Bula Starion 2P

acessos
Bifenthrin
4501
Bequisa

Composição

Bifenthrin 2 g/kg Éster piretroide.

Classificação

Inseticida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó seco (DP)
Contato
Milho - Armazenado Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Gorgulho
(Sitophilus zeamais)
500 a 600 g p.c. / ton - - Fazer uma única aplicação. 15 dias Polvilhamento por ocasião do armazenamento em paiol em camadas de 20 a 25 cm

Potes plásticos (embalagem aplicadora): 0,5 e 1 kg.

INSTRUÇÕES DE USO: "STARION 2P" destina-se ao tratamento de milho armazenado (em espiga).

CULTURA, DOSE (g/ton): MILHO (em espiga): 500~600 g/ Tonelada. A recomendação da dose em faixa ocorre em função da intensidade da infestação. "Starion 2 P" pode ser utilizado em milho armazenado com ou sem palha.

INTERVALO DE SEGURANÇA (dias): 15 dias

MODO DE AÇÃO EM RELAÇÃO AO ALVO BIOLÓGICO: Contato

MODO DE APLICAÇÃO: Polvilhamento por ocasião do armazenamento em paiol em camadas de 20~25 cm. Recomenda-se expurgar previamente, caso seja detectada infestação inicial superior a 5%. O paiol deve ser limpo antes do polvilhamento.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Não deve ocorrer a reentrada de pessoas nas áreas tratadas antes de 24 horas após aplicação, a menos que se use roupa protetora.

LIMITAÇÕES DE USO: Não há.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO: Polvilhadeira

RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE RESISTÊNCIA A INSETICIDAS:. Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas: Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga. Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo / bula. Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI. Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

PRECAUÇÕES GERAIS: Antes de usar o produto leia com atenção as instruções: Uso exclusivamente no controle de pragas de milho armazenado. Não transporte este produto juntamente com alimentos, medicamentos, bebidas, rações, animais e pessoas. Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. Não utilize equipamento com vazamento. Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.

PRECAUÇÕES DURANTE O MANUSEIO DO PRODUTO: Use protetor ocular. Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente. Veja PRIMEIROS SOCORROS. Use máscaras cobrindo o nariz e a boca. Produto perigoso se inalado ou aspirado. Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e veja PRIMEIROS SOCORROS. Use luvas de borracha. Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e veja PRIMEIROS SOCORROS. Ao abrir a embalagem, faça de modo a evitar que o produto se espalhe para que não haja formação de poeira. Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO PROPRIAMENTE DITA: Evite o máximo possível o contato com a área de aplicação. Não aplique o produto contra o vento. Use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Não reutilize a embalagem vazia. Mantenha o restante do produto em sua embalagem original adequadamente fechada em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho, troque e lave as suas roupas contaminadas separadas das demais roupas do restante da família ou de uso diário.

PRIMEIROS SOCORROS: Ingestão: Provoque vômito e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Não administrar leite, álcool, gordura animal ou vegetal, pois podem aumentar a absorção. Olhos: Lave com água em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Pele: Lave com água e sabão em abundância e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Inalação: Procurar local arejado. Ir ao médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

ANTÍDOTO E TRATAMENTO: Grupo químico: Piretróide sintético (Éster do ácido crisantêmico). Ação tóxica: Hiper-sensibilizante, irritante de mucosas. A ingestão de grandes quantidades requer lavagem gástrica, com cuidado para se evitar aspiração intrapulmonar. Tratamento: anti-histamínico, tratamento sintomático.

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO: Estudos em ratos e insetos mostraram que o produto atua no equilíbrio de sódio/potássio ao longo da membrana da célula nervosa e conseqüentemente na transmissão dos impulsos nervosos. Experimentos em ratos em que o produto foi administrado via oral mostraram que é rapidamente absorvido, distribuído e excretado, principalmente via urina e fezes. Os produtos de degradação não se acumulam em tecidos, são rapidamente absorvidos e extensamente metabolizados. O composto e seus metabólitos foram eliminados preferencialmente pelas fezes (76-79%) e urina (6-7%) nas primeiras 48 horas. A dose total administrada foi recuperada na excreção após 7 dias. Uma porção significativa do composto original é excretada de forma inalterada nas fezes. Isto se deve pelo menos em parte à absorção limitada do produto. Testes toxicológicos com os principais metabólitos em animais mostraram que os mesmos são todos menos tóxicos do que o composto original.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS: Em casos de severa exposição à pele durante o manuseio, uma sensação típica pode ocorrer na pele exposta (especialmente na face) descrita como formigamento, queimação e dormência. Estes sintomas desaparecerão decorridas algumas horas. Se outros sintomas (tonturas, dores de cabeça, náuseas) também ocorrerem como resultado de uma elevada contaminação, procurar imediatamente o médico. Foram realizados estudos de genotoxicidade em Drosophila melanogaster e ratos albinos que indicaram que BIFENTHRIN não causou mutações, danos no DNA, aberrações cromossômicas, transformações oncogênicas ou aumento nas trocas de cromátides irmãs, sendo portanto considerado não genotóxico. O Bifenthrin técnico foi administrado na dieta de ratos e camundongos por 2 anos, tendo sido associados tremores com a exposição repetida dos animais de laboratório ao produto. Nestes estudos não foram observadas na necrópsia e avaliação histopatológica alterações neoplásicas ou não neoplásicas que pudessem ser relacionadas com a administração de BIFENTHRIN.

EFEITOS COLATERAIS: Por não se tratar de produto para finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

Este produto é:

( X ) Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).

- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique na presença de ventos forte ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
3.1 - INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES.
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3.2 - INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES.
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa BERNARDO QUIMICA S/A. , telefone de emergência número (013) 3565-1212.
- Utilize equipamentos de proteção individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtros.
- Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
. Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.

. Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
. Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores a base de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

3.3 - PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

3.3.1 – EMBALAGEM DE STARION 2P :

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
deverá estar utilizando os mesmos EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual – recomendados para o preparo da calda do produto.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O Armazenamento das embalagens vazias, até a devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
3.3.2 - EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
3.3.3 - DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

3.3.4 - EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:

A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

3.3.5 - PRODUTO IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
• A desativação do produto é feita através de hidrolização alcalina e de incineração em fornos destinados para esse tipo de operação e aprovados pelo órgão estadual responsável, equipados de câmaras para lavagem de gases efluentes.

3.3.6 - TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:

O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTADUAIS, MUNICIPAIS E DO DISTRITO FEDERAL:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo(s) órgão(s) responsável (eis)

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se a praga-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando-se as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI);
- Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para a orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.