Bula Hodor - CropChem

Bula Hodor

Mancozebe
12319
Lemma

Composição

Mancozebe 800 g/kg

Classificação

Fungicida, Acaricida
1 - Produto Extremamente Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Protetor, Contato

Abóbora

Pseudoperonospora cubensis (Míldio)

Alho

Alternaria porri (Mancha púrpura)
Puccinia allii (Ferrugem)

Amendoim

Cercospora arachidicola (Mancha castanha)

Arroz

Bipolaris oryzae (Mancha parda)
Pyricularia grisea (Brusone)

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)

Berinjela

Alternaria solani (Pinta preta grande)

Beterraba

Cercospora beticola (Cercosporiose)

Brócolis

Peronospora parasitica (Míldio)

Café

Hemileia vastatrix (Ferrugem do cafeeiro)

Cebola

Alternaria porri (Mancha púrpura)
Peronospora destructor (Míldio)

Cenoura

Alternaria dauci (Mancha de alternaria)

Cevada

Drechslera teres (Mancha angular)

Citros

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Diaporthe citri (Podridão penducular)
Elsinoë fawcetti (Verrugose)
Phyllocoptruta oleivora (Ácaro da falsa ferrugem)

Couve

Alternaria brassicae (Mancha preta)
Peronospora parasitica (Míldio)

Couve-flor

Alternaria brassicae (Mancha preta)
Peronospora parasitica (Míldio)

Ervilha

Ascochyta pinodes (Mancha de ascochyta)
Ascochyta pisi (Mancha de ascochyta)

Feijão

Alternaria alternata (Mancha de alternaria)
Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)
Phaeoisariopsis griseola (Mancha angular)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Feijão vagem

Colletotrichum lindemuthianum (Antracnose)
Uromyces appendiculatus (Ferrugem)

Figo

Cerotelium fici (Ferrugem da figueira)

Fumo

Peronospora tabacina (Mofo azul)

Maçã

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Manga

Colletotrichum gloeosporioides (Antracnose)

Melancia

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)

Melão

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)

Pepino

Colletotrichum orbiculare (Antracnose)
Pseudoperonospora cubensis (Míldio)

Pêssego

Monilinia fructicola (Podridão parda)
Tranzschelia discolor (Ferrugem)

Pimentão

Cercospora capsici (Cercospora)
Colletotrichum gossypii (Tombamento)
Phytophthora capsici (Requeima)

Repolho

Alternaria brassicae (Mancha preta)
Peronospora parasitica (Míldio)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)
Septoria lycopersici (Septoriose)

Trigo

Bipolaris sorokiniana (Mancha marrom)
Puccinia triticina (Ferrugem da folha)
Pyricularia grisea (Brusone)

Uva

Botrytis cinerea (Mofo cinzento)
Elsinoë ampelina (Antracnose)
Greeneria uvicola (Podridão amarga)
Plasmopara viticola (Míldio)

Tipo: Balde (contendo sacos hidrossolúveis ou não).
Material: Metálico e Plástico.
Capacidade: 1,0; 2,0; 3,0; 4,0; 5,0; 10; 12; 15; 20; 24; 25; 50 kg.
Tipo: Saco.
Material: Hidrossolúvel.
Capacidade: 0,05; 0,06; 0,07; 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,5 kg.
Tipo: Saco.
Material: Plástico aluminizado.
Capacidade: 0,05; 0,06; 0,07; 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 5,0; 10; 20; 24; 25; 50 kg.
Tipo: Saco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 5,0; 10; 20; 24; 25; 50 kg.
Tipo: Saco.
Material: Fibra celulósica revestida com plástico e alumínio.
Capacidade: 0,05; 0,06; 0,07; 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 5,0; 10 kg.
Tipo: Saco.
Material: Fibra celulósica.
Capacidade: 0,05; 0,06; 0,07; 0,1; 0,15; 0,2; 0,25; 0,5; 1,0; 2,0; 3,0; 4,0; 5,0; 10; 12; 15; 20; 24; 25; 50 kg.
Tipo: Tambor (contendo sacos hidrossolúveis ou não).
Material: Fibra celulósica.
Capacidade: 1; 2; 3; 4; 5; 10; 12; 15; 20; 24; 25; 50 kg.

INSTRUÇÕES DE USO:
CULTURAS: HODOR é um fungicida e acaricida protetor e de contato para aplicação por pulverização nas seguintes culturas: abóbora, alho, amendoim, arroz, batata, berinjela, beterraba, brócolis, café, cebola, cenoura, cevada, citros, couve, couveflor, ervilha, feijão, feijão-vagem, figo, fumo, maçã, manga, melancia, melão, pepino, pêssego, pimentão, repolho, tomate, trigo e uva.

MODO DE APLICAÇÃO:
a. Aplicação terrestre:
• Equipamentos: pulverizadores de barra ou costal, pulverizadores acoplados a trator, atomizadores costais motorizados com bomba centrífuga. • Bicos: cone, como XH4 ou D2-13.
• Altura da barra: deve permitir boa cobertura da parte aérea.
• Volume de aplicação: conforme instruções de uso.
• Para citros, usar atomizador costal ou tratorizado, ou pistola de aplicação. Usar pressão de 200 a 250 lb/pol², bico tipo cônico com difusor nos atomizadores. Aplicar volume necessário para completar cobertura de todas as partes da planta. Aplicar até o ponto de escorrimento.
Observação: No caso de se utilizar outros equipamentos, esses devem sempre proporcionar boa cobertura de pulverização nas plantas.

b. Aplicação aérea:
• Equipamentos: barra com bicos ou bicos rotativos (Micronair).
• Bicos: teejet cone vazio, pontas D6 a D12
• Altura de vôo: 2 a 5 m sobre a cultura.
• Largura da faixa de deposição efetiva: 15-20 m.
• Condições climáticas: devem ser respeitadas as condições de vento de 10 a 15 km/hora, temperatura e umidade relativa, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação.
• Ângulo da pá: deve ser ajustado em função da gota desejada, respeitando-se as condições de vento, temperatura e umidade relativa.

c. Recomendações específicas:
Via terrestre para a cultura do café, citros, figo, maçã, manga, pêssego e uva: Deve-se utilizar pulverizador montado ou de arrasto com assistência de ar ou aspirador auxiliar tipo pistola. Utilizar pontas que produzam jato cônico vazio, ou demais tecnologias de bicos que possibilitem a redução do volume de aplicação, visando à produção de gotas finas para boa cobertura do alvo. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. Ajustes no volume de ar produzido pela turbina podem ser necessários, dependendo do pulverizador, para que as gotas se depositem adequadamente no alvo, evitando problemas com deriva. A distância dos bicos até o alvo e o espaçamento entre os mesmos deve permitir uma boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta (caule, folhas e frutos), conforme recomendação do fabricante.
Para volumes de calda menores que o sugerido (em L/ha), fixar a quantidade de produto por hectare e reduzir somente o volume de água, de modo a concentrar a calda e manter a concentração do HODOR na área. Sob condições meteorológicas adversas, utilizar tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva.

Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Preparo da calda: Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até um terço de seu nível. Posteriormente, deve-se iniciar a agitação e adicionar gradativamente a quantidade necessária de HODOR. Feito isso, deve-se completar o volume do tanque com água quando faltar 3 – 5 minutos para o início da pulverização. A prática da pré-diluição é recomendada. A agitação no tanque do pulverizador deverá ser constante da preparação da calda até o término da aplicação, sem interrupção. Ao final da atividade, deve-se proceder com a limpeza do pulverizador. Lavagem do equipamento de aplicação: Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágue completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto. Repetir esse processo por mais uma vez. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal. Gerenciamento de deriva: Devem ser tomados cuidados especiais para se evitar a deriva da pulverização fora da área a ser tratada, ou sobre corpos d'água. A pulverização de gotas maiores reduz o potencial de deriva, mas não irá preveni-la se as aplicações forem feitas de forma inadequada ou sob condições ambientais desfavoráveis.
É responsabilidade do aplicador adequar o pulverizador à aplicação pretendida, calibrá-lo corretamente, e evitar que ocorra a deriva. Chuva: HODOR age na superfície das plantas, devendo ser aplicado com adjuvante para maior cobertura e permanência. Armazenamento: O produto apresenta perda de força sob exposição prolongada ao ar, calor e/ou umidade, mantenha o produto em sua embalagem original fechada, longe de fertilizantes, alimentos, e ração animal. Nunca permita que o produto entre em contato com umidade durante o armazenamento. Isso poderá levar a alterações químicas que poderão reduzir sua eficiência e produzir vapores que poderão ser inflamáveis.

INTERVALOS DE SEGURANÇA:
Alho, batata, berinjela, beterraba, brócolis, cebola, cenoura, couve-flor, ervilha, melancia, maçã, pepino, pimentão, tomate, vagem, uva: 7 dias.
Abóbora, amendoim, citros, couve, feijão, melão, repolho: 14 dias.
Manga: 20 dias.
Café, cevada, figo e pêssego: 21 dias.
Arroz e trigo: 32 dias.
Fumo: uso não alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: 24 horas após a aplicação. Caso haja necessidade de reentrar nas lavouras ou áreas tratadas antes desse período, usar macacão de mangas compridas, luvas e botas.

LIMITAÇÕES DE USO:
• Uso exclusivo para culturas agrícolas.
• Não utilizar o produto deve ser usado em culturas plantadas em sistema hidropônico ou em vasos ou outros recipientes.
• O produto só é efetivo quando aplicado preventivamente antes da infecção.
• O produto não deve ser aplicado através de sistemas de irrigação.
• O produto não deve ser usado em plantas ornamentais.
• O produto não deve ser utilizado em desacordo as instruções do rótulo e bula.
• O produto não deve ser aplicado em culturas danificadas devido ao stress resultante da seca, excesso de água, deficiência nutricional ou ataques de pragas, ou outros fatores.
• O produto não deve ser aplicado com produtos de reação fortemente alcalina, tais como calda bordalesa ou sulfocálcia e não deve ser utilizado em mistura de tanque com qualquer outro agrotóxico.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS: Os EPI’s visam proteger a saúde dos trabalhadores e reduzir o risco de intoxicação decorrente de exposição aos agrotóxicos. Para cada atividade envolvendo o uso de agrotóxicos é recomendado o uso de EPI’s específicos descritos nas orientações para preparação da calda, durante a aplicação, após a aplicação, no descarte de embalagens e no atendimento aos primeiros socorros.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

• Utilizar sementes sadias.
• Utilizar cultivares de gene de resistência, quando disponíveis.
• Realizar rotação de culturas.
• Realizar manejo adequado de adubação.
• Semear/transplantar em época adequada para a região e com densidade de plantas que permita bom arejamento foliar e maior penetração/cobertura do fungicida.
• Alternar a aplicação de fungicidas formulados em mistura rotacionando modos de ação sempre que possível.

HODOR é um fungicida de contato composto por Mancozeb, classificado no grupo M03, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas). O mecanismo de ação não é bem elucidado, porém sabe-se que age na inibição da produção de energia nas células fúngicas. O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo M03 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas; Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).


GRUPO M03 FUNGICIDA