Bula Fortenza 600 FS

acessos
Ciantraniliprole
7116
Syngenta

Composição

Ciantraniliprole 600 g/L Antranilamida

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Contato, Ingestão, Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
300 a 400 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
350 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Coró-da-soja
(Liogenys fuscus)
350 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
175 a 250 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Lagarta rosca
(Agrotis ipsilon)
350 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Tripes
(Frankliniella williamsi)
250 a 350 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
160 a 200 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Coró-da-soja
(Liogenys fuscus)
160 a 200 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Helicoverpa
(Helicoverpa armigera)
60 a 120 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
200 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Lagarta das folhas
(Spodoptera eridania)
160 a 200 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Lagarta rosca
(Agrotis ipsilon)
80 a 120 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Lagarta-falsa-medideira
(Pseudoplusia includens)
160 a 200 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
160 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Tamanduá da soja
(Sternechus subsignatus)
160 a 200 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
160 a 200 mL p.c./100 kg de sementes 500 a 800 mL de calda/100 kg de sementes - Única. Não determinado devido à modalidade de emprego. Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura

Bag in box (Fibra de papel com bolsa plástica interna) - 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200; 220; 500 e 1.000 L
Balde metálico - 5; 10; 15; 20; 25; 50; 100; 180 e 200 L
Balde plástico - 5; 10; 15 e 20 L
Bombona plástica - 5; 10; 15; 20; 25; 50; 100; 180 e 200 L
Contentor intermediário (IBC) de plástico - 500; 600; 750 e 1.000 L
Frasco plástico - 0,1; 0,25; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0 L
Lata metálica - 0,25; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0 e 5,0 L
Tambor de fibra celulósica - 5,0; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200 e 220 L
Tambor metálico/plástico - 100; 180; 200 e 220 L
Tanque metálico/plástico - 20.000 e 5.000 L.

MODO DE APLICAÇÃO:
Soja: Fazer avaliação prévia e levar em consideração o histórico da área para detecção da praga. No caso de coros e lagarta-rosca realizar amostragem populacional na área antes do plantio. A presença da praga indica necessidade de controle.
Milho: A dose maior deverá ser usada em casos de áreas com histórico de infestação ou ataque na cultura anterior. No caso do coró, fazer amostragem populacional na área antes do plantio e realizar o tratamento se for detectada a praga na área.
Algodão: A dose maior deverá ser usada em casos de áreas com histórico de infestação ou ataque na cultura anterior.
Observações:
Controle de corós ou pão-de-galinha: o tratamento de sementes não elimina totalmente a população da praga no solo; outras técnicas como época de semeadura, rotação de culturas e manejo do solo favorecem o controle e deverão ser adotadas. O tratamento de sementes proporciona proteção ao sistema radicular na fase inicial das plântulas.
O controle através do tratamento de sementes é mais indicado quando as larvas de corás estão pequenas, no inicio de desenvolvimento, do 10 ao 20 instar, pois são mais facilmente controladas e normalmente estão presentes nas camadas mais superficiais do perfil do solo.
Volumes de calda recomendados:
Diluir o produto na dose recomendada em água até completar o volume de calda desejado, suficiente para tratar 100 kg de sementes, conforme instruções a seguir:
Soja, milho e algodão: 500-800 mL de calda para 100 kg de sementes.
Instruções para preparo da calda:
Passo 1 - colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda;
Passo 2 - colocar parte da água desejada gradativamente misturando e formando uma pasta homogênea;
Passo 3 - completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda recomendado.

Importante.
Manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação.
Equipamentos de aplicação:
Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes. Existem máquinas específicas para tratamento de sementes fornecidas pelos seguintes fabricantes: Momesso, MecMaq, Niklas, Gustafson. Consulte um Engenheiro Agrônomo.

Manutenção:
Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.

Operação de tratamento de sementes:
Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes, dos tipos Amazone Transmix, Arktos Africa, tambores rotativos, betoneiras ou similares:
Passo 1 - colocar um peso de sementes conhecido;
Passo 2 - adicionar o volume de calda desejada para este peso de sementes;
Passo 3 - procederá agitação/operação do equipamento de forma a obter uma
distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada.
Com equipamentos de tratamento com fluxo continuo de sementes:
Passo 1 - aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período tempo;
Passo 2 - regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo.
Importante:
Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação.
Não tratar as sementes diretamente sobre lonas, sacos ou mesmo nas caixas de sementes das máquinas semeadoras.
A utilização de meios de tratamento de sementes que provoquem uma distribuição incompleta ou desuniforme do produto sobre as sementes pode resultar em níveis indesejados ou falhas no controle de pragas.

INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita):
CULTURA DIAS
ALGODÃO Não determinado devido à modalidade de emprego
(tratamento de sementes).

MILHO Não determinado devido à modalidade de emprego
(tratamento de sementes).

SOJA Não determinado devido à modalidade de emprego
(tratamento de sementes).

LIMITAÇÕES DE USO:
Na operação de semeadura mecanizada com sementes tratadas, estas apresentam uma redução no fluxo, comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor de sementes que a usual e recomendada, deve-se regular semeadura com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos diariamente para evitar o acúmulo de resíduos nas paredes e engrenagens das mesmas. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa população de plantas, falha no plantio, excesso de sementes por metro ou outras irregularidades no plantio. Em função da baixa quantidade do produto, a ser uniformemente distribuída em 100 kg de sementes, recomenda se cuidados especiais nessa operação.
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
A formulação de AXANE foi especialmente desenvolvida para o tratamento de sementes. O produto não apresenta qualquer efeito fitotóxico nas culturas e nas doses recomendadas.

Outras restrições a serem observadas:
As sementes tratadas não devem ficar expostas ao sol.
As sementes tratadas não devem ser usadas para alimentação humana, animal ou para fins industriais.
Armazenar as sementes tratadas em local seguro, separado de alimentos e rações e fora do alcance de crianças e animais.
Após o tratamento das sementes, possíveis sobras do produto devem retornar a embalagem original de AXANE.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA, conforme Avaliação Toxicológica da ANVISA, para cada processo.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇOES A SEGUIR USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO
PRECAUÇÕES GERAIS:
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, óculos e luvas.
• Não utilize equipamento de proteção individual (EPI) danificados.
• Não utilize equipamehto com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiro socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas paSando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral e, luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EM), lave as luvas ainda
vestidas para evitar contaminação. -
• Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser
retirados na seguinte ordem: óculos, botas, macacão, luvas e máscaras. • Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
Fique atento ao período de vida útil dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: óculos de proteção lateral, macacão algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS:
Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorrer naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), levar a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental

INTOXICAÇÕES POR AXANE (A17960A)
INFORMAÇÕES MÉDICAS
- Grupo químico: Antranilamida ou Diamida antranílica
- Classe toxicológica: 1- EXTREMAMENTE TOXICO
- Vias de absorção: Oral, inalatória e dérmica.
- Toxicocinética: A absorção em baixa dose (10 mg/kg pc) foi determinada como sendo
63-80% dentro de 48 horas após uma única dose e 31 - 40% após a administração de uma única dose alta (150 mg/kg pc) baseado na soma encontrada na bile, urina e carcaça (exceto
conteúdo (Gl). A absorção de 14 C-cyantraniliprole foi rápida, com pico de concentração ocorrendo em 1 - 2,5 horas após a administração de dosagem baixa e alta. Foi distribuído
uniformemente com concentrações máximas observadas no plasma em relação a outros tecidos. Os resíduos nos tecidos de ratos fêmeas foram maiores do que nos ratos machos, embora a concentração absoluta em ambos os sexos tenha sido baixa devido a rápida excreção em urina e fezes. Com base na proporção tecido: plasma, cyantraniliprole apresenta um potencial muito baixo para acumulação sendo igual ou menor após uma dosagem oral única ou múltipla. A meia-vida de eliminação para os resíduos 14C do plasma foram mais curtos em ratos machos (T1/2 = 42 - 52 horas) que em ratos fêmeas (T1/2 = 65 - 130 horas)
seguindo baixas e altas doses, as quais foram similares para fêmeas (T1/2 = 134 horas) 15 dias após múltiplas doses baixas oral. Rápida excreção via bile (16— 37% em dose baixa; 10— 16%) dentro de 48 horas. Excreção extensa (81 - 92%) dentro de 7 dias após administração de uma única ou múltipla dose, principalmente, via fezes (47— 80%) comparado com urina (12— 35%).
- Mecanismos de Toxicidade: Ciantraniliprol é um inseticida que age desregulando a ativação de canais iônicos através de receptores de rianodina. Entretanto, os receptores de rianodina em mamíferos parecem ser de 350 a mais de 2500 vezes menos sensíveis do que os de insetos.
- Sintomas e sinais clínicos: Não são conhecidos os sintomas e sinais clínicos de intoxicação
em humanos. Em animais de laboratório foram observados sintomas sistêmicos inespecíficos apenas quando expostos por via inalatória. Quando administrado por via oral ou dérmica até doses de 5000 mg/kg não foram observados sinais clínicos. O A17960A é irritante aos olhos.
- Diagnóstico: O diagnóstico deve ser estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência dos sinais e sintomas compatíveis - Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente. Não há antídoto específico.
- Tratamento: Tratamento: medidas de descontaminação, tratamento sintomático e de suporte. Deve ser evitado o contato do produto com os olhos, pele e roupas contaminadas. Atenção especial deve ser dada ao suporte respiratório.
Exposição Oral: em casos de ingestão de grandes quantidades do produto, administre carvão ativado em água (240 ml de água/30 g de carvão). Dose usual: 25-100 g em adultos/adolescentes, 25-50 em crianças (1-12 anos) e 1g/kg em crianças menores de 1 ano.
E mais efetivo quando administrado dentro de uma hora após a ingestão.
Lavagem gástrica: em caso de ingestão recente (até uma hora) proceder a lavagem gástrica, na maioria dos casos não é necessária, dependendo da quantidade ingerida, tempo da ingestão e circunstância específica. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por
intubação endotraqueal.
Não provocar o vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado, deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos.
Exposição inalatória: Cheque quanto a alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, inclusive com ventilação assistida, quando necessário.
Exposição ocular: lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina a 0,9%, por pelo menos 15 minutos.
Se houver irritação, dor, inchaço lacrimejamento ou fotofobia, o paciente deve ser encaminhado para tratamento específico.
Exposição dérmica: remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão. Se houver irritação ou dor o paciente deve ser encaminhado para tratamento.
Cuidados para os prestadores dos primeiros auxílios: evitar aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto, se disponível, utilizar um equipamento intermediário de reanimação manual para realizar o procedimento. Usar proteção para evitar o contato cutâneo, ocular e inalatório com o produto durante o processo.
- Contraindicações: O vômito é contraindicado em razão do risco potencial de aspiração e pneumonite química.
- Efeitos Sinérgicos: Não são conhecidos efeitos sinérgicos com outras substâncias.
ATENÇÃO
As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre
as Enfermidades de Notificação Compulsória.
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para
notificar o caso e obter informações especializadas sobre o
diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT-ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação
(SINAN/MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800-704-4304 (24 horas)
Empresa: 0800-704-4304 (24 horas)

ABSORÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, METABOLIZAÇÃO E EXCREÇÃO (ADME): Vide quadro de informações médicas;
EFEITOS AGUDOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO: DL50 oral em ratos: > 5000 mg/kg
DL50 dérmica em ratos: >5000mg/kg
CL50 inalatória em ratos: >5.14 mg/L
Irritação ocular em coelhos: Irritante
Irritação dérmica em coelhos: Não irritante
Sensibilização cutânea: Não sensibilizante

EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Após a exposição na dieta, foi observado aumento do peso do fígado (leve a moderado), acompanhado por hipertrofia hepatocelular em ratos e camundongos.
Exposição de curto prazo em ratos (28 dias, 90 dias) resultou em aumento no peso da tireoide, hipertrofia das células da tireoide e alterações nos hormônios da tireoide através de um modo de ação considerado não relevante em humanos. Houve o aparecimento de focos de células alteradas no fígado, no estudo de 2 anos em ratos, em doses elevadas. Redução de peso corpóreo, alterações de química clínica, patologia do fígado, e arterite foram observadas em cães (28 dias, 90 dias e 1 ano).
O Cyantraniliprole Técnico não resultou em efeitos cancerígenos neurológicos, imunológicos, reprodutivos ou de desenvolvimento. Cyantraniliprole Técnico não causa danos genéticos em células procariontes ou eucariontes.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
• Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I)
• Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II)
(x) • PERIGOSO ao Meio Ambiente (CLASSE III)
• Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV)
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- O limite máximo de aplicação deste ingrediente ativo/ha é de 300g por ciclo de cada cultura. Caso sejam utilizados outros produtos que contenham ciantraniliprole na sua composição o somatório de ingrediente ativo em todo ciclo não deve ultrapassar 300g i.a./ha, mesmo que em diferentes estágios da cultura,
- Para as culturas de algodão, café, tomate e soja, cuja a aplicação é recomendada durante o período de floração, o produto deverá ser aplicado somente após o pôr do sol
- Para o controle da broca-do-café, e para as demais culturas o produto não deve ser aplicado durante o período de floração
- As aplicações aéreas foram autorizadas somente para as culturas de algodão e soja
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais. Não aplicar em uma distância menor que 300 (trezentos) metros da divisa com áreas de vegetação natural e culturas agrícolas vizinhas em fase de florescimento.
- Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos da água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

RESTRIÇÕES QUANTO À PROTEÇÃO AOS POLINIZADORES \ ESTE PRODUTO POSSUI RESTRIÇÃO DE APLICAÇÃO EM VIRTUDÉ DO RISCO PARA ABELHAS E OUTROS INSETOS POLINIZADORES. SIGA AS INSTRUÇÕES DE APLICAÇÃO E RECOMENDAÇÕES PARA PROTEÇÃO DE POLINIZADORES.
As abelhas e outros insetos polinizadores forrageiam as plantas no período de floração, polinização e produção do néctar, podendo ser expostos a este inseticida através de:
- contato direto com o produto durante as aplicações foliares;
- contato com resíduos do produto na superfície das plantas após a aplicação foliar e/ou aplicação em solo, quando recomendado;
- ingestão de resíduos em néctar e pólen resultante das aplicações foliares e/ou aplicação em solo e/ou tratamento de semente, quando recomendado.
Ao utilizar este produto, tomar medidas para minimizar a exposição de abelhas e outros polinizadores quando estiverem forrageando as plantas atrativas no entorno e no local da aplicação. Minimizar a deriva para áreas com colmeias ou no habitat dos polinizadores para evitar potenciais danos.
Não aplicar este produto enquanto as abelhas estão forrageando e até que a floração esteja completa e todas as pétalas tenham caído, ao menos que: a aplicação ocorra após o por do sol, ou que a aplicação seja feita quando as temperaturas estiverem mais amenas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada,
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa SYNGENTA PROTEÇÃO DE CULTIVOS LTDA. - Telefone da empresa: 0800 104 4304.
- Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de
borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicações.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
• LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI' s - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.
• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
• Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

• ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem sob Pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

• DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

• TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
• ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

• DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes] rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, Inseticidas, Controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Alguns insetos-praga podem desenvolver resistência a produtos de um determinado grupo químico após seu uso repetido de forma indiscriminada. Como o grau de desenvolvimento da resistência não pode ser previsto, o uso deste produto deve estar em conformidade com estratégias de manejo da resistência estabelecida para a cultura e sua área de uso.
A Syngenta apoia as ações para o uso correto de produtos para garantir que estes tenham vida longa no controle das pragas descritas na bula.
AXANE é classificado como grupo 28 (Diamidas) na classificação de Modo de Ação do 1 RAC.
Com a finalidade de manter sempre susceptíveis as populações de pragas que possuem potencial de desenvolvimento da resistência para este grupo químico, recomenda-se:
• Aplicar AXANE usando uma "janela de aplicação" para evitar a exposição das
gerações consecutivas da praga ao mesmo modo de ação. Esta janela para os inseticidas do grupo 28 é definido como o período de atividade residual proporcionado pelas aplicações sequenciais ou isolada dos inseticidas deste grupo.
• Em seguida desta janela dos inseticidas do Grupo 4, rotacionar com um bloco
de aplicações de produtos eficientes com diferentes modos de ação antes de retornar as aplicações adicionais dos inseticidas do Grupo 28.
• O período total de exposição de todo o "Grupo 28 - Diamidas" aplicado ao longo do ciclo da cultura (do plantio à colheita) não deverá exceder mais do que 50% do cicio da cultura.
Outras práticas do manejo da resistência de pragas incluem:
• Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).