Bula Daconil BR - Iharabras

Bula Daconil BR

acessos
Chlorothalonil
918308
Iharabras

Composição

Clorotalonil 750 g/kg Carbonitrilas

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Contato

Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
1,7 a 2 kg p.c./ha 500 a 1000 L de calda/ha - 7 a 10 dias. 7 dias. Preventiva, em condições favoráveis a doença
Requeima
(Phytophthora infestans)
1,7 a 2 kg p.c./ha 500 a 1000 L de calda/ha - 7 a 10 dias. 7 dias. Preventiva, em condições favoráveis a doença
Begônia Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Cravo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem do craveiro
(Uromyces dianthi)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Crisântemo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Oídio
(Oidium chrysanthemi)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Dália Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Gladíolo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem
(Uromyces transversalis)
200 g p.c./100 L de água 200 a 400 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Podridão de botrites
(Botrytis gladiolorum)
200 g p.c./100 L de água 200 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Gramados Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Brusone
(Pyricularia grisea)
1,7 a 2,4 kg p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Curvulária
(Curvularia spp)
1,7 a 2,4 kg p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
1,7 a 2,4 kg p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Ferrugem do colmo
(Puccinia graminis)
1,7 a 2,4 kg p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Hortência Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Oidio
(Oidium spp)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum orbiculare)
200 g p.c./100 L de água 400 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Início do florescimento
Míldio
(Pseudoperonospora cubensis)
200 g p.c./100 L de água 400 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Início do florescimento
Oídio
(Sphaerotheca fuliginea)
200 g p.c./100 L de água 400 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Início do florescimento
Pimentão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Logo após o transplante
Mancha de stemphylium
(Stemphylium solani)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Logo após o transplante
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Logo após o transplante
Requeima
(Phytophthora capsici)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Logo após o transplante
Seca de ponteiros
(Phoma exigua var. exigua)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Logo após o transplante
Rosa Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Peronospora sparsa)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 a 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições favoráveis a doença
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 a 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições favoráveis a doença
Oídio
(Sphaerotheca pannosa)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 7 a 10 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições favoráveis a doença
Seringueira (Floresta implantada) Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mal das folhas
(Microcyclus ulei)
3 a 4 kg p.c./ha 1500 a 2000 L de calda/ha - 15 dias. UNA. Preventivamente de acordo com as condições climáticas
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum gloeosporioides)
200 g p.c./100 L de água 500 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Preventivamente de acordo com as condições favoráveis a doença
Mancha de stemphylium
(Stemphylium solani)
200 g p.c./100 L de água 500 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Preventivamente de acordo com as condições favoráveis a doença
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
200 g p.c./100 L de água 500 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Logo após o transplante
Requeima
(Phytophthora infestans)
200 g p.c./100 L de água 500 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Preventivamente de acordo com as condições favoráveis a doença
Septoriose
(Septoria lycopersici)
200 g p.c./100 L de água 500 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 7 dias. Preventivamente de acordo com as condições favoráveis a doença
Tulipa Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - 7 a 10 dias. UNA. Preventivamente, com condições favoráveis a doença
Violeta Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mofo cinzento
(Botrytis cinerea)
200 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha - 10 dias. UNA. Preventiva

Sacos plásticos de polietileno para 1, 5 e 25 kg. Sacos de papel multifoliado de 25 kg. Tambores de papelão para 25 kg.

Sacos plásticos de: 100, 200, 250 e 500g e de 1, 5, 10, 20 e 25Kg (contendo internamente sacos hidrossolúveis de 25g a 1kg com variação de 25g em 25g)

INSTRUÇÕES DE USO:

CULTURAS, DOENÇAS E DOSES:
DACONIL BR - Trata-se de um fungicida de contato, empregado na forma de pulverizações no controle de inúmeras doenças fúngicas em diversas culturas.


i.a.: ingrediente ativo; p.c.: produto comercial; ha: hectare; g: grama; kg: quilo; L: litro

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Iniciar os tratamentos de forma preventiva de acordo com as condições climáticas, conforme abaixo:
-Cultura da Batata: Realizar no máximo 8 aplicações, em intervalos de 7 a 10 dias, em condições favoráveis da doença.
-Cultura da Begônia: Realizar as aplicações em intervalos de 7 dias.
-Culturas do Cravo, Dália, Crisântemo, Gladíolo, Hortênsia e Violeta: Fazer as aplicações em intervalos de 10 dias.
-Gramados: Realizar as aplicações em intervalos de 10 dias.
-Cultura do Melão: Realizar no máximo 3 aplicações a partir do início do florescimento em intervalos de 7 dias.
-Cultura do Pimentão: Realizar até 5 aplicações em intervalos de 7 dias. Iniciando-se as aplicações logo após o transplante.
-Cultura da Rosa: Realizar os tratamentos em intervalos de 7 a 10 dias, de acordo com as condições favoráveis à doença.
-Cultura da Seringueira: Realizar aplicações preventivamente em intervalos de 15 dias.
-Cultura do Tomate: Efetuar no máximo 6 aplicações, em intervalos de 7 dias. Iniciando-se as pulverizações logo após o transplante.
-Cultura da Tulipa: Realizar as aplicações em intervalos de 7 a 10 dias, de acordo com as condições favoráveis à doença.

MODO DE APLICAÇÃO:

Via terrestre:
Usar pulverizadores de barra, bicos cônicos.
Densidade de gotas: mínimo de 50-70 gotas/cm2 com 250 micra. Usando outros tipos de equipamentos, procurar obter uma cobertura uniforme da parte aérea das plantas.

Via Aérea: Uso de barra e atomizador rotativo Micronair.
- Volume de aplicação: 30-40 L/ha;
- Altura do vôo com barra: 2-3 m e com Micronair: 3-4 m;
- Largura da faixa de deposição efetiva: 20 m;
- Tamanho/densidade da gota: 80 micra, com mínimo de 60 gotas/cm2.
- Condições climáticas: O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação (L/ha) obedecendo velocidade do vento de até 10 km/h para evitar perdas por deriva, e verificar temperatura e umidade relativa visando reduzir ao mínimo perdas por evaporação.
- No caso de barra, usar bicos cônicos pontas D6 a D12 - disco (core), inferior a 45°.
- Usando micronair, o número de atomizadores deve ser 4, onde para cada ajuste do regulador de vazão (VRU), pressão e ângulo da pá, seguir tabela sugerida pelo fabricante.
- O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.

OBS.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
. Batata, melão, pimentão, tomate: 7 dias
. Begônia, cravo, crisântemo, dália, gladíolo, gramados, hortênsia, seringueira, rosa, tulipa, violeta: UNA

Obs.: UNA = Uso Não Alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS).

LIMITAÇÕES DE USO:
- Fitotoxicidade: Não há, para as culturas indicadas e nas dosagens recomendadas.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES
PRODUTO PERIGOSO
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, protetor ocular, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamento com vazamento ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DO PRODUTO:
- Produto extremamente irritante para os olhos.
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS e procure rapidamente um Serviço Médico de Emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira.
- Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de proteção e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de proteção; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Não reutilize a embalagem vazia.
- Sinalizar a área tratada com os dizeres “PROIBIDA A ENTRADA, ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto bem fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, protetor ocular, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilize luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: PROCURE LOGO UM SERVIÇO MÉDICO DE EMERGÊNCIA, levando a embalagem rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, NÃO PROVOQUE VÔMITO. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com água corrente durante pelo menos 15 minutos. Coloque a cabeça da pessoa de lado de forma que a água contaminada não entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeável, por exemplo

INFORMAÇÕES POR CLOROTALONIL

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo Químico:Isoftalonitrila
Classe toxicológica: I – Extremamente Tóxico
Mecanismos de toxicidade:Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos
Vias de exposição:Oral, dérmica e inalatória.
Sintomas e sinais clínicos:Exposição Aguda
Nas formulações, o clorotalonil pode estar dissolvido em solventes orgânicos. Se for ingerido um produto contendo solvente, as considerações toxicológicas primárias devem ser tanto em relação ao solvente quanto em relação ao pronunciado potencial irritante do clorotalonil.
Concentrações de 0,1% ou mais de solventes orgânicos causam irritações dérmicas moderadas, podem causar irritações oculares e no trato gastrintestinal.
Tem sido relatada asma ocupacional após exposição inalatória ao clorotalonil. Há relatos de concentrações de clorotalonil de 0,01% que causaram reações anafiláticas. Pode ocorrer pneumonia por aspiração devido aos solventes presentes nas formulações de fungicidas.
Exposição Ocular
Extremamente irritante aos olhos. Produz opacidade irreversível da córnea em animais.
Exposição Dermatológica
O clorotalonil, quando não diluído, é altamente irritante para a pele. Pode ocorrer dermatite de contato após exposição a concentrações acima de 0,01% ou 0,001% em acetona. Reações alérgicas e de fotossensibilidade também são possíveis. Pode ocorrer dermatite na ausência de contato direto com a pele, devido à alta volatilidade.
Trato Respiratório
O clorotalonil pode causar irritação do trato respiratório.
Trato Gastrointestinal
Pode ocorrer êmese espontânea.
Efeitos Imunológicos
Podem ocorrer reações anafiláticas e reação de hipersensibilidade retardada
Toxicocinética:Em estudos com ratos, foram administradas doses orais de clorotalonil acima de 50 mg/kg. Aproximadamente 30% da dose foi absorvida após 48h. O clorotalonil foi distribuído no sangue e tecidos em 2 horas. As concentrações mais elevadas foram encontradas no rim, seguido pelo fígado e sangue. A maior parte da excreção ocorreu pelas fezes.
A excreção biliar foi rápida, sendo o pico atingido 2 h após uma dose oral de 5 mg/kg, e essa excreção foi saturada em doses de 50 mg/kg ou mais. A excreção urinária em ratos contabilizou de 5-10% da dose.
A eliminação fecal é a principal via em cachorros e macacos, e a excreção urinária é menor do que em ratos. Quando o clorotalonil foi aplicado na pele de ratos, aproximadamente 28% da dose foi obsorvida em 120 h. Em torno de 18% da dose foi encontrada nas fezes e 6% na urina em 120 h.
Diagnóstico:O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.
Tratamento
Antídoto: Não existe antídoto específico.
Exposição Oral
No caso de ingestão de quantidades significativas, administre carvão ativado em água. Não induza o vômito. Trate sintomaticamente prestando atenção, quando necessário, a sintomas respiratórios e dérmicos. Em caso de ingestão de grandes quantidades, a lavagem gástrica pode ser indicada.
A) A êmese não indicada devido às propriedades irritantes e ausência de efeitos sistêmicos do clorotalonil diluído. O risco de aspiração do solvente presente na formulação também torna a êmese induzida potencialmente perigosa.
B) O clorotalonil não diluído é fortemente irritante. Contudo, não foram descritos efeitos corrosivos. Os pacientes devem ser examinados quanto a sinais de danos teciduais ou nas membranas mucosas. Exceto em circunstâncias raras, esofagoscopia, esteróides e antibióticos não costumam ser necessários.
Exposição Inalatória
A) Inalação: Remova o paciente para um local arejado. Monitore alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie para irritação do trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação conforme necessário. Trate o broncoespasmo com agonista beta 2 via inalatória ou corticosteróides via parenteral.
Exposição Ocular
A) Descontaminação: Irrigue os olhos expostos com quantidade copiosa de água corrente por pelo menos 15 minutos. Se a irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para tratamento específico.
Exposição Dérmica
Remova imediatamente a vítima das proximidades da fonte de contaminação.
1) Descontaminação: Remova as roupas contaminadas e lave as áreas expostas com água e sabão.
2) Dermatite irritante retardada pode ocorrer 48 a 72 horas após ter cessado a exposição.
3) Anti-histamínicos ou esteróides tópicos podem ser úteis no tratamento da dermatite alérgica por contato.
Atenção:Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informações e Assistência Toxicológica RENACIAT-ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informações de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de Emergência da empresa: (15) 3235-7700

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Nos estudos com animais de laboratório, o Clorotalonil administrado por via oral é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal. A absorção ocorre principalmente no intestino delgado e é maior após a administração de uma dose menor do que depois de uma dose maior. Há uma rápida distribuição para os rins, onde o produto é conjugado com a glutationa, formando metabólitos. O Clorotalonil absorvido foi totalmente metabolizado e os metabólitos excretados pela urina e bile. O armazenamento nos tecidos é menor que 1% da dose administrada. Foi observada excreção via fezes (82 a 93%), urina (4 a 9%) e pela bile (9 a 18%), sendo que 90% do produto absorvido foi excretado em 48 horas.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Efeitos Agudos
Efeitos agudos resultantes de ensaios com animais (Produto formulado):
DL50 oral para ratos: maior que 2.000 mg/kg
DL50 dérmica para ratos: maior que 4.000 mg/kg
CL50 inalatória em ratos: maior que 1,87 mg/L
Irritabilidade ocular em coelhos: o produto foi considerado extremamente irritante para os olhos
Irritabilidade dérmica em coelhos: o produto não foi considerado irritante para a pele.

Efeitos Crônicos:
Não existem casos reportados de intoxicação humana por ingestão de Clorotalonil. Em estudos toxicológicos crônicos, nos quais ocorrem a exposição e observação dos animais durante toda ou boa parte de suas vidas, com administração de diferentes concentrações de Clorotalonil, foram estabelecidas doses de não efeito tóxico por exposição crônica às substâncias. O produto não apresentou características mutagênicas, teratogênicas, carcinogênicas ou efeitos sobre a reprodução.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

- Este produto é MUITO PERIGOSO AO MEIO AMVIENTE (CLASSE II)
-Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
-Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
-Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamento com vazamento.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-Aplique somente as doses recomendadas.
-Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água.
-A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos animais e vegetação suscetível a danos.
-Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
-Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
-O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
-A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
-O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
-Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
-Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
-Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
-Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
-Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
-Isole e sinalize a área contaminada.
-Contate as autoridades locais competentes e a Empresa IHARABRAS S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS – Telefone de Emergência: (15) 3235-7700.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtros).
-Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
. Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
. Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
.Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2, pó químico, etc., ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

As orientações abaixo deverão ser mantidas para embalagem FLEXÍVEL.

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

Embalagem SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O Armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através da incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

- RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
Sem restrições para os Estados em que o produto se encontra cadastrado.

Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. rotação de culturas, plantio de variedades tolerantes ou resistentes, rouguing, etc), quando disponíveis e apropriados.

Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê de Ação a Resistência à Fungicidas – Brasil) – Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
•Qualquer produto para controle de doenças da mesma classe ou do mesmo modo de ação não deve ser utilizado em aplicações consecutivas do mesmo patógeno, no ciclo da cultura.
•Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
•Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.