Bula Cascade 100

acessos
Flufenoxuron
2295
Basf

Composição

Flufenoxurom 100 g/L Benzoiluréia

Classificação

Acaricida, Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
1 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de água/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 30 dias. Quando o levantamento indicar o nível de 10% de ataque nas plantas
Curuquerê
(Alabama argillacea)
75 mL p.c./ha 200 a 400 L de água/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 30 dias. Quando o levantamento indicar o nível de 10% de ataque nas plantas
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
30 a 50 mL p.c./100L água 20 a 30 L de calda / planta 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 15 dias. Iniciar aplicação quando da constatação dos níveis de infestação
Ácaro da falsa ferrugem
(Phyllocoptruta oleivora)
30 a 50 mL p.c./100L água 20 a 30 L de calda / planta 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 15 dias. Iniciar aplicação quando da constatação dos níveis de infestação
Ácaro da leprose
(Brevipalpus phoenicis)
30 a 50 mL p.c./100L água 20 a 30 L de calda / planta 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 15 dias. Iniciar aplicação quando da constatação dos níveis de infestação
Maçã Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro da macieira
(Panonychus ulmi)
100 mL p.c./100L água 1200 a 2000 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 35 dias. Iniciar a aplicação logo no aparecimento dos primeiros ácaros
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
75 a 100 mL p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) - 30 dias. Iniciar a aplicação quando forem encontradas 20 lagartas/pano de batida. Aplicar sempre no início de infestação

Frasco polietileno: 100, 250, 600 mL e 1,0 L. Tambor de aço: 200 L.

MECANISMO DE AÇÃO:
CASCADE 100 é um regulador de crescimento de insetos/ácaros, interferindo na produção de quitina durante o desenvolvimento cuticular em ácaros e insetos no estágio jovem. A falha no desenvolvimento da cutícula causa morte de insetos e ácaros durante o processo de empupamento entre os vários estágios larvais. CASCADE 100 não mata formas adultas de ácaros e insetos.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Como os produtos reguladores de crescimento dos insetos e ácaros atuam na formação da quitina, interferindo no processo de muda ou ecdise, os melhores resultados são obtidos quando, na aplicação destes produtos, a maioria da população das pragas é jovem, em pleno processo de crescimento. Por conseguinte, a constatação da mortalidade das pragas demanda um certo espaço de tempo, atingindo a melhor eficiência num prazo de até 4 dias após a aplicação.
Na cultura do algodão a aplicação deverá ser feita quando o levantamento indicar o nível de 10% de ataque nas plantas. Como o produto não tem ação letal sobre os adultos, é importante que tenhamos a maioria da população jovem.
Na cultura do citros, para o controle dos ácaros, aplicar quando a população atingir o nível de 2% de infestação, considerando a presença tanto em folhas quanto em frutos examinados. Iniciar prontamente a aplicação quando da constatação dos níveis de infestação, procurando sempre atingir a maioria da população na fase jovem.
Na cultura da soja, pelo próprio modo de ação do produto iniciar a aplicação quando forem encontradas 20 lagartas/pano de batida, levando em consideração o nível de até 15% de desfolha antes da floração e até 7,5% após a floração. Aplicar sempre no início de infestação, com as lagartas nas primeiras fases de crescimento.
Na cultura da maçã iniciar a aplicação logo no aparecimento dos primeiros ácaros (eclosão dos ovos de inverno). Pelo próprio modo de ação do produto, a melhor eficiência se consegue quando a aplicação é feita sobre uma população de ácaros na fase jovem (ninfas), e quando o número médio de ninfas por folha for superior a oito indivíduos.

MODO DE APLICAÇÃO: Diluir as doses recomendadas por hectare, na quantidade de água necessária para uma aplicação uniforme, em baixo volume (5-50 litros/ha) ou a volume normal (segundo instruções de uso por cultura), considerando o equipamento disponível na propriedade. Pode ser aplicado por via terrestre utilizando pulverizadores: tratorizado de barra, tratorizado com turbo-atomizador, costal manual ou motorizado, usando-se bicos de jato cônico com ponta e difusor adequados ou com bicos rotativos (CDA) produzindo 30 - 50 gotas/cm2 e de VMD de 250 - 400 micra, com pressão de 80 - 100 psi. Para aplicações via aérea, além dos cuidados normais empregados nas aplicações de inseticidas, utilizar um volume de calda de 20 a 40 L/ha, ângulo dos bicos em relação à linha de vôo da aeronave de 45 graus. Aplicar somente com barra e bicos adequados para aplicação aérea, e pressão de trabalho de 15 a 30 psi.
Deve-se observar as condições climáticas ideais para a aplicação do produto, tais como: - Temperatura ambiente até 30ºC;
- Umidade relativa do ar no mínimo de 60%;
- Velocidade do vento de no máximo 10 km/h.

A aplicação poderá ser feita fora das condições acima descritas a critério do engenheiro agrônomo, evitando sempre a deriva e perdas do produto por evaporação. Na cultura do citros as doses recomendadas para diluição em 100 litros de água foram baseadas num consumo de 20 a 30 litros de calda por planta, dependendo do porte da mesma, até atingir o ponto de gotejamento. Para a cultura da maçã a dose recomendada foi baseada num consumo de calda de 1.200 a 2.000 litros/ha. Para as culturas de algodão e soja, as doses menores são recomendadas para aquelas culturas em processo de crescimento que ainda não atingiram o completo desenvolvimento da superfície foliar usando de 200 a 400 L de água por ha.

INTERVALO DE SEGURANÇA: Algodão e Soja:30 dias. Citros: 15 dias. Maçã: 35 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: (De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana- ANVISA/MS).

LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade: Quando usado de acordo com as recomendações, não apresenta efeito fitotóxico.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto; Não utilize equipamentos com vazamento; Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca; Não distribua o produto com as mãos.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO: Use protetor ocular; O produto é irritante para os olhos; Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, veja PRIMEIROS SOCORROS; Use máscara cobrindo o nariz e a boca; Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Use luvas de borracha; Ao contato do produto com a pele; lave-a imediatamente, veja PRIMEIROS SOCORROS; Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação; Não aplique o produto contra o vento; Use macacão de mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas e avental impermeável.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia; Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em local trancado, longe do alcance de crianças e animais; Tome banho, troque e lave suas roupas; Mantenha afastado das áreas aplicadas pessoas desprotegidas por um período de 3 dias após a aplicação do produto.

MECANISMO DE AÇÃO (NO HOMEM): CASCADE ( 100 é pouco tóxico para mamíferos por ingestão devido ao seu modo de ação, que atua sobre quitina.

VIAS DE ABSORÇÃO: Através da ingestão acidental ou durante a aplicação e manuseio por via dérmica ou inalação.

MECANISMO DE EXCREÇÃO: Estudos mostram que o produto é excretado através das fezes e urina, não há retenção no organismo.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: DL50 oral aguda superior a 6000 mg/kg; DL50 dérmica aguda superior a 6000 mg/kg; Não foram observados sintomas ou sinais de intoxicações nos testes agudos ou crônicos.

EFEITOS COLATERAIS: Não foram observados efeitos colaterais significantes durante os testes.
Não se conhece sintomas de alarme por intoxicação.

PRIMEIROS SOCORROS: INGESTÃO: Não provoque vômito, procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. OLHOS: Lave com água em abundância e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. PELE: Lave com água e sabão em abundância e se houver irritação, procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. INALAÇÃO: Procure lugar arejado e vá ao médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

MEDIDAS TERAPÊUTICAS E ANTÍDOTOS: Em caso de ingestão do produto, não provoque vômito, procure um médico.

ANTÍDOTO E TRATAMENTO MÉDICO: De acordo com os sintomas. Recorrer ao tratamento sintomático e lavagem estomacal, purgantes salinos, oxigênio e respiração artificial. Não há antídoto específico.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO À PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é MUITO PERIGOSO ao meio ambiente; Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Este produto é altamente tóxico para organismos aquáticos. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância mínima de 500 (quinhentos) metros de proteção de mananciais de captação de água para abastecimento público; e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e culturas suscetíveis a danos. Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes a atividade aeroagrícolas. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto - siga as instruções constantes no item Destinação Adequada de Resíduos e Embalagens. Em caso de acidente, siga corretamente as instruções constantes na bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Trancar o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre sacos plásticos disponíveis, para envolver adequadamente embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Contate as autoridade locais competentes e a Empresa. Utilize o EPI (macacão PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscaras contra eventuais vapores). Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções: Piso pavimentado: Absorver o produto derramado com terra ou serragem. Recolher o material com auxílio de uma pá e colocar em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados. Remover para área de descarte de lixo químico. Lave o local com grande quantidade de água. Solo: Retirar as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, e adotar os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada; Corpos d'água: Interromper imediatamente o consumo humano e animal e contactar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: As embalagens devem ser enxaguadas três vezes e a calda resultante acrescentada à preparação para ser pulverizada (tríplice lavagem). Não reutilize embalagens vazias. As embalagens devem ser destruídas e enterradas em fosso para lixo tóxico. O local para construção do fosso deve ser distante de casas, de instalações ou de qualquer fonte de água, fora do trânsito de pessoas ou animais, porém de fácil acesso e onde não se preveja o aproveitamento agrícola, mesmo a longo prazo. O local não deve ser sujeito a inundações ou acúmulos de água. O solo deve ser profundo, de permeabilidade média para permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico. Abrir um fosso de 1 a 2 m de profundidade, comprimento e largura, não devendo exceder a 3 m, de acordo com as necessidades. Distribuir no fundo do fosso uma camada de pedras irregulares e uma camada de brita. Ao redor do fosso cavar uma valeta, com escoadouro, para impedir a penetração de enxurradas. Reservar uma área suficiente para instalação de mais fossos, de acordo com a necessidade. Isolar a área com cerca de tela, para impedir a entrada de animais e dificultar a entrada de pessoas. Colocar uma placa de advertência (CAVEIRA) com os dizeres CUIDADO LIXO TÓXICO. Antes de iniciar o uso do fosso, e após cada 15 cm de material descartado, colocar camadas de cal virgem ou calcário para ajudar a neutralização. Completada a capacidade do fosso, cobrir com uma camada de 50 cm de terra e compactar bem. Uma camada adicional de 30 cm de terra deve ser colocado sobre o aterro, para que este fique acima do nível do terreno. Observar legislação Estadual e Municipal específica. Fica proibido o enterrio de embalagens em áreas de abrangência do PROGRAMA NACIONAL DE RECOLHIMENTO E DESTINAÇÃO ADEQUADA DE EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS, consulte o órgão estadual de meio ambiente.

Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

- Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência à inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas.
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
- Utilizar somente as doses recomendadas na bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.