Bula SPITZ

acessos
Abamectina
6513
FMC - Campinas

Composição

Abamectina 36 g/L Avermectina

Classificação

Acaricida, Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Controle biológico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
150 a 300 mL p.c./ha 300 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) REaplicar caso necessário. 21 dias. Aparecimento da praga
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
0,25 a 0,5 L p.c./ha 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro vermelho
(Oligonychus ilicis)
50 a 62,5 mL p.c./100L água 400 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Bicho mineiro
(Leucoptera coffeella)
50 a 62,5 mL p.c./100L água 400 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
15 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 7 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga nas brotações
Ácaro da falsa ferrugem
(Phyllocoptruta oleivora)
10 a 15 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 7 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga nas brotações
Minadora da folhas
(Phyllocnistis citrella)
7,5 a 15 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 7 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga nas brotações
Crisântemo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
15 a 25 mL p.c./100L água 1500 a 2500 L de calda/ha - 7 dias. UNA. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
250 a 500 mL p.c./ha 400 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 14 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Maçã Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro da macieira
(Panonychus ulmi)
35 a 50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - 10 dias. 14 dias. Aplicar entre o estágio de queda das pétalas e início da frutificação
Mamão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro branco
(Polyphagotarsonemus latus)
40 a 60 mL p.c./100L água 800 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. Início da frutificação
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
20 a 30 mL p.c./100L água 800 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 14 dias. Início da infestação
Morango Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
25 a 30 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - 7 dias. 3 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
100 a 150 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 14 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro rajado
(Tetranychus urticae)
30 a 40 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 3 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Larva minadora
(Liriomyza trifolii)
30 a 40 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 3 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga
Traça do tomateiro
(Tuta absoluta)
50 mL p.c./100L água 1000 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 3 dias. Primeiros sinais de aparecimento da praga

Frasco - Plástico: 0,25; 0,5; 1 L
Bombona - PLástico: 4; 5 e 20 L.

MODO/EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO
Aplicar Spitz nas dosagens recomendadas, diluído em água, conforme o tipo de aplicação. Assegurar uma boa cobertura foliar com gotas de pulverização
Aplicação terrestre:
Spitz pode ser aplicado em pulverizações com equipamento manual ou motorizado, costal, estacionário ou tratorizado. Em qualquer dos casos, é importante que haja uma total cobertura da parte aérea da planta.
Utilize bicos cônicos ou leque recomendados para o controle de ácaros e insetos. Quanto ao modelo de bicos, a distância entre eles e a pressão a ser utilizada, seguir a tabela dos fabricantes, a fim de obter um diâmetro de gotas de 50 a 200 micras, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm2, ou de acordo com a recomendação técnica oficial.
Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27ºC, com umidade relativa acima de 60% e ventos de no máximo 10 km/h.
Considerar sempre a umidade relativa do ar é o elemento mais importante na maior ou menor velocidade de evaporação das gotas.
Gotas muito finas não atigem adequadamente o alvo, e propiciam deriva maior, equanto que gostas muito grossas proporcionam deposição inadequada e escorrem para o solo.

Para a utilização de Spitz na cultura do café através de pulverizadores costais, devido à doses do produto para a cultura ser muito baixa, recomenda-se que seja utilizada uma proveta graduada ou outro recipiente dosador apropriado (por exemplo, uma seringa descartável), visando maior previsão de dosagem do produto no preparo da calda.

Aplicação aérea:
Nas culturas do algodão e citros, utilizar barras equipadas com bicos de jato cônico vazio da série micronair ou similar, com a combinação adequada de difusor (core) que permita a liberação e deposição de uma densidade mínima de 80 gotas/cm2.
Recomenda-se o volume de 20-40 L?ha de calda, altura de vôo de 2-3 m do alvo e largura de faixa de deposição efetiva de 15-18m.
Observar ventos de 3 a 10 km/hora, temperatura inferior a 27ºC e umidade relativa superior a 60% visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva ou evaporação.
O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda aplicação.

INTERVALO DE SEGURANÇA
Cultura Intervalo
Algodâo 21 dias
Batata, café, feijào, macä e mamäo 14 dias
Citros 7 dias
Crisântemo UNA*
Morango, tomate 3 dias
*UNA: Uso não alimentar

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana — ANVISA/MS).

LIMITAÇÕES DE USO:
Não ha restrições de uso alam de seguir criteriosamente as recomendações de uso do produto.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana — ANVISA/MS).

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTSO DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS
Vide item "Modo de Aplicação''

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente — IBAMA/MMA).

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS; (Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente — IBAMA/MMA).

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA A UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
(Vide as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA).

• DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

PRECAUÇÕES DE USO E RECOMENDAÇÕES GERAIS, QUANTO AOS PRIMEIROS SOCORROS, ANTÍDOTOS E TRATAMENTOS:

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, mascara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA :
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço medico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calcas por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; mascara com filtro combinado classe P2: óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Conforme modo de aplicação, de modo a evitar que o aplicador entre na nevoa de produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a Ultima aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calcas por cima das botas; botas de borracha; mascara com filtro combinado classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. AREA TRATADA" e manter os avisos ate o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do termino do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macac5o, luvas e mascara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI : macacão com
tratamento hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço medico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vomito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado (''respirado''), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÃO POR ABAMECTINA (Abamectin) - INFORMAÇÕES MÉDICAS
Grupo Químico: Avermectina
Vias de exposição: Oral, dérmica, inalatória e ocular.
Toxicocinética: Abamectina e uma mistura de avermectina B1a (80%) e avermectina B1b (20%), ambas com propriedades biológicas e toxicológicas similares, e são) produtos de fermentação natural da bactéria Streptomyces avermitilis. Estudos em ratos demonstraram que a Abamectina é pouco absorvida pelo trato gastrointestinal e é rapidamente eliminada do corpo (2 dias), quase exclusivamente nas fezes (69-82)% e não ha evidencia de acumulação nos tecidos. E distribuído para os principais tecidos e órgãos com vida media de 1,2 dias. Com exceção da dose-dependência para níveis de resíduos nos tecidos, o perfil toxicocinético não e influenciado pelo nível de dose, sexo ou pelo regime de tratamento. Mais de 50% do total de resíduos radioativos encontrados nos tecidos (fígado, rins, músculo e tecido adiposo)
corresponderam a Abamectina, inalterada, e, ern menor proporcao, aos derivados 24-hidroximetil e 3''-O-demetil. O derivado ß-alfa-hidroxi foi presente em pequenas quantidades. A abosrção pela pele é mínima (1%)
Mecanismos de toxicidade: A Abamectina age principalmente nos canais de cloro controlados pelo ácido glutâmico e secundariamente naqueles canais de cloro controlados pelo ácido gama-aminobutírico (GABA), ocasionando um aumento no fluxo destes íons nas sinapses nervosas em vermes redondos e na placa neuromuscular em artrópodes.
Conseqüentemente, há hiperpolarização das membranas nervosas, ocasionando paralisia e morte. O mecanismo de toxicidade em humanos ainda não é bem compreendido. Nos mamíferos, os canais i6nicos mediados pelo GABA só estão presentes no cérebro e a Abamectina atravessa dificilmente a barreira
hematoencefálica em situações normais, o que pode acontecer em casos de
intoxicação com altas doses do produto; alem disso, os nervos e as células musculares dos mamíferos não apresentam canais de cloro controlados por glutamato. Estudos realizados em ratos e camundongos indicaram que a sensibilidade à toxicidade por Abamectina foi correlacionada com perda de função da Glicoproteina-P (P-gP), incrementando a susceptibilidade à neurotoxicidade. As células que expressam altos níveis de P-gP tem taxas diminuídas de captação e retenção de drogas e agrotóxicos incluindo os do grupo de Avermectinas, alem de interações medicamentosas diferenciadas. Sintomas e sinais clínicos: Toxicidade aguda: Nos casos de intoxicação por Abamectina em humanos foram observados os seguintes sinais e sintomas:
Intoxicação: Sintomas e sinais clinicos
Leve: assintomática
Moderada: diarréia, náuseas, vômitos, fraqueza, sialorréia
Grave: coma, pneumonia aspirativa com insuficiência respiratória, hipotensão, rabdomiólise, acidose metabólica, falha múltipla de órgãos e morte.
Foi ligeiramente irritante ap6s contato com a pele e olhos.
Sintomas pouco freqüentes observados nas intoxicações por Avernnectinas em humanos foram: convulsões, ataxia, dispnéia, dor abdominal, parestesias, urticária, coma, pneumonia aspirativa com insuficiência respirat6ria e hipotenção. Toxicidade crônica: não é carcinogênico para humanos. Com base em estudos em animais, a altas doses, ha potencial de efeitos sobre a reprodução e o desenvolvimento.
Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clinico compatível.
• Obs.: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.
Tratamento: Antídoto: não ha antídoto especifico.
Tratamento: as medidas gerais são orientadas a remoção da fonte de exposição, descontaminação do paciente, proteção das vias respiratórias, prevenção de aspiração de conteúdo gástrico, tratamento sintomático e de suporte. Evitar o contato com os olhos, pele e roupas contaminadas.
Exposição Oral:
• Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessário.
1. Considere logo após ingestão de uma grande quantidade do produto (ate 1 hora). Proteger as vias aéreas em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal.
2. Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respirat6rias ou alteração de consciência em pacientes nao-intubados; corrosivos e hidrocarbonetos; risco de hemorragia ou perfuração gastrointestinal.
• Carvão ativado: se liga a maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica deles, se administrado logo após a ingestão (1 h)
Dose: suspensão (240 ml de água/30 g de carvão). Dose: 25 a 100 g em adultos, 25 a 50 g em crianças de (1-12)a e 1 g/kg em < 1 a;
• Não provocar vômito, caso ocorra espontaneamente não deve ser evitado; deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos.
• Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter as vias aéreas permeáveis: aspirar secreções, administrar oxigênio e intubar se necessário. Atenção especial para parada respirat6ria repentina, hipotensão e arritmias. Uso de ventilação assistida se requerido. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), eletrólitos, ECG, etc.
• Hipotensão: infundir (10-20) ml/kg de liquid° isot6nico. Se persistir: Dopamina (5-20 pg/kg/min.) ou Norepinefrina (adulto: começar infusão de 0,5-1 pg/min; crianças: começar com 0,1 pg/kg/min.) Tratar acidose metabólica severa com Bicarbonato de sódio.
• Convulsões: indicado benzodiazepinicos IV: Diazepam (adultos = 5-10 mg; crianças = 0,2-0,5 mg/kg, e repetir a cada 10-15 minutos) ou Lorazepam (adultos: 2-4 mg; crianças: 0,05-0,1 mg/kg). Considerar Fenobarbital ou Propofol na recorrência das convulsões em >5 anos.
• Manter internação por no mínimo 24 horas ap6s o desaparecimento dos sintomas.

Exposição Inalatória: Se ocorrer tosse/dispnéia, avalie quanto a irritação, bronquite ou
pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação. Trate broncoespasmos corn 132-agonistas via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
Exposição Ocular: Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina 0,9%, a temperatura ambiente, por pelo menos 15 minutos. Se os sintomas persistirem, encaminhar o paciente para o especialista.
Exposição Dérmica: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com abundante água e sabão. Encaminhar o paciente para o especialista caso a irritação ou dor persistirem.

CUIDADOS para as prestadores de primeiros socorros:
• EVITAR aplicar respiração boca-boca em caso de ingestão do produto; usar equipamento de reanimação manual (Ambú).
• Usar equipamentos de PROTECAO: para evitar cantata cutâneo, ocular e inalatório com o produto.
CONTRA-INDICAÇÕES: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.
Como a Abamectina estimula a atividade do GABA em mamíferos, é recomendado evitar drogas que estimulem o efeito do GABA (barbitúricos, benzodiazepinas, acido valpróico, etc.), em pacientes com risco de estarem intoxicados pelo produto.
Efeitos sinérgicos: Não relatados em humanos.
ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sabre o diagnostico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT — ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800-70-104-50 Telefone da Empresa: (0XX11) 5189-2100 (horário comercial)

Mecanismo de Ação Absorção e Excreção para Animais de Laboratório:
Vide itens Toxicocinética e Mecanismo de Toxicidade no quadro acima.
Efeitos Agudos (Resultantes de ensaios com animais — Produto Formulado):
DL50 oral para ratos machos e fêmeas é de 400,00 ± 159,24 mg/kg.
DL50 dérmica para ratos machos e fêmeas é maior do que 4.000 mg/kg.
CL50 inalatória (4 horas) para ratos machos e fêmeas é major do que 4,69 mg/L de ar.
Irritação Dérmica: no estudo realizado em coelhos o produto foi classificado coma não irritante a pele de coelhos.
Irritação Ocular em coelhos: estudo realizado em três animais, em dais animais produto causou irritação das conjuntivas reversível em ate 7 dias, no outro animal, além da irritação das conjuntivas causou opacidade reversível em ate 14 dias, estudo este que colocou o produto na classe I, conforme portaria 3/92. Sensibilização Cutânea: o produto mostrou-se não sensibilizante a pele de cobaias.
Efeitos crônicos:
Estudos crônicos realizados com ratos, as quais receberam Abamectina na dieta, nä° revelaram efeitos crônicos adversos ate o nível de 1,5 mg/Kg/dia. A doses superiores a esta (2 mg/Kg/dia) foram encontrados sinais clínicos de toxicidade, porem não de carcinogenicidade. Em ratos e cães provocou incremento do peso, dilatação pupilar, perda de peso, letargia, tremores e postura de decúbito. Quando camundongos foram alimentados com Abamectina par 94 semanas, estes apresentam dermatite e alterações na formação de sangue no baço (machos), tremores e perda de peso (fêmeas).
Toxicidade reprodutiva e sabre o desenvolvimento: Estudos em ratos revelaram severa redução na taxa de fertilidade e concepção de fêmeas, diminuição do ganho de peso e da atividade espermática em machos. Embora as doses baixas de Abamectina não foram observados efeito sabre o feto ou no embrião de ratos, camundongos e coelhos, doses t6xicas maternas causaram: fenda palatina (camundongos e coelhos), incremento no número de natimortos, diminuição da viabilidade e peso dos filhotes e diminuição da lactação (ratos).
Mutagenicidade, genotoxicidade, carcinoqenicidade: estudos em animais não mostraram efeitos mutagênicos nem carcinogênicos da Abamectina.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE


1.PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE.

§ Este produto é: Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II)

Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos. Não aplique o produto no período de maior visitação das abelhas.


Evite a contaminação ambiental — Preserve a Natureza.
Não utilize equipamento com vazamento.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas.
Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distancia inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.



2.INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR
9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.


3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa CHEMINOVA BRASIL LTDA. - Telefone de emergência 0800 111 767.
- Utilize equipamento de proteção individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga as instruções abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou terra, recolha o material com o auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não devera mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o Órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.


4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM Rígida LAVAVEL
- LAVAGEM DA EMBALAGEM
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's — Equipamentos de Proteção Individual — recomendados para o preparo da calda do produto.
• Tríplice Lavagem (Lavagem Manual)
- Esta embalagem devera ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa a embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagens sob pressao seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de Água;
- Direcionar o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob_pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de Água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUCÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, a devolução deverá ocorrer ate o fim do seu prazo de validade.
0 usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDARIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, ate sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos Órgãos competentes.

PROIBIDO AO USUARIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte esta sujeito as regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos e uns outros materiais.

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponívels e apropriado.

Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecultivas da mesma praga.
- Utilizar somente as dosagens recomendadas na bula
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI
- Incluir outros métodos de controle de insetos (ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.