Bula Cipertrin

acessos
Cypermethrin
6195
Prentiss Química

Composição

Cipermetrina 250 g/L Piretróide

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
I - Produto extremamente perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicudo
(Anthonomus grandis)
200 a 250 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - 5 dias. 20 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Curuquerê
(Alabama argillacea)
50 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 20 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
200 a 250 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 20 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Percevejo manchador
(Dysdercus ruficollis)
100 a 150 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 20 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
240 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 20 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Tripes
(Frankliniella schultzei)
240 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 20 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicho mineiro
(Leucoptera coffeella)
40 a 64 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 30 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Fumo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta rosca
(Agrotis ipsilon)
100 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. Uso não alimentar. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
50 a 60 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 30 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta-falsa-medideira
(Pseudoplusia includens)
60 a 100 mL p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - O número de aplicações varia de acordo com a infestação. 30 dias. O início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca pequena do tomateiro
(Neoleucinodes elegantalis)
20 mL p.c./100L água 5 g p.c./100 L de água - 7 dias. 10 dias. Aplicar uma vez por semana a partir do florescimento, repetindo-se durante 5 a 7 semanas

Conteúdo: 100, 250 e 500 ml; 1, 2, 20 e 200 L.
Bombona de polietileno: 5 e 10 L.
Tambor Plástico: 50L.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
- O número de aplicações varia de acordo com a infestação. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação.
- No controle do Bicudo, aplicar CIPERTRIN a intervalos de 5 dias. Utilizar a dose mais alta em caso de alta infestação.
- Na soja, o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico.
- No café, começar as aplicações no início das primeiras infestações. Utilizar a menor dose em cafeeiro de pequeno porte ou em baixa infestação. A dose mais alta deve ser usada para cafeeiro adulto ou alta infestação do bicho mineiro.
- Na cultura do tomate, aplicar uma vez por semana a partir do florescimento, repetindo-se durante 5 a 7 semanas.

Observações:
- O volume de calda irá variar de acordo com o tipo de praga e a cultura a ser tratada.
- Condições climáticas devem ser observadas para evitar perda por deriva ou evaporação.


MODO DE APLICAÇÃO:
Equipamentos tratorizados com barra: O volume de calda a ser utilizado é de 100-300 L/ha, uma velocidade de 3-6 km/h e pressão de 100-150 Lb/pol2. Bicos cônicos tipo: JA-1, JD 10-1 ou D2-13 ou similares.

Pulverização costal manual: O volume de calda a ser aplicado depende da pessoa que executa a operação, uma vez que este equipamento não possui regulador de pressão; a calibração deve ser feita individualmente, a uma velocidade ao redor de 1 m/s.
A pressão de trabalho varia conforme o ritmo da bomba, combinado com a vazão do bico. Pode-se usar por exemplo, bicos tipo cônicos JA-2 ou JD 14-2 ou similares.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão ..................................... 20 dias
Café, milho e soja ...................... 30 dias
Fumo ......................................... U.N.A
Tomate ...................................... 10 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Mantenha afastados das áreas de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas por um período de 7 dias após a aplicação do produto.


LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade:
Desde que observadas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade.

Compatibilidade:
O produto deve ser aplicado isoladamente. Não é compatível com produtos alcalinos

DADOS RELATIVOS A PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES

Preucações gerais:
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamentos com va2amento.
- Não desentupa bicos, orificios e vàlvulas com a boca.
- Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.

Preocupações de manuseio:
- Use protetor ocular.
- O produto é irritante para os olhos.
Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
Use luvas de borracha
- Produto é irritante para a pele.
- Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
- Use máscara cobrindo o nariz e a boca.
- Ao abrir a embalagem, faca-o de modo a evitar respingos.
- Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos protetor viseira facial, luvas de borracha, botas e máscara apropriada.

Precauções durante a aplicação:
- Evite o máximo possivel, o contato com a área de aplicação.
- Não aplique o produto contra o vento.
A aplicação produz neblina, use máscara cobrindo o nariz e a boca.
Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, luvas, botas e protetor ocular.

Preucações após aplicação:
Não reutilize a embalagem vazia.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado, em local trancado longe do alcance das crianças e animais.
- Tome banho, troque e lave as suas roupas.

Contato ocular: Lave com àgua em abundância e procure o médico a embalagem, rótulo bula ou receituàrio agronómico do agronômico do produto.

Contato com a pele: Lave com àgua o médico, levando a embalagem, agronómico do produto e sabão em abundância e procure rótulo bula ou receituário

Ingestão: Não provoque um médico levando a agronómico do produto.
vômito beba àgua e procure embalagem rótulo, bula ou imediatamente receituàrio

Antídoto e tratamento médico
- Tratamento sintomàtico e de manutenção.
- Proceder descontaminação cutanea.
- Em casos de ingestão de grandes quantidades, lavagem gàstrica cuidadosa.
- Carvão ativado por SNG ou via oral 1 g/kg de peso corporal de 6 em 6 horas após lavagem gástrica.
- Em caso de aspiração de formulaçbes liquidas observar pneumonia aspirativa.
- Assisténcia respiratória se necessàrio.
- Tremores e convulsbes ser~o tratados com Benzodiazepinicos e barbitúricos.

Dados adicionais:

Mecanismo toxicológico:
- A Cipermetrina é um piretr6ide sintético análogo à Permetrina. Este grupo quimico age principalmente no ganglo basal do sistema nervoso central causando ação nervosa repetitiva através do prolongamento da permeabilidade de sádio durante a fase de restabelecimento da ação potencial dos neurbnios.

Cinetica:
a)Absorção: a Cipermetrina é primariamente absorvida pelo trato gastrointestinal. Pode também ser absorvida por inalação de sprays e é absorvida pela pele minimamente.
b) Excreção e Metabolização: O metabolismo e eliminação da Cipermetrina foi extensivamente estudado em rato e camundongos, e em alguma extensão em cães e vacas. Ambos os isomeros são prontamente metabolizados pelas oxidases e esterases dos microssomos do figado. O isOmero cis- é o mais estável dos dois e pode sofrer um hidrolização prévia por clivagem de éster.
Na maioria dos animais, exceto c~es, a urina foi a principal via de elimina~ào (+80%); a via fecal foi a menos importante; as vias pulmonares e cutaneas nào foram significativamente envolvidas. A clivagem de éster resultou ácido ciclopropanocarboxilico e fragmentos de 3-fenoxibenzoil. Mais tarde foi oxidado a ácido 3¬fenoxibenzóico (3-PBA) e parcialmente hidroxilado na posição 4' , e em menor extens~o nas posições 5- e 6-. Os principais produtos de excreção urinária na maioria das espécies foram 3-PBA como ácido livre e como conjugados de glucuronico e amino-ácidos; 4' -HO-3-P8A como ácido livre e como sulfatos e glucuronideos. Metade do ácido é primariamente excretado como ácido livre e tambem como glucuronideos seguindo oxidação das posi~bes metil e encontros lactona. O grupo ciano foi excretado relativamente mais lentamente, pequenas quantias como sal do ácido imino¬tiaizolidine-4-carboxilico foi rapidamente excretado. Em acões, acima de 801. da dose ingerida foi encontrada nas fezus, indicando uma possível absorção pequena. Em ratos e camundongos, apenas pequenas quantias de produto nào hidrolizado foram encontradas nas fezes. A eliminação de Cipermetrina foi rápida na maioria dos tecidos a meia-vida foi de 1 dia aproximadamente; nos tecidos adiposos variou de 10 a 30 dias.

Efeitso da exposição Aguda:
- Existem poucas informaçbes disponiveis sobre efeitos tóxicos agudos de piretróide em seres humanos. Baseado em estudos com animais, doses altas podem causar atividade repetitiva nos nervos sensoriais e motores.

Sintomatologia:
- Baseado em estudos animais os sintomas são: salivação excessiva, naúseas e vômitos, respiração rápida e não natural, tremores, hipersensibilidade a estimulos externos e fraqueza geral, queimação ou sensação de coceira após o contato hipotensão e menor velocidade cardíaca. Isto pode ser seguido de hipertensão, aumento da velocidade cardiaca e contrações convulsivas dos músculos.

TELEFONES DE EMERGÊNCIA:

Centro de Informações Toxicológicas: 0800-580-1000

EMPRESA: (0xx41) 3322-8053.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE

- Este produto é ALTAMENTE PERIGOSO ao meio ambiente
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE ao meio ambiente.
- É PROIBIDA a aplicação deste produto em áreas alagadas ou alagáveis.

- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água.
- Descarte corretamente as embalagens e restos do produto - siga as instruções da bula.
- Em caso de acidente, siga corretamento as instruções constantes na bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO
- Mantenha o prosuto em sua embalagem original.
- O local deve ser excusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos bebidas ou outro materiais.
- o local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Trancar o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre sacos plásticos disponíveis, para envolver adequadamente embalagens
rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:

- Utilize o EPI's (macacão de pvc, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores).
- Isole e sinalizze a área contaminada.
- Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou cursos de águas naturais, siga as instruções abaixo:

- Piso pavimentado: Absorver o produto derramado com terra ou serragem. Recolher o material com auxílio de uma pá e colocar em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados. Remover para área de descarte de lixo químico. Lave o local com grande quantidade de água.

-Solo: retirar as camada de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, e adotar os mesmo procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequado,

- Corpos d'água: interromper imidiatamente o consumo humano e animal e contractar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a seram adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídirco em questão e da quantidade do produto envolvido;
- Em caso de incência, use extintores de água em forma de neblina, co² ou pó químico ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS E EMBALAGENS
- As embalagens deverão ser enxaguadas três vezes e a calda resultante acrescentada à
preparação para ser pulverizada (tríplice lavagem)
- Não reutilize embalagem vazias.
- As embalagens devem ser destruídas e enterradas em fosso para lixo tóxico.
O local para construção do fosso deve ser distante de casas, de instalações ou de qualquer fonte de águ, fora do trânsito de pessoas ou animais, porém de fácil acesso e onde não se preveja o aproveitamento agrícola, mesmo a longo prazo.
- O local deve ser profundo, de premeabilidade média para permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico.
- O solo deve ser profundo, de permeabilidade média para permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico.
- Abrir um fosso de 1 a 2 m de profundidade, comprimento e largura, não devendo exceder a 3 m, de acordo com as necessidades.
- Distribuir no fundo do fosso uma camada de pedras irreulares e uma camada de brita.
- Ao redor do fosso cavar uma valeta, com escoadourom para impedir a penetração de enxurradas.
- Reversar uma área suficiente para instalações de mais fossos, de acordo com a necessidade.
- Isolar a área com cerca de tela, para impedir a entrada de animais e dificultar a entrada de pessoas.
- Colocar uma placa de advertência (CAVEIRA) com os dizeres: UIDADDO LIXO TÓXICO.
- Antes de iniciar o uso do fosso, e após cada 15 cm de material descartado, colocar
camadas de cal virgem ou calcário para ajudar a neutralização.
- Completada a capacidade do fosso, cobir com uma camada de 50 cm de terra e campactar bem. Uma camada adicional de 30 cm de tarra deve ser colocada sobre o aterro, para que este fique acima de nível do terreno.
- Observar legislação Estadual e Municipal específica,
- Fica proibido o enterrio de embalagens em áreas inadequadas, consulte o orgão estadual de meio ambiente.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível.

Desenvolvimento de Resistência dos Insetos:
Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas.
• Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações sucessivas da mesma praga;
• Utilizar somente as dosagens recomendadas no rótulo/bula;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.

Compatibilidade

Incompatível com produtos alcalinos.