Bula Metiz - Agro Import
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Bula Metiz

Metribuzim
4114
Agro Import

Composição

Metribuzim 480 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
4 - Produto Pouco Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Seletivo, Sistêmico

Batata

Dosagem Calda Terrestre
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Brassica rapa (Mostarda)
Coronopus didymus (Mentruz)
Desmodium tortuosum (Carrapicho beiço de boi)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Hyptis lophanta (Catirina)
Ipomoea aristolochiaefolia (Corda de viola)
Nicandra physaloides (Joá de capote)
Phyllanthus tenellus (Quebra pedra)
Polygonum convolvulus (Cipó de veado)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Senecio brasiliensis (Maria Mole)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)
Spergula arvensis (Gorga)
Spermacoce latifolia (Erva quente)

Cana-de-açúcar

Calda Terrestre Dosagem
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Amaranthus retroflexus (Caruru gigante)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Brachiaria decumbens (Capim braquiária)
Brachiaria plantaginea (Papuã)
Brassica rapa (Mostarda)
Cenchrus echinatus (Capim carrapicho)
Coronopus didymus (Mentruz)
Desmodium tortuosum (Carrapicho beiço de boi)
Digitaria horizontalis (Capim colchão)
Eleusine indica (Capim pé de galinha)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Hyptis lophanta (Catirina)
Ipomoea aristolochiaefolia (Corda de viola)
Nicandra physaloides (Joá de capote)
Panicum maximum (Capim colonião)
Phyllanthus tenellus (Quebra pedra)
Polygonum convolvulus (Cipó de veado)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Senecio brasiliensis (Maria Mole)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)
Spergula arvensis (Gorga)
Spermacoce latifolia (Erva quente)

Soja

Dosagem Calda Terrestre
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Brassica rapa (Mostarda)
Coronopus didymus (Mentruz)
Desmodium tortuosum (Carrapicho beiço de boi)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Hyptis lophanta (Catirina)
Ipomoea aristolochiaefolia (Corda de viola)
Nicandra physaloides (Joá de capote)
Phyllanthus tenellus (Quebra pedra)
Polygonum convolvulus (Cipó de veado)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Senecio brasiliensis (Maria Mole)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)
Spergula arvensis (Gorga)
Spermacoce latifolia (Erva quente)

Tomate

Dosagem Calda Terrestre
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Alternanthera tenella (Apaga fogo)
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Bidens pilosa (Picão preto)
Brassica rapa (Mostarda)
Coronopus didymus (Mentruz)
Desmodium tortuosum (Carrapicho beiço de boi)
Emilia sonchifolia (Falsa serralha)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Hyptis lophanta (Catirina)
Ipomoea aristolochiaefolia (Corda de viola)
Nicandra physaloides (Joá de capote)
Phyllanthus tenellus (Quebra pedra)
Polygonum convolvulus (Cipó de veado)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Senecio brasiliensis (Maria Mole)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)
Spergula arvensis (Gorga)
Spermacoce latifolia (Erva quente)

Frasco - Plástico - 1L
Galão - Plástico - 5L
Balde - Plástico - 20L
Bombona - Plástico - 5 20 50 e 100L
Tambor - Metálico - 50 e 200L

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO

METIZ é um herbicida seletivo, de ação sistêmica, apresentado sob a forma de suspensão concentrada, altamente eficaz e de largo espectro de ação contra plantas infestantes de folhas largas. Pertence ao grupo químico das Triazonas. É utilizado para o controle de plantas infestantes de folhas largas nas culturas de batata, cana-de-açúcar e soja em aplicação pré-emergência e na cultura do tomate nas aplicações em pré e pós-emergência da cultura e das plantas infestantes.

CULTURAS, PLANTAS INFESTANTES E DOSES

METIZ é um herbicida seletivo, altamente eficaz e de amplo espectro de ação contra plantas infestantes de folhas largas.

MODO DE APLICAÇÃO

O produto é aplicado na forma de pulverização, de acordo com as recomendações da bula.
METIZ é recomendado em aplicações aéreas e terrestres. A distribuição nas aplicações terrestres deve ser uniforme, podendo a vazão ser de 200 a 400 L/ha de calda.
Pulverizador Costal: Utilizar bico leque, da série 80 ou 110, com pressão de 15 a 20 lb/pol², aplicando 200 a 400 litros de calda por hectare. Recomenda-se manter o ritmo das bombadas em cadência com os passos do aplicador visando obter uma pulverização uniforme.
Aplicações Tratorizadas: Pressão da bomba 40 – 60 lb/pol² – barra equipada com bicos 80:04 distanciados 50 cm entre si, à altura de 50 cm do solo. Na aplicação evitar sobreposições, pois isso causará aumento da concentração do produto acima do recomendado.
Aplicações Aéreas: Recomenda-se que sejam empregados no mínimo 20 litros de calda por hectare. O aparelho deve estar equipado com bicos leques ou D25, a altura de voo de 2 a 4 m, vento calmo ou menor que 8 Km/hora, umidade relativa maior que 70% e temperatura inferior a 30ºC.
Preparo da Calda:
Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até um terço de seu nível, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento. Adicionar a quantidade correta de produto, previamente medido em recipiente graduado no reservatório do pulverizador, e então, completar o volume com água. A agitação deverá ser constante durante todo o processo de preparo e pulverização da calda. Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de aplicação, pulverizando logo em seguida. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação da calda, agitá-la vigorosamente antes de reiniciar a aplicação.
Recomendações Gerais para Evitar a Deriva:
Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores referentes ao equipamento de pulverização a ao clima. O aplicador é responsável por considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.
EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR.

IMPORTÂNCIA DO DIÂMETRO DE GOTA

A melhor estratégia de gerenciamento da deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possíveis para dar uma boa cobertura e controle (> 150 a 200 µm). A presença de culturas sensíveis nas proximidades, infestação e condições climáticas podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando gotas de diâmetros maiores, reduz o potencial de deriva, mas não previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições ambientais desfavoráveis.

CONTROLANDO O DIÂMETRO DAS GOTAS - TÉCNICAS GERAIS

Volume: Use bicos de vazão maior para aplicar o volume de calda mais alto possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com vazão maior produzem gotas maiores.
Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração. Quando maiores volumes forem necessários, use bicos de vazão maior ao invés de aumentar a pressão.
Tipo de bico: Use o bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Na maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.

CONTROLANDO O DIÂMETRO DAS GOTAS - APLICAÇÃO AÉREA

Número de bicos: Use o menor número de bicos com maior vazão possível e que proporcione uma cobertura uniforme.
Orientação de bicos: Direcionando os bicos de maneira que o jato esteja dirigido para trás, paralelo a corrente de ar, produzirá gotas maiores que outras orientações.
Tipo de bico: Bicos de jato cheio, orientados para trás, produzem gotas maiores que outros tipos de bicos.
Comprimento da barra: O comprimento da barra não deve exceder ¾ (75%) da barra ou do comprimento do rotor-barras maiores aumentam o potencial de deriva.
Altura de voo: Aplicações a alturas maiores que 3 metros acima da cultura aumentam o potencial de deriva.
Ventos: O potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior de 10 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de equipamento determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento. Não aplicar se houver rajadas de ventos ou em condições sem vento. Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.

INVERSÃO TÉRMICA

O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr do sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser identificada pela neblina no nível do solo. No entanto, se não houver neblina, as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica; enquanto que se a fumaça for rapidamente dispersa e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical de ar.

LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco de formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1) Com o equipamento de aplicação vazio, enxague completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante dessa operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2) Complete o pulverizador com água limpa. Circule essa solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3) Complete o pulverizador com água limpa e adicione amônia caseira (3% de amônia) na proporção de 1% (1 litro por 100 litros). Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque evitando que este líquido atinja corpos d’água, nascentes ou plantas úteis.
4) Remova e limpe os bicos, filtros e difusores com um balde com solução de limpeza.
5) Repita o passo 3.
6) Enxágue completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo duas vezes.
Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Batata: 60 dias;
Cana-de-açúcar: 120 dias;
Soja: Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego;
Tomate: 60 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entrar nas áreas tratadas sem o equipamento de proteção individual por um período mínimo de aproximadamente 24 horas ou até que a calda pulverizada nas plantas esteja seca. Caso haja necessidade de reentrar nas lavouras ou áreas tratadas antes desse período, usar os EPIs recomendados.

LIMITAÇÕES DE USO

- Uso exclusivo para culturas agrícolas;
- Fitotoxicidade para as culturas indicadas: METIZ não é fitotóxico às culturas quando aplicado nas modalidades e doses recomendadas;
- Além de se observar os intervalos de segurança e reentrada, o produto não deve ser usado nas seguintes cultivares de soja: FT-21 (Siriema), FT Cometa, Coodetec 206, BRS 132, UFV-19, UFV-20, Campos Gerais, FT-1, FT-11 (Alvorada) e Embrapa 132.
- Alertamos que novos cultivares de soja a serem lançados, deverão ser previamente testados com aplicação de Metribuzim.
- O produto deve ser utilizado única e exclusivamente conforme a recomendação;
- Não aplicar o produto durante a ocorrência de ventos acima de 8 km/h, pois pode ocorrer desvio do produto em relação ao alvo (deriva);
- Todo equipamento usado para aplicar o METIZ deve ser descontaminado antes de outro uso

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C1 para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO C1 HERBICIDA

METIZ é um herbicida composto por Metribuzim, cujo mecanismo de ação principal é atuar como inibidor de elétrons no fotossistema II (FSII), provocando um acúmulo de elétrons no ponto de inibição (proteína QB) que, por sua vez, promove peroxidação de lipídios, causando clorose e necrose (Grupo C1), segundo classificação internacional do HRAC (Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas a Herbicidas).