Bula Ranger - Du Pont
CME MILHO (SET/20) US$ 3,076 (-1,22%)
| Dólar (compra) R$ 5,41 (1,29%)

Bula Ranger

Clomazona; Hexazinona
706
FMC

Composição

Clomazona 400 g/kg
Hexazinona 100 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Pré-emergência, Seletivo, Sistêmico

Sacos metálicos aluminizados de 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 6,0; 8,0; 10; 20; 30; 40 e 50 Kg;
Sacos hidrossolúveis de 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5 e 5,0 Kg.

INSTRUÇÕES DE USO

Número, época e intervalo de aplicação: uma única aplicação é suficiente para controlar as plantas infestantes
indicadas.

Modo/Equipamentos de aplicação

O solo deve estar livre de torrões, previamente eliminados por um bom preparo do solo pelo cultivo.
Ranger® deve ser aplicado antes da emergência da cultura ou até no máximo, início da fase de esporão por serem
estas, as fases em que a cana-de-açúcar é mais tolerante aos herbicidas. Quando a cultura apresentar-se em pós
emergência, a aplicação deverá ser realizada em jato dirigido com pingente, a fim de se obter uma boa cobertura do
solo e evitar contato do produto com as folhas da cana-de-açúcar, aumentando a seletividade da cultura e reduzindo
sintomas de fitotoxicidade.

Para o controle de plantas daninhas em áreas de elevada infestação de Capim Marmelada (Brachiaria plantaginea), a
aplicação deve ser realizada quando as chuvas estiverem regulares.

Para ativação de Ranger®, é necessário uma quantidade mínima de umidade no solo. Na ausência desta, deve-se
aguardar uma chuva leve (mínimo de 10 mm) para sua ativação. Neste caso, se houver plantas infestantes já germinadas,
as mesmas devem ser eliminadas através de um cultivo (tratorizado ou manual) ou químico., nas entrelinhas, evitandose
o movimento intenso do solo para manter Ranger® na camada superficial.

Preparo da calda

O abastecimento do tanque do pulverizador deve ser feito enchendo o tanque até ¾ da sua capacidade com água,
mantendo o agitador ou retorno em funcionamento e então adicionando o produto, completando por fim o volume com
água. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Prepare apenas a quantidade
necessária de calda para uma aplicação, pulverizando o mais rápido possível após sua preparação. Caso aconteça
algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do
pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação. É possível ainda fazer uma pré-diluição do
produto em um balde, e depois adicionar ao tanque com ¾ de água.
Nota: Antes da aplicação de Ranger® o equipamento de pulverização deve estar limpo e bem conservado, procedendo
então a calibragem do equipamento com água para a correta pulverização do produto.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS

A aplicação de Ranger® poderá ser efetuada através de pulverização terrestre (manual ou tratorizada) e aeronaves
agrícolas.

Equipamentos terrestres

Bicos: bicos de jato plano (leque) com ângulo de jato de 110º e dos tipos (LP, DG, TK, TF ou ADI).
Todos os bicos da barra de aplicação deverão se manter à mesma altura em relação ao topo das plantas.

Pressão: Pulverizadores costais manuais e tratorizados: de 20 a 40 psi.

Equipamentos com bicos de jato plano convencional: não ultrapassar a pressão de 40 psi.
Não utilizar bicos de jato plano uniforme (ex: 110.02 E) a não ser em aplicações exclusivamente na linha de plantio ou
de uma única faixa.

Volume de calda: 150 a 300 L/há

Diâmetro e densidade de gotas: DMV de 450 µm e densidade mínima de 20 gotas/cm².

Faixa de deposição: utilizar a recomendada para um bico ou barra completa que apresente maior uniformidade de
distribuição de gotas sem falhas ou áreas com excesso.

Aeronaves agrícolas

Bicos: bicos de jato plano da série 80.10 ou 80.15.

Diâmetro e densidade de gotas: DMV de 420 a 480 µm e densidade mínima de 20 gotas/cm².

Número de bicos: Aviões IPANEMA: 40 a 42 bicos, fechando de 4 a 5 em cada extremidade das asas e três
intermediários de cada lado próximo à fuselagem, mantendo em operação os oito bicos sob a fuselagem (barriga), e
posicionados no mesmo ângulo dos bicos das asas.
Outros modelos de aeronaves agrícolas: utilizar a deposição que permita uma uniformidade de distribuição das gotas.

Não realizar aplicações com bicos rotativos tipo MICRONAIR.

Altura de vôo: Aviões IPANEMA: 4 a 5 metros em relação ao topo da cultura.

Outro modelos de aeronaves agrícolas: altura mínima de 3 a 4 metros do alvo.

Volume de aplicação: 30 a 40 L/há

Faixa de deposição: Aviões IPANEMA e similares: faixa máxima de 15 m.

Aviões grandes: não deverá exceder 22 m.

Ângulo da barra: entre 120 e 135º (UR > 70%).

Condições climáticas

Temperatura ambiente: máximo 28ºC
Umidade relativa do ar (UR): mínima 70%
Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora.
Obs.: A aplicação aérea somente deve ser feita em pré-emergência da cultura com acompanhamento de profissional
técnico especializado.

Lavagem do equipamento de aplicação

Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a
aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos
sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a
limpeza mais difícil.

1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágüe completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas
mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O
material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a
barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pela
mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3. Complete o pulverizador com água limpa e adicione amônia (3% de amônia) na proporção de 1% (1 litro por 100
litros). Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água
limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pela mangueiras, barras, filtros, bicos e
difusores. Esvazie o tanque evitando que este líquido atinja corpos d’água, nascentes ou plantas úteis.
4. Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
5. Repita o passo 3.
6. Enxágüe completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 2 vezes.

Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as
medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou
de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.

Gerenciamento de deriva

Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras
fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Sigas as restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e o
clima. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.

Importância do diâmetro de gota

A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa
cobertura e controle (> 150 a 200 µ). A presença de culturas sensíveis nas proximidades, condições climáticas e
infestação podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando gotas de diâmetro maior reduz-se
o potencial de deriva, mas não a previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições
ambientais desfavoráveis. Leia as instruções sobre Condições de vento, Temperatura e Umidade, e Inversão térmica.
Controlando o diâmetro de gotas - Técnicas Gerais

Volume: Use bicos de vazão maior para aplicar o volume de calda mais alto possível, considerando suas necessidades
práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores.

Pressão: Use a menor pressão indicada para recomendação específica do bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro
de gotas e não melhoram o resultado da aplicação. Quando maiores volumes forem necessários, use bicos de vazão
maior ao invés de aumentar a pressão.

Tipo de bico: Use o tipo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Na maioria dos bicos, ângulos de
aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de bicos de baixa deriva.

Controlando o diâmetro de gotas - Aplicação aérea

Número de bicos: Use o menor número de bicos com maior vazão possível que proporcione uma cobertura uniforme.

Orientação dos bicos: Direcionando os bicos de maneira que o jato esteja dirigido para trás, paralelo a corrente de ar
produzirá gotas maiores que outras orientações.

Tipo de bico: bicos de jato cheio, orientados para trás produzem gotas maiores que outros tipos de bico.

Comprimento da barra: O comprimento da barra não deve exceder ¾ da asa ou do comprimento do motor - barras
maiores aumentam o potencial de deriva.

Altura de vôo: aplicações a alturas maiores que 3,0 m acima da cultura aumentam o potencial de deriva.

Altura da barra

Regule a barra para a menor altura possível, objetivando uma cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à
evaporação e aos ventos. Para equipamento de solo, a barra deve permanecer nivelada com o nível do solo obedecendo
as instruções do fabricante do bico utilizado, reduzindo solavancos e proporcionando sobreposição homogênea dos jatos
dos bicos.

Ventos

O potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento, inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior
que 16 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de equipamento determinam o potencial de
deriva a uma dada velocidade do vento. Não aplicar se houver rajadas de ventos ou em condições sem vento.
Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os
padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.

Temperatura e umidade

Quando aplicando em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas maiores para
reduzir o efeito da evaporação.

Inversão Térmica

O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar,
formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral.
Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com relação à altitude e são comuns em noites
com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr-do-sol e freqüentemente
continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto, se não
houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A
formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indicam a presença de uma inversão
térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um
bom movimento vertical do ar.

INTERVALO DE SEGURANÇA
150 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

24 horas após a aplicação. Caso haja necessidade de reentrar nas lavouras ou áreas tratadas antes deste período, usar
macacão de mangas compridas, luvas e botas.

LIMITAÇÕES DE USO

• Não se recomenda aplicar Ranger® a menos de 800 m das culturas de girassol, milho, café, citros e das seguintes
atividades: hortas, pomares, viveiros, casas de vegetação (estufas), jardins, videiras, arboredos, vegetações
ribeirinhas e outras nativas.
• Independentemente da prática adotada, seja ela aplicação tratorizada em área total e em pré-emergência, ou jato
dirigido, não ultrapassar os limites máximos de dose em kg/ha recomendados nas instruções de uso.
• A tolerância de novas variedades deve ser determinada antes de se adotar Ranger® como prática.
• Chuvas extremamente pesadas após a aplicação podem resultar em um baixo controle e/ou injúria à cultura,
especialmente se aplicação for feita em solo seco.
• Para a rotação de cultura observar o período mínimo de 01 ano após a aplicação para o plantio de outras culturas.
• Não utilizar o produto em desacordo às instruções do rótulo e bula.
• Não aplicar, exceto quando recomendado para uso em cultura, ou drenar, ou lavar, equipamentos de pulverização
sobre ou próximo de plantas ou áreas onde suas raízes possam se estender, ou em locais onde o produto químico
possa ser lavado ou posto em contato com as raízes das mesmas. Não usar em gramados, alamedas, parques
ajardinados ou áreas similares. Evitar a deriva da pulverização sobre plantas úteis.
• Culturas de inverno (trigo, aveia, centeio) subsequentes à aplicação de Ranger® poderão apresentar leve clorose em
locais se houver erro de aplicação como doses duplicadas ou sobreposição de barra. Entretanto, estas plantas
recuperam-se normalmente, não afetando a produção nestas condições.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de plantas daninhas (ex. controle manual, como roçadas, capinas, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Plantas Daninhas, quando disponível.

Ranger® é um herbicida composto por Clomazona e Hexazinona, que apresentam mecanismos de ação de inibição da biossíntese de carotenóides e inibição da fotossíntese no fotossistema II, pertencentes aos Grupos F3 e C1, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas), respectivamente. O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos dos Grupos F3 e C1 para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas (ex. controle manual, roçadas, capinas, etc.).
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).