Bula Decision 750 SP

acessos
CD 204
417
Nufarm

Composição

Acephate 750 g/kg Organofosforado

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Contato, Ingestão, Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
0,75 a 1 kg p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo mínimo de 10 dias entre cada aplicação. 21 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Tripes
(Frankliniella schultzei)
0,5 a 0,75 kg p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo mínimo de 10 dias entre cada aplicação. 21 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci)
0,2 a 0,5 kg p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
0,5 a 1 kg p.c./ha 300 a 4000 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
0,75 a 1 kg p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo mínimo de 10 dias entre cada aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Percevejo verde
(Nezara viridula)
0,75 a 1 kg p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo mínimo de 10 dias entre cada aplicação. 14 dias. Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico

INSTRUÇÕES DE USO:
DECISION 750 SP é um inseticida slstêmico do grupo químico organofosforado, com ação pocontato e ingestão, indicado para aplicação foliar no controle de pragas da parte aérea das culturas.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Os tratamentos devem ser iniciados quando as pragas alcançarem o nível de dano económico repetir se necessário de acordo com o número máximo de aplicação para cada cultura, respeita-se o intervalo mínimo de 10 dias entre cada aplicação.
MODO DE APLICAÇÃO:
DECISION 750 SP deve ser aplicado em pulverização terrestre com pulverizador de barra tratorizado, munido de bicos adequados que produzam gotas de 250-350 ILS e densidade de 40 gotas/cm², gastando-se de 300-400 L de calda/ha procurando obter pulverização com cobertura uniforme a parte aérea das plantas.
Preparo da Calda:
DECISION 750 SP é acondicionado em saco hidrossolúvel, que é totalmente dissolvido em contato com a água, não havendo necessidade de abrir ou cortá-lo. A embalagem hidrossolúvel ove ser despejada diretamente no tanque de preparo da solução.
Para o uso de sacos hidrossolúveís:
1)Encher o tanque com água limpa com '/4 do volume de calda recomendado;
2)Iniciar agitação no tanque;
3)Colocar o saco hidrossolúvel diretamente rio tanque, sem cortá-lo ou abri-lo; ao col água ele se dissolverá rapidamente;
4)Adicionar tantos sacos hidrossolúveis quanto necessário para conseguir a recomendada.
5)Aguardar a completa dissolução do saco hidrossoluvel na água. A agitação contínua é necessária para a boa mistura.
Limpeza do equipamento de aplicação:
Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem cor Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágüe completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3.Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza. Enxágüe
completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 3 vezes, Limpe tudo que for associado ao pulverizador, Inclusive o material usado para o enchimento do tanque.
4.Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis, Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal
Ë PROIBIDA A APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO MANUAL OU COSTAL.
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:
Temperatura ambiente: máxima de 30C.
Umidade Relativa do ar: mínima de 55%.
Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora.
O Engenheiro Agrónomo pode alterar as condições de aplicação, desde que não ultrapasse a dose máxima, o número máximo de aplicações e o intervalo de segurança determinados na bula.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão ., ..........................21 dias
Feijão e Soja.....,....................14 dias
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS:
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde H'
ANVISA/MS).
LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade: O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas desde que sejam observadas as instruções de uso da bula.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
As Informações relacionadas aos equipamentos de proteção individual estão descritas nesta bula, na seção identificada pelo item 'DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAUDE HUMANA"
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: Vide item "MODO DE APLICAÇÃO",
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRIPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
As informações relacionadas à descríção dos processos de tríplice lavagem estão descritas n4ta bula, na seção identificada pelo item "DADOS RELATIVOS À PROTEÇAO DO MEIO AMBIENTE".
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
As Informações relacionadas aos procedimentos para a devolução, destinação, transporte, reciclagem, reutilização e Inutilização das embalagens vazias estão descritas nesta bula, na seção identificada pelo item "DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE*

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS:
-Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
-Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados.
-Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte
ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila.
-Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
-Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
-Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
-Ao abrir a embalagem externa, utilizar os sacos hidrossolúveis sem abri-los ou cortá-los.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorepelente com mangas
compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2 / ou P3); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- É PROIBIDA A APLICAÇÃO ATRAVÉS DE EQUIPAMENTOS COSTAIS, MANUAIS E EM ESTUFAS.
-Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com
mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2 / ou P3); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
-Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada,utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação
-Os equipamentos de proteção individual (EPIS recomendados devem ser retirados na seguinte
ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
-Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-Não reutilizar a embalagem vazia.
-No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodãohidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula, cartilha informativa e/ou receituário agronômico do produto.
INGESTÃO: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
OLHOS: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
PELE: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
INALA��O: Se o produto for inalado ('respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.
Grupo químico: Organofosforado.
Vias de exposição: Oral dérmica respiratória e ocular
Toxicocinética: O acefato é absorvido pela pele, trato respiratório e trato astrintestinal,favorecido pela presença de solventes e tensoativos na formulação. Após a
absorção, ele é rapidamente distribuído por todos os tecidos do organismo,
atingindo altas concentrações no fígado, onde é metabolizado. A eliminação
ocorre principalmente pela urina (em média, 90%), com uma pequena porção
sendo eliminada pelas fezes (1%). Sua meia-vida varia muito, dependendo da
composição da formulação e da via de administração.
Mecanismos de toxicidade: O acefato inibe permanentemente a enzima acetilcolinesterase, o que
impede a degradação domediador nervoso acetilcolina, que então se
acumula nas terminações nervosas. Disso, resulta uma hiperestimulação de
células musculares, glandulares, ganglionares' do sistema nervoso autônomo
, .
(causando efeitos muscarinicos - SN parassimpatico - e nicotinicos - SN
simpático e motor) e do sistema nervoso central (SNC).
Pulmões, ossos e o sistema nervoso são os órgãos alvo. Há perda de
sinapses e atrofia da árvore dendrítica. Nas células, causa redução
importante do número de neurotúbulos e do transporte citoplasmático; além
da inibição da enzima Na/K-ATPase.
Sintomas e sinais clínicos : O acefato causa sintomas que podem aparecer em poucos minutos ou em
até 12 horas após a exposição. A intensidade dos sintomas depende da
toxicidade, da quantidade, da taxa de absorção, da taxa de biotransformação
e da frequência da exposição ao agrotóxico e de exposições prévias a outros
inibidores da colinesterase. O quadro clínico é constituído por efeitos
muscarínicos, nicotínicos e do sistema nervoso central:
Sintomas e sinais clínicos :
- Efeitos muscarínicos (síndrome muscarínica, colinérgica ou
parassimpaticomimética): hipersecreção glandular (sialorréia,
lacrimejamento, broncorréia e sudorese), vômito, diarréia, cólicas abdominais,
broncoespasmo, miose puntiforme e paralítica com visão borrada,
bradicardia, cefaleia, incontinência urinária. A sudorese severa pode provocar
desidratação, hipovolemia e hipotensão graves, resultando em choque.
- Efeitos nicotínicos (síndrome nicotínica): midríase, hipertensão arterial,
mialgia, fasciculações musculares, tremores e fraqueza, que são, em geral,
indicativos de gravidade. Pode haver paralisia de musculatura respiratória,
levando à morte por parada respiratória. Taquicardia e hipertensão arterial
podem manifestar-se e serem alteradas pelo efeito muscarínico.
Efeitos sobre o SNC (síndrome neurológica): ansiedade, agitação,
confusão mental, ataxia, depressão dos centros cardiorrespiratórios,
convulsões e coma.
Também podem ocorrer convulsões tardias.
- Síndrome intermediária: aparece 1-4 dias após a exposição e a resolução
da crise colinérgica aguda e é caracterizada por paresia dos músculos
respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente a face, o
pescoço e as porções proximais dos membros. Também pode haver
comprometimento de pares cranianos e diminuição de reflexos tendinosos. A
crise cede após 4-21 dias de assistência ventilatória adequada, mas pode
prolongar-se, às vezes, por meses após a exposição.
- Neuropatia retardada induzida por organofosforados: neuropatia
simétrica, distal, sensitivo motora que aparece em 14 a 28 dias após a
exposição e é desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e
centrais. A crise se caracteriza por paresias ou paralisias simétricas de
extremidades, sobretudo inferiores, podendo persistir durante semanas ou
anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas.
- Outros efeitos sobre o Sistema Nervoso Centra!: um déficit residual de
natureza neuropsiquiàtrica, com depressão, ansiedade, irritabilidade,
comprometimento da memória, concentração e iniciativa pode ser observado.
Risco de síndromes extrapiramidais tardias e doença de Guillain-Barré. Em
embriões e fetos, há risco de alteração do neurodesenvolvimento.
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro
clínico compatível, associados ou não à redução da atividade da
colinesterase. Queda em 25% ou mais de sua atividade original indica
exposição recente importante. Queda de 50% é geralmente associada à
exposição intensa. A pseudocolinesterase sérica é um indicador sensível,
mas não específico. Ambas podem demorar 3-4 meses para se normalizar.
E importante lembrar que a atividade colinesterásica varia fisiologicamente
Diagnostico
durante o dia e de um indivíduo para outro. A identificação das substâncias e
-
seus metabolitos em sangue e urina pode evidenciar exposição, mas não e
facilmente realizável. Outros controles do estado de saúde incluem: dosagens
de eletrólitos, glicemia, creatinina, amilase pancreática e enzimas hepáticas,
assim como gasometria, ECG (prolongamento do segmento QT) e RX tórax
(edema pulmonar e aspiração).
Na presença de sinais e sintomas indicativos de intoxicação, trate o paciente
imediatamente, não condicionando o início do tratamento à confirmação
laboratorial.
Tratamento: Descontam inação: visa limitar a absorção e os efeitos locais.
ADVERTÊNCIA: A pessoa que presta atendimento ao intoxicado,
especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação,
deverá estar protegida por equipamentos de segurança, de forma a não
se contaminar com o agente tóxico.
Remover roupas e acessórios realizar a descontaminação cuidadosa da pele
(incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água corrente
abundante e sabão neutro. Remover a vítima para local ventilado.
Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou
água corrente, por, no mínimo, 15 minutos, evitando contato da água de
lavagem com o outro olho.
Em caso de ingestão recente (menos de 1 hora) de grandes quantidades,
pode se realizar a lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e
proteger as vias aéreas do risco de aspiração. Para quantidades menores ou
atendimento após 1 hora, administrar carvão ativado na proporção de 50-100
g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/kg em menores de 1
ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL
de água.
Emergência, suporte e tratamento sintomático: Manter as vias aéreas
permeáveis, se necessário, através de intubação orotraqueal, aspirar
secreções e oxigenar. Atenção especial para a fraqueza da musculatura
respiratória e a parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias
cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário.
Monitorar a oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, amilase sérica,
calcemia e hemograma. Tratar pneumonite, convulsões e coma, caso
ocorram.
Tratamento específico e antídoto:
Atropina - antagonista dos efeitos muscarínicos. A atropina não age sobre os
efeitos nicotínicos. Dose de 1,0 - 4,0 mg em fase de ataque (adultos), e 0,01 a
0,05 mg/kg em crianças, por via EV, diluída em soro fisiológico na proporção
de 1:2. Repetir, se necessário, a cada 5 a 10 minutos. As preparações de
atropina disponíveis no mercado têm, normalmente, a concentração de 0,25
ou 0,50 mg/mL.
O parâmetro para a manutenção ou suspensão do tratamento é clínico e se
baseia ou na reversão da ausculta pulmonar indicativa de broncorréia e na
constatação do desaparecimento da fase hipersecretora ou no aparecimento
de sintomas de intoxicação atropínica ligeira (hiperemia de pele, boca seca,
pupilas dilatadas e taquicardia). Alcançados sinais de atropinização, ajustar a
dose de manutenção destes efeitos por 24 horas ou mais. A presença de
taquicardia e hipertensão não contraindica a atropinização. São
indicados a supervisão e o tratamento sintomático do paciente por pelo
menos 48 horas, mas aconselha-se mantê-lo em observação por 72 horas,
com monitoramento cardiorrespiratório e oximetria de pulso. A ação letal dos
organofosforados é comumente atribuída à insuficiência respiratória, pelos
mecanismos de broncoconstrição, hipersecreção pulmonar, falência da
musculatura respiratória e consequente depressão do centro respiratório por
hipóxia.
A administração de atropina só deverá ser realizada na vigência de
sintomatologia.
Oximas (pralidoxima) - A pralidoxima constitui um antídoto específico para
organofosforados. Ela desfosforiliza e reativa a acetilcolinesterase. Seu efeito
é importante na regressão dos efeitos nicotínicos e na prevenção da
Síndrome Intermediária, tendo pouca eficácia sobre os efeitos muscarínicos.

A pralidoxima não substitui a atropina. Nos casos de contaminação

importante, seu uso deve ser iniciado desde as primeiras 24 horas para ser
mais efetivo, mas a pralidoxima pode ser aportada mais tarde, em especial
em intoxicações por compostos lipossolúveis. Concentrações terapêuticas
devem ser mantidas para máximo da atividade enzimática até a eliminação do
acefato.
Tratamento: Dose de ataque:
Adultos: 1 g, preferencialmente via EV, podendo ser utilizada via IM ou
SC, em doses não maiores que 200 mg/minuto, diluídas em soro
fisiológico. Pode ser repetida a partir de 2 horas após a primeira
administração, não ultrapassando a dose máxima de 12 g/dia.
Crianças: 20 a 40 mg/kg, preferencialmente via EV, podendo ser utilizada
via IM ou SC. Não exceder 4 mg/kg/min.
A pralidoxima pode causar bloqueio neuromuscular, se utilizada em
altas doses, com taquicardia, laringoespasmo, rigidez muscular, náusea,
cefaleia e tontura.
Se houver convulsões, o paciente pode ser tratado com benzodiazepínicos,
sob o controle médico.
Contra-indicações: A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e
pneumonite química.
A diálise e a hemoperfu são não são indicadas.
Aminas adrenérgicas só devem ser usadas em indicações específicas,
devido à possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca (morfina,
succinilcolina, teofilina, fenotiazinas e reserpina).
Efeitos sinérgicos: Com outros organofosforados ou carbamatos
ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e
obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISAIMS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN /MS)

Telefones de Emergência da empresa:

Toxiclin (Emergência Toxicológica) —0800 0141 149
Nufarm Indústria Química e Farmacêutica S/A —(085) 4011-1000
Mecanismo de ação, absorção e excreção para animais de laboratório: Vide itens "Toxicocinética" e "Mecanismo de Toxicidade" no quadro acima.
EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
EFEITOS AGUDOS:
Em estudo de irritação ocular os animais apresentaram opacidade e irritação reversível em 48 horas Não irritante dérmico em estudos conduzidos em coelhos.
Não sensibilizante dérmico.
EFEITOS CRONICOS:
Acefato provocou incremento na incidência de carcinomas e adenomas hepatocelulares em camundongos fêmeas. Os estudos sobre genotoxicidade são controversos. Não foi teratogênico em ratos e camundongos, mas afetam a motilidade dos espermatozóides e a fertilidade em ratos.





1.1 - PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO À PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
- Este produto é:

- Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE 1).
-( X ) MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
- Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).
- Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).
- Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas.
- Este produto é ALTAMENTE TOXICO para microcrustáceos.
- Este produto é ALTAMENTE TOXICO para aves.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos. Não aplique o produto no período de maior visitação das abelhas.
- Evite a contaminação ambiental Preserve a Natureza.
Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. - Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
1.2- INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO. VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
* O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
1.3 - INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa NUFARM INDUSTRIA QUIMICA E FARMACÊUTICA SIA - telefone de emergência: (085) 4011-1000
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
.Piso pavimentado: recolha o material com o auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, pelo telefone indicado acima, para que seja feito o recolhimento pela mesma. Lave o local com grande quantidade de água;
°Solo: Retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima:
°Corpos d'água: Interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, e contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
-Em caso de incêndio, use extintores DE AGUA EM FORMA DE NEBLINA, CO2 , P0 QUíMICO. ETC, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.
1.4 - PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

- EMBALAGEM FLEXIVEL

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.
- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, a devolução deverá ocorrer até o fim do seu prazo de validade.
-TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
- EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial,
-TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.
- TRANSPORTE DE AGROTÓXICO, COMPONENTES E AFINS:
O transporte de agrotóxicos está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
2- RESTRICÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL.
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Qualquer agente de controle de inseto pode se tornar menos efetivo ao longo do tempo, se o inseto desenvolver algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à 1 inseticida (IRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticida, visando prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da praga.
- Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo,
- Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas.