Bula Celeiro

acessos
Tiofanato Metílico + Flutriafol
4905
Iharabras

Composição

Flutriafol 100 g/L Triazol
Thiophanate methyl 500 g/L Benzimidazóis

Classificação

Fungicida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ramularia
(Ramularia areola)
0,8 a 1 L p.c./ha 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 28 dias. Surgimento dos primeiros sintomas
Banana Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mal da sigatoka
(Mycosphaerella musicola)
125 mL p.c./100L água 500 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. 14 dias. Preventivas, ou no surgimento dos primeiros sintomas. Adicionar 0,5 % de óleo mineral
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem do cafeeiro
(Hemileia vastatrix)
0,75 a 1,25 L p.c./ha 500 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaolicar se atingir novamente o índice. 30 dias. Quando o índice da doença atingir 5 %
Olho pardo
(Cercospora coffeicola)
0,75 a 1,25 L p.c./ha 500 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar se atingir o ínidice da doença novamente. 30 dias. Índice da doença atingir 5 %
Eucalipto Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha-foliar-de-Cylindrocladium
(Cylindrocladium spp.)
75 a 100 mL p.c./100L água 200 a 500 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. UNA. Preventivo ou no surgimento dos primeiros sintomas
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha angular
(Phaeoisariopsis griseola)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 400 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 14 dias. Preventivas, início do florescimento
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum orbiculare)
60 a 70 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 7 a 10 dias. 14 dias. Preventivas. Início do florescimento
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum dematium var. truncata)
0,6 L p.c./ha 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Segunda aplicação em R5.1. 28 dias. Estádio R1 a R2
Mancha alvo
(Corynespora cassiicola)
0,6 L p.c./ha 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 28 dias. -
Mancha parda
(Septoria glycines)
0,6 L p.c./ha 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 28 dias. Preventiva, ou a partir do estádio R1
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
0,6 L p.c./ha 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Segunda aplicação R4/R5.1. 28 dias. Preventiva, ou a partir do estádio R1
Oídio
(Microsphaera diffusa)
0,6 L p.c./ha 200 L de calda/ha 30 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 28 dias. Índice atingir de 20 a 30 % de infecção

Frascos plásticos para 0,2;0,25;0,3;0,5;1 e 1,5 L;
Bombonas plásticas para 5;6;10 e 20 L;
Baldes plásticos para 10 e 20 L.
Stand-up pouch com tampa de plástico: 0,2; 0,25; 0,3; 0,5; 1,5; 2; 5 e 6L.
Caixa (com revestimento interno de saco plástico) de papelão: 20L.

INSTRUÇÕES DE USO:
CELEIRO é um fungicida com translocação sistêmica ascendente, do grupo químico triazol (flutriafol) e bezimidazol (precursor de) (tiofanato metílico), usado em pulverização para
controle das doenças da parte aérea das culturas a seguir:
CULTURAS, DOENÇAS, DOSES, VOLUME DE CALDAS E N° DE APLICAÇÕES:
Vide "Indicações de uso/Doses"

NÚMERO , ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Algodão:
Iniciar o controle no surgimento dos primeiros sintomas. Repetir a aplicação a cada quinze dias, diminuindo-se o intervalo em condições favoráveis à doença. Realizar no máximo 4 aplicações durante o ciclo da cultura, utilizando um volume de calda de 200 litros/ ha.

Banana:
Iniciar as aplicações preventivamente ou nos primeiros sintomas da doença. Realizar no máximo 4 aplicações no ciclo da cultura, rotacionando com produtos de outros grupos. Intervalo entre as aplicações deverá ser de 7 dias. Utilizar volume de calda de 500 L/ha. Adicionar 0,5% v/v de Óleo mineral recomendado pelo fabricante.

Café:
Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura. Fazer a aplicação quando o índice de doença atingir 5%, e reaplicar caso o índice atingir 5% novamente, fazendo no máximo duas aplicações. Utilizar volume de calda de 500 Iitros/ ha.

Feijão:
Iniciar as aplicações preventivamente. Realizar no máximo 3 aplicações durante o ciclo da cultura: a primeira no início do florescimento e as seguintes no intervalo de até 15 dias. Usar volume médio de 400 Iitros/ha.

Melão:
Aplicar preventivamente após o início do florescimento, fazer no máximo 4 ciclo da cultura, com intervalo de 7 a 10 dias. Utilizar volume de calda até 1000 litros/ha.
Soja:
Realizar no máximo 3 aplicações durante o ciclo da cultura.
Para controle do crestamento foliar e mancha parda, iniciar as aplicações de forma preventiva ou a partir do estádio R1 (inicio da floração: até 50 % das plantas com uma flor) a R2 (floração plena: maioria dos racemos com flores abertas); a segunda aplicação deverá ser realizada no estágio R4 a R5.1 (grãos perceptíveis ao tato a 10% de enchimento da vagem).

Para controle da Antracnose e Mancha-alvo: As aplicações deverão ser feitas de forma preventiva, realizar duas aplicações nos estágios de R1 a R2 (primeira) e outra no estágio R5.1 (segunda).

Para controle do Oídio: A aplicação deve ser feita quando for constatado índice de infecção foliar de 20% a 30%.

Monitoramento:
O monitoramento deve ser realizado desde o período vegetativo, intensificando-se a observação quando as condições climáticas forem favoráveis ao patógeno (temperatura, umidade e molhamento foliar). Maior atenção deve ser dispensada em regiões com histórico de ocorrência da doença.
Coletar folhas do terço médio e inferior das plantas e procurar os sintomas da ferrugem¬asiática-da-soja.

Obs.: Há necessidade de realizar o monitoramento das áreas logo após a germinação da cultura. Caso seja constatada a presença da ferrugem-asiática-da-soja na região e as condições climáticas forem favoráveis à incidência da doença, as aplicações devem ser iniciadas em caráter preventivo, independente do estádio de desenvolvimento da cultura, obedecendo-se o número máximo de 3 aplicações.
MODO DE APLICAÇÃO:
CELEIRO deve ser diluído em água e aplicado através de pulverização sobre as plantas, de modo que haja uma boa cobertura. Antes da diluição, o produto deve ser agitado em sua embalagem original.

Aplicação terrestre:
Diluir o produto em água, conforme a indicação de uso.
Utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos apropriados, produzindo um diâmetro de gotas de 50 a 200 ].1m, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm2, e uma pressão de 40 a 60 libras.

Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 2rC, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 10 km/hora.

Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda aplicação.

Aplicação aérea:
Utilizar barra com um volume de 30 a 40 litros de calda por ha. Usar bicos apropriados para esse tipo de aplicação.
Largura efetiva de 15-18 m, com diâmetro de gotas de 80 um, e um mínimo de 60 gotas por cm2.
O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação em litros por ha, para proporcionar a cobertura adequada e a densidade de gotas desejada.
Observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 2rC e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.
O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda aplicação.

Observação: Seguir as condições de aplicação acima indicadas e consultar um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Culturas Intervalo de Segurança (dias)
Algodão 28
Café 30
Feijão 14
Melão 14
Soja 28

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTUR S E ÁREAS TRATADAS: (De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS)
LIMITAÇÕES DE USO:
Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos às culturas
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SER

UTILIZADOS: (De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana

- ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:

Vide Modo de Aplicação.

Descrição DOS PROCESSOS DE Tríplice LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente ¬IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILlZAÇÃO E INUTILlZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente ¬IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente -IBAMA/MMA

Precauções Gerais:
- Produto para uso exclusivamente agrícola;
- Não coma, não bba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou com defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com defeitos.
- Não desentupa bicos, orificios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais
PRECAUÇÕES NO PREPARO DA CALDA:
Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto. Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de
segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita);
Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita)
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Sinalizar a área tratada com os dizeres "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestld<ls para evitar contaminação
Os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e aventa! impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto
Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante
Não reutillzar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão impermeável com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis.
-INTOXICAÇÕES POR FLUTRIAFOL E TIOFANATO-METíLICO
INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo Químico: Triazol (Flutriafol) Benzimidazol (precursor de) (Tiofanato metílico)
Classe toxicológica: III - Medianamente tóxico
Vias de exposição: Oral, inalatória, ocular e dérmica.
Toxicocinética: Flutriafol. As informações disponíveis sobre a toxicoci nética de Flutriafol são limitadas. A cinética de absorção de Flutriafol seguida de exposição dérmica, oral ou inalatória não é encontrada na literatura disponível No entanto, dados disponíveis, embora escassos, sugerem que o Flutriafol absorvido pela pele não cause efeitos tóxicos sislêmicos.
O estudo dos mecanismos de absorção, excreção e o metabolísmo do Flutriafol com animais em laboratório, indicam que o produto foi apidamente absorvido e excreta predominantemente pelas fezes e urina, sendo que 90 a 96% foram excretadas nas primeiras 48 horas. A análise do produto nos órgãos e tecidos indicou baixa retenção do composto e seus metabólitos.
Tiofanato metílico: O Carbendazim é um metabólito ativo do tiofanato metílico. Após absorção, o Carbendazlm é dístribuído por todos os tecidos, atingindo altas concentrações no fígado, onde são metabolizados. Têm excreção renal e biliar em até 72 horas.
Mecanismos de toxicidade: Flutriafol: O efeito tóxico mais consistente observado em mamíferos após a exposição é a perda de peso, além disso, algumas informações sugerem que doses repetidas de Flutriafol podem causar aumento no tamanho de fígado.
Tiofanato metílico Altera enzimas microssomais hepáticas animais de laboratório (ratos e camundongos). Em estudos com animais, o tiofanato-metílico foi rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal, alcançando uma concentração sorológica máxima 4h após a administração. A extensão da absorção pode ser dose dependente, diminuindo com o aumento da dose. Os maiores níveis teciduais foram encontrados no fígado, tireóide e rins 96h após a dosagem. O tiofanato-metilico é predominantemente metabolizado (71-88%) e foi excretado rapidamente, com' mais de 90% de eliminação pela urina e fezes em 24h da administração. Na dose mais baixa, a principal via de administração foi urinária, enquanto na dose mais elevada foi predominantemente fecal Não houve sinal de bioacumulação. Quase todo o tíofanato-metilico é eliminado do corpo em 24h; aquilo que resta nos tecidos após 24h é extensamente eliminado em 96h.
Sintomas e sinais clínicos: Flutriafol Os efeitos adversos em humanos não foram relatados até o momento. A administração de altas doses em animais, provocou salivação, convulsão, letargia, redução na atividade, tremor, diarréia e ataxia.
Tiofanalo metilico. Tanto o tiofanato-metílico quanto o seu metabólito terminal, Carbendazim, possuem baixa toxicidade aguda e não possuem atividade anticolinesterase.
Em todas as espécies de animais, o efeito toxicológico mais suscetivel da exposição sub-crônica / crônica é a toxicidade hepática. A tireóide também é um órgão alvo para o tiofanato-metílico. Após exposição podem ocorrer alterações respiratórias, náusea, vômito, diarréia, irritações moderadas nos olhos.e pele (dermatite, coceira, vermelhidão, inchaço e ressecamento).
Diagnóstico: Não tem sido constada sintomatologia relacionada ao diagnóstico de intoxicações com o produto Celeiro. Os sintomas observados em ratos são: tremores, convulsões, sangramento nasal, lacrimejamento, diminuição do ritmo respiratório, desaparecimento do tônus dos músculos abdominais e midríase.
Tratamento:Flutriafol: Não há antídoto especifico para o Flutriafol. Deve se proceder a tratamento sintomático e de suporte. Em caso de ingestão de grandes quantidades, procedimentos de esvaziamento gástrico tais corno lavagem gástrica poderá ser realizada. O carvão ativado poderá ser administrado para diminuir a absorção gastrintestinal dos ativos, devendo ser ministrado associado a laxantes salinos. O tratamento sintomático deverá compreender, sobretudo, medidas de suporte como correção de distLlrbios hidroeletroliticos e metabólicos, além de assistência respiratória. Monitoramento das funções hepática e renal deverá ser mantido. Em caso de contato ocular, proceder á lavagem com soro fisiológico seguida de oclusão e encaminhamento para avaliação oftalmológica.
As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oXlgenação do intoxicado, devem ser impíementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação.
Utilizar luvas e avental durante e descontaminação
1- Remover roupas e acessórios e desontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orificios) e cabelos com água fria abundante e sabão. Colocar a vítima para local arejado.
2.Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
3.Em caso de ingestão recente, fazer lavagem gástnca. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração. Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/kg em menores de 1 ano, diluidos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água.
Tiofanato-metílico:
Exposição Oral
1.Êmese: A indução do vômito empregando-se ipeca não é recomendada
2.Carvão Ativado: Administre uma suspensão de carvão ativado em água (240 ml de água / 30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 9 em adultos/adolescentes, 25 a 50 g em crianças (1 a 12 anos) e 1 g/kg em infantes com menos de 1 ano de idade.
3 Lavagem gástrica Considere após ingestão de uma
quantidade de veneno potencialmente perigosa à vida, se puder ser realizada logo após a ingestão (geralmente dentro de 1 hora). Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou nível diminuído de consciência em pacientes não-intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não significativa.
4.Fluidos intravenosos podem ser úteis no restabelecimento do
volume de fluido extracelular após vômito severo e diarréia.
Exposição Inalatória: Remova o paciente para um local arejado. Cheque quanto a alterações respiratórias Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com agonistas beta 2 via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
Exposição Dérmica: Para a descontaminação, remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão. O paciente deve ser encamin.hado para tratamento específico se a irritação ou dor persistirem.
Contra-indicações: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.
Efeitos sinérgicos : O produto é utilizado isolado sem mistura com produtos de outros grupos químicos, dessa forma, não são conhecidos efeitos sinérgicos. Não são conhecidos os efeitos da interação de Celeiro com outros compostos.
ATENÇÃO Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de informações de assistência toxicológica RENACIT-ANVISA/MS.
Notifique ao sistema de informações de agravos de notificação ( SINAN/MS)
Telefone de Emergência da empresa: IHARABRAS: (15)32357700

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é Perigoso ao Meio Ambiente - Classe III
Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
Não utilize equipamento com vazamento.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
Aplique somente as doses recomendadas.
Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d água. Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500(quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento públicoe de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação susceptível a danos.
Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernente às atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Assossicação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:

Isole e sinalize a área contaminada.
Contate as autoridades locais e competentes e a Empresa IHARABRAS S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS - Telefone de Emergência: (15) 3235-7700.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas
de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em
bueiros, drenos ou corpos d'agua. Siga as instruções abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. 0 produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte a empresa registrante, através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada ate atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado.
Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
• Corpos d'agua: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o Órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão da quantidade do produto envolvido. - Em caso de incêndio, use extintores de PÓ QUÍMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

- LAVAGEM DA EMBALAGEM

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's — Equipamentos de Proteção Individual — recomendados para o preparo da calda do
produto.

• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):

Esta embalagem devera ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se as seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa a embalagem ate 1/4 do seu volume;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

• Lavagem sob Pressão:

Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os
seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30
segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente ara lava em sob pressão adotar as seguintes procedimentos:

- lmediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la
invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob
pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- lnutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

Após a realização da Triplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem
deve ser armazenada com a tampa, ern caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
0 armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve
ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, e obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto nao tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja
dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o termino do prazo de validade.
0 usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

EMBALAGEM FLEXÍVEL

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio desta embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico trasnparente (embalagens padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido no Canais de Distribuição.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data de compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA - NÃO CONTAMINADA

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

0 Armazenamento da embalagem vazia, ate sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e corn piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

E obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos Órgãos competentes.

PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE 0 MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS.

A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por Órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:

0 transporte está sujeito as regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos näo podem ser transportados junto de pessoas,
animais, ragbes, medicamentos ou outros materials.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:

De acordo corn as recomendações aprovadas pelos Órgãos responsáveis.

Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o patógeno alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a fungicidas poderíamos prolongar a vida útil dos fungicidas:
- Qualquer produto para controle de patógenos da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas do mesmo patógeno.
- Utilizar somente as dosagens recomendadas na bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrõnomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo Integrado de Doença
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex.: Controle cultural, Biológico, etc.)
dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças quando disponível e apropriado

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.