Bula Carbendazim 500 Volcano

acessos
Carbendazim
27417
Volcano

Composição

Carbendazim 500 g/L Benzimidazóis

Classificação

Fungicida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Fusariose
(Fusarium moniliforme)
80 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Fusariose
(Fusarium pallidoroseum)
80 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Podridão de raiz
(Lasiodiplodia theobromae)
80 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Ramulose
(Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides)
80 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
500 mL p.c./ha 500 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações. 7 dias. Aplicar quando 2/3 das pétalas da florada principal tenham caído. Em variedades suscetíveis e quando o período é chuvoso, uma segunda aplicação 4 a 6 semanas após a 1ª aplicação é recomendável
Verrugose da laranja doce
(Elsinöe australis)
250 mL p.c./ha 500 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações. 7 dias. Aplicar quando 2/3 das pétalas da florada principal tenham caído. Em variedades suscetíveis e quando o período é chuvoso, uma segunda aplicação 4 a 6 semanas após a 1ª aplicação é recomendável
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum lindemuthianum)
500 mL p.c./ha 150 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 10 - 15 dias. 14 dias. : Iniciar as aplicações preventivamente ao redor de 30 dias após a emergência e repetir a cada 10 a 15 dias de acordo com as condições climáticas e pressão da doença
Fusariose
(Fusarium pallidoroseum)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum truncatum)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Fusariose
(Fusarium pallidoroseum)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Mancha olho de rã
(Cercospora sojina)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Mancha parda
(Septoria glycines)
500 mL p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 15 - 20 dias. 14 dias. Iniciar a aplicação na fase de florescimento à formação de vagem, repetindo 15 a 20 dias após a primeira aplicação
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
500 mL p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 15 - 20 dias. 14 dias. Iniciar a aplicação na fase de florescimento à formação de vagem, repetindo 15 a 20 dias após a primeira aplicação
Oídio
(Microsphaera diffusa)
500 mL p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 15 - 20 dias. 14 dias. Iniciar a aplicação na fase de florescimento à formação de vagem, repetindo 15 a 20 dias após a primeira aplicação
Podridão das sementes
(Aspergillus flavus)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Seca da haste e da vagem
(Diaporthe phaseolorum var. sojae)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Tombamento
(Penicillium oxalicum)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar na forma de tratamento de semente antes da semeadura
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Fusariose
(Fusarium graminearum)
600 mL p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 8 - 10 dias. 35 dias. Realizar a primeira aplicação no início do espigamento, e a segunda, 8 a 10 dias após
Mancha das glumas
(Stagonospora nodorum)
600 mL p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 8 - 10 dias. 35 dias. Realizar a primeira aplicação no início do espigamento, e a segunda, 8 a 10 dias após
Mancha salpicada
(Septoria tritici)
600 mL p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 8 - 10 dias. 35 dias. Realizar a primeira aplicação no início do espigamento, e a segunda, 8 a 10 dias após

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

Citros: Aplicar quando 2/3 das pétalas da florada principal tenham caído. Em variedades suscetíveis e quando o período é chuvoso, uma segunda aplicação 4 a 6 semanas após a 1ª aplicação é recomendável.
Feijão: Iniciar as aplicações preventivamente ao redor de 30 dias após a emergência e repetir a cada 10 a 15 dias de acordo com as condições climáticas e pressão da doença. Número máximo de aplicações: 2
Soja: Iniciar a aplicação na fase de florescimento à formação de vagem, repetindo 15 a 20 dias após a primeira aplicação.
Trigo: Realizar a primeira aplicação no início do espigamento, e a segunda, 8 a 10 dias após.

MODO DE APLICAÇÃO:

Via terrestre

Feijão, soja, trigo: Utilizar equipamentos tratorizados com barras dotadas de bicos cônicos da série D ou similar, velocidade do trator em torno de 6 km/h, pressão de trabalho entre 80 a 120 lb./pol² e tamanho de gotas entre 200 a 400 micra, com uma densidade em torno de 60 gotas/cm².

Citros: Recomenda- se a aplicação com turbo atomizador acoplado ao trator.
Respeitar a velocidade do trator em torno de 6 km/hora, a uma pressão de trabalho entre 200 a 300 lb./pol2, com tamanho de gotas entre 200 a 400 micra, e densidade em torno de 60 gotas/cm2.

Via aérea

Feijão, soja, trigo: Para aeronaves do tipo Ipanema, utilizar barras dotadas de bicos cônicos série D ou similar, com disco (core) com ângulo inferior a 45° ou micronair com 4 atomizadores, seguindo a tabela do fabricante para ajuste do regulador de vazão (VRV), pressão e ângulo de pá. Volume de aplicação: 30 a 50 L/ha. Altura do vôo: com barras: 2 a 3 m do alvo a ser atingido. Largura da faixa de deposição efetiva: 15 m. Tamanho das gotas: 200 a 400 micra. Densidade de gotas: em torno de 60 gotas/cm².
O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.

Tratamento de sementes

ATENÇÃO: O tratamento de sementes com Carbendazim 500 Volcano deve ser através de máquinas apropriadas para tratamento de sementes.
No tratamento de sementes de feijão, soja e algodão destinados ao plantio, deve-se adicionar ao Carbendazim 500 Volcano, corante específico para tratamento de sementes.
O corante denominado Vermelho Sun, deve ser adicionado em água com o fungicida, misturando–se com as sementes que serão plantadas logo em seguida.
Recomenda- se utilizar 15 mL de corante/100 kg de sementes. As sementes tratadas destinam- se única e exclusivamente para o plantio, não podendo ser utilizadas para o consumo humano ou animal. Misturar homogeneamente o produto às sementes durante um período mínimo de 10 minutos em tambor giratório, betoneiras ou utilizar maquinas específicas para o tratamento de sementes.
Algodão: Diluir 80 mL do produto comercial em 400 mL e 900 mL de água, nas sementes sem linter e com linter, respectivamente. Distribuir homogeneamente em 100 kg de sementes.
Feijão e Soja: Diluir 100 mL do produto comercial em 400 mL de água e distribuir homogeneamente em 100 kg de sementes.

INTERVALOS DE SEGURANÇA:

Algodão (foliar): 14 dias
Algodão (sementes): NDA(1)
Citros: 7 dias
Feijão (foliar): 14 dias
Feijão (sementes): NDA(1)
Soja (foliar): 14 dias
Soja (sementes): NDA(1)
Trigo: 35 dias
NDA(1) :Intervalo de segurança não determinado por referir-se a tratamento de semente e do solo durante o plantio.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Recomenda- se aguardar o completo secamento do produto sobre as folhas da cultura tratada. Aguardar pelo menos 24 horas. Evitar sempre que possível, que pessoas alheias ao trato com a cultura e animais domésticos circulem pela área tratada.

LIMITAÇÕES DE USO:
Não é recomendado o uso de Carbendazim 500 Volcano, em tratamentos de sementes com o uso de ferramentas manuais, ou com o uso de lonas plásticas.
Sementes tratadas com o Carbendazim 500 Volcano destinam- se única e exclusivamente para o plantio, não podendo ser utilizados para consumo humano e animal.
As embalagens utilizadas para acondicionar as sementes tratadas com Carbendazim 500 Volcano devem ser consideradas flexíveis e contaminadas, devendo seguir as orientações para Destinação de Embalagens Vazias Flexíveis.
Não foi observado nenhum sintoma de fitotoxicidade na germinação e nas plântulas de algodão, feijão e soja nas doses recomendadas.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
(Vide Modo de Aplicação)

Limpeza do Equipamento de aplicação: Antes da aplicação, verificar se o equipamento está limpo e bem conservado. Após a utilização, o equipamento de aplicação deverá ser lavado imediatamente, para evitar a formação de depósitos sólidos que podem se tornar difíceis de serem removidos. Este procedimento deverá ser feito longe de nascentes, fontes de água e de plantas úteis.

Para a sua realização, siga os seguintes passos:
1. Esvaziar o equipamento de pulverização. Enxaguar completamente o pulverizador e fazer circular água limpa pelas mangueiras, barras e bicos. No caso da existência de depósitos do produto, os mesmos devem ser soltos e removidos.
2. Remover e limpar os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
3. Enxaguar completamente o pulverizador, mangueiras, barra e bicos com água corrente.
4. Descartar a água remanescente da lavagem em um fosse seco, longe de mananciais de água e de culturas sensíveis ao ingrediente ativo e quando possível, armazenar a água de limpeza em local adequado para futura aplicação do mesmo ingrediente ativo.
5. Para reutilizar a água armazenada, observar se mantém a qualidade adequada para aplicação e, caso contrário, descartar conforme item 4.


DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO,
TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:

- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

- Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
- Use luvas de borracha. Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
- Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos protetores, luvas, botas, avental impermeável e máscara provida de filtro adequado.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:

- Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação.
- O produto produz neblina, use máscara cobrindo o nariz e a boca.
- Não aplique o produto contra o vento.
- Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos protetores, luvas, botas, avental impermeável e máscara provida de filtro adequado.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:

- Não reutilize as embalagens vazias.
- Mantenha o restante do produto em sua embalagem original, adequadamente fechado, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Tome banho, troque e lave as suas roupas contaminadas, separadas das demais roupas do restante da família ou de uso diário.



PRIMEIROS SOCORROS: Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Procure logo o médico levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto. Não provoque vomito em pessoas inconscientes
Olhos: Lave com água em abundância e procure logo o médico levando a embalagem, rótulo, bula e o receituário agronômico do produto.
Pele: Lave com água e sabão em abundância, por no mínimo 15 minutos. Procure um médico levando a embalagem, rótulo, bula e o receituário agronômico do produto.
Inalação: Procure lugar arejado, procure um médico, levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto.

Antídoto:
Não existe tratamento específico para intoxicação com Carbendazim, proceder a lavagem gástrica, seguida da administração de carvão ativado. A seguir efetuar o tratamento sintomático.

INFORMAÇÕES MÉDICAS - CARBENDAZIM

Grupo Químico Benzimidazol
Classe Toxicológica - Tóxico
Vias de Exposição Oral, dérmica e respiratória
Toxicocinética Uma quantidade significativa do carbendazim é absorvida pelo trato gastrintestinal. A distribuição do carbendazim nos tecidos não mostra nenhuma bioconcentração. Carbedazim é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal e rapidamente
eliminado pelas fezes - 21% e urina- 65% dentro de 72 horas. Não há afinidade do produto com tecidos, e apenas pequena quantidades de Carbendazim e seus metabólitos são encontrados nos órgãos excretores. A desintoxicação ocorre
através da hidroxilação e hidrolise do Carbendazim. Em resultados de estudos indicam que a administração do Carbendazim em altas doses (1000 ppm ou maiores), em camundongos, causou uma moderada indução de enzimas
específicas de fase I, que foi associada com algumas alterações histológicas nos fígados destes animais.
Mecanismos de Toxicidade Os efeitos biológicos do carbendazim resultam das suas interações com os microtúbulos celulares. Essas estruturas estão envolvidas em funções vitais como a divisão celular, que é inibida pelo carbendazim. As toxicidades do carbendazim em mamíferos são relacionadas à disfunção microtubular.
Sintomas e Sinais Clínicos O carbendazim é um carbamato de benzimidazol sem atividade anticolinesterases. As toxicidades agudas oral e dérmica do carbendazim são baixas. Apesar de não existir nenhum caso registrado, os sintomas de intoxicação provavelmente incluiriam: náusea, vômito e dor de cabeça.



Diagnóstico O carbendazim é um metabólito ativo do tiofanato metílico. Portanto, a quantificação direta de carbendazim no sangue ou de seus metabólitos na urina e nas fezes confirma a exposição ao carbendazim ou ao tiofanato metílico
Tratamento Não há antídoto específico. O tratamento deve ser direcionado ao controle dos sinais clínicos.
Contraindicações A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco potencial de aspiração.
ATENÇÃO Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obtenha informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique o Sistema de Informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de Emergência da Empresa: TOXICLIN 0800 0141 149

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO:
Testes realizados em animais de laboratório mostraram que: Carbedazim é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal e rapidamente eliminado pelas fezes - 21% e urina- 65% dentro de 72 horas. Não há afinidade do produto com tecidos, e apenas pequena quantidades de Carbendazim e seus metabólitos são encontrados nos órgãos excretores. A desintoxicação ocorre através da hidroxilação e hidrolise do Carbendazim. Em resultados de estudos indicam que a administração do Carbendazim em altas doses (1000 ppm ou maiores), em camundongos, causou uma moderada indução de enzimas específicas de fase I, que foi associada com algumas alterações histológicas nos fígados destes animais.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS:
DL50 oral aguda para ratos (Dose Letal 50%): 5.000 mg/kg.
DL50 dérmica aguda para ratos (Dose Letal 50%): > 4.000 mg/kg.

EFEITOS COLATERAIS:
Por não tratar de produto de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:
(X) Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).
? Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente;
? Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos;
? O tratamento de sementes somente poderá ser realizado por produtor/Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM).
? Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
? Não utilize equipamento com vazamentos.
? Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
? Aplique somente as doses recomendadas.
? Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água.
? Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
? Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

? Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
? O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
? A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
? O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
? Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
? Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
? Deve haver sempre recipientes disponíveis, para envolver as embalagens rompidas.
? Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
? Observe legislação estadual e municipal.


3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
? Isole e sinalize a área contaminada.
? Contate as autoridades locais competentes e a empresa VOLCANO-AGROCIÊNCIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA – Telefone de Emergência (11) 5523-4000.
? Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
? Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2, PÓ QUÍMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.


TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SACARIAS

AS EMBALAGENS – SACARIAS - NÃO PODEM SER REUTILIZADAS PARA OUTROS FINS.

AS EMBALAGENS – SACARIAS - NÃO PODEM SER LAVADAS.

ARMAZENAMENTO DAS EMBALAGENS VAZIAS
O armazenamento das embalagens – SACARIAS- vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio das SACARIAS.
As embalagens – SACARIAS - vazias devem ser armazenada separadamente, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

DEVOLUÇÃO DAS EMBALAGENS – SACARIAS – VAZIAS
Devem ser devolvidas em conjunto com a embalagem do agrotóxico CARBENDAZIM 500 VOLCANO ou no local onde foram adquiridas as sementes tratadas.
Terceiros que efetuarem o manuseio do agrotóxico, devem descrever nas sacarias que as sementes foram tratadas com o agrotóxico CARBENDAZIM 500 VOLCANO e informar que as mesmas devem ser devolvidas no local em que foram tratadas ou adquiridas.

EMBALAGENS SECUNDÁRIAS (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A Destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito ás regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos e outros materiais.

6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.


RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:

De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis




INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE INTEGRADO:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo de irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE RESISTÊNCIA A FUNGICIDAS:

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO B1 FUNGICIDA

O produto fungicida CARBENDAZIM 500 VOLCANO é composto por Carbendazim, que apresenta mecanismo de ação de Montagem de ß-tubulina na mitose, pertencente ao Grupo B1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas).

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA PARA FUNGICIDAS:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo de irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.