Bula Shavit Agricur 250 EC

acessos
Triadimenol
6401
Adama

Composição

Triadimenol 250 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem do cafeeiro
(Hemileia vastatrix)
750 a 1000 mL p.c./ha 500 a 1000 L de calda/ha - - 30 dias. Quando for constatado 5% das folhas infectadas
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Oídio
(Blumeria graminis f.sp. tritici)
500 a 750 mL p.c./ha 150 L de calda/ha - - 45 dias. Quando houver a incidência da doeça de 20 a 25% das plantas a partir do estágio de algongamento
Uva Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Míldio
(Plasmopara viticola)
50 a 100 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - 15 dias. 15 dias. A pulverização deverá ser iniciada desde a brotação

Frascos plásticos monocamada de 0,5 e 1,0 L. Bombonas plásticas monocamadas de 5; 10; 20; 25 e 50 L. Bombonas de plástico endurecido de 5; 10; 20; 25; 100; 200 e 250 L. Frascos Pet de 0,5; 1,0 e 5,0 L. Frascos de alumínio com 0,5 e 1,0 L. Containeres de alumínio tipo bombonas com 5,0 ; 20 e 25 L. Baldes de alumínio com 5,0; 20 e 25 L. Containers de alumínio tipo barricas retornáveis com 50; 100 e 250 L.

INSTRUÇÕES DE USO:

O SHAVIT AGRICUR 250 EC é um fungicida sistêmico recomendado para o controle de doenças nas culturas de café, trigo e uva.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
O SHAVIT AGRICUR 250 EC, deve ser aplicado quando ocorrer condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das doenças ou conforme recomendações abaixo relacionadas.

Café:
Ferrugem: Iniciar a aplicação de SHAVIT AGRICUR 250 EC, quando for constatado 5% da folhas infectadas. A área pulverizada deve ser monitorada e realizar a segunda aplicação somente quando a infecção atingir o nível acima descrito. A avaliação das folhas do cafeeiro infectadas por ferrugem para determinar o momento da aplicação do SHAVIT AGRICUR 250 EC, deve ser realizada através da coleta de 100 folhas/talhão do 3o par de folhas da ponta para a base do ramo, na altura de 70 a 90 cm do solo. Reaplicar no máximo 3 vezes.

Trigo:
Oídio: O controle deverá ser iniciado quando houver uma incidência de oídio em 20 a 25% das plantas a partir do estádio de alongamento. Reaplicar o produto sempre que houver que ocorrer a incidência nos níveis acima descritos. Os trabalhos de pesquisa têm demonstrado que duas aplicações de SHAVIT AGRICUR 250 EC tem se demonstrado eficiente no controle de oídio em trigo.

Uva:
Míldio: A pulverização deverá ser iniciada desde o início da brotação e repetida a cada 15 dias, até o período de segurança (carência) determinado abaixo.

OBSERVAÇÕES: Por INCIDÊNCIA, entende-se a porcentagem de plantas da lavoura com sintomas da doença e por SEVERIDADE a porcentagem da área foliar atacada.

As amostragens para avaliação da infecção em Trigo deverão seguir o seguinte procedimento: a) iniciar o monitoramento do desenvolvimento das doenças a partir do afilhamento em caso de ter utilizado sementes tratadas, caso contrário, avaliar desde o início da emergência; b) amostrar a lavoura, percorrendo vários pontos representativos.

Consideram-se como situações diferenciais de lavouras, cultivares, épocas de plantio, tratamento de sementes ou não, rotação de culturas ou monocultura; uma amostra deve conter, no mínimo, 50 plantas; c) determinar a incidência da doença em todas as folhas verdes, completamente expandidas, descartando as senescentes e as em expansão.

MODO DE APLICAÇÃO:
O SHAVIT AGRICUR 250 EC deve ser aplicado através de pulverizadores costais e tratorizados, utilizando preferencialmente pontas de pulverização (bicos) do tipo cônico permitindo uma vazão adequada para cada cultura.
Em CAFÉ e UVA, deverá ser utilizado atomizador costal manual ou motorizado ou ainda atomizador tratorizado com regulagem para alto volume de calda/ha.

Na cultura de TRIGO, pulverizar através de pulverizadores costais ou tratorizados, equipados com pontas de pulverização (bicos) do tipo cônico ou leque, proporcionando uma vazão apropriada para cada cultura, como acima especificado. Os equipamentos devem estar providos de dispositivo para realizar a tríplice lavagem.

VOLUME DE CALDA:
Para a cultura de Café, utilizar 500 a 1000 litros de calda/ha, dependendo do porte das plantas. Para a cultura de Trigo, utilizar até 150 L de água/ha; Para a cultura de Uva, utilizar até 1000 litros de calda/ha.
Para outros parâmetros referente à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.
A regulagem do pulverizador deve ser aferida diariamente. Poderá ser utilizada a seguinte fórmula para calibragem do pulverizador:

Litros/hectare = 60.000 x litros/minuto
km /h x E

E=espaçamento entre bicos na barra (cm) ; Litros/minuto= vazão do bico;

Km/h = velocidade do pulverizador.

Ao esvaziar a embalagem, é obrigatório realizar a TRÍPLICE LAVAGEM, sempre vertendo no pulverizador, a calda resultante da tríplice lavagem.

PREPARAÇÃO DA CALDA: colocar 1/3 do volume do pulverizador com água, depois colocar a dose recomendada do SHAVIT AGRICUR 250 EC e em seguida completar com água até o volume desejado de calda, manter sempre a calda em agitação.


INTERVALO DE SEGURANÇA:

CAFÉ: 30 dias. TRIGO: 45 dias. UVA: 15 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

LIMITAÇÕES DE USO:
Para as culturas, doses e recomendações técnicas sugeridas, o produto não apresenta limitação de uso.
FITOTOXICIDADE: Para as culturas e doses recomendadas não há fitotoxicidade.

PRECAUÇÕES GERAIS: Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamento com vazamento. Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.

MANUSEIO DO PRODUTO: Use Protetor Ocular: O produto é irritante para os olhos. Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use máscara cobrindo o nariz e a boca: Produto perigoso se inalado ou aspirado. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Use Luvas de Borracha: Produto irritante para a pele. Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. Ao abrir a embalagem, faça de modo a evitar respingos: Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

PRECAUÇÕES DURANTE O USO: Evite o máximo possível o contato com a área de aplicação. Não aplique o produto contra o vento. Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga e botas.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho troque e lave suas roupas.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: A principal via de excreção do produto são as fezes. Cerca de 92% do produto é excretado pelas fezes, e o restante pela urina. A principal via metabólica encontrada é a hidroxilação da mistura do t-butil e subsequente oxidação do ácido carboxílico.

MEIA VIDA BIOLÓGICA DO PRODUTO TÉCNICO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO: A meia vida biológica do produto foi estimada em 24 horas para machos e fêmeas.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS : O produto apresentou uma DL 50 oral para ratos = 1483 mg/kg, não tóxico para Eisenia foetida, Daphnia e peixes, não é irritante cutâneo, num estudo de toxidade a longo prazo em ratos durante 02 anos nenhuma alteração patológica foi atribuída ao composto. O NOEL estabelecido foi igual a 125 ppm.

EFEITOS COLATERAIS: Nenhum efeito colateral foi observado, uma vez que a excreção total do produto se dá em 24 horas.

PRIMEIROS SOCORROS: Ingestão: Não provoque vômito, procure o médico, levando a embalagem, o rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto. Olhos: Lave com água em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto. Pele: Lave com água e sabão e abundância e se houver irritação procure o médico levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto. Inalação: Procure lugar arejado e recorra a auxílio médico levando a embalagem, rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA: Realizar tratamento sintomático, administrar terapia de suporte.

ANTÍDOTO: Não existe um antídoto especifico, realizar tratamento sintomático.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Evitar a contaminação ambiental. Preservar a natureza. Não utilizar equipamentos com vazamentos. Aplicar somente as doses recomendadas. Não aplicar o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Descartar corretamente as embalagens e resíduos. Não lavar as embalagens ou aparelhagem aplicadora em lagos, fontes, rios e demais coleções de água. Não jogar os restos do produto no meio ambiente. Para destinação final de resíduos e embalagens seguir corretamente as instruções da bula.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO : Mantenha o produto em sua embalagem original. O local deve ser excluído para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser em alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres : CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens disponíveis para envolver adequadamente, embalagens rompidas ou para o recolhimento de produto vazados. Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal:

AÇÕES EMERGÊNCIAIS: Em caso de vazamento sinalizar e isolar a área circunvizinha. Afastar curiosos. Contatar as autoridades locais permanentes e a empresa. Em caso de fogo, ficar longe da carga incendiada e chamar os bombeiros. Usar pó químico seco ou CO2. Não é recomendável o uso d'água para não espalhar o produto para outros locais. Procurar evitar que o derramamento alcance lagos, córregos, rios e poços. Em caso de desprendimento de fumaça ou vapores isolar a área e retirar pessoas do local. Caso possa ser feito sem risco, estancar o vazamento. Em pequenos derramamentos absorver com pó de serra e guardar em recipientes para posterior descarte. Em grandes derramamentos confinar o fluxo longe do local do acidente, para posterior descarte.

DESTINO FINAL DOS RESÍDUOS E EMBALAGENS: As embalagens após sofrerem a tríplice lavagem (retornando ao equipamento de pulverização a água destinada a lavagem), deverão ser encaminhadas para descarte.

MÉTODOS DE DESATIVAÇÃO: Incineração, em incinerador licenciado pelo ÓRGÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:

Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados no rótulo/bula.
Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. Resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.