Bula Controller - Dow AgroSciences

Bula Controller

acessos
Mancozeb
1914
Dow AgroSciences

Composição

Mancozebe 800 g/kg Alquilenobis (ditiocarbamato)

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato

Arroz Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha parda
(Bipolaris oryzae)
2 a 4,5 kg p.c./ha 400 a 600 L de calda/ha 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura, sendo a primeira no estádio de emborrachamento e a segunda no início do aparecimento das panículas e no início do florescimento 32 dias Iniciar as aplicações no estágio de emborrachamento, repetindo no início do aparecimento das panículas ou no início do florescimento
Banana Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mal da sigatoka
(Mycosphaerella musicola)
2 kg p.c./ha 200 L de calda/ha 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 5 aplicações durante o ciclo da cultura, em intervalos de 15 dias, nos períodos de maior incidência da doença. Em condições desfavoráveis à doença e menor lançamento de folhas, poderá ser prolongado o intervalo em dias 21 dias Iniciar as aplicações preventivamente, visando uma boa cobertura das folhas
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Requeima
(Phytophthora infestans)
3 kg p.c./ha 400 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 12 aplicações por ciclo de cultura, com intervalos de 4 a 7 dias 7 dias Iniciar as aplicações de forma preventiva aos 10-15 dias após a emergência ou antes, em condições muito favoráveis para as doenças. As aplicações devem ser sempre preventivas
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem do cafeeiro
(Hemileia vastatrix)
4 a 5 kg p.c./ha 400 L de calda/ha - Realizar no máximo 03 aplicações por ciclo de cultura, com intervalos de 30 dias 21 dias Para controle preventivo da doença em cafeeiro adulto, realizar aplicações entre novembro e março, a intervalos mensais. Utilizando a maior dose em condições favoráveis para a doença
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum lindemuthianum)
2 a 3 kg p.c./ha 400 a 1000 L de calda/ha 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 5 aplicações por ciclo de cultura, com intervalos de 10 a 15 dias. Utilizar a maior dose e menor intervalo em condições altamente favoráveis para a doença 14 dias Iniciar as aplicações aos 25 dias da emergência das plântulas ou antes do aparecimento dos primeiros sintomas
Maçã Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
200 g p.c./100 L de água 0,5 a 2 L de calda / planta - Realizar no máximo 7 aplicações por ciclo de cultura, com intervalos de 7 dias 7 dias Iniciar as aplicações no estádio fenológico C (pontas verdes)
Sarna da maçã
(Venturia inaequalis)
200 g p.c./100 L de água 0,5 a 2 L de calda / planta - Realizar no máximo 7 aplicações por ciclo de cultura, com intervalos de 7 dias 7 dias Iniciar as aplicações no estádio fenológico C (pontas verdes)
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cancro bacteriano
(Corynebacterium michiganense)
1 a 2 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações, com intervalos de 7 a 10 dias. Utilizar a maior dose e/ou o menor intervalo quando ocorrerem condições mais favoráveis para a doença 30 dias Iniciar as aplicações a partir do estágio R1 (início de florescimento) ou no momento mais adequado ao aparecimento da doença
Ferrugem asiática
(Phakopsora pachyrhizi)
1,5 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações, com intervalos de 7 a 10 dias. Utilizar a maior dose e/ou o menor intervalo quando ocorrerem condições mais favoráveis para a doença 30 dias Iniciar as aplicações a partir do estádio V9 a R1 (início de florescimento) realizando no mínimo 2 pulverizações
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Requeima
(Phytophthora infestans)
3 kg p.c./ha 800 a 1200 L de calda/ha - Realizar no máximo 12 aplicações por ciclo de cultura, com intervalos de 5 a 7 dias 7 dias Iniciar as aplicações preventivamente após o transplante. As aplicações devem ser sempre preventivas
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem da folha
(Puccinia triticina)
2,5 kg p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo de cultura, sempre que a doença atingir o índice de traços de 5% de área foliar infectada 32 dias Para controle de ferrugem-da-folha, iniciar as aplicações no aparecimento das primeiras pústulas (traços a 5%). Repetir as aplicações sempre que a doença atingir o índice de traços a 5% de área foliar infectada. As reaplicações deverão ser realizadas sempre que necessário para manter as doenças em baixos níveis de infecção
Uva Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Plasmopara viticola)
250 a 350 g p.c./100 L de água 600 a 2000 L de calda/ha - Realizar no máximo 8 aplicações por ciclo de cultura, com intervalos de 7 a 15 dias. Utilizar a maior dose e menor intervalo em condições altamente favoráveis para a doença 7 dias Iniciar as aplicações no início da brotação. O volume de aplicação varia em função do porte da planta e do sistema de condução

20; 50; 100; 150; 200; 250 e 500 g; 1; 1,2; 1,25; 1,5; 1,75; 2; 2,4; 2,5; 3; 3,5; 4; 5; 8; 10; 12; 15; 20; 22; 22,7; 25; 30; 35; 40; 45; 45,4; 50; 55; 60; 70; 75; 80; 90; 100; 120; 125; 150; 200; 220; 225; 230; 249,5; 250; 275; 300; 350; 400; 450; 454; 500; 525; 550; 600; 650; 700; 750; 800; 825; 850; 880; 900; 1000; 1050; 1100; 1250; 1500 kg

Por ser um produto com ação de contato, Controller deve ser aplicado em quantidade de água suficiente para uma cobertura completa e uniforme das plantas.
Controller é indicado para aplicações terrestres e aéreas. As aplicações terrestres podem ser através de equipamento costal (motorizado ou manual), ou tratorizados equipados com barras, turbo-atomizadores , mangueiras e pistolas. O volume de calda varia de acordo com o porte da cultura e o número de plantas por hectare.
A. Banana
Para a cultura da banana as aplicações devem ser feitas utilizando-se uma quantidade de óleo mineral equivalente a 50% do volume total da calda de pulverização (100 litros), adicionar emulsionante a 0,2% do volume do óleo a ser aplicado (0,20 litros) e uma quantidade de água proporcional a 100 litros, totalizando um volume de calda de aproximadamente 200 L/ha.

Aplicação terrestre:
Utilizar atomizador costal motorizado ou atomizador canhão modelo AF 427 bananeiro, observando sempre que seja feita uma cobertura total das folhas. Aplicação aérea: Aplicação aérea com utilização de barra e bicos: usar bicos de jato cone vazio, do tipo D5, com disco (core) nunca maior que 45 graus, espaçados a cada 20 cm. Pressão na barra ao redor de 30 libras. A largura da faixa de puiverização deve ser estabelecida por teste. A altura de vôo deve ser de 2,0 a 3,0 metros sobre a cultura; em locais onde essa altura não for possível, fazer arremates com pulverizações transversais, paralelas aos obstaculos. Ventos de 15 km por hora, sem ventos de rajada.
Aplicação aérea com utilização de atomizadores rotativos (Micronair AU 3000): usar 4 atomizadores. Ângulo das pás de 25 a 35°, ajustado segundo as condições de vento, temperatura e umidade relativa, para reduzir ao mínimo as perdas por deriva e evaporação. A largura da faixa devendo ser estabelecida por teste. Altura de vôo de 3,0 a 4,0 metros sobre a cultura. Pressão conforme a vazão, seguindo a tabela do fabricante.

B. Soja
Aplicação terrestre:
Os parâmetros de aplicação através de equipamento tratorizado, como ângulo de barra, tipo e número de pontas, pressão de trabalho, largura da faixa de aplicação, velocidade do pulverizador, entre outros, deverão seguir as recomendações do modelo do pulverizador definido pelo fabricante e as recomendações do Engenheiro Agrônomo, seguindo as boas práticas agrícolas.
Os parâmetros climáticos a serem seguidos no momento da aplicação deverão favorecer a adequada cobertura do alvo biológico pela calda de pulverização e deverão minimizar o risco de deriva para áreas adjacentes.
Normalmente, as condições favoráveis à pulverização são: temperatura abaixo de 32°C, umidade relativa superior a 60% e vento inferior a 10 Km/h.

C. Culturas Anuais Rasteiras:
Pulverizadores de barra acoplados a tratores:
Deve-se observar os seguintes parâmetros:
- Velocidade do trator: 6-8 km/h
- Pressão do manômetro: 150-250 lb/pol²
- Tipo de bico: bico cônico (cheio ou vazio) série D ou X
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h
Obs.: A barra de pulverização deverá estar sempre aproximadamente 20 cm acima da planta. Usar equipamentos com barras de 9,5 a 17 metros, colocando-se os bicos com intervalos de 25 cm (este intervalo poderá ser alterado através de recomendação técnica).

Pulverizadores de mangueira:
Deve-se observar os seguintes parâmetros:
- RPM na tomada de força: 540 rpm
- Pressão do manômetro: 250-350 lb/pol2
- Tipo de bico: bico cônico (cheio ou vazio) série D ou X
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h.
D. Culturas Arbóreas:
Pulverizadores com pistola:
Deve-se observar os seguintes parâmetros:
- Velocidade do trator: 1,8 km/h
- RPM do trator: 1.400 rpm
- Marcha do trator: 1a. reduzida
- Vazão: 130 litros/minuto
- Pressão: 300-350 lb/pol²
- Tipo de bico: disco ou chapinha n° 4 a 10.
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h.

Atomizadores (turbo atomizadores):
Deve-se observar os seguintes parâmetros:
- Velocidade do trator: 2-3 km/h
- RPM na tomada de força: 540 rpm
- Pressão: 160-300 lb/pol²
- Tipo de bico: disco ou chapinha n° 3 a 6. Considerando-se que todos estejam abertos, recomenda-se alternar bicos com difusor de 2 furos, com bicos de difusor de 3 furos.
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h.
E. Arroz, Batata, Café, Feijão, Maçã, Tomate, Trigo e Uva
Pulverizadores costais:
Como os pulverizadores costais manuais não possuem regulador de pressão, o volume a ser aplicado depende muito do operário que executa a operação. A calibração deve ser feita individualmente, sendo considerada uma velocidade usual aquela ao redor de 1m/segundo. A pressão de trabalho varia conforme o ritmo de movimento que o operador imprime à alavanca de acionamento da bomba, combinado com a vazão do bico. Bicos de alta vazão geralmente são trabalhados à baixa pressão, uma vez que no ritmo normal de bombeamento não se consegue atingir altas pressões. Em oposição, bicos de baixa vazão são operados em pressões maiores, pois o operador consegue manter o circuito pressurizado acionando poucas vezes a alavanca da bomba.

F. Arroz, Feijão e Trigo Aplicação aérea:
Deve-se observar os seguintes parâmetros:
- Tipo de bico: bico cônico (cheio ou vazio) série D
- Volume de aplicação: 30 litros/ha
- Diâmetro das gotas: 150-250 micra
- Densidade das gotas: 50-70 gotas/cm²
- Altura do voo: 2 a 3 metros
- Largura da faixa: 12-16 metros
- Pressão: 30-45 lb/pol²
- Condições climáticas: não aplicar o produto com ventos superiores a 6 km/h - Umidade relativa do ar: mínimo de 55%
Obs.: A critério do engenheiro agrônomo, as condições de aplicação podem ser alteradas.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Maçã, Uva, Tomate e Batata................................................................................. 7 dias
Feijão.............................................................................................................. 14 dias
Banana e Café.................................................................................................. 21 dias
Soja................................................................................................................ 30 dias
Arroz e Trigo.................................................................................................... 32 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da completa secagem da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os EPIs recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
• Controller é incompatível com caldas altamente alcalinas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo M 03 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO M03 FUNGICIDA

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA PARA A FERRUGEM-DA-SOJA

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática para retardar a queda de eficácia dos fungicidas ao fungo causador da ferrugem-asiáticada-soja, seguem algumas recomendações:
• Aplicação alternada de fungicidas formulados em mistura rotacionando o mecanismos de ação distinto do Grupo M03 sempre que possível; Se o produto tiver apenas um mecanismo de ação, nunca utilizá-lo isoladamente;
• Respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas de soja voluntária;
• Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época recomendada para cada região (adotar estratégia de escape);
• Jamais cultivar a soja safrinha (segunda época);
• Utilizar cultivares com gene de resistência incorporado, quando disponíveis;
• Semear a soja com a densidade de plantas que permita bom arejamento foliar, o que permitirá maior penetração e melhor cobertura do fungicida;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, uso de sementes sadias, adubação equilibrada, manejo da irrigação do sistema, outros controles culturais etc.
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis do agente causador de doenças a ser controlado;
• Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de fungicidas;
• Realizar o monitoramento da doença na cultura;
• Adotar estratégia de aplicação preventiva; • Respeitar intervalo máximo de 14 dias de intervalos entre aplicações;
• Realizar, no máximo, o número de aplicações do produto conforme descrito em bula;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO M03 FUNGICIDA

O produto fungicida Controller é composto por Mancozebe que apresenta mecanismo de atividade de contato multi-sítio, pertencente ao Grupo M03, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicida.