Bula Cruiser 350 FS - Syngenta
CME MILHO (SET/20) US$ 3,096 (-25,40%)
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Bula Cruiser 350 FS

Tiometoxam
3105
Syngenta

Composição

Tiametoxam 350 g/L

Classificação

Tratamento de Sementes
Inseticida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Sistêmico

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)
Eutinobothrus brasiliensis (Broca do algodoeiro)
Frankliniella schultzei (Tripes)

Amendoim

Calda Terrestre Dosagem
Enneothrips flavens (Tripes do bronzeamento)

Arroz

Calda Terrestre Dosagem
Deois flavopicta (Cigarrinha das pastagens)
Elasmopalpus lignosellus (Broca do colo)
Oryzophagus oryzae (Bicheira da raiz do arroz)
Procornitermes triacifer (Cupim)
Rhopalosiphum rufiabdominale (Pulgão da raiz)

Cana-de-açúcar

Dosagem
Procornitermes triacifer (Cupim)

Cevada

Calda Terrestre Dosagem
Rhopalosiphum graminum (Pulgão verde dos cereais)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Diabrotica speciosa (Vaquinha verde amarela)
Diabrotica speciosa (larva alfinete) (Larva alfinete)

Girassol

Calda Terrestre Dosagem
Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Dalbulus maidis (Cigarrinha do milho)
Deois flavopicta (Cigarrinha das pastagens)
Dichelops furcatus (Percevejo barriga verde)
Elasmopalpus lignosellus (Broca do colo)
Liogenys fuscus (Coró-da-soja)

Pastagens

Calda Terrestre Dosagem
Cornitermes cumulans (Cupim)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Aracanthus mourei (Torrãozinho)
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Diabrotica speciosa (Vaquinha verde amarela)
Elasmopalpus lignosellus (Broca do colo)
Liogenys fuscus (Coró-da-soja)
Procornitermes triacifer (Cupim)
Sternechus subsignatus (Tamanduá da soja)

Sorgo

Calda Terrestre Dosagem
Dichelops melacanthus (Percevejo barriga verde)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Dichelops melacanthus (Percevejo barriga verde)
Rhopalosiphum graminum (Pulgão verde dos cereais)

Frasco plástico de 0,25; 1,0; 1,5 e 3 litro.

Bombona plástica de 5, 6, 10 e 20litros.

Tambores de plástico de 20, 50, 100, 160, 180, 200 e 220 litros.

Farm-pack plástico de 420, 500 e 100 litros.

Bulk aço/ferro/plástico de 1.000, 5.000, 10.000 e 20.000 litros.

Tambor aço/ferro de 160, 180 e 220 litros.

Taque aço/ferro/plástico de 1.000, 5.000, 10.000 e 20.000 litros.

INSTRUÇÕES DE USO

CRUISER 350 FS aplicado sobre sementes é prontamente absorvido e se distribui rapidamente pelos tecidos da planta, após a germinação, conferindo proteção prolongada contra o ataque de pragas.
CRUISER 350 FS usado em tratamento de sementes controla as seguintes pragas nas culturas e doses recomendadas na bula.
“Cruiser 350 FS além do controle de pragas, por apresentar efeito bioativador, pode melhorar o desenvolvimento das plantas, como a velocidade de emergência, sistema radicular e parte aérea, o que poderá resultar em incremento de produtividade e qualidade do produto final”.

MODO DE APLICAÇÃO

OBSERVAÇÕES:
Algodão e Amendoim: a dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação de mosca branca, inclusive com presença de mosaico dourado, no plantio imediatamente anterior ao para o qual está se fazendo o tratamento de sementes.
Arroz: é normalmente muito alta a infestação de broca do colo (lagarta-elasmo), em áreas onde se fez queimada de restos culturais ou de pastagens. Por essa razão, não se aconselha o plantio imediato nessas áreas. Recomenda-se fazer, antes do plantio, na preparação do solo, um bom revolvimento do mesmo, para promover um controle cultural da praga. Usar maior dose recomendada, quando houver histórico de ocorrência das pragas.
Para o (pulgão- da- raiz) a dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação das pragas no plantio anterior, ou seja, áreas com histórico de ocorrência das pragas.
Cana-de-Açúcar (Propágulos Vegetativos): Aplicação através de tratamento industrial, pela empresa registrante, de propágulos vegetativos (mudas) antes do plantio na cultura de cana-de-açúcar. É VEDADA QUALQUER OUTRA MODALIDADE DE USO.
Cevada: a dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação das pragas no plantio anterior, ou seja, áreas com histórico de ocorrência das pragas.
Feijão: evite o plantio de feijão junto a lavouras antigas desta cultura ou de soja. Nessas condições, quando da colheita destas áreas, haverá uma grande migração de mosca-branca, tornando inevitável a transmissão da virose para a cultura nova. Recomenda-se plantar novamente nessas áreas, somente após a colheita das lavouras antigas. Usar maior dose recomendada, quando houver histórico de ocorrência das pragas.
Girassol: a dose maior deverá ser utilizada visando à obtenção de maiores períodos de controle (residual).
Milho: a dose maior deverá ser usada em casos de alta infestação, em condições de infestação inicial ou baixa população da praga usar a dose menor.
Pastagem: usar a maior dose recomendada, quando houver histórico de ocorrência da praga.
Soja: a dose maior deverá ser usada em regiões onde ocorreu alta infestação da praga no plantio anterior.
Sorgo: a dose maior deverá ser usada em locais de alta infestação e de plantio direto, pois os percevejos aparecem a partir da emergência das plântulas, aumentando no início do período vegetativo e sua população é muito maior em áreas de plantio direto, pois a cobertura vegetal favorece a manutenção e o estabelecimento desse percevejo.
Trigo: usar maior dose para as variedades suscetíveis ao VNAC.

VOLUMES DE CALDA RECOMENDADOS

Para o tratamento de sementes de algodão e milho, diluir o produto em 500-800 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Para o tratamento de sementes de amendoim, feijão e soja, diluir o produto em 300 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Para o tratamento de sementes de arroz, é necessário 1,5 L de água para tratar 100 kg de sementes e obter uma boa cobertura das sementes.
Para o tratamento de sementes de cevada, diluir o produto em 300-500 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Para o tratamento de sementes de girassol, diluir o produto em 300 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Para o tratamento de sementes de pastagem, diluir o produto em 500 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Para o tratamento de sementes de sorgo, diluir o produto em 300 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.
Para o tratamento de sementes de trigo, diluir o produto em 500 mL de água, o suficiente para tratar 100 kg de sementes.

PREPARO DA CALDA

Passo 1 - colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda;
Passo 2 - colocar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma pasta homogênea;
Passo 3 - completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda desejado.
Importante: manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação.

EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes.
Existem máquinas específicas para tratamento de sementes fornecidas pelos seguintes fabricantes:
Momesso (modelos: Amazone Transmix, Arktos, Seed–Mix, etc.), MecMaq (modelos: Turbo, Nypro, Tratec, UTS, UMTS, etc.), Niklas, Gustafson, etc.
Manutenção:
Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.
Operação de tratamento de sementes de soja:
Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes, dos tipos Amazone Transmix, MecMaq Tratec, tambores rotativos, betoneiras e/ou similares:
Passo 1 - colocar um peso de sementes conhecido;
Passo 2 - adicionar o volume de calda desejada para este peso de sementes;
Passo 3 - proceder à agitação/operação do equipamento de forma a obter uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada.
Com equipamentos de tratamento com fluxo contínuo de sementes:
Passo 1 – aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período de tempo;
Passo 2 – regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo.
Importante:
Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação.
Não tratar as sementes diretamente sobre lonas, sacos ou mesmo nas caixas de sementes das máquinas semeadoras.
A utilização de meios de tratamento de sementes que provoquem uma distribuição incompleta ou desuniforme do produto sobre as sementes pode resultar em níveis indesejados ou falhas no controle de pragas.

INTERVALO DE SEGURANÇA

ALGODÃO, AMENDOIM, ARROZ, CEVADA, FEIJÃO, GIRASSOL, MILHO, PASTAGEM, SOJA, SORGO e TRIGO: Não determinado devido à modalidade de emprego (tratamento de sementes);
CANA-DE-AÇÚCAR: Não determinado devido à modalidade de emprego (tratamento propágulos vegetativos - mudas).

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não há necessidade de observância de intervalo de reentrada, desde que as pessoas estejam calçadas ao entrarem na área tratada.

LIMITAÇÕES DE USO

Na operação de semeadura mecanizada com sementes tratadas, estas apresentam uma redução no fluxo, comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor de sementes que a usual e recomendada, deve-se regular a semeadura com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos diariamente para evitar o acúmulo de resíduos nas paredes e engrenagens das mesmas. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa população de plantas, falha no plantio, excesso de sementes por metro ou outras irregularidades no plantio. Em função da baixa quantidade do produto, a ser uniformemente distribuída em 100 kg de sementes, recomenda-se cuidados especiais nessa operação.
Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador.
Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. Nunca aplique este produto em distâncias inferiores a 30 metros de corpos d’água em caso de aplicação terrestre, e 250 metros em caso de aplicação aérea. E utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
CRUISER 350 FS não apresenta qualquer efeito fitotóxico nas culturas e doses recomendadas.
Outras restrições a serem observadas:
No estabelecimento das culturas arroz, milho, soja e Trigo em sistema de plantio direto, sobre palhadas de culturas de inverno (trigo, aveia, sorgo, milheto, pastagens, etc) ou sobre restos da entressafra, pode ocorrer a migração de lagartas bem desenvolvidas de diversas espécies (Lagarta Rosca - Agrotis ipsilon, Lagarta do Cartucho - Spodoptera spp, Lagarta Elasmo - Elasmopalpus Iignosellus, Lagarta do Trigo - Pseudaletia spp.) para a cultura recém emergida. A exposição das plantas na fase inicial de desenvolvimento a esta alta pressão de ataque, pode comprometer a eficácia do tratamento de sementes. Por isso recomenda-se nesta situação a adoção de táticas integradas de manejo, com base no monitoramento prévio da área e na identificação das lagartas presentes. Caso seja detectada a presença destas lagartas em alta população, recomenda-se fazer respeitar um intervalo de 2 a 3 semanas entre a dessecação dos restos culturais e a semeadura, além de aplicar um inseticida específico, caso seja necessário.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, Inseticidas, Controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

GRUPO 4A INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida CRUISER 350 FS pertence ao grupo 4A (Moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina - Neonicotinóides) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do CRUISER 350 FS como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo de inseticidas, tais como:
- Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do grupo 4A (Moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina). Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo;
- Usar CRUISER 350 FS ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janela) de cerca de 30 dias;
- Aplicações sucessivas de CRUISER 350 FS podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicação” não exceda o período de uma geração da praga-alvo;
- Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do CRUISER 350 FS, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico do grupo 4A (Moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina) não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula;
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização de CRUISER 350 FS ou outros produtos do grupo 4A (Moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina) quando for necessário;
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
- Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações e a modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).




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