Bula Kadett EC

acessos
Acetochlor
9495
Monsanto

Composição

Acetochlor 840 g/L Cloroacetanilida

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
I - Produto extremamente perigoso
Inflamável
Corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Seletivo, Não sistêmico
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Capim carrapicho
(Cenchrus echinatus)
3 a 4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 40 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Pré-emergência da cultura e da planta infestante
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
3 a 4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 40 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Pré-emergência da cultura e da planta infestante
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
3 a 4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 40 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Pré-emergência da cultura e da planta infestante
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
3 a 4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 40 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Pré-emergência da cultura e da planta infestante
Picão preto
(Bidens pilosa)
3 a 4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 40 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Pré-emergência da cultura e da planta infestante
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
3 a 4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha 40 a 50 L de calda/ha (aéreo) Única. Não determinado. Pré-emergência da cultura e da planta infestante

Bombonas de polietileno de 5, 10, 20 e 50 L. Baldes metálicos com liner de 20 L. Tambores metálicos com liner de 200 L.

INSTRUÇÕES DE USO: KADETT EC é um herbicida seletivo, recomendado para o controle em pré-emergência de plantas infestantes mono ou dicotiledôneas, existentes na cultura do MILHO.

DOSES DE APLICAÇÃO: As doses do produto variam de acordo com o grupo textural do solo:

TIPO DE SOLO E DOSE (l/ha): Leve (arenoso) e Médio (franco): 3.0-2.52, Pesado (argiloso ou com alto teor de matéria orgânica): 4.0- 3.36

MODO DE APLICAÇÃO: KADETT EC deve ser aplicado na superfície do solo em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes. Não há necessidade de incorporação mecânica do produto ao solo. KADETT EC pode ser aplicado com equipamentos tratorizados ou aeronaves agrícolas. Recomenda-se preparar a calda utilizando água limpa e seguir a seqüência: coloque água no tanque do pulverizador até 1/3 do volume desejado, adicionar a quantidade de KADETT EC de acordo com a dose recomendada no tanque e misture, usando para isso o sistema de agitação do próprio pulverizador. Após este procedimento, complete a capacidade do pulverizador com água, mantendo o sistema de agitação funcionando para manter homogênea a calda de pulverização. Aplicar na pré-emergência das plantas infestantes em solos livres de torrões ou restos de cultura e com teor adequado de umidade. KADETT EC deve ser aplicado após a semeadura (plantio) sobre a superfície do solo na pré-emergência da cultura e das ervas infestantes. Deve ser aplicado diretamente sobre a superfície do solo com boas condições de umidade.

EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:
EQUIPAMENTOS TERRESTRES: Utilizar bicos de jato leque com ângulo de pulverização de 80° ou 110° e pressão máxima de 60 psi observando-se que os jatos tenham um cruzamento, entre si, máximo de 30 % da faixa coberta, em cada extremidade (os mais comuns são Teejet-leque, 80.03, 80.04, 110.03, 110.04 ou APG 110.R ou 110V). A faixa de deposição para os equipamentos terrestres será limitada pelo comprimento da própria barra. O volume de aplicação, com uma pressão máxima de trabalho de 60 psi será de 200 a 400 L/ha, com uma densidade de gotas/cm2 entre 20-30.

EQUIPAMENTOS AÉREOS: As aeronaves deverão estar equipadas com barra e bicos leque da série 80.10, 80.15 e 80.20. A barra de pulverização do avião Ipanema (qualquer modelo) deverá ter no conjunto um total de 40-42 bicos, estando fechados os das extremidades em número de 4-5 bicos em cada ponta da asa. O ângulo da barra deverá ser entre 130o a 180o em relação a linha de vôo e de acordo com as variações das condições climáticas locais. A pressão de trabalho situar-se-á entre 15 e 30 psi de forma a se obter uma deposição mínima de 20 gotas/cm2, com gota de VMD entre 420-450 micra. A faixa de deposição será de 15 m para qualquer modelo do avião Ipanema, com a aeronave voando entre 4-5 m em relação ao alvo de deposição. Deve-se utilizar para as aeronaves um volume de calda entre 40-50 L/ha.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: temperatura máxima: 27 ºC, umidade relativa do ar: mínima 70%, velocidade do vento: máximo de 10 km/h (3 m/seg).

NÚMERO DE APLICAÇÕES: Uma única aplicação em pré-emergência da cultura e da planta infestante.

INTERVALO DE SEGURANÇA (dias): Milho: Não se aplica devido a modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA: Observar que a reentrada de pessoas na cultura ou área aplicada deve ser permitida após a completa secagem da calda de pulverização.

LIMITAÇÕES DE USO: O produto deve ser aplicado segundo as recomendações constantes do rótulo e da bula.

FITOTOXICIDADE: De modo geral, em condições normais de plantio, devido à diferença de comportamento dos cultivares de milho quando tratado com ACETOCHLOR é possível o surgimento de sintomas de fitotoxicidade (enrolamento das folhas do milho), cujos sintomas visíveis desaparecem em torno dos 30 dias após a aplicação do produto, sem prejuízo da produção.

PRECAUÇÕES GERAIS: Leia e siga as instruções desta bula e rótulo; Durante a manipulação, preparação da calda ou aplicação, use macacão com mangas compridas, botas, óculos protetores, máscaras protetoras especiais providas de filtros adequados ao produto; Mantenha o produto afastado de crianças e animais domésticos; Não coma, não beba, e não fume durante o manuseio ou aplicação do produto; Mantenha o produto afastado de alimentos ou ração animal; Não utilize equipamentos com vazamentos; Não desentupa bicos, orifícios, válvulas, tubulações, etc. com a boca.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA: Utilizar os equipamentos de proteção; Manuseie o produto em local arejado; Evite contato do produto concentrado com a pele, olhos, caso isso aconteça lave imediatamente o local e siga as recomendações de Primeiros Socorros; Observe atentamente as recomendações do rótulo/bula visando utilizar as doses adequadas; Ao abrir a embalagem, fazê-lo de modo a evitar respingos.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO: Utilizar os equipamentos de segurança; Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes; Mantenha afastado das áreas de aplicação, crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas; Aplicar sempre as doses recomendadas.

PRECAUÇÕES APÓS APLICAÇÃO: Após a aplicação do produto remova o equipamento de proteção, tome banho e lave as roupas; Mantenha o restante dos produtos adequadamente fechados e armazenados; Observar que a Reentrada de pessoas na cultura ou área aplicada deve ser permitida após a completa secagem da calda de pulverização.

PRIMEIROS SOCORROS: Procure imediatamente assistência médica em qualquer caso de suspeita de intoxicação; Sempre que for ao médico devido ao manuseio ou aplicação de um agrotóxico levar uma embalagem com rótulo legível ou a bula. INGESTÃO: Em caso de ingestão provoque vômito e procure um médico. OLHOS: Evite o contato com os olhos. Caso isso aconteça, lave-os imediatamente com água corrente durante 15 minutos e se persistir a irritação procure um médico. PELE: Evite o contato com a pele. Caso isso aconteça, lave as partes atingidas com água e sabão em abundância e se persistir a irritação procure um médico. INALAÇÃO: Evite a inalação ou aspiração do produto. Caso isso aconteça procure local arejado e se houver sinais de intoxicação procure um médico.

SINTOMAS DE ALARME: Irritação ocular é o principal problema que pode ocorrer com o produto.

ANTÍDOTO E TRATAMENTO: Não há antídoto específico, devendo ser feito o TRATAMENTO SINTOMÁTICO.

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO: Estudos com carbono marcado comprovam que o Acetochlor é rapidamente degradado (72 horas) e os metabólitos são excretados (95%) neste período principalmente através da urina e das fezes.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: O KADETT CE apresenta uma DL50 oral e dérmica aguda para ratos de 1.040 mg/kg (fêmeas) e superior a 4.000 mg/kg (machos). Os estudos toxicológicos comprovam que o Acetochlor é seguro ao homem quanto a intoxicação crônica, mutagênese, carcinogênese e reprodução. O estudo de 2 anos em ratos determinou nível sem efeito tóxico de 200 ppm. O estudo crônico em cães determinou nível sem efeito tóxico de 12 mg/kg/dia.

EFEITOS COLATERAIS: Os estudos demonstram que o produto não apresenta efeito colateral, quando utilizado de acordo com as instruções do rótulo e bula.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é ALTAMENTE PERIGOSO ao meio ambiente. Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente. Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos. Este produto é ALTAMENTE IRRITANTE aos olhos. É proibida a aplicação deste produto em áreas alagadas ou sujeitas a inundação. Evite a contaminação ambiental-Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Não execute aplicação do produto em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público; e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e culturas suscetíveis a danos. Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto - siga as instruções da bula. Em caso de acidente, siga corretamente as instruções constantes na bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve sempre haver sacos plásticos disponíveis para envolver adequadamente embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES: Contate as autoridades locais competentes e a Empresa. Utilize o EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derramamento, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou cursos de águas naturais, siga as instruções: Piso pavimentado: absorver o produto derramado com terra ou serragem. Recolher o material com auxílio de uma pá e colocar em tambores ou recipientes devidamente identificados. Remover para área de descarte de lixo químico. Lavar o local com grande quantidade de água. Solo: retirar as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e adotar os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada; Corpos d'água: interromper imediatamente o consumo humano e animal e contatar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido; Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: As embalagens deverão ser enxaguadas três vezes e a calda resultante acrescentada à preparação para ser pulverizada (tríplice lavagem). Não reutilize embalagens vazias. As embalagens devem ser destruídas e enterradas em fosso para lixo tóxico. O local para construção do fosso deve ser distante de casas, de instalações ou de qualquer fonte de água, fora do trânsito de pessoas ou animais, porém de fácil acesso e onde não se preveja o aproveitamento agrícola, mesmo a longo prazo. O local não deve ser sujeito a inundações ou acúmulos de água. O solo deve ser profundo, de permeabilidade média para permitir uma percolação lenta e degradação biológica do agrotóxico. Abrir um fosso de 1 a 2 m de profundidade, comprimento e largura, não devendo exceder a 3m, de acordo com as necessidades. Distribuir no fundo do fosso uma camada de pedras irregulares e uma camada de brita. Ao redor do fosso cavar uma valeta, com escoadouro, para impedir a penetração de enxurradas. Reservar uma área suficiente para instalação de mais fossos, de acordo com a necessidade. Isolar a área com cerca de tela, para impedir a entrada de animais e dificultar a entrada de pessoas. Colocar uma placa de advertência (CAVEIRA) com os dizeres: CUIDADO LIXO TÓXICO. Antes de iniciar o uso do fosso, e após cada 15 cm de material descartado, colocar camadas de cal virgem ou calcário para ajudar a neutralização. Completada a capacidade do fosso, cobrir com uma camada de 50 cm de terra e compactar bem. Uma camada adicional de 30 cm de terra deve ser colocada sobre o aterro, para que este fique acima do nível do terreno. Observar legislação Estadual e Municipal específica. Fica proibido o enterro de embalagens em áreas inadequadas; consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.

Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode
contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele
resistentes.

Como prática de manejo de resistência de plantas infestantes deverão ser
aplicados herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente
registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos recomenda-se
a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes
mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos, consulte um engenheiro
agrônomo.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.