Bula Catcher 480 EC

acessos
clorpirifós
3106
FMC - Campinas

Composição

clorpirifós 480 g/L ectoparasiticidas

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
0,5 L p.c./ha 300 L de calda/ha - 7 dias. 21 dias. 2 lagartas/planta
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta rosca
(Agrotis ipsilon)
1,25 L p.c./ha 300 L de calda/ha - 7 dias. 21 dias. Aparecimento dos primeiros sintomas de ataque de lagarta
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicho mineiro
(Leucoptera coffeella)
1,2 a 1,5 L p.c./ha 500 L de calda/ha - 30 dias. 21 dias. Quando 20 % das folhas estiverem atacadas
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cochonilha pardinha
(Selenaspidus articulatus)
100 a 150 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha - 15 dias. 21 dias. Início do aparecimento da praga
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha verde
(Empoasca kraemeri)
0,8 L p.c./ha 200 L de calda/ha - 15 dias. 25 dias. No aparecimento da praga
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
1 a 1,25 L p.c./ha 400 L de calda/ha - 15 dias. 25 dias. Aplicar no início da infestação
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,4 a 0,6 L p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - 10 dias. 21 dias. Até 60 a 70 dias após a germinação
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca das axilas
(Epinotia aporema)
0,8 L p.c./ha 300 L de calda/ha - 10 dias. 21 dias. 20 % das plantas tiverem os meristemas atacados
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
1 a 1,5 L p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 21 dias. Observados primeiros sintomas de infestação
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 21 dias. Primeiros sintomas da infestação
Pulgão das solanáceas
(Macrosiphum euphorbiae)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 21 dias. Observados os primeiros sintomas de infestação
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 21 dias. Observados os primeiros sintomas de infestação

Conteúdo: 1; 5 e 20 L.

INSTRUÇÕES DE USO:

CULTURAS/DOSES/PRAGAS CONTROLADAS: Vide seção "Indicações de Uso/Doses".

MODO DE APLICAÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:
Aplicar através de equipamentos tratorizados com barra equipada com bicos JA2 ou similares (exceto para a lagarta do cartucho em milho onde se recomenda bico de leque série 80.03 ou 80.04 sobre a linha da cultura), procurando obter gotas de pulverização com tamanho de 100 a 400 micra e, densidade mínima de 40 gotas/cm2. A pressão recomendada é de 150 a 300 ib/pol2.Velocidade de Aplicação: 4,5 km/h. Temperatura: < 30º C. Umidade Relativa: > 50%.

Para as culturas de Algodão, Batata, Feijão, Milho e Soja:
Aplicar através de pulverizador tratorizado com barra de pulverização equipada com bicos tipo cone ou similares, procurando obter uma pulverização uniforme.
Para o controle de lagarta-do-cartucho em milho recomenda-se bico leque série 80.03 ou 80.04, dirigindo a aplicação para o cartucho da planta ou linha de plantio.Para obter maiores informações visando melhor cobertura de pulverização de plantas, consulte um Engenheiro Agrônomo.

Para as culturas de Café, Citros e Tomate:
Aplicar através de equipamentos pulverizadores ou atomizadores tratorizados, adequados ao porte das culturas, visando obter uma boa cobertura de pulverização das plantas.Para obter maiores informações visando melhor cobertura de pulverização das plantas, consulte um Engenheiro Agrônomo.

Volume de Calda:
Algodão, Batata e Soja: 300 L/ha
Café: 500 L/ha
Citros: 2.000 L/ha
Feijão: 200 a 400 L/ha
Milho: 300 a 400 L/ha
Tomate: 800 a 1000 L/ha.

Para se obter calda homogênea, deve-se observar os seguintes procedimentos:
• Agitar bem a embalagem do produto antes de vertê-lo no tanque;
• Encher o reservatório do pulverizador com água limpa, até a metade;
• Acrescentar o produto nos volumes indicados conforme o alvo;
• Completar o volume do reservatório com água limpa.

A aplicação deve ser sempre conduzida de modo a se obter cobertura uniforme do alvo, nas horas em que a temperatura é mais amena(primeiras horas da manhã ou fim do dia).

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão....21 dias
Batata....21 dias
Café....21 dias
Citros.......21 dias
Feijão.......21 dias
Milho........21 dias
Soja.........21 dias
Tomate....21 dias

LIMITAÇÕES DE USO:
• Não guardar sobras de calda para uso posterior. Nesse sentido não preparar volume de calda superior ao que deve ser aplicado no dia.
• Não aplicar o produto durante a ocorrência de ventos, pois pode ocorrer o desvio do produto em relação ao alvo(deriva).

FITOXICIDADE:Testes de eficácia demonstraram que o produto não é fitotóxico quando aplicado nas doses e nas formas recomendadas.

PRECAUÇÕES RELATIVAS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

PRECAUÇÕES DE USO E RECOMENDAÇÕES GERAIS, QUANTO AOS PRIMEIROS SOCORROS, ANTÍDOTOS E TRATAMENTOS:
PRECAUÇÕES GERAIS:
-Produto para uso exclusivamente agrícola.
-Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
-Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
-Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-Não manuseie ou aplique o produto sem o uso de equipamento de proteção individual (EPI) recomendados.
-Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO PRODUTO
IRRITANTE OCULAR
-Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
-Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
-Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
-Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidro-repelente (com as mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as calças passando por cima das botas), avental impermeável, protetor ocular, máscara com filtro para vapores orgânicos cobrindo nariz e boca, touca árabe, luvas e botas de borracha.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
PRODUTO IRRITANTE OCULAR
- Evite, o máximo possível, o contato com a área aplicada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas noras mais quentes do dia.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança.
- Em caso de aplicação por trator de cabine aberta, utilize equipamento de proteção individual - EPI:macacão de algodão hidro-repelente (com as mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as calças passando por cima das botas), touca árabe, protetor ocular, máscara com filtro para vapores orgânicos cobrindo nariz e boca, luvas e botas de borracha.
- Em caso de aplicação por trator de cabine fechada, verifique a vedação perfeita da cabine de proteção.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
-Não reutilize a embalagem vazia.
-Evite o máximo possível, o contato com a área aplicada com o produto até o término do intervalo de reentrada (24h).
-Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
-Troque e lave as suas roupas de proteção separadamente das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
-Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. Fique atento ao período de vida útil dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual- EPI: macacão de algodão hidro¬repelente com mangas compridas, luvas e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS:

Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Ingestão: não provoque vômito.
Olhos: lave com água em abundância durante 15 minutos.
Pele: lave com sabão neutro e água em abundância.
Inalação: procure local arejado.

Se o acidentado parar de respirar, aplique imediatamente respiração artificial. Transporte-o imediatamente para assistência médica mais próxima.

ANTÍDOTO
Sulfato de Antropina é o antídoto de emergência em caso de intoxicação. Nunca administre Sulfato de Antropina antes do aparecimento dos sintomas de intoxicação. A pralidoxima é o antídoto específico para os organofosforados.

INFORMAÇÕES MÉDICAS

-Grupo Químico:Organofosforados
-Classe Toxicológicas: I-EXTREMAMENTE TÓXICO
-Mecanismo de Toxicidade: Inibem permanentemente a enzima acetilcolinesterase através de sua fosforilação, causando acúmulo de acetilcolina e conseqüentemente superestimulação das terminações nervosas, tornando inadequada a transmissão de seus estímulos às células musculares, glandulares, ganglionares e do Sistema Nervoso Central(SNC).
-Vias de exposição:Oral, Inalatória, dérmica e mucosas.
-Sintomas e sinais clínicos: Os efeitos podem ocorrer minutos ou horas após a exposição.
As manifestações agudas são classificadas como:
Muscarínicas (síndrome parassimpaticomimética, muscarínica ou colinérgica): vômito, diarréia, cólicas abdominais, broncoespasmo, miose puntiforme e paralítica, bradicardia, hipersecreção (sialorréia, lacrimejamento, broncorréia e sudorese), cefaléia, incontinência urinária, visão borrada. Diaforese severa pode provocar desidratação e hipovolemia graves, resultando em choque.
Nicotínicas (síndrome nicotínica): midríase, mialgia, hipertensão arterial, fasciculações musculares, tremores e fraqueza, que são, em geral, indicativos de gravidade. Pode haver paralisia de musculatura respiratória levando a morte. A freqüência cardíaca e a pressão arterial podem estar aumentadas ou diminuídas, devido aos efeitos muscarínicos.
Efeitos em SNC (síndrome neurológica): ansiedade, agitação, confusão mental, ataxia, depressão de centros cardio-respiratórios, convulsões e coma.
Também podem ocorrer, mais tardiamente, os seguintes quadros:
Síndrome intermediária: pode ocorrer entre 24-96 h após a exposição e resolução da crise colinérgica aguda. É caracterizada por paresia dos músculos respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente face, pescoço e porções proximais dos membros. Também pode haver comprometimento de pares cranianos e diminuição de reflexos tendinosos, podendo prolongar-se por meses após a exposição.
Neuropatia Retardada Induzida Organofosforados: Desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e centrais, caracterizada por paresias ou paralisias de extremidades, sobretudo inferiores, podendo persistir durante semanas ou anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas, que também podem desencadear déficit residual de natureza neuro-psiquiátrica, com comprometimento da memória, concentração e iniciativa.
-Metabolismo e Toxicocinética: Após a absorção, são distribuídos por todos os tecidos do organismo, atingindo altas concentrações no fígado, onde é metabolizado, e nos rins, que os excretam. A meia-vida destes inseticidas varia muito, dependendo da natureza do composto.Alguns metabólitos são mais tóxicos que a substância que o originou. Nas primeiras 48 h a acetilcolinesterase pode ser desfosforilada pela pralidoxima, recuperando sua atividade.
Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição, de quadro clínico compatível, associados ou não a queda na atividade das colinesterases. Queda em 25% ou mais de sua atividade original indica exposição importante. Queda de 50% é geralmente associada com exposição intensa. A pseudocolinesterase é um indicador sensível, mas não específico. Ambas podem demorar de 3-4 meses para se normalizar.
A identificação das substâncias e seus metabólitos em sangue e urina podem evidenciar exposição, mas não são facilmente realizáveis. Outros controles incluem: eletrólitos, glicemia, creatinina, amilase pancreática, enzimas hepáticas, gasometria, ECG (prolongamento de QT), RX tórax (edema pulmonar e aspiração).
Convém considerar a possibilidade de associação do organofosforado a outros tóxicos, o que pode alterar ou potencializar o perfil clínico esperado.
Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação, trate o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamento a confirmação laboratorial.
-Tratamento:As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação.
Descontaminação: Visa limitar a absorção e os efeitos locais.
ADVERTÊNCIA:A pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação, deverá estar protegida por equipamentos de segurança, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
1.Remover roupas e acessórios, e proceder descontaminação cuidadosa da pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água fria abundante e sabão. Remover a vítima para local ventilado
2.Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com Soro Fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
3.Em caso de ingestão recente, proceder à lavagem gástrica. Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 19/Kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 ml de água.
4.Emergência, suporte e tratamento sintomático: Manter vias aéreas pérveas, se necessário através de entubação oro-traqueal, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para fraqueza de musculatura respiratória e parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário.
Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, amilase sérica. Tratar pneumonite, convulsões e coma se ocorrerem. Manter observação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
Específicos antídotos:
A administração de Atropina so deverá ser realizada na vigência de sintomatologia. Não deverá ser administrada se o paciente estiver assintomático.
Antropina:agente antimuscarínico - é usada para reverter os sintomas muscarínicos, não os nicotínicos, na dose de 2.0 - 4,0 mg em dose de ataque (adultos), e 0,05 mg/Kg em crianças, EV. Repetir se necessário a cada 5 a 10 minutos. As preparações de Atropina disponíveis no mercado, normalmente têm a concentração de 0,25 ou 0,50 mg/ml. O parâmetro para a manutenção ou suspensão do tratamento é clínico, e se baseia na reversão da ausculta pulmonar indicativa de broncorréia e na constatação do desaparecimento da fase hipersecretora, ou sintomas de intoxicação atropínica (hiperemia de pele, boca seca, pupilas dilatadas e taquicardia. Alcançados sinais de atropinização, ajustar a dose de manutenção destes efeitos por 24 horas ou mais. A presença de taquicardia e hipertensão não contra-indica a atropinização.
Manter em observação por 72 horas, com monitorização cardio-respiratória e oximetria de pulso. A ação letal dos organofosforados pode ser comumente atribuída a insuficiência respiratória, pelos mecanismos de: broncoconstrição, secreção pulmonar excessiva, falência da musculatura respiratória e conseqüente depressão do centro respiratório por hipóxia. Devido a esta complicação, manter a monitoração e tratamento sintomático.
É indicada supervisão do paciente por pelo menos 48 horas.
Oximas-Pralidoxima - é um antídoto específico para organofosforados. Sua ação visa restaurar a atividade da colinesterase, o que justifica coleta de amostra de sangue heparinizado prévia a sua administração, para estabelecimento da efetividade do tratamento. Age em todos os sítios afetados (muscarínicos, nicotínicos e provavelmente em SNC). Não reativa a colinesterase plasmática.
Dose de ataque:
Adultos: 1-2 g preferencialmente EV, podendo ser utilizada IM ou SC , em doses não maiores que 200 mg/minuto, diluídos em Soro Fisiológico, podendo ser repetida a partir de 2 horas após a primeira administração, não ultrapassando a dose máxima de 12g/dia.
Crianças: 20 a 40 mg/kg preferencialmente EV, podendo ser utilizada IM ou SC (não
exceder 4 mg/kg/min).
Deve ser iniciada nas primeiras 24 hs, para ser mais efetiva, mas pode ser realizada mais tarde, em especial para compostos lipossolúveis.
Se ocorrer convulsões, o paciente pode ser tratado com Benzodiazepínicos sob orientação médica.
-Contra-indicações: A diálise e hemoperfusão não estão indicadas
Emese- em razão do risco potencial de aspiração.
Morfina, succinilcolina, teofilina, fenotiazinas e reserpina. Aminas adrenérgicas só devem ser usadas em indicações específicas devido a possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca.
-Efeitos sinérgicos: Com outros organofosforados ou carbamatos
-Atenção: As Intoxicações por Agrotóxicos estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação Compulsória. Comunique o caso e obtenha informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento através dos TELEFONES PARA OS CASOS DE EMERGÊNCIA:
RENACIAT-ANVISA/MS-Rede Nacional de Centros de Informações e Assistência Toxicológica: 0800.7226001
Empresa: (0XX11) 5182-1010(horário comercial).

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:

Ação: Clorpirifós é um inseticida organofosforado o qual age como um inibidor da colinesterase, por contato, ingestão ou através de sua fase vapor.

Absorção: O produto é rapidamente absorvido pela pele e pelos olhos. Estudos conduzidos com o produto técnico demonstraram que após administração de clorpirifós radiomarcado, através de dose oral única ou múltiplas doses, entre 96,8% e 98,5% da radioatividade foi recuperada. A maior parte da dose (83,9% a 91,7%) foi excretada na urina. Outros 5,5% a 11,5% foram eliminados nas fezes. Não foi encontrada radioatividade no ar expirado. Menos de 0,2% da radioatividade administrada permaneceu nos tecidos e carcaças de ratos machos e fêmeas mortos 72 e 144 horas após doseamento, respectivamente.

Excreção: O produto é excretado em sua maior parte pela urina e em menor quantidade pelas fezes. Estudo de metabolismo conduzido com clorpirifós radiomarcado demonstrou que o material administrado foi eliminado na urina com uma meia vida de 8 e 9 horas nos 3 primeiros dias após doseamento com 0,5 mg/kg e com meias vidas de 12,4 horas em ratos machos e 23,2 horas em ratos fêmeas após dose de 25 mg. Galinhas poedeiras receberam administração de clorpirifós num nível de dose de 20 ppm por 10 dias. O exame dos tecidos e amostras de gema e clara de ovos e das fezes, 12 horas após a última dose revelaram o total de resíduos como ppm de clorpirifós. Foram identificados 0,20 na gordura, 0,15 da gema do ovo, 0,13 na pele, 0,05 no fígado, 0,05 na clara e 0,02 nos músculos.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Efeitos agudos:
Irritante ocular para coelhos. DL50 oral para ratos: 293 mg/kg. DL50 dérmica para ratos: maior que 4.000 mg/kg.

Efeitos crônicos:
Ratos foram alimentados por 2 anos com uma dieta diária contendo clorpirifós em doses de até 10 mg/kg/dia. Os principais efeitos observados nas doses maiores foram diminuição no ganho de peso e depressão na colinesterase. O nível sem efeito observável foi de 0,1 mg/kg/dia.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

1.PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:
-MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
-Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
-Evite a contaminação ambiental- Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamentos com vazamento.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-Aplique somente as doses recomendadas.
-Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d´água.Evite a contaminação da água.
-A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona a contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2.INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
-Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
-O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
-A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
-O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
-Coloque as placas com os dizeres: CUIDADO VENENO.
-Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
-Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
-Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT.
-Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal.

3.INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
-Isole e sinalize a área contaminada.
-Contate as autoridades locais competentes e a empresa CHEMINOVA BRASIL L TDA. -Telefone de emergência 0800 111 767.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão de impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
-Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.

• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante pelo telefone indicado acima.

• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

-Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4.PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

?Para embalagem RÍGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs- Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.

• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
-Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
-Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume;
-Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
-Despeje a água da lavagem no tanque do pulverizador;
-Faça esta operação três vezes;
-Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo;

• Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
-Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
-Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
-Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
-Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo;

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
-Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
-Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
-Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
-Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem sob Pressão, esta emblagem deve ser armazenada com tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até a sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

?Para embalagens SECUNDÁRIAS (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
È obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no estabelecimento comercial.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

MÉTODO PARA DESATIVAÇÃO DO AGROTÓXICO E DE SEUS COMPONENTES:
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipamentos com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas.
Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações sucessivas da mesma praga;
Utilizar somente as dosagens recomendadas no rótulo/bula;
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.