Bula Nortox Maximus - Nortox

Bula Nortox Maximus

CI
Glifosato; Clorimurom-Etílico
1121
Nortox

Composição

Glifosato 792,5 g/kg
Equivalente ácido de Glifosato 720 g/kg
Clorimurom-etílico 12,5 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Não seletivo, Sistêmico, Pós-emergência

Tipo: Big-bag
Material: Plástico
Capacidade: 2000 kg

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 60 kg

Tipo: Caixa
Material: Fibra celulósica revestida com plástico
Capacidade: 1200 kg

Tipo: Cartucho
Material: Fibra celulósica revestida com plástico metalizado
Capacidade: 5 kg

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 2 kg

Tipo: Saco
Material: Hidrossolúvel
Capacidade: 10 kg

Tipo: Saco
Material: Fibra celulósica com plástico/Fibra celulósica revestida com plástico metalizado/Fibra celulósica com saco plástico interno/Plástico/Plástico metalizado
Capacidade: 25 kg

Tipo: Tambor
Material: Fibra celulósica com saco plástico interno
Capacidade: 220 kg.

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO

NORTOX MAXIMUS é um herbicida sistêmico de amplo espectro recomendado para o controle de plantas daninhas, em áreas de plantio direto ou convencional, podendo ser utilizado em aplicação única ou sequencial, antes do plantio da cultura. NORTOX MAXIMUS é ainda recomendado para uso exclusivo e seletivo em variedades de soja geneticamente modificadas, sua aplicação deverá ser feita em área total, em pós-emergência das plantas daninhas e da cultura. NORTOX MAXIMUS é indicado para as culturas do Eucalipto, Pinus, Soja convencional e Soja Geneticamente Modificada.

MODO DE AÇÃO DO PRODUTO EM RELAÇÃO AO ALVO BIOLÓGICO

NORTOX MAXIMUS é um herbicida sistêmico de ação total utilizado em pós-emergência das plantas daninhas, resultante da combinação de dois princípios ativos – CLORIMUROM e GLIFOSATO.
O produto é absorvido pelas folhas e raízes das plantas daninhas, transcolando pelo xilema e floema com movimentação por toda a planta, ocasionando o amarelecimento progressivo das folhas, murchamento e posterior necrose e morte das plantas em torno de 7 à 21 dias.

MODO DE APLICAÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO

NORTOX MAXIMUS pode ser aplicado através de pulverização, utilizando-se equipamentos terrestres tratorizados, costais e em aplicações aéreas.

PREPARO DA CALDA

Para preparação da calda, abasteça o pulverizador até 3/4 de sua capacidade mantendo agitador ou retorno acionado.
Coloque a dose indicada do herbicida NORTOX MAXIMUS em um recipiente com água a parte para se obter uma pré-diluição do produto e adicione ao tanque do pulverizador, após isso complete o volume restante do pulverizador com água mantendo o agitador ou retorno em funcionamento.
A agitação deve ser constante durante a preparação da calda e aplicação do produto. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a aplicação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação. Aplique de imediato sobre o alvo biológico.

APLICAÇÃO TERRESTRE

NORTOX MAXIMUS deve ser aplicado através de pulverizadores costais ou tratorizados de barra. As gotas menores são indicadas para locais que não haja riscos de atingir as folhas de plantas econômicas por deriva.
As gotas maiores possibilitam a formação de película com distribuição homogênea do herbicida sobre o solo.
É muito importante a contínua agitação no tanque e fechamento do registro do pulverizador durante as paradas e manobras do equipamento para evitar sobreposição das faixas de aplicação. Evitar aplicação do produto na presença de ventos fortes (acima de 10 km/h), nas horas mais quentes do dia (acima de 30°C) e umidade do ar abaixo de 55%.
Para a aplicação do produto utilize uma tecnologia de aplicação que ofereça boa cobertura dos alvos.
O equipamento de pulverização deverá ser adequado para cada tipo de cultura, forma de cultivo e a topografia do terreno.
A pressão de trabalho deverá ser selecionada em função do volume de calda e da classe de gotas. Utilizar a menor altura possível da barra para cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos, e consequentemente a deriva.
Deve-se realizar inspeções nos equipamentos de aplicação para calibrar e manter (bicos, barra, medidores de pressão) em perfeito estado visando uma aplicação correta e segura para total eficiência do produto sobre o alvo.
As maiores doses devem ser utilizadas em alta infestação da planta daninha e/ou em estádios vegetativos avançados da cultura, bem como os volumes de calda recomendados.
O equipamento de aplicação deverá apresentar uma cobertura uniforme na parte tratada. Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

Volume de calda: 200 L/ha.

APLICAÇÃO AÉREA

Indicado exclusivamente no Manejo das plantas daninhas nas modalidades pré-semeadura e apliqueplante e na pós-emergência da soja geneticamente modificada. Utilizar aeronave agrícola registrada pelo MAPA e homologada para operações aeroagrícolas pela ANAC.
A altura de voo não deve ultrapassar 4,0 m para evitar problemas com deriva, a altura ideal é de 2 a 3 m acima do alvo, desde que garanta a segurança do voo. Utilizar menor número de bicos com maior vazão proporcionando cobertura uniforme e orientar de maneira que o jato esteja dirigido para trás, no sentido paralelo a corrente de ar. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
Largura da faixa de disposição: 18 a 20 m.
Volume de calda: 20 a 40 L/ha.

Nota: Sempre verificar o risco de atingir culturas econômicas sensíveis a herbicidas por deriva.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS PARA APLICAÇÃO TERRESTRE E AÉREA

As condições climáticas mais favoráveis para pulverização utilizando equipamentos adequados são:
- Umidade relativa do ar: mínimo 60%; máximo 95%;
- Velocidade do vento: mínimo - 2 km/hora; máximo – 10 km/hora;
- Temperatura: entre 20 a 30ºC ideal.

Caso haja a presença de orvalho na cultura, não há restrições nas aplicações com aviões; porém, deve-se evitar aplicações com máquinas terrestres.

RECOMENDAÇÕES DE BOAS PRÁTICAS DE APLICAÇÃO DO PRODUTO

Evitar as condições de inversão térmica. Deve-se evitar aplicação com excesso de velocidade, excesso de pressão, excesso de altura das barras ou aeronave. Ajustar o tamanho de gotas às condições ambientais, alterando o ângulo relativo dos bicos hidráulicos ou o ângulo das pás do “micronair”.
Os volumes de aplicação e tamanho de gotas maiores são indicados quando as condições ambientais estão próximas dos limites recomendados. Já para lavouras com densa massa foliar, recomendamse gotas menores e volumes maiores.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização (independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva) e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura), para tanto o tamanho de gotas a ser utilizado deve ser o maior possível, sem prejudicar a boa cobertura da cultura e eficiência.
Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

LIMPEZA DE TANQUE

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas.
Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo: Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas.
A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada. Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado.
Encher novamente o tanque com água limpa e agregar uma solução para limpeza de tanque na quantidade indicada pelo fabricante. Manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos.
Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa e solução para limpeza de tanque. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula; - Repetir a aplicação caso ocorra chuvas até 2 horas após o tratamento. - Utilizar água limpa, isenta de argilas em suspensão.
LIMITAÇÕES DE USO EXCLUSIVAMENTE RELATIVAS À SOJA GENETICAMENTE MODIFICADA
- O herbicida NORTOX MAXIMUS é seletivo somente quando aplicado sobre as variedades de soja geneticamente modificadas, tolerante ao glifosato, conforme as instruções de uso indicadas nesta bula.
- O herbicida NORTOX MAXIMUS não deve ser utilizado em pós-emergência de variedades de soja que não sejam geneticamente modificadas, tolerante ao glifosato ou sobre outras espécies úteis sensíveis.
- É exigido a utilização de tecnologia de redução da deriva de 50% para doses acima de 1.800 g/ha de ingrediente ativo Glifosato, nas aplicações costal, estacionária/semi-estacionária e tratorizada.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele resistentes. Como prática de manejo de resistência de plantas infestantes deverão ser aplicados, alternadamente, herbicidas com diferentes mecanismos de ação, devidamente registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos, recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos, consulte um Engenheiro Agrônomo.

NORTOX MAXIMUS é um herbicida composto pelos ingredientes ativos glifosato – sal de amônio que apresenta como mecanismo de ação a inibição da EPSPs (Enoi Piruvil Chiquimato Fosfato Sintase) pertencente ao Grupo G. O glifosato bloqueia a enzima EPSPs (5-enolpiruvilchiquimato-3- fosfato sintase), que catalisa a ligação dos compostos chiquimato 3-fosfato (S3P) e fosfoenolpiruvato (PEP), produzindo o enolpiruvilchiquimato-3-fosfato e fosfato inorgânico e pelo ingrediente ativo Clorimurom-etílico que atuam na inibição da enzima Aceto Lactato Sintase (ALS), pertencente ao Grupo B segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupos G e B para o controle do mesmo alvo, quando apropriado;
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).