Bula Sauvage

acessos
Tebuconazole
6911
FMC - Campinas

Composição

Tebuconazole 200 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
0,5 a 1 L p.c./ha 600 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. 30 dias. Aparecimento dos primeiros sintomas ao final do desenvolvimento foliar
Beterraba Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cercosporiose
(Cercospora beticola)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. 7 dias. A partir do aparecimento dos primeiros sintomas
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem do cafeeiro
(Hemileia vastatrix)
1 L p.c./ha 500 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 30 dias. Quando a infestação atingir 5 %
Cevada Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem
(Puccinia hordei)
0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 35 dias. 5 % da superfície foliar infectada
Mancha angular
(Drechslera teres)
0,75 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 35 dias. 5 % da superfície foliar infectada
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha angular
(Phaeoisariopsis griseola)
1 L p.c./ha 400 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 14 dias. A partir do começo do florescimento
Manga Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Oídio
(Oidium mangiferae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 15 dias. 20 dias. Antes da abertura das flores
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Crestamento gomoso do caule
(Didymella bryoniae)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. 14 dias. Aparecimento dos primeiros sintomas
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Oídio
(Microsphaera diffusa)
0,5 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 30 dias. 50 % da área foliar apresentarem sintomas
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) 14 dias. 7 dias. Início do florescimento ou aparecimento dos primeiros sintomas
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem da folha
(Puccinia triticina)
0,75 a 1 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 35 dias. Estádio do alongamento quando atingirem 5 % da área foliar ou 80 % de incidência
Mancha amarela
(Drechslera tritici-repentis)
0,75 a 1 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 35 dias. Estádio do alongamento quando atingirem 5 % da área foliar ou 80 % de incidência

INSTRUÇÕES DE USO:

SAUVAGE® é um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, usado em pulverização para controle das doenças da parte aérea das culturas de batata, beterraba, café, cevada, feijão, manga, melão, soja, tomate e trigo.


NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

BATATA
O controle deve ser no aparecimento dos primeiros sintomas a partir do final do desenvolvimento foliar, fase que coincide com o fechamento das linhas e inicio do desenvolvimento dos tubérculos. Realizar de 3 a 4 aplicações. Intervalo entre aplicações de 7 dias.

BETERRABA
Iniciar as aplicações após o aparecimento dos primeiros sintomas e repetir as mesmas a cada 7 dias. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.

CAFÉ
Recomenda-se iniciar a aplicação quando a infestação atingir 5% e repetir a mesma se esse nível for novamente atingido. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.

CEVADA
Quando forem encontrados 5% da superfície foliar infectada pelas doenças. Uma segunda aplicação será necessária se o nível crítico for atingido novamente. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.

FEIJÃO
A partir do começo do florescimento (R5/R6), no inicio da infecção podendo ser feitas duas ou três aplicações com intervalos de 15 dias. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.

MANGA
O tratamento deve ser iniciado antes da abertura das flores, continuando em intervalos quinzenais até o inicio da formação dos frutos. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo de produção.

MELÃO
Iniciar as aplicações após o aparecimento dos primeiros sintomas e repetir as mesmas a cada 7 dias. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.

SOJA
Para a ferrugem asiática da soja, na fase vegetativa da cultura a aplicação deve ser realizada de forma preventiva, no inicio dos primeiros sintomas. Na fase reprodutiva, a época de aplicação é variável com a data da semeadura. Nos primeiros plantios (meados para final de outubro), deve-se fazer a primeira aplicação no inicio da formação de grãos (R5.1) e a segunda, na fase de meia granação (R5.3). Á medida que ocorrer atraso na semeadura (após o inicio de novembro), deve-se antecipar as duas aplicações para a fase de canivetinho (R3) e de inicio de formação de grãos (R5.1).
Para oídio, iniciar as pulverizações quando 50% da área foliar apresentar sintomas, repetindo sempre quando este índice for atingido.
Para todas as situações realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.

TOMATE
O controle pode ser iniciado a partir do inicio do florescimento, no aparecimento dos primeiros sintomas e são feitas 4 aplicações de 14 em 14 dias. Realizar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.

TRIGO
Para a ferrugem e manchas foliares, iniciar o controle a partir do estádio de alongamento, quando as doenças alcançarem o valor de 5% da área foliar ou 80% de incidência. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.

MODO DE APLICAÇÃO:

SAUVAGE® deve ser misturado em água limpa e aplicado na forma de pulverização sobre as plantas, utilizando-se equipamentos terrestres ou aeronaves obtendo-se uma boa cobertura de toda a parte aérea da planta.

• Aplicação Terrestre: Através de equipamento tratorizado, costal manual ou costal motorizado.
Usar pulverizadores de barras com bicos cônicos (D2), com pressão de 80 a 100 lb/pol² e vazão de calda de acordo com as recomendações para cada cultura, conforme descrita na tabela de indicações de uso.
Manga: utilizar pulverizadores de pistola com consumo de 1000 L de calda/ha
Café: empregar atomizadores e volume de calda de 500 L/ha.

•Aplicação Aérea: usar micronair ou barra equipada com bicos cônicos da série D6 a D12, altura de vôo de 2 a 4 m de altura, pressão da bomba entre 30 a 50 lb/pol², vazão de 10 a 20 L/ha para micronair e 20 a 30 L/ha quando se emprega barras, largura da faixa de deposição 15 a 18 m, com densidade mínima de 80 gotas/cm²

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Culturas Intervalo de Segurança
Batata.................................... 30 dias
Beterraba .............................. 07 dias
Café ..................................... 30 dias
Cevada ................................. 35 dias
Feijão ................................... 14 dias
Manga................................... 20 dias
Melão ................................... 14 dias
Soja ...................................... 30 dias
Tomate.................................. 07 dias
Trigo ..................................... 35 dias



INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

LIMITAÇÕES DE USO:
Na cultura do melão, o produto não deve ser aplicado no florescimento.
Alem dos intervalos de segurança e reentrada na cultura, não aplicar o produto na cultura de feijão e tomate antes da floração. Na cultura da batata, não aplicar o produto antes da fase final do desenvolvimento foliar, fase que coincide com fechamento das linhas e inicio de desenvolvimento dos tubérculos.
Na ocorrência de chuvas após a aplicação, e dependendo da sua intensidade, pode haver diminuição da ação do produto.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS E A DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRIPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TÉCNOLOGIA EQUIVALENTE:
Vide item “Modo de Aplicação”.

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO.
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)

MINISTÉRIO DA SAÚDE – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA / MS).


INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS

PRECAUÇÕES RELATIVAS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)


RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO OU DO DISTRITO FEDERAL:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis).

MINISTÉRIO DA SAÚDE — AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana — ANVISA / MS).

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
-Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO:
Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
-Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos / dispersão de poeira.
Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorePelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2 (ou P3 mecânico classe P2 / ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral / viseira facial; touca árabe e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
-Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
-Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
-Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente co mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2 (ou P3 quando necessário)máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classeP2/ ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral/ viseira facial; touca árabe e luvas de nitrila.


PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada,
utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local
trancado, longe do alcance de crianças e animais.
-Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
-Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
— No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI : macacão com
tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula eiou receituário agronômico do produto.

Ingestão: NÃO PROVOQUE VOMITO. Em seguida procure assistência médica, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Não provoque vômito e não dê nada por via oral a uma pessoa inconsciente.
Olhos: Lave os olhos com água corrente em abundância durante 15 minutos e procure assistência médica levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
Pele: Lave com água corrente e sabão em abundância e procure assistência médica, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
Inalação: Remova a vítima para local arejado. Se ocorrer parada respiratória administre respiração artificial, preferivelmente boca a boca. Procure assistência médica, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
A pessoa que auxiliar na prestação dos primeiros socorros deve se proteger da contaminação, utilizando luvas e avental impermeáveis.

INTOXICAÇÕES POR SAUVAGE®
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico: Triazol
Classe toxicológica: A ser definido pela ANVISA
Vias de exposição: Oral, inalatória e dérmica
Toxicocinetica: Após administração oral de Tebuconazol a ratos, 65-80% da dose foi eliminada pelas vias biliar e fecal, ao passo que a eliminação urinária contabilizou em torno de 16-35%.
Mecanismos de toxicidade: Baseado nos estudos de toxicidade animal do ingrediente ativo Tebuconazol, pode haver efeitos tóxicos nos seguintes órgãos: baço, fígado, adrenal e cristalino dos olhos.
Sintomas e Sinais Clínicos –1:1 Em humanos, há irritação dermal leve e não há evidência de toxicidade
sistêmica.
Pode ocorrer irritação ocular após exposição ao triazol.
Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clinico compatível.
Tratamento: No envenenamento agudo, as medidas de urgência consistem no esvaziamentol
gástrico com o emprego de carvão ativado.
Não existe antídoto ou antagonista especifico para os fungicidas triazóicos. O tratamento médico é sintomática.
Contra-indicações: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite quimica.
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT – ANVISA/MS
Nofifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800 77 20 320 ou (0XX11) 5189-2100 (Horário comercial)
Informações de Emergência Toxicológica: 0800 70 104 50 (24 horas)

Mecanismo de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório:
Em ratos, o Tebuconazol tem ação sobre: fígado (indução das enzimas microssomáticas, vactiolos nos hepatócitos, assim como proliferações no duto biliar); sangue (redução dos eritrócitos, nível de hemoglobina, valor dos hematócritos e aumento dos reticulócitos) e glândulas supra-renais (vactiolos na camada externa).
Após ingestão oral, o produto é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal, alcançando concentração máxima no plasma em menos de duas horas. No organismo é metabolizado principalmente por oxidação.
A eliminação do produto nos órgãos e tecidos também ocorre de forma rápida, principalmente pela via biliar/fecal e pela via urinária. Quantidades pequenas são eliminadas pelo ar exalado. O produto não se acumula no organismo, sendo eliminado em até 72 horas.
Via dérmica, o produto é rapidamente em seguida, declinando durante as 24 do produto no sangue, indicando que pele atinge o sangue.
absorvido alcançando o equilibrio em menos de uma hora e, horas de exposição. Foram encontradas baixas concentrações somente uma pequena quantidade do produto absorvido pela pele atinge o sangue.

Efeitos agudos:
Em testes de laboratório com ratos, o produto apresenta dose letal aguda oral de 5000 mg/Kg de peso corporal para fêmeas, a CL50 inalatória foi maior que 4,787 mg/L e dérmica maior que 4000 mg/L. O produto testado mostrou-se irritante mínimo aos olhos de coelhos e não causou sensibilidade cutânea em cobaias.

Efeitos crônicos:
Nos estudos realizados com ratos em laboratório durante dois anos, observou-se na dose máxima testada (1000 ppm), uma leve influência no consumo de ração e água, bem como um retardamento no crescimento dos animais. Para os demais parâmetros requeridos neste tipo de estudo, não foram observados nenhuma anormalidade ou efeitos significativos. A dose sem efeito tóxico foi de 300 ppm para ratos machos e fêmeas.

1- PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é: MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).

- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.

- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
- Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distancia inferior a 500 (quinhen¬tos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento publico e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação susceptível a danos. Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

2- INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3- INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa BASF S.A. - telefone de emergência: Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, Óculos protetor e mascara com filtro)
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o Órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4- PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador devera estar utilizando os mesmos EPIs- Equipamentos de Proteção Individual — recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (lavagem manual):
Esta embalagem devera ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente apos o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa a embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, dire¬cionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, essa embalagem deve ser armazena¬da com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, e obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses apos o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local co¬berto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva quando existente, separada¬mente das embalagens lavadas.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em ate 6 (seis) meses após o termino do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.


EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realiza¬da pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos Órgãos competentes.
É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causam contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto e feita através de incinerarão em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmara de lavagem de gases efluentes e aprovados por Órgão ambiental competente.
TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte esta sujeito as regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que in¬clui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos Órgãos responsáveis.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE RESISTÊNCIA A FUNGICIDAS
Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
- Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
- Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.