate, algodão e batata.
• Pequenas quantidades da pulverização do produto podem causar sérios danos em espécies suscetíveis. Dessa forma, não aplique quando houver possibilidade de atingir diretamente, ou por deriva, estas espécies.
• Todo equipamento usado para aplicar o BRION deve ser descontaminado antes de outro uso. Recomenda-se, quando possível, utilizá-lo exclusivamente para aplicações com formulações que contenham 2,4-D.
• Não utilizar o equipamento de pulverização do produto para pulverização de outros produtos em plantas suscetíveis.
• Não aplicar o produto através de aeronaves agrícolas, pulverizador manual ou costal.
• O produto pode apresentar fitotoxicidade para cereais, quando a aplicação é feita antes do perfilhamento ou após a elongação, e para milho quando a aplicação é feita fora do período recomendado. • O produto em contato com sementes pode inibir a sua germinação.
• BRION não deve ser misturado com óleos, espalhantes adesivos e outros adjuvantes, pois isso diminui a seletividade do produto.
• Aplicar apenas sobre plantas daninhas em estádio de crescimento ativo, não submetidas a qualquer “stress” como frio excessivo, seca ou injúrias mecânicas.
• Na cultura do milho, o produto poderá apresentar fitotoxicidade quando a aplicação for realizada fora do período recomendado, ou em cultivos em solo arenoso. Não aplicar após o estádio de a folhas. Verificar junto as empresas produtoras de sementes a existência de cultivares sensíveis ao 2,4-D.
• Para uso na cultura do café, fazê-lo de modo a não permitir o contato do produto com as folhas da cultura.
• Não aplicar em plantas daninhas com altura superior a 10 cm e número de folhas maior que 10, exceto em pastagens.
• Não aplicar o produto quando houver a possibilidade de atingir diretamente, ou através de deriva e/ou enxurrada, espécies de plantas úteis suscetíveis.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.

GRUPO O HERBICIDA

- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).