Bula Optix

acessos
Beta-cipermetrina
8508
UPL

Composição

Beta-cipermetrina 100 g/L Piretróide sintético

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicudo
(Anthonomus grandis)
500 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 3 aplicações do produto com intervalos de 5 dias. 7 dias. iniciar as aplicações quando o nível de botões florais danificados atingirem no máximo 10%
Curuquerê
(Alabama argillacea)
100 a 125 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 7 dias. o controle deve ser efetuado quando houver 2 lagartas médias (2 cm) por planta e o nível de desfolha de 25%
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
400 a 500 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 7 dias. o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (10% de infestação)
Lagarta rosada
(Pectinophora gossypiella)
500 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Deverão então serem realizadas 3 aplicações com intervalo de 7 a 10 dias. 7 dias. o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (5% de maçãs danificadas)
Arroz Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê dos capinzais
(Mocis latipes)
90 a 120 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 7 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
75 a 100 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2(duas) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 7 dias. Aplicar no período após a germinação de 60 a 70 dias de idade da cultura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
50 a 75 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 14 dias. O início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (20 lagartas/metro linear)
Lagarta-falsa-medideira
(Pseudoplusia includens)
100 a 125 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 14 dias. A pulverização deve ser feita logo após o início da infestação
Percevejo verde
(Nezara viridula)
300 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 14 dias. O início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (4 percevejos maiores que 0,5 cm por pano de batida). Os danos dos percevejos ocorrem da formação de vagens até a maturação fisiológica
Percevejo verde pequeno da soja
(Piezodorus guildinii)
300 mL p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 14 dias. O início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (4 percevejos maiores que 0,5 cm por pano de batida). Os danos dos percevejos ocorrem da formação de vagens até a maturação fisiológica
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca pequena do tomateiro
(Neoleucinodes elegantalis)
40 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 6(seis) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 3 dias. A pulverização deve ser feita a partir do início do florescimento
Traça do tomateiro
(Tuta absoluta)
400 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 6(seis) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. 3 dias. A pulverização deve ser feita a partir do aparecimento da praga

Frascos Plásticos PEAD e Tambor Metálico : 250 e 500 mL 1,0; 2,0; 4,5; 5,0; 20,0; e 200,0 Litros

INSTRUÇÕES DE USO:

CULTURAS: Algodão, arroz, milho, soja e tomate.

PRAGAS E DOSES: Vide Indicações de Uso/Doses

Obs: 1 litro do produto comercial equivale a 100 gramas do ingrediente ativo.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

•Algodão:
Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias.

Curuquerê: o controle deve ser efetuado quando houver 2 lagartas médias (2 cm) por planta e o nível de desfolha de 25%.

Bicudo: iniciar as aplicações quando o nível de botões florais danificados atingirem no máximo 10%. Deverão então serem realizadas 3 aplicações do produto com intervalos de 5 dias.

Lagarta-das-maçãs: o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (10% de infestação).

Lagarta-rosada: o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (5% de maçãs danificadas). Deverão então serem realizadas 3 aplicações com intervalo de 7 a 10 dias.

•Arroz:
Realizar no máximo 3 aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias.

Curuquerê-dos-capinzais: a pulverização deve ser feita logo após o início da infestação.

•Milho:
Realizar no máximo 2(duas) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias.

Lagarta-do-cartucho: aplicar no período após a germinação de 60 a 70 dias de idade da cultura.

•Soja:
Realizar no máximo 4(quatro) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias.

Lagarta-da-soja: o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (20 lagartas/metro linear).

Lagarta-falsa-medideira: a pulverização deve ser feita logo após o início da infestação.

Percevejo-da-soja: o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (4 percevejos maiores que 0,5 cm por pano de batida). Os danos dos percevejos ocorrem da formação de vagens até a maturação fisiológica.

Percevejo-verde-pequeno: o início das aplicações deve ser baseado nos níveis de dano econômico (4 percevejos maiores que 0,5 cm por pano de batida). Os danos dos percevejos ocorrem da formação de vagens até a maturação fisiológica

•Tomate:
Realizar no máximo 6(seis) aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias.

Traça-do-tomateiro: a pulverização deve ser feita a partir do aparecimento da praga.

Broca-pequena-do-fruto: a pulverização deve ser feita a partir do início do florescimento.

MODO DE APLICAÇÃO:

•Milho:
Equipamento tratorizado com barra: volume de calda de 200-300 L/ha. Utilizar bicos leque série 80.02, 80.03 ou 80.04 ou equivalentes sobre a linha da cultura.

Pulverizador costal manual: o volume de calda a ser aplicado depende da pessoa que executa a operação, uma vez que este equipamento não possui regulador de pressão. A calibração deve ser feita individualmente, a uma velocidade em torno de 1 metro/segundo. A pressão de trabalho varia conforme o ritmo da bomba combinado com a vazão do bico. Deve-se usar bicos leque série 80.02, 80.03 ou 80.04 ou equivalentes sobre a linha da cultura.

•Algodão, arroz, soja e tomate:
Equipamento tratorizado com barra: volume de calda de 200 - 300 L/ha, produzindo gotas de 100 -120 µ e 30-50 gotas/cm2, a uma velocidade de 3-6 km/hora e pressão de 100-150 Ib/poI2. Utilizar bicos cênicos tipo JA-1, JD 10-1 ou 02-13. No caso específico do tomate, utilizar um volume de 800 a 1000 litros de calda por hectare.

Pulverizador costal manual: o volume de calda a ser aplicado depende da pessoa
que executa a operação, uma vez que este equipamento não possui regulador de pressão. A calibração deve ser feita individualmente, a uma velocidade em torno de 1 metro/segundo. A pressão de trabalho varia conforme o ritmo da bomba combinado com a vazão do bico. Pode-se usar bicos cônicos tipo JA-2 ou JD 14-2 ou similares.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão, Arroz e Milho: 07 dias
Soja:14 dias
Tomate 03 dias

LIMITAÇÕES DE USO:
Os usos do produto estão restritos aos indicados na bula.
Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas não causará danos as culturas indicadas.

PRECAUÇÕES GERAIS:
-Produto para uso exclusivamente agrícola.
-Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
-Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
-Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
-Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
-Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
-Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
-Produto extremamente irritante aos olhos.
-Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
-Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão impermeável com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
-Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
-Evite o máximo possível o contato com a área de aplicação.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. -Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
-Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão impermeável com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
-Não reutilize a embalagem vazia.
-Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
-Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
-Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas calçadas para reduzir o risco de exposição acidental.
-Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
-Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
-Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
-Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
-Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
-No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão impermeável com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for respirado (inalado ou aspirado), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

INTOXICAÇÕES POR BETA-CIPERMETRINA
INFORMAÇÕES MÉDICAS

?Grupo químico: Piretróide
?Classe toxicológica: I- Extremamente Tóxico
?Mecanismos de toxicidade: O sítio primário de ação dos piretróides no sistema nervoso dos vertebrados é o canal de sódio da membrana neural. Os piretróides causam prolongamentos da permeabilidade da membrana ao íon sódio durante a fase excitatória potencial de ação.Isso diminui o limiar para a ativação de mais potenciais de ação, conduzindo a uma excitação repetitiva das terminações sensoriais nervosas e podendo progredir para um hiperexcitação de todo o sistema nervoso.Os piretróides do Tipo II (ex: beta-cipermetrina) possuem o grupo alfaciano e são mais potentes e tóxicos, podendo produzir bloqueio da condução nervosa, com a despolarização persistente e redução da amplitude do potencial de ação e colapso na condução axonal.A interação com os canais de sódio não é o único mecanismo de ação proposto para os piretróides. Os efeitos causados ao SNC levaram á sugestão de ações via antagonismo do ácido gama-aminobutírico (GABA) mediado por inibição, modulação da transmissão nicotínocolinérgica, aumento na liberação de noradrenalina ou ações nos íons cálcio; mas é improvável que um desses efeitos represente o mecanismo primário de ação dos piretróides.
?Vias de exposição: Oral, inalatória, ocular e dérmica.
?Sintomas e sinais Clínicos:
Baseados nos sinais de toxicidade em mamíferos e invertebrados, os piretróides podem ser classificados em dois tipos: Tipo I e Tipo II (alfa-ciano piretróides).
Os piretróides Tipo II (ex: beta-cipermetrina) têm mostrado produzir uma típica síndrome tóxica com ataxia, convulsões, hiperatividade, coreoatetose e salivação profusa.

Intoxicação aguda:

Exposição Dérmica
Os sintomas mais comuns são: formigamento, prurido, eritema e queimação na face ou em outras áreas expostas. Esses compostos não são, em princípio, irritantes, contudo o efeito principal da exposição é a dermatite. A lesão usual é uma dermatite eritematosa moderada com vesículas, pápulas nas áreas úmidas e intenso prurido.

Exposição Ocular:
Pode ocorrer irritação ocular com lacrimação e conjuntivite transitória, dano moderado ou severo da córnea, decréscimo da acuidade visual e edema periorbital.

Inalação
A inalação é a principal via de exposição, sendo a irritação das vias respiratórias o efeito tóxico primário. Após inalação, é comum ocorre tosse, dispnéia moderada, rinorréia e sensação de garganta arranhada. Podem ser observadas reações de hipersenbilidade incluindo respiração ofegante, espirros e brocoespasmo.

Ingestão
Pode causar náusea, vômito e dor abdominal.

Toxicidade Sistêmica
Sintomas sistêmicos podem ser desenvolvidos após exposição de extensa superfície dérmica, inalação ou ingestão prolongada. Os sintomas incluem dor de cabeça, vertigem, anorexia e hipersalivação. A. intoxicação severa não é comum e geralmente sucede ingestão considerável e causa comprometimento da consciência, fasciculações musculares, convulsões e, raramente, edema pulmonar não-cardiogênico.

Cardiovascular
Podem ocorrer hipotensão e taquicardia associados a anafilaxia

Respiratória
Podem ocorrer reações de hipersensibilidade caracterizadas por pneumonia, tosse, dispnéia, dificuldade respiratória, dor no peito e broncoespasmo.Foram relatados casos raros de parada respiratória e cardiopulmonar.

Neurológica
Parestesias, dores de cabeça e vertigens são comuns.Exposição substancial pode resultar em hiperexcitabilidade e convulsões, mas é raro.

Gastrointestinal
Geralmente ocorre náusea, vômito e dor abdominal dentro de 10 a 60 minutos após a ingestão.

Dermatológica
Podem ocorrer irritação e dermatite de contato. Após exposição prolongada, também foi observado eritema semelhante àquele produzido por queimadura solar.

Imunológica
Após inalação, foi relatado broncoespasmo repentino, inchaço das membracas mucosas da cavidade oral e da laringe e reações anafiláticas.
Podem ser observadas: pneumonia por hipersensibilidade caracterizada por tosse, alterações respiratórias, dor no peito e broncoespasmo.
?Toxicocinética
Absorção
(A)Oral
Os piretróides são prontamente e rapidamente absorvidos oralmente, com ampla distribuição por todo organismo. O pico de concentração sorológica da permetrina foi de 4 horas após ingestão em um caso relatado.
(B)Dérmica
Geralmente os piretróides são absorvidos lentamente através da pele o que geralmente previne a toxicidade sistêmica.Contudo, um depósito significante de piretróide pode permanecer ligado à epiderme.Os piretróides são altamente lipofílicos, passando através das membranas celulares; contudo, devido ao rápido metabolismo, a magnitude da toxicidade é amplamente diminuída.
Metabolismo
Os piretróides são rapidamente hidrolisados no fígado ao seu ácido inativo e derivados alcoólicos, provavelmente pela carboxilesterase microssomal. Também ocorre degradação e hidroxilação do álcool da! posição 4', e a oxidação produz uma grande quantidade de metabólitos.Há alguma estereoespecificidade no metabolismo, com os isômeros trans sendo hidrolisados mais rapidamente do que os isômeros cis, para os quais a oxidação é a mais importante via metabólica. Contudo os grupos alfa-ciano reduzem a suscetibilidade da molécula ao metabolismo hidrolítico e oxidativo; o grupo ciano é convertido ao aldeído correspondente (com liberação do íon cianeto), seguido por oxidação ao ácido carboxílico, suficientemente rápido para que ocorra uma excreção eficiente pelos mamíferos. Outras diferenças na estrutura química dos piretróides têm menos efeito na velocidade do metabolismo.Os padrões de metabólitos variam quando da administração oral ou dérmica em humanos. Por exemplo, após administração dérmica de cipermetrina (outro piretróide tipo II) a proporção de ácidos ciclopropano cis/trans excretados foi aproximadamente 1: 1, comparada a 2: 1 após administração oral. Essas medidas podem ser úteis na determinação da via de exposição.Estudos em animais mostraram que a hidrólise de piretróides é inibida por agentes dialquilfosforiladores tais como inseticidas organofosforados. Experimentos com galinhas mostraram que a toxicidade de piretróides (permetrina) também foi ampliada pelo brometo de piridostigmina e pelo repelente de insetos N,N-dietil-m-toluamida. Os autores levantaram a hipótese de que a competição dos compostos pelas esterases hepáticas e plasmáticas leva ao decréscimo da quebra de piretróides e aumento no transporte dos piretróides para os tecidos neurais.
Eliminação
Ocorre uma metabolização rápida por éster hidrólise, resultando em metabólitos inativos que são excretados principalmente na urina. Uma proporção menor é excretada inalterada nas fezes. Os piretróides são eliminados dos animais rápida e complemente.
?Diagnóstico
O diagnóstico pré estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.
?Tratamento
O tratamento é de suporte e a maioria das exposições casuais requer apenas descontaminação.
Não administre ou introduza leite, nata ou outras substâncias contendo gordura animal ou vegetal, pois estas favorecem a absorção de substâncias lipofílicas, tais como piretróides.
Exposição oral:
(A)Não há antídoto específico para envenenamento por piretróides.O tratamento é sintomático e de suporte e inclui o monitoramento para o desenvolvimento de reações de hipersensibilidade com alterações respiratórias. Forneça suporte respiratório adequado, quando necessário.A descontaminação gástrica geralmente não é necessária a menos que o piretróide esteja combinado com um hidrocarboneto
B)Reação alérgica leve/moderada:anti-histaminas com ou sem agonistas beta via inalatória, corticosteróides ou epinefrina.Severa:oxigênio, suporte respiratório vigoroso, anti-histaminas, epinefrina (Adulto: 0,3 a 0,5 ml de uma solução 1:1000 aplicado de forma subcutânea; Criança: 0,01 ml/kg; 0,5 ml no máximo; pode repetir em 20 a 30 minutos), corticosteróides, monitoramento do eletrocardiograma e fluidos intravenosos.
Exposição Inalatória
A)Remova o intoxicado para um local arejado.
B) Monitore para alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie para irritação do trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, conforme necessário. Trate o broncoespasmo com agonista beta 2 via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
Exposição Ocular
A) Irrigue com água corrente ou salina a 0,9% por pelo menos 10 minutos.
B) Um anestésico tópico pode ser necessário para alívio da dor ou no caso de blefaroespasmos.
C) Assegure que não haja partículas remanescentes na conjuntiva.
O) Se os sintomas não forem solucionados após a descontaminação ou se for detectada uma anormalidade significante durante o exame, encaminhe para um oftalmologista.
Exposição Dérmica
1)Remova as roupas contaminadas e lave a pele exposta com água e sabão.
2)Institua tratamento sintomático e medidas de suporte conforme necessãrio.
3)A aplicação tópica de vitamina E (acetato de tocoferol é efetiva na melhora das parestesias que acompanham o contato com piretróides sintéticos contendo um grupo alfa-ciano e tem mostrado reduzir a irritação de pele se aplicada logo após a exposição.
?Contra-indicações
A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco potencial de aspiração.
Atenção: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT-ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de emergência da empresa: (0xx11) 3371-1120

Mecanismos de Ação, Absorção e Excreção para o Ser Humano:

Beta-cipermetrina e cipermetrina apresentam a mesma estrutura molecular e ação tóxica similar (tipo II), sendo esperado que possuam o mesmo comportamento cinético. Desta forma relatamos estudos da substância referência, para avaliação da cinética e metabolismo da beta-cipermetrina.

Comportamento Cinético dos Isômeros no Homem:
Foi realizado um estudo com voluntários que receberam doses únicas (0,25; 0,5 ou 1,5 mg/kg) de cipermetrina através da via oral, em cápsulas de óleo de milho. A excreção através da via urinária foi rápida. Os indivíduos excretaram uma média de 78% da dose do isômero trans e 49% da dose do isômero cis, em um período de 24 horas. A principal via de metabolismo no homem foi a clivagem do grupo éster. Como determinado em outras espécies animais, o isômero trans foi metabolizado mais rapidamente do que o isômero cis. A concentração de ambos isômeros na urina, 2 e 5 dias após a administração, estava abaixo do limite de detecção de 0,01 mg/litro.

Um grupo de dois indivíduos recebeu dose diária via oral (cápsula), de 0,25; 0,75 ou 1,5 mg/indivíduo, por um período de 5 dias (estudo de doses repetidas).
Durante o período de administração e nos 5 dias conseguintes, foram coletadas amostras da urina em períodos de 24 horas, para análise do metabólito ácido carboxílico ciclopropano.
Os resultados demonstraram que as concentrações dos isômeros cis e trans excretados através da urina em um período de 24 horas após administração, foram similares às porcentagens excretadas mensuradas no estudo com regime de dose única. Dessa forma, foi concluído que não ocorreu nenhum acúmulo do material no organismo.

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:

Efeitos agudos (Resultantes de ensaios com animais - Produto formulado):

DL50 oral: 652 mg/kg
DL50 dérmica: maior que 5.000 mg/kg
CL50 inalatória: maior que 2,10 mg/L de ar
Irritação dérmica: o produto provocou irritação moderada para a pele dos animais.
Irritação ocular: o produto provocou irritação persistente e opacidade da córnea por mais de 7 dias para os olhos dos animais.
Sensibilização cutânea: o produto não provocou sensibilidade cutânea.

Efeitos crônicos:
Tendo em vista a similaridade na estrutura e mecanismo de ação, bem como na equivalência das respostas toxicológicas entre cipermetrina e beta-cipermetrina, os estudos da toxicidade crônica/ oncogenicidade realizadas com a cipermetrina são considerados como válidos para a beta-cipermetrina.
A toxicidade crônica/carcinogenicidade da cipermetrina foi intensamente investigada através de estudos com cães (crônico, 52 semanas), ratos (crônico/ oncogênico, 24 meses) e com camundongos(carcinogenicidade, 101 semanas). Não foram observados quaisquer efeitos ou alterações que indiquem potencial carcinogênico destes compostos.
A beta-cipermetrina, em estudos conduzidos em ratas Sprague Dawley CD, foi considerada como não teratogênico.










DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO E SAÚDE DO MEIO AMBIENTE

1.PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:
MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE(CLASSE II)

-Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
-Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
-Evite a contaminação ambiental-Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamento com vazamento.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-Aplique somente as doses recomendadas.
-Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d´água. Evite a contaminação da água.
-A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2.INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos,
bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente
crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3.INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES

- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa VIGNA BRASIL
ASSESSORIA EM AGRONEGÓCIOS L TDA. - telefone de Emergência: (OXX11) 3371-1120.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2, pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4.PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO

?EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

-LAVAGEM DA EMBALAGEM

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI´s -Equipamentos de Proteção Individual- recomendados para o preparo da calda do produto.

•Tríplice lavagem (Lavagem Manual):

Esta embalagem deverá ser submetia ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:

- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

•Lavagem sob Pressão:

Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os procedimentos:

- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30
segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para a lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:

-Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque do pulverizador, em posição vertical, durante 30 segundos;
-Manter a embalagem nesta posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos.
-Toda água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador.
-Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

-ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.

O armazenamento das embalagens vazias, até a sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

-DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.

o usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas

?EMBALAGEM SECUNDÁRIA(NÃO CONTAMINADA)

-ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

-ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

-TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinaçao final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

-É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

-EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS

A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

-PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

A desativação do produto é feita através da incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

-TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:

O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

-RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL OU MUNINCIPAL:

De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.











Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados

Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver um mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas-IRAC-BR, recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI), visando prolongar a vida útil dos mesmos:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.
- Incluir outros métodos de controle de insetos (ex: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.